{"id":594,"date":"2018-07-25T23:16:04","date_gmt":"2018-07-26T02:16:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/?p=594"},"modified":"2020-06-04T13:28:00","modified_gmt":"2020-06-04T16:28:00","slug":"crisepoliticanobrasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/2018\/07\/25\/crisepoliticanobrasil\/","title":{"rendered":"Crise Pol\u00edtica no Brasil: a corrup\u00e7\u00e3o e o &#8220;vandalismo de gravata&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><strong>O que h\u00e1 para al\u00e9m da indigna\u00e7\u00e3o? A raiva, seguramente. Ou talvez ela venha antes. Seja como for, eis a quest\u00e3o: qual \u00e9 a paisagem que vislumbram aqueles que atravessaram o agitado tumulto desses nefastos sentimentos?<\/strong><\/p>\n<p>Sem d\u00favida \u00e9 uma paisagem in\u00f3spita e desolada, um deserto capaz de dissuadir o peregrino mais empenhado e faz\u00ea-lo desviar o caminho, abrir-se pela tangente, lan\u00e7ar-se mato dentro e talvez construir uma cabana na montanha onde, isolado em terap\u00eautico retiro, possa recuperar for\u00e7as e tentar esquecer. Esquecer o seus semelhantes, a vida em comunidade, a alegria da celebra\u00e7\u00e3o e das dores compartilhadas. Esquecer tamb\u00e9m a Hist\u00f3ria (pois \u00e9 homem culto) e, sobretudo, a pr\u00f3pria ingenuidade (pois \u00e9 tamb\u00e9m sujeito auto-consciente e auto-cr\u00edtico) de ter chegado t\u00e3o longe na esperan\u00e7a de uma <em>cultura<\/em> digna desse nome. Na sua erudita resigna\u00e7\u00e3o, qui\u00e7\u00e1 o ermit\u00e3o da montanha viesse a esquecer de fato, e a comprazer-se na nova vida solit\u00e1ria e afastada.<\/p>\n<p>A cabana, \u00e9 claro, n\u00e3o seria um privil\u00e9gio acess\u00edvel ao grosso dos peregrinos. <em>A maioria<\/em> talvez se visse for\u00e7ada a optar por uma op\u00e7\u00e3o &#8220;mais econ\u00f4mica&#8221;. Qui\u00e7\u00e1 voltar \u00e0s cavernas, retrair-se \u00e0s grutas, como nas origens. Na sua simplicidade, e desprovidos do referencial hist\u00f3rico, talvez passado o estupor provocado pelos vapores t\u00f3xicos da raiva e da indigna\u00e7\u00e3o, no final das contas, esse conjunto dos menos favorecidos tamb\u00e9m viesse a conformar-se com o novo habitat singelo, preferindo, como o Aquiles do mito, sofrer qualquer coisa a ter de voltar a viver do modo antigo.<\/p>\n<p>E n\u00e3o podemos condenar t\u00e3o facilmente os desertores: ap\u00f3s o tempo da expia\u00e7\u00e3o, tanto o asceta da cabana quanto o humilde da caverna olhariam, longe do opaco reflexo da metr\u00f3pole, e quem sabe por primeira vez na vida, a imensid\u00e3o do c\u00e9u noturno, que lhes confirmaria qu\u00e3o insignificantes s\u00e3o os assuntos humanos comparados com o Universo e, com isso, qu\u00e3o acertada foi a sua escolha.<\/p>\n<p><strong>Desistir, abandonar a <em>polis,<\/em> recolher-se nos assuntos privados na m\u00e1xima medida do poss\u00edvel. \u00a0Para al\u00e9m da raiva e da indigna\u00e7\u00e3o est\u00e3o, qui\u00e7\u00e1, a indiferen\u00e7a, o ex\u00edlio, a ataraxia &#8211; que n\u00e3o precisam de cabanas nem de grutas.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>*<\/strong><\/p>\n<p>Eis a situa\u00e7\u00e3o: um importante porcentual dos que ocupam as posi\u00e7\u00f5es de poder est\u00e1 infestado pela terr\u00edvel peste da <strong>ambi\u00e7\u00e3o desmesurada <\/strong>e, como sintoma grotesco desse mal, temos \u00e0 nossa frente as intermin\u00e1veis erup\u00e7\u00f5es de <strong>corrup\u00e7\u00e3o <\/strong>dos \u00faltimos tempos. Trata-se de uma doen\u00e7a antiga, \u00e9 verdade, mas a sintomatologia se faz presente agora como nunca antes. Esquerda e direita se diluem em um caldeir\u00e3o fervente. Ideais? Princ\u00edpios? Custa muito distingui-los, e o que sai da infeliz combina\u00e7\u00e3o \u00e9 <em>um \u00fanico <\/em>odor, nauseabundo e repugnante, que inunda ruas e avenidas nos cantos mais distantes do pa\u00eds .<\/p>\n<p>A lista dos suspeitos \u00e9 muito mais extensa do que a de <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/04\/11\/politica\/1491939768_913247.html\">Fachim<\/a>. De A\u00e9cio esque\u00e7amo-nos; esque\u00e7amo-nos\u00a0tamb\u00e9m de Cunha: a evid\u00eancia seguramente continue a se acumular naturalmente e a lhes tampar\u00a0as sa\u00eddas, por mais astutas e subterr\u00e2neas que as escavem. Lula merece um coment\u00e1rio aparte; limitemo-nos, por enquanto, ao mais recente:\u00a0 o famoso \u201cFora Temer\u201d.<\/p>\n<p><strong>Fora Temer, ent\u00e3o. Mas digamo-lo\u00a0sem gritos nem euforia, sem dogmatismos partid\u00e1rios (pois n\u00e3o h\u00e1 tempo para isso) e com muita, muita cautela.<\/strong><\/p>\n<p>Observemos tamb\u00e9m o seguinte: caso Temer n\u00e3o volte atr\u00e1s na sua negativa a renunciar, <a href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/politica\/fachin-aceita-pedido-de-abertura-de-inquerito-contra-temer\">o inqu\u00e9rito aberto contra ele pelo STF sexta-feira passada (19\/05\/2017)<\/a> <em>pode<\/em> acabar em afastamento. Ou talvez a retirada chegue pelo lado <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/colunas\/jota\/2017\/05\/1885011-uma-nova-realidade-para-o-julgamento-da-chapa-dilma-temer-no-tse.shtml\">da cassa\u00e7\u00e3o da chapa Dilma-Temer<\/a>, desde o STE. Ao que tudo indica, seja por um ou por outro caminho, \u00e9 altamente improv\u00e1vel que Temer se mantenha em p\u00e9 at\u00e9 o fim do mandato. Isto em considera\u00e7\u00e3o, parece duplamente conveniente que ele abdique o quanto antes.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">*<\/p>\n<p>O que acontecer\u00e1 quando Temer desistir, ou quando venha a ser afastado? Diz a Constitui\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/www.jusbrasil.com.br\/topicos\/10628874\/artigo-81-da-constituicao-federal-de-1988\">Artigo 81, \u00a72<\/a>): \u201cOcorrendo a vac\u00e2ncia <em>nos \u00faltimos dois anos<\/em> do per\u00edodo presidencial [e tal \u00e9 o caso], a elei\u00e7\u00e3o para ambos os cargos &#8211; presidente e vice &#8211; ser\u00e1 feita trinta dias depois <em>pelo Congresso Nacional<\/em>\u201d.<\/p>\n<p><strong>Saindo Temer, h\u00e1 duas alternativas. Ou se realiza uma <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Emenda_constitucional\">emenda constitucional<\/a> para adiantar as elei\u00e7\u00f5es, ou o presidente da C\u00e2mera assume a interinamente e uma elei\u00e7\u00e3o <em>indireta<\/em> \u00e9 convocada. Na elei\u00e7\u00e3o indireta, os parlamentares escolhem os novos representantes. O presidente assim eleito e a sua equipe se manteriam na fun\u00e7\u00e3o at\u00e9 completar o per\u00edodo de mandato dos antecessores afastados. Na sequ\u00eancia, se respeitaria a data estipulada pela Constitui\u00e7\u00e3o e as seguintes elei\u00e7\u00f5es ocorreriam no tempo por ela estipulado, ou seja, em 2018. At\u00e9 l\u00e1, os escolhidos continuariam a trabalhar nos\u00a0processos em curso. Seria um \u201cmandato tamp\u00e3o\u201d, como vem sendo chamado, uma conten\u00e7\u00e3o para que as \u00e1guas n\u00e3o continuem a desbordar e a colocar em risco todo o sistema.<\/strong><\/p>\n<p>Mas como confiar a semelhantes parlamentares, um ap\u00f3s o outro caindo no buraco da mais petulante fraudul\u00eancia, a elei\u00e7\u00e3o do novo chefe de Estado? Maia \u00e9 mais um ponto de uma mesma \u00e9 \u00fanica reta. Do resto, muitos est\u00e3o sendo ou vir\u00e3o a ser investigados, julgados, condenados. E a doen\u00e7a parece ser t\u00e3o contagiosa que o receio gen\u00e9rico \u00e9 quase inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Pode haver, no entanto, uma sa\u00edda: que os corruptos sejam minoria. E isso, de fato, \u00e9 pelo menos o que o dizem os &#8220;n\u00fameros&#8221;: apesar de tudo, os sujos ou sujados constituem <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=YV7IuZE6VFs\">pouco mais de um quarto<\/a> do conjunto dos parlamentares. <em>Eureka!<\/em> Mas sem muita empolga\u00e7\u00e3o; em todo caso, pensemos que, se existirem, \u00e9 nesses honestos que nos resta depositar nossa confian\u00e7a.<\/strong><\/p>\n<p>Suponhamos ent\u00e3o que a Constitui\u00e7\u00e3o seja respeitada e esse cen\u00e1rio se realize: presidente \u201ctamp\u00e3o\u201d at\u00e9 2018. Chegamos assim ao ponto neur\u00e1lgico da quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Alguns protestar\u00e3o que, se todo esse circo das indiretas tiver de ser montado, o tempo para aprovar as reformas em curso passar\u00e1 e o pa\u00eds sofrer\u00e1 as mais terr\u00edveis consequ\u00eancias em um futuro nada distante. Ora: quais s\u00e3o as reformas que devem ocupar o centro da agenda? Quais as que, caso n\u00e3o ocorram imediatamente, trar\u00e3o os piores resultados?<\/p>\n<p><strong>Por mais necess\u00e1rias que sejam \u2013 e s\u00e3o <em>muito <\/em>necess\u00e1rias, n\u00e3o h\u00e1 sombra de d\u00favida \u2013 a <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/04\/25\/politica\/1493074533_442768.html\">Reforma Trabalhista<\/a> e da <a href=\"http:\/\/www.brasil.gov.br\/economia-e-emprego\/2017\/04\/entenda-as-principais-mudancas-na-reforma-da-previdencia\">Previd\u00eancia<\/a> n\u00e3o parecem ser agora, lamentavelmente, a prioridade m\u00e1xima. H\u00e1 uma outra necessidade, muito mais imperiosa. Trata-se, obviamente, da <a href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/politica\/entenda-os-principais-pontos-da-reforma-politica\">Reforma Pol\u00edtica<\/a>.<\/strong><\/p>\n<p>De novo: como confiar nos parlamentares que l\u00e1 est\u00e3o para levar adiante essa transforma\u00e7\u00e3o t\u00e3o imperativa? Fato simples: a Reforma Pol\u00edtica vai contra os interesses daqueles que supostamente devem implement\u00e1-la.<\/p>\n<p>Na an\u00e1lise do jurista <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Modesto_Carvalhosa\">Modesto Carvalhosa<\/a>, a Reforma Pol\u00edtica deve ser implementada mediante a convoca\u00e7\u00e3o de uma <a href=\"http:\/\/www2.camara.leg.br\/camaranoticias\/noticias\/DIREITO-E-JUSTICA\/521365-DEPUTADOS-DEFENDEM-ASSEMBLEIA-CONSTITUINTE-EM-FEVEREIRO,-PARA-REFORMA-POLITICA.html\">Assembleia Constituinte independente e aut\u00f4noma<\/a>. Tal Assembleia estaria composta por membros indicados\u00a0unicamente para esse fim, a quem se imporia limita\u00e7\u00f5es como n\u00e3o poder se candidatar a cargo p\u00fablico por certo tempo ap\u00f3s a ocasi\u00e3o, etc. A Assembleia se encarregaria de debater as mudan\u00e7as a serem realizadas, entre as mais urgentes: <span style=\"font-size: 14pt\"><strong>fim do foro privilegiado e dos cargos de confian\u00e7a, adequa\u00e7\u00e3o do processo eleitoral, \u00a0fim da reelei\u00e7\u00e3o, do financiamento p\u00fablico de campanha e do Fundo Partid\u00e1rio, ajuste dos sal\u00e1rios e benef\u00edcios dos parlamentares. <\/strong><\/span><\/p>\n<p><iframe title=\"A necessidade de uma reforma constitucional brasileira\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VFQXhuRHVeY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Durante esse processo todo, enquanto os parlamentares em exerc\u00edcio se dedicam uns a sua pr\u00f3pria defesa, outros \u00e0 tarefa legislativa sob a nossa mais atenta observa\u00e7\u00e3o, e a Justi\u00e7a faz malabares para n\u00e3o perecer, esmagada, pela tarefa cada dia mais enorme que tem em m\u00e3os, a Reforma Pol\u00edtica prepararia o terreno para as elei\u00e7\u00f5es de 2018. Em 2019 ter\u00edamos, por fim, novos times em campo e condi\u00e7\u00f5es de jogo atualizadas.<\/p>\n<p><strong>Ainda, \u00e9 verdade, deveremos contar com a boa sorte. Do outro lado do filtro dever\u00e3o surgir lideran\u00e7as renovadas, capazes de aceitar as novas condi\u00e7\u00f5es e manterem entre si um di\u00e1logo conjunto em prol do bem comum. T\u00e3o simples quanto isso: gente honesta (tanto quanto a humana natureza o permite, mais que seja) unificando esfor\u00e7os; gente emp\u00e1tica e l\u00facida, que j\u00e1 foi \u00e0 montanha, observou o c\u00e9u noturno, tornou-se ciente da pr\u00f3pria insignific\u00e2ncia e ainda assim voltou \u00e0 cidade acreditando afinal na causa humana. T\u00e3o simples, embora t\u00e3o pouco prov\u00e1vel; mas ainda que improv\u00e1vel, por\u00e9m n\u00e3o imposs\u00edvel.<\/strong><\/p>\n<p>Quanto \u00e0 alternativa de realizar uma emenda constitucional e chamar a elei\u00e7\u00f5es diretas de imediato, h\u00e1 s\u00e9rios motivos para duvidar da efic\u00e1cia da manobra. Em primeiro lugar existe o perigo anexo a todo adiar ou antecipar as datas eleitorais previstas na Constitui\u00e7\u00e3o. Em segundo lugar, e sobre tudo, pela aus\u00eancia por enquanto de figuras inteiras o suficiente para preencher o vazio. Precisamos de mais tempo. Precisamos, fundamentalmente, da Reforma Pol\u00edtica.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>*<\/strong><\/p>\n<p><strong>A raiva e a indigna\u00e7\u00e3o n\u00e3o d\u00e3o lugar \u00e0 aliena\u00e7\u00e3o e a apatia: nem a cabana nem a caverna,e \u00a0o povo brasileiro se mant\u00e9m atento e ativo. A intelig\u00eancia, vulner\u00e1vel como \u00e9, por\u00e9m l\u00facida e luminosa e o esp\u00edrito, inevitavelmente propenso a\u00a0procurar um mundo menos aberrante, s\u00e3o as for\u00e7as que o impulsionam. <\/strong><\/p>\n<p>E tamb\u00e9m est\u00e1 a for\u00e7a bruta.\u00a0Ontem o presidente Temer acionou as For\u00e7as Armadas para defender o Congresso; a previs\u00e3o \u00e9 de retirada em sete dias (31\/05\/2017). Foi a resposta ao pedido de prote\u00e7\u00e3o do Presidente da C\u00e2mera, quem por sua vez, nervoso frente \u00e0s bombas que o Ex\u00e9rcito arremessava contra os manifestantes na Explanada e que algu\u00e9m depositara na sua mesa, assegurou que tal previs\u00e3o ser\u00e1 cumprida, pois Temer \u00e9 um confi\u00e1vel democrata. Rodrigo Maia tentava prosseguir com a pauta estabelecida como se nada estivesse acontecendo, insistindo em apurar decis\u00f5es sobre reformas que n\u00e3o eram a pol\u00edtica. Vandalismo? O pior vandalismo \u00e9 o desses senhores astutos e engravatados, predadores\u00a0sofisticados, art\u00edfices de uma fraude bilion\u00e1ria que v\u00eam custando aos cofres p\u00fablicos muito mais do que alguns vidros quebrados. \u00c9\u00a0conveniente lembrar mais uma alternativa \u00e0 intoxica\u00e7\u00e3o pela raiva e a indigna\u00e7\u00e3o: a euforia. Mas, como no come\u00e7o, n\u00e3o podemos julgar os desertores levianamente. Embora qualquer classe de viol\u00eancia deva ser completamente repudiada, sempre h\u00e1 que contar, lamentavelmente, com que a natureza humana \u00e9 impulsiva e a raiva se alimenta facilmente de si mesma at\u00e9 explodir na f\u00faria.<\/p>\n<p>Como seja, o fato \u00e9 que o Brasil n\u00e3o pode suportar mais dano ao seu Patrim\u00f4nio &#8211; muito menos pode suportar a paralisa\u00e7\u00e3o das suas atividades ou o desperdi\u00e7o dos recursos que lhe restam. Temer e o seu s\u00e9quito devem retirar-se: outra oportunidade para eles honrar sua palavra e demonstrarem um m\u00ednimo de consci\u00eancia cidad\u00e3.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Reforma pol\u00edtica j\u00e1!<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/2017\/05\/25\/crisepoliticaindignacao\/lfg-reforma-politica-ja\/\" rel=\"attachment wp-att-607\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-607\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-content\/uploads\/sites\/118\/2017\/05\/LFG-reforma-pol\u00edtica-j\u00e1-300x267.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-content\/uploads\/sites\/118\/2017\/05\/LFG-reforma-pol\u00edtica-j\u00e1-300x267.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-content\/uploads\/sites\/118\/2017\/05\/LFG-reforma-pol\u00edtica-j\u00e1-303x270.jpg 303w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-content\/uploads\/sites\/118\/2017\/05\/LFG-reforma-pol\u00edtica-j\u00e1.jpg 304w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Veja mais <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=h2u4qPD4Aeg\">aqui<\/a>\u00a0e <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=qjVMXGl9tbo&amp;feature=youtu.be\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>***<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que h\u00e1 para al\u00e9m da indigna\u00e7\u00e3o? A raiva, seguramente. Ou talvez ela venha antes. Seja como for, eis a quest\u00e3o: qual \u00e9 a paisagem que vislumbram aqueles que atravessaram o agitado tumulto desses nefastos sentimentos? Sem d\u00favida \u00e9 uma paisagem in\u00f3spita e desolada, um deserto capaz de dissuadir o peregrino mais empenhado e faz\u00ea-lo desviar o caminho, abrir-se pela tangente, lan\u00e7ar-se mato dentro e talvez construir uma cabana na montanha onde, isolado em terap\u00eautico retiro, possa recuperar for\u00e7as e&#8230;<\/p>\n<p class=\"read-more\"><a class=\"btn btn-default\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/2018\/07\/25\/crisepoliticanobrasil\/\"> Read More<span class=\"screen-reader-text\">  Read More<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":374,"featured_media":597,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[75,73,74],"tags":[76,43,78,77],"class_list":["post-594","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-atualidade","category-crise-politica","category-reforma-politica","tag-crise-politica","tag-democracia","tag-poder","tag-reforma-politica"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-content\/uploads\/sites\/118\/2017\/05\/vandalismo-em-bras\u00edlia.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/594","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/374"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=594"}],"version-history":[{"count":28,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/594\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1014,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/594\/revisions\/1014"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/media\/597"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=594"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=594"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=594"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}