{"id":351,"date":"2020-01-26T21:01:34","date_gmt":"2020-01-27T00:01:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/?p=351"},"modified":"2020-01-26T21:01:34","modified_gmt":"2020-01-27T00:01:34","slug":"bonito-ms-turismo-elitizado-e-conservacao-por-um-fio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/2020\/01\/26\/bonito-ms-turismo-elitizado-e-conservacao-por-um-fio\/","title":{"rendered":"Bonito (MS): Turismo elitizado e conserva\u00e7\u00e3o por um fio"},"content":{"rendered":"<p>No m\u00eas de fevereiro no ano passado (2019) estive no Mato Grosso do Sul fazendo um mochil\u00e3o. Como n\u00e3o poderia deixar de ser, fui visitar Bonito. Eu j\u00e1 sabia que se tratava de um destino tur\u00edstico caro. Mas acreditei que como mochileiro, poderia driblar os ca\u00e7a-niqueis e contemplar as belezas naturais do local. Dei com os burros n&#8217;\u00e1gua cristalina e amea\u00e7ada. Percebi que o para\u00edso ali n\u00e3o \u00e9 para todos. Infelizmente. E que sua exist\u00eancia est\u00e1 por um fio, condicionada \u00e0 entrada de capital.<\/p>\r\n<p>Primeiro dei umas voltas pela cidade, visitei a pra\u00e7a principal e descobri que n\u00e3o conseguiria chegar nas famigeradas atra\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o a p\u00e9. N\u00e3o tendo transporte pr\u00f3prio, sobram poucas op\u00e7\u00f5es. Poderia alugar alguma bicicleta, pegar um moto t\u00e1xi, alugar um ve\u00edculo ou ir de van. A primeira op\u00e7\u00e3o, a mais econ\u00f4mica, \u00e9 invi\u00e1vel se pensarmos no sol escaldante da regi\u00e3o e as longas dist\u00e2ncias a serem percorridas em estradas de terra para se chegar aos destinos tur\u00edsticos, que est\u00e3o espalhados pela regi\u00e3o, n\u00e3o na cidade. Variam entre 8 e 80 quil\u00f4metros. Ent\u00e3o comecei pelo destino mais pr\u00f3ximo&#8230;<\/p>\r\n<h4>Balne\u00e1rio Municipal<\/h4>\r\n<p>O <a href=\"http:\/\/www.turismo.bonito.ms.gov.br\/bonito\/atrativos-turisticos\/balneario-municipal\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Balne\u00e1rio Municipal de Bonito<\/a> \u00e9 uma das atra\u00e7\u00f5es mais pr\u00f3ximas do centro da cidade, a cerca de 7 quil\u00f4metros. Chegando l\u00e1, tive que comprar ingresso e paguei a bagatela de R$ 37. Mal sabia que esta seria a mais barata das entradas.<\/p>\r\n<p>Apesar disto, fiquei contente em saber que o cidad\u00e3o bonitense podia entrar de gra\u00e7a. Afinal de contas, trata-se de uma \u00e1rea p\u00fablica. E nada mais justo do que permitir o acesso \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.\u00a0O balne\u00e1rio d\u00e1 acesso a um trecho do Rio Formoso, de \u00e1guas cristalinas. Ali, \u00e9 poss\u00edvel nadar junto \u00e0s piraputangas, peixe de cauda vermelha, s\u00edmbolo de Bonito.<\/p>\r\n<p>De orelhada, ouvi um guarda municipal comentando com uma bonitense que a \u00e1gua estava turva. Fiquei espantado, por era a primeira vez que eu visitava um corpo d&#8217;\u00e1gua da regi\u00e3o e, para mim, a era bastante transparente. Fui conversar com ele para entender como era &#8220;antigamente&#8221;, j\u00e1 que se tratava de um senhor prestes a se aposentar. Ele comentou que o problema vinha de uns cinco anos para c\u00e1. Disse que as lavouras estavam ampliando o desmatamento e, sem a mata ciliar, estavam trazendo os detritos para o rio, comprometendo a transpar\u00eancia da \u00e1gua.<\/p>\r\n<h4>Contemplando a natureza a toque de caixa<\/h4>\r\n<p>Pr\u00f3ximo ao balne\u00e1rio municipal, comecei a descobrir que as \u00e1reas naturais ali eram em sua maioria propriedades privadas. Por cerca de R$ 70 eu poderia descer as corredeiras de um rio em uma boia, daquelas que parecem um <em>donut<\/em> (bem maior do que a que aparece na foto). Achei caro. No entanto, a divers\u00e3o parecia valer a pena.<\/p>\r\n<p>Os guias passaram as instru\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a e n\u00e3o se importaram muito se os gringos estavam entendendo. Ao entrarmos na \u00e1gua, \u00e9ramos orientados a ficar de bru\u00e7os na boia. Desta forma, entrar\u00edamos de cara nas corredeiras. Al\u00e9m de ser extremamente desconfort\u00e1vel para as costas de quem j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais adolescente, naquela posi\u00e7\u00e3o o capacete bloqueava parte da vis\u00e3o, impedindo a aprecia\u00e7\u00e3o da paisagem. Quando me virei e fiquei de barriga pro alto, para buscar descer o rio com um pouco de conforto e contemplar a beleza a minha volta, um dos guias veio me zoar. Como adolescentes e pol\u00edticos de masculinidade fr\u00e1gil costumam fazer. Os guias tamb\u00e9m colocavam os turistas na posi\u00e7\u00e3o de bru\u00e7os para que remassem com as m\u00e3os o tempo todo. Era um neg\u00f3cio meio apressado, para que o passeio terminasse logo. Quando troquei de posi\u00e7\u00e3o, um dos guias ficou me acelerando pra eu n\u00e3o ficar muito pra tr\u00e1s. Acabando a atividade, ainda pediram um dinheirinho extra, al\u00e9m do que eu j\u00e1 tinha pago (espero que estejam com seus sal\u00e1rios em dia e n\u00e3o vivam das gorjetas). A conclus\u00e3o \u00e9 que no quesito corredeiras, o passeio n\u00e3o tem adrenalina nenhuma. Em rela\u00e7\u00e3o a aprecia\u00e7\u00e3o da beleza c\u00eanica, n\u00e3o te deixam apreciar sossegado.<\/p>\r\n<figure id=\"attachment_583\" aria-describedby=\"caption-attachment-583\" style=\"width: 599px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-583 \" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2019\/08\/MG_3680_01.jpg\" alt=\"\" width=\"599\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2019\/08\/MG_3680_01.jpg 1500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2019\/08\/MG_3680_01-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2019\/08\/MG_3680_01-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2019\/08\/MG_3680_01-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 599px) 100vw, 599px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-583\" class=\"wp-caption-text\">Rio Sucuri &#8211; Foto: Paulo A. Muzio<\/figcaption><\/figure>\r\n<h4><strong>Rio Sucuri<\/strong><\/h4>\r\n<p>No dia seguinte, fui fazer flutua\u00e7\u00e3o no Rio Sucuri. A ideia \u00e9 deixar a correnteza te levar enquanto voc\u00ea observa a fauna aqu\u00e1tica utilizando m\u00e1scara e esn\u00f3rquel (aquele tubo para respirar). A \u00e1gua \u00e9 absurdamente cristalina (os corpos d&#8217;\u00e1gua de Bonito s\u00e3o transparentes por conta da alta concentra\u00e7\u00e3o de calc\u00e1rio, que faz os sedimentos decantarem). Al\u00e9m das piraputangas e outros peixes, tive o privil\u00e9gio de dar de cara com a &#8220;Ana&#8221;, uma sucuri imensa. Felizmente ela n\u00e3o \u00e9 agressiva e parecia n\u00e3o estar com fome. Passa-se um pouco de frio, mas o passeio foi aprovado.<\/p>\r\n<h4>Gruta do\u00a0 Lago Azul<\/h4>\r\n<p>No outro dia, resolvi conhecer a Gruta do Lago Azul. Foram R$ 60 para acessar a gruta mais R$ 40 do transporte em van at\u00e9 l\u00e1. O pre\u00e7o parece razo\u00e1vel, n\u00e3o fosse este cart\u00e3o postal, em espec\u00edfico, uma \u00e1rea p\u00fablica. Apesar da qualidade do guia, achei o passeio bastante apressado. N\u00e3o h\u00e1 muito tempo para parar e contemplar a beleza c\u00eanica do local. Os grupos t\u00eam que se mover constantemente e abrir espa\u00e7o para os outros grupos que vem atr\u00e1s. Todos s\u00e3o estimulados a tirarem <em>selfies<\/em> rapidamente e logo darem espa\u00e7o para o pr\u00f3ximo que quer registrar um momento n\u00e3o apreciado, n\u00e3o vivido. O resultado \u00e9 uma infinidade de fotos das pessoas visitando o local nas redes sociais e provavelmente pouca rela\u00e7\u00e3o criada com o local.<\/p>\r\n<h4><strong>Cachoeira Boca da On\u00e7a<\/strong><\/h4>\r\n<p>Sa\u00ed de Bonito de fui para a pequena cidade de Bodoquena, de cerca de 8 mil habitantes. Achei que por l\u00e1 eu conseguiria visitar atrativos naturais sem ter que me submeter aos sistema. Mas foi uma p\u00e9ssima escolha. Os atrativos de Bodoquena s\u00e3o os mesmos de Bonito. Os pre\u00e7os s\u00e3o tabelados. E de Bodoquena h\u00e1 menos possibilidades de transportes para os pontos tur\u00edsticos.<\/p>\r\n<p>N\u00e3o tendo escapat\u00f3ria, comprei um passeio para a Cachoeira da Boca da On\u00e7a na \u00fanica ag\u00eancia que encontrei. Por sorte, consegui ali uma carona com um casal de guias que fariam o passeio em seu dia de folga (eles t\u00eam acesso gratuito).<\/p>\r\n<p>O passeio da Cachoeira da Boca da On\u00e7a, assim como a maioria dos passeios da regi\u00e3o, s\u00e3o muito bem organizados e com os guias bem preparados, fornecendo informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas sobre a fauna, a flora, a geografia e a geologia do local.<\/p>\r\n<p>Assim que publiquei uma foto do passeio nas redes sociais, a p\u00e1gina da Boca da On\u00e7a no Facebook solicitou que eu avaliasse o passeio. Avaliei com 4 estrelas dando o seguinte depoimento com alguns questionamentos e sugest\u00f5es:<\/p>\r\n<blockquote>\r\n<p>&#8220;O passeio \u00e9 \u00f3timo, mas n\u00e3o poderia dar 5 estrelas pelo pre\u00e7o exorbitante, assim como qualquer outra atra\u00e7\u00e3o tur\u00edstica da regi\u00e3o. Estrutura e organiza\u00e7\u00e3o impec\u00e1veis. Mas o que \u00e9 feito em prol da comunidade do entorno? E a conserva\u00e7\u00e3o da \u00e1rea? Est\u00e1 condicionada apenas \u00e0 entrada de capital? Seria interessante se fossem realizados passeios gratuitos com o vi\u00e9s de educa\u00e7\u00e3o ambiental para os estudantes e moradores da regi\u00e3o.&#8221;<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n<p>Ap\u00f3s alguns meses, recebi a resposta abaixo que publico na \u00edntegra:<\/p>\r\n<blockquote>\r\n<p>&#8220;Boa tarde Paulo Andreetto de Muzio.<\/p>\r\n<p>Estava olhando algumas postagens e me deparei com seu questionamento, ent\u00e3o vou separar pelas suas perguntas.<br \/>Pe\u00e7o desculpas por responder somente agora.<\/p>\r\n<p>Pre\u00e7o exorbitante?<br \/>*********************<br \/>Aqui na Boca da On\u00e7a como em todos os demais atrativos da regi\u00e3o, trabalhamos com uma licen\u00e7a limitante (quantidade de pessoas por dia), ou seja, n\u00e3o podemos vender al\u00e9m da capacidade determinada pelo IMASUL (Instituto de Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul).<\/p>\r\n<p>E como todo atrativo tur\u00edstico, vivemos de baixas e altas temporadas (onde se ganha o dinheiro para pagar funcion\u00e1rios, fazer manuten\u00e7\u00f5es, investimentos na estrutura, compra de equipamentos e ve\u00edculos, treinamentos de funcion\u00e1rios, etc). E, apenas 1\/4 do ano \u00e9 considerado alta temporada, ou seja, n\u00e3o temos muitas op\u00e7\u00f5es para fechar as contas no final do ano.<br \/>S\u00f3 para manter a estrada em boas condi\u00e7\u00f5es, gastamos um valor consider\u00e1vel. Tudo isso, pensando em atender bem o turista que nos visita.<\/p>\r\n<p>Para manter uma propriedade destinada ao turismo e seguindo as leis vigentes do nosso estado, tendo todo o cuidado de evitar qualquer tipo de impacto negativo na natureza, e ainda n\u00e3o podendo (e tamb\u00e9m n\u00e3o queremos para manter a preserva\u00e7\u00e3o) aproveitar todo o potencial que a natureza nos proporciona, \u00e9 algo quase imposs\u00edvel com um voucher de valor mais reduzido.<br \/>Ao contr\u00e1rio de uma praia ou balne\u00e1rio por exemplo, onde n\u00e3o existe limite de visitantes.<br \/><br \/>O que \u00e9 feito em prol da comunidade do entorno?<br \/>*********************************************************<br \/>Todo morador de Bodoquena e Bonito tem tarifa especial para visitar o atrativo (metade do valor).<br \/>Motoristas, Recepcionistas, Cozinheiras, Funcion\u00e1rios de outros passeios, Agentes, todos t\u00eam cortesia para conhecer nosso passeio. Crian\u00e7as carentes de toda a regi\u00e3o s\u00e3o atendidas de forma gratuita em nosso atrativo.<\/p>\r\n<p>E a conserva\u00e7\u00e3o da \u00e1rea?<br \/>******************************<br \/>A maior parte da fazenda fica dentro de \u00e1reas cercadas e identificadas com placas de Reserva Permanente que abriga ali vegeta\u00e7\u00e3o nativa, com o intuito de preservar n\u00e3o s\u00f3 a flora, como tamb\u00e9m a fauna.<\/p>\r\n<p>Todo trabalho na fazenda \u00e9 voltado para a preserva\u00e7\u00e3o da natureza, pois ela e todas as suas belezas e encantos s\u00e3o respons\u00e1veis pelo destino ser considerado repetidas vezes o melhor destino de ecoturismo do Brasil e do mundo. E isso tudo tem um pre\u00e7o.<\/p>\r\n<p>N\u00e3o utilizamos mais nenhum produto de pl\u00e1stico em nosso atrativo (exceto as garrafas d\u00b4\u00e1gua). Copos pl\u00e1sticos foram substitu\u00eddos por canecas de alum\u00ednio que s\u00e3o lavadas em m\u00e1quinas de alta temperatura. Canudos foram extintos. E todas as garrafas de \u00e1gua s\u00e3o encaminhadas para projetos de castra\u00e7\u00e3o a animais de rua na cidade de Bodoquena ou para compras de cadeiras de rodas na cidade de Bonito.<\/p>\r\n<p>Os vidros s\u00e3o encaminhados para a Casa do Vidro em Bonito que faz um excelente trabalho de reutiliza\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel dos mesmos.<\/p>\r\n<p>Est\u00e1 condicionada apenas a entrada de capital.<br \/>Seria interessante se fossem realizados passeios gratuitos com o vi\u00e9s de educa\u00e7\u00e3o ambiental para os estudantes e moradores.<br \/>***********************************************************************************<br \/>A Boca da On\u00e7a n\u00e3o visa apenas a entrada de capital, embora empresas s\u00e3o criadas com esse objetivo (e n\u00e3o h\u00e1 nada de errado nisso), \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o da propriet\u00e1ria em atender projetos ligados as crian\u00e7as carentes de nossa regi\u00e3o.<br \/>Aqui por exemplo, recebemos de forma gratuita professores e alunos carentes das escolas de Bonito, Bodoquena, e at\u00e9 de outras regi\u00f5es para fazerem o passeio completo, com caf\u00e9 da manh\u00e3, almo\u00e7o, guia e seguro.<br \/>Nesse caso, recebemos a ajuda dos guias volunt\u00e1rios que atendem os professores e as crian\u00e7as (tamb\u00e9m de forma gratuita), falando sobre sustentabilidade, preserva\u00e7\u00e3o ambiental e como isso tudo ajuda a regi\u00e3o como um todo, gerando inclusive empregos e conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o.<br \/>Al\u00e9m de outras a\u00e7\u00f5es junto a algumas escolas que culminam num benef\u00edcio social para as crian\u00e7as.<br \/>Sem falar na parceria com escolas que realizam aulas eletivas de cunho conservacionista.&#8221;<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n<h4>Que a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 natureza aumente<\/h4>\r\n<p>Quando questionei \u00e0 Boca da On\u00e7a em sua p\u00e1gina, levantei alguns questionamentos junto a elogios, pois foi o passeio que mais apreciei durante minha viagem a Bonito. Agrade\u00e7o \u00e0 equipe por se preocupar em responder. Algumas pessoas comentaram na minha avalia\u00e7\u00e3o assumindo posi\u00e7\u00e3o beligerante. Meu objetivo era que minhas perguntas fossem respondidas, e n\u00e3o atacar a equipe em troca de provar que eu estava certo (como \u00e9 recorrente nesta era de trolls pela internet).<br \/><br \/>Longe de desmerecer o esfor\u00e7o daqueles que, como eu, trabalham e favor da prote\u00e7\u00e3o ambiental e conhecem seus desafios, n\u00e3o podemos cair na ilus\u00e3o de que n\u00e3o h\u00e1 o que melhorar. Comemoremos as conquistas, mas sempre de olho no que vem a seguir.<br \/><br \/>Pouco tempo ap\u00f3s eu regressar de Bonito, foram publicadas mat\u00e9rias sobre a degrada\u00e7\u00e3o do para\u00edso tur\u00edstico em diferentes ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o, como o <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/fantastico\/noticia\/2019\/04\/07\/aguas-cristalinas-de-bonito-ficam-cheias-de-lama-e-paraiso-corre-risco.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fant\u00e1stico<\/a>, da Rede Globo de Televis\u00e3o e o <a href=\"https:\/\/www.correiodoestado.com.br\/cidades\/drenagem-em-nascente-ameaca-rio-perdido-em-bonito\/352541\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Correio do Estado<\/a>, peri\u00f3dico do Mato Grosso do Sul, que d\u00e3o respaldo ao que o Guarda Municipal me contou l\u00e1 no Balne\u00e1rio Municipal. E quando \u00e9 lama que chega \u00e0s \u00e1guas cristalinas, nem \u00e9 preciso o olhar atento e experiente do nativo da regi\u00e3o.<\/p>\r\n<p>O questionamento, quando comecei a escrever este texto, era se as \u00e1reas naturais de Bonito tinham sua prote\u00e7\u00e3o condicionada \u00e0 entrada de capital. Hoje, n\u00e3o tenho d\u00favidas, mas a certeza de que sua conserva\u00e7\u00e3o est\u00e1 em risco. Se de um lado h\u00e1 um interesse econ\u00f4mico que conserva Bonito para o turismo, do outro h\u00e1 uma press\u00e3o, envolvendo muito dinheiro, que estrangula a \u00e1rea em um estado onde o agroneg\u00f3cio impera.<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>No m\u00eas de fevereiro no ano passado (2019) estive no Mato Grosso do Sul fazendo um mochil\u00e3o. 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