{"id":331,"date":"2017-03-01T16:40:38","date_gmt":"2017-03-01T19:40:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/?p=331"},"modified":"2019-08-15T14:09:43","modified_gmt":"2019-08-15T17:09:43","slug":"platao-e-os-totalitarismos-do-seculo-xx-critica-de-popper","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/2017\/03\/01\/platao-e-os-totalitarismos-do-seculo-xx-critica-de-popper\/","title":{"rendered":"Plat\u00e3o e os Totalitarismos: a cr\u00edtica de Popper"},"content":{"rendered":"<p>O livro<em>\u00a0<a href=\"https:\/\/saudeglobaldotorg1.files.wordpress.com\/2013\/08\/te1-popper-a-sociedade-aberta.pdf\">A Sociedade Aberta e seus Inimigos<\/a>, <\/em>do fil\u00f3sofo austr\u00edaco\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Karl_Popper#Biografia\">Karl Popper<\/a><\/strong>, \u00e9 sem d\u00favida um dos textos de filosofia pol\u00edtica mais influentes do S\u00e9culo XX<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a>.<\/p>\n<p>De ascend\u00eancia judaica e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/2017\/03\/01\/platao-e-os-totalitarismos-do-seculo-xx-critica-de-popper\/ensaios-sobre-o-pensamento-de-karl-popper-1-638\/\" rel=\"attachment wp-att-584\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-584 alignright\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-content\/uploads\/sites\/118\/2017\/03\/ensaios-sobre-o-pensamento-de-karl-popper-1-638-300x202.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"202\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-content\/uploads\/sites\/118\/2017\/03\/ensaios-sobre-o-pensamento-de-karl-popper-1-638-300x202.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-content\/uploads\/sites\/118\/2017\/03\/ensaios-sobre-o-pensamento-de-karl-popper-1-638-401x270.jpg 401w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-content\/uploads\/sites\/118\/2017\/03\/ensaios-sobre-o-pensamento-de-karl-popper-1-638.jpg 613w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>naturalizado brit\u00e2nico, Popper publicou por primeira vez em Londres e em ingl\u00eas<strong><em> The Open Society and its Enemies<\/em><\/strong> em uma data sugestiva: 1945. Tendo sobrevivido \u00e0s Grandes Guerras na condi\u00e7\u00e3o de intelectual e de exilado, a aguda intelig\u00eancia de Popper, conhecida fartamente pela reflex\u00e3o em torno \u00e0 l\u00f3gica da ci\u00eancia, condensou reflex\u00f5es fin\u00edssimas sobre os acontecimentos recentes em dois grossos volumes, o primeiro dos quais est\u00e1 dedicado <strong>inteiramente<\/strong> a Plat\u00e3o.<\/p>\n<p>O Volume I se intitula de fato <strong><em>Plato\u00b4s Spell: <\/em>&#8220;O feiti\u00e7o de Plat\u00e3o&#8221;<\/strong>, traduzido \u00e0s vezes como <strong>\u201cO fasc\u00ednio de Plat\u00e3o\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>O noveno cap\u00edtulo desse volume se denomina\u00a0<strong>\u201cEsteticismo, perfeccionismo, utopismo\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>Nesse cap\u00edtulo, Popper apresenta Plat\u00e3o como um<strong> \u201cengenheiro social ut\u00f3pico\u201d<\/strong> e critica a proposta, em particular a da\u00a0<em>Rep\u00fablica \u00a0<\/em><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[ii]<\/a><em>, <\/em>alegando que ela constitui um <strong>convite ao totalitarismo<\/strong>, com todas as aberra\u00e7\u00f5es que isso implica, entre elas v\u00e1rias observadas no S\u00e9culo XX.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/2017\/03\/01\/platao-e-os-totalitarismos-do-seculo-xx-critica-de-popper\/platos-republic\/\" rel=\"attachment wp-att-586\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-586 alignleft\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-content\/uploads\/sites\/118\/2017\/03\/plato\u00b4s-republic.jpg\" alt=\"\" width=\"153\" height=\"230\" \/><\/a><\/p>\n<p>O engenheiro \u00e9 tal na medida em que projeta uma determinada estrutura social e oferece uma s\u00e9rie de <em>\u00a0medidas <\/em>e <em>a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas<\/em> para levantar o edif\u00edcio. Ele \u00e9 ut\u00f3pico na medida em que concebe o projeto como o <strong><em>ideal<\/em>, <\/strong>como <strong><em>o melhor<\/em><\/strong> poss\u00edvel em certas dadas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ironiza Popper: realizar o ideal significa \u201calcan\u00e7ar a\u00a0<strong><em>felicidade<\/em><\/strong>\u00a0e a\u00a0<strong><em>perfei\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong>\u00a0na terra\u201d.<\/p>\n<p>Popper observa, em primeiro lugar, o fato de que a instaura\u00e7\u00e3o do regime \u201csalvador\u201d exige um\u00a0<strong>movimento revolucion\u00e1rio selvagem,<\/strong><strong>\u00a0cujo objetivo \u00e9 reformar <em>toda\u00a0<\/em>a ordem<\/strong> existente \u201csem deixar pedra por virar\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>\u201cTanto Plat\u00e3o quanto Marx sonharam com uma revolu\u00e7\u00e3o apocal\u00edptica que transfiguraria radicalmente todo o mundo social\u201d *<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>*\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/saudeglobaldotorg1.files.wordpress.com\/2013\/08\/te1-popper-a-sociedade-aberta.pdf\"><em>A Sociedade Aberta e seus inimigos<\/em><\/a><em>,\u00a0<\/em>P. 180<\/span><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Popper critica esse af\u00e3 de transfigura\u00e7\u00e3o principalmente por causa da evidente <strong>viol\u00eancia<\/strong> que ele implica: a <strong>completa subvers\u00e3o da ordem estabelecida<\/strong> n\u00e3o pode evitar se utilizar da <strong>censura, da opress\u00e3o e da senten\u00e7a tir\u00e2nica, <\/strong>entre outras.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do mais, Popper observa que a realidade n\u00e3o \u00e9 no geral um objeto pass\u00edvel de <em><strong>tabula rasa<\/strong>.<\/em> Toda pretens\u00e3o de uma mudan\u00e7a cabal \u00e9, al\u00e9m de violenta, ineficiente e ing\u00eanua, e o c\u00e2mbio, particularmente no que toca\u00a0aos modos de organiza\u00e7\u00e3o humanos, \u00e9 sempre relativamente<strong> lento e gradativo<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>\u201cO pol\u00edtico [ut\u00f3pico] clama, como Arquimedes, por um lugar fora do mundo social em que possa fincar p\u00e9 a fim de ergu\u00ea-lo sobre seus gonzos. Mas tal lugar n\u00e3o existe e o mundo deve continuar a funcionar durante qualquer reconstru\u00e7\u00e3o\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>*\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/saudeglobaldotorg1.files.wordpress.com\/2013\/08\/te1-popper-a-sociedade-aberta.pdf\"><em>A Sociedade Aberta e seus inimigos<\/em><\/a><em>,\u00a0<\/em>p. 183<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda no contexto do <strong>utopismo<\/strong>, Popper critica Plat\u00e3o, enquanto artista, de <strong>esteticista<\/strong>: Plat\u00e3o quer que o legislador da <em>Rep\u00fablica <\/em>obre qual um pintor a come\u00e7ar do zero, limpando o que possa haver na tela para imprimir logo nela a sua vis\u00e3o inspirada no esplendor mais di\u00e1fano poss\u00edvel (ad Cit.).<\/p>\n<p>Popper <em>reconhece<\/em> em Plat\u00e3o o poeta, e sugere que ele escreve sob o influxo das musas, vendo-se por isso levado a criar\u00a0um\u00a0<strong>\u201csonho de beleza\u201d<\/strong>, um\u00a0\u201c<strong>id\u00edlio<\/strong>\u00a0da justi\u00e7a\u201d. Eis o <strong>esteticismo<\/strong> da utopia plat\u00f4nica.<\/p>\n<p>Mas a bela fantasia do engenheiro inspirado, alerta Popper,\u00a0<strong>n\u00e3o \u00e9 de modo algum\u00a0inofensiva<\/strong>: ela faz com que a <strong>exalta\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria<\/strong> se misture com o <strong>exerc\u00edcio especulativo<\/strong> e que, assim, a raz\u00e3o retroceda, inflamado o \u00e2nimo com os <strong>humores da imagina\u00e7\u00e3o<\/strong>. O ideal ut\u00f3pico pode fazer, em certo sentido, com que fins atrozes justifiquem os meios. Eis o cerne da cr\u00edtica:<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-585 alignright\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-content\/uploads\/sites\/118\/2017\/03\/open-society-tapa-198x300.jpg\" alt=\"\" width=\"275\" height=\"416\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-content\/uploads\/sites\/118\/2017\/03\/open-society-tapa-198x300.jpg 198w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-content\/uploads\/sites\/118\/2017\/03\/open-society-tapa-178x270.jpg 178w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-content\/uploads\/sites\/118\/2017\/03\/open-society-tapa.jpg 228w\" sizes=\"(max-width: 275px) 100vw, 275px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>\u201c[Plat\u00e3o] era um artista e, como muitos dos melhores artistas, tentava visualizar um modelo, um \u201coriginal divino\u201d de sua obra e \u201ccopi\u00e1-lo\u201d [&#8230;] Seus fil\u00f3sofos adestrados s\u00e3o homens que viram a verdade do que \u00e9 belo e justo e bom e podem traz\u00ea-lo do c\u00e9u \u00e0 terra [&#8230;] O pol\u00edtico plat\u00f4nico comp\u00f5e cidades por amor \u00e0 beleza [&#8230;] Este amplo alcance, este extremo radicalismo de Plat\u00e3o liga-se ao esteticismo, isto \u00e9, ao desejo de construir um mundo que n\u00e3o s\u00f3 seja um pouco melhor e mais racional do que o nosso mas que seja livre de toda a feiura deste (&#8230;) Este\u00a0<em>esteticismo<\/em>\u00a0\u00e9 uma atitude muito compreens\u00edvel; de fato, acredito que a maior parte de n\u00f3s sofre um pouco com tais sonhos de perfei\u00e7\u00e3o. Mas esse entusiasmo est\u00e9tico s\u00f3 se torna valioso quando refreado pela raz\u00e3o [&#8230;] de outro modo, ser\u00e1 um entusiasmo perigoso, pass\u00edvel de desenvolver-se em alguma forma de neurose ou histeria\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>*\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/saudeglobaldotorg1.files.wordpress.com\/2013\/08\/te1-popper-a-sociedade-aberta.pdf\"><em>A Sociedade Aberta e seus inimigos<\/em><\/a><em>,\u00a0<\/em>P. 180<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ou de\u00a0<strong>tirania<\/strong>, dir\u00e1 com urg\u00eancia Popper.<\/p>\n<p>E h\u00e1 ainda outro risco fatal.Uma vez fundada a\u00a0<em>Kallipolis,\u00a0<\/em>o Estado constitu\u00eddo dever\u00e1 ser preservado a todo custo: todas as institui\u00e7\u00f5es, organismos e normas do regime funcionar\u00e3o para tal fim. A proposta de\u00a0<em>Rep\u00fablica<\/em><a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\"><em><strong>[ii]<\/strong><\/em><\/a> <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-admin\/post.php?post=331&amp;action=edit#_ednref1\">[i]<\/a>, diz Popper, pretende ser\u00a0<strong>final e absoluta<\/strong>, e por tanto deve cuidar de <strong>excluir qualquer mudan\u00e7a<\/strong>.<\/p>\n<p>A <strong>educa\u00e7\u00e3o<\/strong>, por exemplo, ser\u00e1 quase castrense na\u00a0<em>Kallipolis<\/em>. As qualidades humanas ser\u00e3o identificadas e divididas desde a mais tenra idade durante o processo pedag\u00f3gico e sob dire\u00e7\u00e3o das autoridades, que se esfor\u00e7ar\u00e3o, ao mesmo tempo, por convencer o cidad\u00e3o com uma <strong>\u201cMentira Nobre\u201d<\/strong> (ad Cit.) do lugar (de obreiro, soldado, hierarca) que lhe toca ocupar &#8220;<strong>por natureza&#8221;<\/strong> na constru\u00e7\u00e3o social (ad. Ref).<\/p>\n<p>A <strong>arte<\/strong> tamb\u00e9m estar\u00e1 monitorada na\u00a0<em>Kallipolis<\/em>. Na famosa \u201cexpuls\u00e3o dos poetas\u201d (e fora extremismos hermen\u00eauticos) Plat\u00e3o oferece <strong>pautas detalhadas para a arte<\/strong>, <strong>pro\u00edbe<\/strong> o criador de se apresentar em p\u00fablico sem pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o\u00a0(<em>Rep.,\u00a0<\/em>L. III e X) e o convida a retirar-se caso manifeste ou divulgue ideias ou costumes divergentes das estabelecidas (ad. Cit).<\/p>\n<p>Por estes motivos, Popper acusa Plat\u00e3o de <strong>perfeccionismo<\/strong>. Se trata de um \u201c<strong>radicalismo<\/strong>\u00a0<strong>intransigente\u201d, <\/strong>diz ele<strong>, <\/strong>do qual nem um hipot\u00e9tico (embora pouco prov\u00e1vel) \u201cditador ben\u00e9volo\u201d poderia prescindir.<\/p>\n<p>Popper sugere, por fim, que a tarefa do legislador n\u00e3o deve jamais misturar-se \u00e0 do artista nem \u00e0 do ut\u00f3pico, muito menos \u00e0 do perfeccionista. O objetivo do pol\u00edtico deve ser propor a\u00e7\u00f5es capazes de aliviar, gradualmente, as dificuldades existentes, e n\u00e3o subverter o mundo dado com o fim de elaborar um \u201cobjeto est\u00e9tico\u201d para a contempla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nem o mais fiel devoto das musas poder\u00e1 desconsiderar levianamente a cr\u00edtica.<\/p>\n<p><strong>Tamb\u00e9m ele conhece o poder da palavra e o alcance da perversidade humana.<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a> <a href=\"http:\/\/www.modernlibrary.com\/top-100\/100-best-nonfiction\/\">Modern Library<\/a>, 1999<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[ii]<\/a> A\u00a0<em>Rep\u00fablica<\/em>\u00a0(em grego:\u00a0\u03a0\u03bf\u03bb\u03b9\u03c4\u03b5\u03af\u03b1, transl.\u00a0<em>Polite\u00eda<\/em>) \u00e9 o escrito pol\u00edtico mais importante de Plat\u00e3o, onde por exemplo se encontra a alegoria da caverna (Livro VII), se trata da Teoria das Ideias e se prop\u00f5e um estado pol\u00edtico e psicol\u00f3gico\u00a0<em>ideal.<\/em>\u00a0A obra tem um duplo car\u00e1ter liter\u00e1rio e filos\u00f3fico, e \u00e9 t\u00e3o rica em inquisi\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas e conceitos abstratos como em elementos po\u00e9ticos e mitol\u00f3gicos. A cena dram\u00e1tica se constr\u00f3i em torno do relato, narrado em primeira pessoa, de uma conversa sobre a justi\u00e7a que S\u00f3crates tivera com seus amigos. No decorrer do di\u00e1logo \u00e9 imaginada uma cidade perfeita, a\u00a0<em>Kallipolis,\u00a0<\/em>em grego: \u03ba\u03b1\u03bb\u03bb\u03af\u03c0\u03bf\u03bb\u03b9\u03c2, que significa literalmente\u00a0<em>Cidade Bela<\/em>.<\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/cafcamanaos.files.wordpress.com\/2012\/11\/platc3a3o-a-repc3bablica-calouste-gulbenkian.pdf\">A tradu\u00e7\u00e3o est\u00e2ndar\u00a0da Rep\u00fablica em portugu\u00eas\u00a0pode ser encontrada aqui em PDF.<\/a><\/em><\/p>\n<p><em><a href=\"http:\/\/www.perseus.tufts.edu\/hopper\/searchresults?q=Republic\">Para ver em ingl\u00eas e o original grego acesse aqui.<\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"hwcdn.libsyn.com\/p\/8\/7\/5\/875cf435942c46e4\/LaneMixSes.MP3?c_id=1779303&amp;expiration=1495087362&amp;hwt=f95f76f52feac0b2f7d9fac524d39d0d\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-549 size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-content\/uploads\/sites\/118\/2017\/05\/rodin-phones-red-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-content\/uploads\/sites\/118\/2017\/05\/rodin-phones-red-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-content\/uploads\/sites\/118\/2017\/05\/rodin-phones-red-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-content\/uploads\/sites\/118\/2017\/05\/rodin-phones-red-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-content\/uploads\/sites\/118\/2017\/05\/rodin-phones-red-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-content\/uploads\/sites\/118\/2017\/05\/rodin-phones-red-270x270.jpg 270w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>PODCAST: Melissa Lane on &#8220;Plato on Totalitarianism&#8221; (Philosophybites.com)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Acesse\u00a0<a href=\"http:\/\/hwcdn.libsyn.com\/p\/8\/7\/5\/875cf435942c46e4\/LaneMixSes.MP3?c_id=1779303&amp;expiration=1495087754&amp;hwt=2b3c3ecd1dd91f708519fbe3f5768a47\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">AQUI<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O livro\u00a0A Sociedade Aberta e seus Inimigos, do fil\u00f3sofo austr\u00edaco\u00a0Karl Popper, \u00e9 sem d\u00favida um dos textos de filosofia pol\u00edtica mais influentes do S\u00e9culo XX[i]. De ascend\u00eancia judaica e\u00a0naturalizado brit\u00e2nico, Popper publicou por primeira vez em Londres e em ingl\u00eas The Open Society and its Enemies em uma data sugestiva: 1945. Tendo sobrevivido \u00e0s Grandes Guerras na condi\u00e7\u00e3o de intelectual e de exilado, a aguda intelig\u00eancia de Popper, conhecida fartamente pela reflex\u00e3o em torno \u00e0 l\u00f3gica da ci\u00eancia, condensou reflex\u00f5es&#8230;<\/p>\n<p class=\"read-more\"><a class=\"btn btn-default\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/2017\/03\/01\/platao-e-os-totalitarismos-do-seculo-xx-critica-de-popper\/\"> Read More<span class=\"screen-reader-text\">  Read More<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":374,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"editor_plus_copied_stylings":"{}","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[43,20,51,49,47,36],"class_list":["post-331","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-politica","tag-democracia","tag-distopia","tag-historia","tag-platao","tag-totalitarismo","tag-utopia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/331","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/374"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=331"}],"version-history":[{"count":38,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/331\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1776,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/331\/revisions\/1776"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=331"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=331"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=331"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}