Menstruar ou não menstruar: that is the question…

Os últimos acontecimentos na blogosfera feminista têm me deixado de cabelo em pé. Vinha eu vivendo a minha vidinha tranquila dentro da bolha que me protege das atrocidades do mundo (a.k.a. “amigos inteligentes, interessantes e pensantes”) quando a realidade da ignorância humana me atingiu em cheio, bem na cara, com o post da Lola Aronovich no blog Escreva, Lola, Escreva. O post é genial, bacana, certeiro e com um argumento impecável sobre o machismo imbecil e a misoginia destilada no programa CQC. O que é de morrer-de-catapora-preta são tanto os comentários (não só lá no blog da Lola, como no Twitter, nos jornais, no Facebook…) quanto a repercussão da coisa: ameaça de processo por calúnia e difamação por parte do Marcelo Tas. É. Pois é.
Depois, na sequência, em Sampa na semana passada aconteceu a Marcha das Vadias: movimento inspirado na Slut Walk canadense, cujos objetivos são, além de dar visibilidade ao movimento feminista moderno, exigir a atenção da sociedade e da mídia para o tratamento dado às mulheres vítimas de preconceito e agressão. De uma maneira irônica (ah… o problema em ser irônico…), as manifestantes vestem-se de forma provocativa e carregam cartazes com frases de protesto, como “Meu corpo. Minhas regras.”, ou “Nem santa, nem vadia!”.
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Aí a coisa azedou de vez… A quantidade de gente que não entendeu, ou simplesmente não quis entender a ironia no nome da marcha e nem – muito menos – a reivindicação das feministas chegou a níveis estratosféricos. Mas, de qualquer modo, isso é bom, sabia? É bom pra chacoalhar o povão, pra dar o que pensar, pra instigar o debate. (Eu e o meu irremediável otimismo.)
Toda essa introdução pra dizer que, no meio dessa fogueira, vou repostar esse texto que causou um certo “incômodo” na galerinha descolada, porque toca, justamente, naquilo que as mulheres têm de mais particular: a menstruação. Divirtam-se…

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Mulher, realmente, tem cada uma que eu vou te contar, viu…
A Gisele Bündchen dá à luz em casa, dentro do banheiro (limpinho, né? Antisséptico bagarái…) e as vozes femininas aclamam. Até hoje, o moleque já deve estar indo pra faculdade, e eu não entendi qual foi a da moça: fazer graça, medo de injeção, ou só burrice mesmo. Uma coisa é fazer parto normal, com profissionais altamente treinadas e capacitadas, num ambiente preparado para isso e com autorização e recomendação médica, como é feito em alguns países europeus (com procedimentos e legislação estabelecidos e aprovados). Outra coisa, bem diferente, é o tal do “parto natural”, parto na água, parto de cócoras, parto com golfinhos (juro que isso existe!) e o escambáu. Pesquisinha rápida e não encontrei NADA nas bases de dados de Saúde que indicasse esses métodos como seguros ou eficazes. Mas enfim… esse post não tem nada a ver com parto e nem com a Gisele. *** (FAZ FAVORZINHO DE VER A ATUALIZAÇÃO LÁ EMBAIXO!)
Mas o assunto continua na esfera feminina: menstruação.
Eis que, outro dia, a mulherada do Twitter estava conversando sobre o tal do Moon Cup, um dispositivozinho de silicone, como um Tampax só que retornável, pra ser usado durante a menstruação. A vantagem do troço é que ele elimina a montanha de lixo não biodegradável que a gente acumula com os absorventes higiênicos. A Claudia Chow falou sobre eles no Eco Desenvolvimento. Eu, particularmente, prefiro acabar de uma vez por todas com todos os desperdícios provocados por Mr. Chico: não menstruar de todo. Isso se faz INDO AO MÉDICO e discutindo com ele sobre a possibilidade de se tomar anticoncepcionais de uso contínuo. As vantagens, pessoalmente, são que além de evitar o incômodo e a produção de lixo, elimina a TPM, as cólicas, pode diminuir a ocorrência de crises de enxaqueca (como foi o meu caso) e te dá 100% de aproveitamento mensal. De resto, esse resultado parece ser o esperado, estudos mostram que há uma melhorazinha nos sintomas pré-menstruais em mulheres que usam esse tipo de medicação (Coffee, Kuehl, Willis & Sulak, 2006).
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Do ponto de vista fisiológico, estudos apontam que as mudanças metabólicas causadas pelos contraceptivos de uso contínuo são similares àquelas causadas pelo uso da pílula “normal”, de ciclo curto, e portanto, os possíveis efeitos colaterias são os mesmos (Machado, Fabrini, Cruz, Maia & Bastos, 2004). Comparações de eficácia entre os dois métodos também não mostraram diferenças significativas e o fato de não haver sangramento não causa nenhuma doença, disfunção ou prejuízo às pacientes (Wright & Johnson, 2008).
Pois é aí que se dá o busílis: não menstruar não causa, ao que parece, nenhum problema para as mulheres, certo? Algumas acham que não. Baseadas em observações fisiológicas, em sintomas físicos, em problemas causados pela falta de menstruação, certo?
Não.
Baseadas em argumentos como:
“Se eu não menstruar vou me sentir menos mulher.”
“A menstruação é o que marca a identidade feminina.”
“A mulher é um ser cíclico, o ciclo menstrual espelha o ciclo cósmico, as marés, a lua, blá, blá, blá, whiskas sachê…”
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Sobre o tal do ciclo cósmico, não há nenhuma evidência que comprove alguma relação entre qualquer ciclo (lunar, de marés, cósmico, do campeonato paulista ou whatever) e o ciclo menstrual. O ciclo lunar pode ter alguma influência sobre o início do trabalho de parto (em gente ou em qualquer outro mamífero), mas não é determinante dele. Pode até ser que cortar o cabelo na lua crescente melhore sua aparência, mas esse efeito é tão pequeno que vale mais à pena investir numa boa duma hidratação. Ou seja, argumento inválido!
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Sobre a tal da “identidade feminina”, podia-se começar por definir que raio é isso. Identidade pode ser todo um conjunto de padrões de comportamento e de sentimento que definem o que é ser “feminino”, “ser mulher”. Desde muito cedo, as meninas aprendem determinadas regras (sociais, de higiene, de relacionamento, etc.) que são reconhecidas pela comunidade em que ela vive como marcadamente “femininas”. Depois,com o tempo, essas regras se tornam tão fortemente estabelecidas no repertório de comportamentos que a própria pessoa pode descrevê-las como “parte da sua identidade”, “parte de si”, sua “personalidade” ou “é assim que eu sou”. Mas, de fato, a determinação foi social e cultural. Em poucas palavras, aprendemos a ser mulher, quase do mesmo modo que aprendemos a jogar ping-pong ou a fazer tricô. Do mesmo modo que, depois de um tempo, essas atividades tornam-se mecânicas e os movimentos quase inconscientes, os comportamentos ditos femininos os e símbolos a eles ligados tornam-se “identificados” como a feminilidade.
O ponto é esse: os comportamentos e sentimentos ligados ao menstruar e à menstruação acabam por formar uma categoria estreitamente conectada à tudo o que é feminino, e assim, fazem parte da grande “identidade feminina”. Mas, do mesmo jeito que isso tudo foi aprendido ao longo da vida de uma mulher (e dos homens também, afinal de contas, eles convivem o tempo todo com mulheres, né?), nada determina que não possa ser re-aprendido, ou substituído por outras categorias mais adequadas e até mesmo mais importantes. Do meu modesto ponto de vista, prefiro que minha identidade feminina seja baseada, por exemplo, na minha sensibilidade para acolher pessoas em sofrimento; na minha habilidade de fazer trabalhos manuais delicados e complexos; no meu senso estético e na apurada discriminação de cores; na minha capacidade de prestar atenção a diferentes estímulos ao mesmo tempo… e por aí vai.
Mas tem gente que prefere basear sua identidade feminina em sofrer de cólica e de dor de cabeça cinco dias por mês, ficar mal-humorada e se entupir de chocolate, aumentar seu risco de ter endometriose e ovário policístico, a sofrer durante horas num trabalho de parto… Percebe que parece que a identidade feminina é baseada em sofrimento? Ah, não. Obrigada. Diria minha avó: vai catar coquinho na ladeira, vai caçar sapo com bodoque, vai ver se eu tô na esquina de pijama!
Concluindo, não há nada que, universalmente psicológica ou fisiologicamente, impeça a suspensão da menstruação. Só você e seu médico é que devem tomar a decisão, baseados nas suas necessidades e limites individuais e em uma boa dose de bom senso e racionalidade. Juro que sua vida vai ficar bem mais fácil.
Referências:
Coffee, A.L., Kuhel, T.J., Willis, S., & Sulak, P.J. (2006). Oral contraceptives and premenstrual symptoms: Comparison of a 21/7 and extended regimen. American Journal of Obstetrics and Gynecology, 195(5), 1311-1319. doi:10.1016/j.ajog.2006.05.012
Machado, R.B., Fabrini, P., Maia, E., & Bastos, A.C. (2004). Clinical and metabolic aspects of the continuous use of a contraceptive association of ethinyl estradiol (30 μg) and gestodene (75 μg). Contraception , 70(5), 365-370. doi:10.1016/j.contraception.2004.06.001
Wright, K.P., & Johnson, J.V. (2008). Evaluation of extended and continuous use oral contraceptives. Therapeutics and Clinical Risk Management, 4(5), 905-911.
***ATUALIZAÇÃO:
Pra quem não entendeu (é, tem gente que não passa do primeiro parágrafo e já não entende. God knows why…) o que eu estou demonizando é o monte de “métodos alternativos” para dar à luz, quase assim uma homeopatia-ortomolecular-do-parto, sabe?
Uma coisa é o chamado Parto Domiciliar (o Homebirth europeu) feito por profissionais formados e com indicação do médico que fez o pré natal. Esse tipo de parto é feito com a mãe na CAMA.
Outra coisa bem diferente é o parto na ÁGUA (a.k.a. parto-gisele), que não tem nenhum apoio científico e nem dos médicos. Quem duvida, favor dar uma olhadinha nos links abaixo:
Water birth – is it safe?
Neonatal Sudden Death Due to Legionella Pneumonia Associated with Water Birth in a Domestic Spa Bath
Pseudomonas Otitis Media and Bacteremia Following a Water Birth
Effects of water birth on maternal and neonatal outcomes
Water birth and infection in babies
Legionella pneumophila Pneumonia in a Newborn after Water Birth: A New Mode of Transmission

Discussão - 19 comentários

  1. Letícia disse:

    Troco toda minha “identidade feminina” por minha sanidade mental e física.
    Tomo antconcepcional de maneira contínua há cinco anos e nao me arrependo nem um pouquinho.
    Sofrer na menstruacao e ficar agressiva na TPM nao fazem parte do que acredito ser mulher.

  2. Claudia Chow disse:

    Confesso q antes de conhecer o Mooncup odiava ficar menstruada, achava um sofrimento sem fim, mas o copinho me ajudou muito em lidar com ela. Tomo anticoncepcional, mas toma-los continuamente nao funciona para mim acabo tendo escapes e portanto querendo ou nao fico menstruada, entao opto por saber qdo exatamente isso vai acontecer.
    Concordo q o fato de ficar menstruada ou nao nada tem a ver com o fato de ser mulher. Mas hj em dia acho q estamos evoluindo para a questão: ser mãe te faz mais mulher?

  3. Emanuelle disse:

    Identidade feminina? Desculpa aí, mas sofrimento não tem nada a ver com o assunto. Dor e estorvo? O escambau. Como disse a Letícia ali em cima, prefiro minha sanidade.

  4. Samantha Rizzi disse:

    Muito bom o texto, Ana. Lembro até hoje quando, após meses tomando diserin pra TPM sem revolver nada e anêmica de sangrar 7 dias todo mês, o ginecologista me perguntou se pra mim menstruar tinha algum signicado especial e se parar de menstruar me traria alguma nóia. Então me falou do anticoncepcional de uso contínuo. Foi um anjo que apareceu na minha vida e me trouxe muita, mas muita qualidade de vida.

  5. Homem pode comentar aqui? 🙂
    Bem, eu sinceramente, do fundo da minha próstata, não faço a mínima ideia de como é passar por uma menstruação.
    Mas concordo completamente com o texto. Creio que já passou da hora de a gente entender que cada um é dono do próprio corpo. Minha namorada reclama sempre que não gosta de ficar menstruada, pq ela normalmente “incha” durante os dias, além de ter bastante enxaqueca, dor nas costas e cólica (e tem tbm o fato de a gente ser estudante e não ter muito tempo para o sexo, e muitas vezes, quando tem, ela está “naqueles dias” :-)).
    Se para mim, que estou ao lado dela, isso já é ruim, imagine para ela. Particularmente acho as mulheres seres muito mais fortes que os homens (putz, menstruação, parto, menopausa…), e tenho em mente o direito que cada indivíduo tem sobre o próprio corpo. Quanto ao homem, este direito já é quase que “uma verdade absoluta e inviolável”, já que a maioria das sociedades são extremamente machistas. Mas a gente ainda acha que pode dizer o que os membros do outro gênero deve ou não fazer consigo mesmo? Isso vale também para outras questões, principalmente a do aborto.
    Pra mim a feminilidade (ou o que quer que seja) de uma mulher deve ser aquilo que a faça feliz, e não algo que a traga incômodo. E tbm não acho errado usar de descobertas científicas para modificar alguns aspectos da nossa natureza de forma a tornar nossa vida melhor.
    Eu, assim como a maioria dos homens, não conheço muito destes medicamentos que cessam a menstruação. Homens em geral, por razões óbvias, são mais ignorantes neste assunto.
    Meu único medo porém são os efeitos colaterais. Não sei, torço para que no futuro surjam outros medicamentos ou mesmo outros procedimentos com maior eficácia e com menos ou mesmo sem efeitos colaterais e mesmo uma maior divulgação na grande mídia divulgando mais mais esta possibilidade às mulheres (não costumo assistir tv, por isso não vi este programa do CQC, mas não se ouve muito falar sobre estes mecanismos para interrupção da menstruação).
    No mais, excelente texto. Abraços.

  6. Ana Arantes disse:

    Claro que homem pode comentar!!!! E seja muito bem vindo!!!! (Benvindo? Bem-vindo? Help!) Enfim, fique à vontade!

  7. Viviani disse:

    Gzuiz.
    Bando de xiitas. Desde quando precisamos sofrer para provar que somos mais mulheres.
    Para mim, menstruar sempre foi um fardo. Pesado, dolorido, incômodo.
    Uso contraceptivo contínuo há 7 anos. A melhor coisa que já inventaram.
    Nem por isso sou uma ciborgue. Sou muito mais mulher do que muita parideira que tem por aí, que se gaba de ser MULHER e não consegue nem satisfazer o marido. O coitado tem que sair procurar outra (conheço muitas aqui na minha cidade).
    Bem, cada um sabe a delicia e a dor de ser. Cada um sabe onde o calo aperta.
    Mas, masoquismo é escolha e gosto não se discute. Se lamenta
    Viviani
    P.S. Ah, esqueci. Minha filha nasceu de cesaria. Fiquei com medo de ficar “alargada” (hahahahaha)

  8. Marcelo disse:

    Quando fiquei sabendo do movimento inspirado na Slut Walk, achei legal, dei aquele apoio, mas depois fiquei pensando será que em pleno ano 2011 precisa existir movimentos assim.
    Nossa sociedade anda bem atrasada. Isso aconteceu a muitos anos atras em 1960. Os princípios eram os mesmos na sua essência, da para ver como as mulheres são tratadas em cada esfera social. Eu sou um pouco machista, mas acredito que as mulheres ainda não conquistaram a tão sonhada igualdade.
    Se fosse remédios para ereção a conversa seria outra..

  9. Aline disse:

    Concordo que menstruar é horrível, os seres vivos estão em um tal ponto na evolução, que ter que sangrar todo mês para se preparar para uma gestação que raramente vai ocorrer é praticamente um retrocesso! Mas tomar anticoncepcionais de uso contínuo com essa desculpa de não gerar mais lixo é uma farsa! É a melhor solução para as mulheres, sem dúvida, mas gera muito mais resíduos de hormônios sintéticos eliminados na natureza, e estes são uma classe de poluentes das mais perigosas! Para quem não se importa com o destino dos outros animais que acabam sofrendo disfunções endócrinas bizarras por conta desses hormônios, saiba que eles acabam em águas de abastecimento para consumo humano.

  10. “amigos inteligentes, interessantes e pensantes” = atrocidades do mundo ou = bolha? : )
    []s,
    Roberto Takata

  11. Rodrigo de Sá disse:

    Cara, se eu já fico de mal humor quando fico doente, imagina se todo mês tivesse cólica, sangramento… ia matar muita gente! aUhUAHuaHua…
    Mas sério, uma vez estava conversando com uma amiga, que reclama muito de todos e esses problemas e falei sobre tomar pílula continuamente.
    O argumento dela foi esse, que “não seria natural”.
    Vai entender?
    Bem, e eu sou bem ignorante, o que define para mim a identidade feminina é ter nascido do sexo feminino.

  12. Silvia disse:

    Claro, observar os ciclos naturais não tá com nada. Abaixo a menstruação, o parto e a amamentação! E viva os hormônios sintéticos e remédios poluindo nossas águas! 🙂

  13. Ana Arantes disse:

    Os perigos do salto indutivo: em que parte do meu texto há afirmações CONTRÁRIAS à amamentação? Ou ao parto? (O que, de fato, seria muito engraçado, no limite, estaria eu pregando pela extinção da humanidade???)
    Nem mesmo “contra a menstruação”…
    Enfim…

  14. Silvia disse:

    Ana, a amamentação foi “licença poética” minha, realmente foi injusto. Mas o seu texto defende claramente que não menstruar, através do uso de medicação, é mais prático. Dá a entender que quem deixa a natureza seguir seu curso, seja na menstruação, seja no parto (e você é claramente contra as mulheres que esperam o tempo do seu corpo na hora do parto, porque sentir as dores de parto é um atraso, assim como menstruar), o faz por pura teimosia, já que a medicina moderna pode dar à mulher todo o conforto de uma vida cheia de hormõnios sintéticos. Não me entenda mal, eu sofro de cólicas e odeio isso, mas lido com o que a natureza me mandou da melhor forma possível. A opção de tomar hormônios continuamente, para mim, não existe, por mais que “n” médicos venham me dizer que as pílulas atuais são perfeitamente seguras e até previnem um monte de doenças (mas a lista de efeitos colaterais – que inclui AVC – ninguém menciona). Mas são dois pontos de vista diferentes. Respeito a sua opção, mas ela não serve pra mim. Quanto ao parto natural (domiciliar ou não), também há literatura científica extensiva sobre os benefícios dele para mãe e bebê. No Brasil, há profissionais qualificados que acompanham esse processo, inclusive médicos obstetras que realizam partos domiciliares (e muitas enfermeiras obstetras e parteiras com formação específica). Se a gente pesquisar, encontra muitas mortes neonatais em hospitais por contaminação por bactérias que só encontramos por lá… Tudo uma questão de escolhas pessoais. Risco corremos todos os dias, resta saber que riscos preferimos correr.

  15. Ana Arantes disse:

    “Tudo uma questão de escolhas pessoais. Risco corremos todos os dias, resta saber que riscos preferimos correr.”
    EXATAMENTE!!!!

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  17. […] lingerie Hope pode ter que tirar de circulação a peça publicitária com a Gisele – meodels, a Gisele de novo… – porque a Secretaria de Políticas para Mulheres do governo federal entendeu que “a […]

  18. Elisa disse:

    Ana, amei o seu texto. Finalmente encontrei alguém que pensa como eu!!!!

  19. Mariana disse:

    Ana, gostei muito muito dos seus posts! Continuarei lendo!

    E é isso, continue otimista, ainda há alguns como vc!

    Um beijo!

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