{"id":674,"date":"2017-07-15T13:35:57","date_gmt":"2017-07-15T16:35:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/?p=674"},"modified":"2018-12-11T09:41:28","modified_gmt":"2018-12-11T11:41:28","slug":"caverna-de-platao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/2017\/07\/15\/caverna-de-platao\/","title":{"rendered":"A CAVERNA DE PLAT\u00c3O (I)"},"content":{"rendered":"<p>A Caverna \u00e9 a descri\u00e7\u00e3o de um inusitado <strong>espet\u00e1culo de ilusionismo<\/strong>, um <strong>teatro de sombras<\/strong> sinistro em cuja volta acontece uma transforma\u00e7\u00e3o t\u00e3o ominosa quanto a <strong>encena\u00e7\u00e3o <\/strong>mesma. Os <strong>espectadores<\/strong> s\u00e3o <strong>prisioneiros<\/strong>; o subsolo, o claustro no qual cumprem sua <strong>pena<\/strong>; a obra representada, nada al\u00e9m de uma\u00a0<strong>miragem<\/strong>. Mas ent\u00e3o um <strong>prisioneiro<\/strong> abandona a gruta e, de escravo que era, dev\u00e9m <strong>liberto.<\/strong> Na superf\u00edcie, o liberto descobre o mundo iluminado pelo Sol e o pr\u00f3prio Sol, se<strong> emancipa <\/strong>finalmente da<strong> ignor\u00e2ncia<\/strong> e transmuta em <strong>sujeito esclarecido<\/strong>. O sujeito esclarecido, por sua vez,\u00a0homem<strong>\u00a0compassivo\u00a0<\/strong>al\u00e9m de <strong>l\u00facido, <\/strong>conserva na mem\u00f3ria a lembran\u00e7a dos antigos companheiros e desce de volta \u00e0s trevas para resgat\u00e1-los. Neste movimento, o\u00a0<strong>iluminado<\/strong>\u00a0se converte em <strong>redentor.<\/strong> Mas o redentor \u00e9 recebido com <strong>viol\u00eancia<\/strong> e encontra assim o seu destino derradeiro. O redentor, no final da hist\u00f3ria, se transforma em <strong>m\u00e1rtir<\/strong>\u00a0e perece<strong>. <\/strong>Nada mais distante, portanto, do olhar esperan\u00e7ado do utopista que a mensagem da Caverna; a Caverna \u00e9 uma revela\u00e7\u00e3o perturbadora que se mostra apenas para <em>os olhos de lince do pessimismo<\/em> que, ao dizer de Nietzsche, <em>brilham s\u00f3 na escurid\u00e3o<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>***<\/strong><\/p>\n<p><strong>A <em>Rep\u00fablica<\/em>, no original grego \u03a0\u03bf\u03bb\u03b9\u03c4\u03b5\u03af\u03b1, na translitera\u00e7\u00e3o latina <em>politeia<\/em>, \u00e9 o di\u00e1logo mais c\u00e9lebre do fil\u00f3sofo grego Plat\u00e3o. Muito mais do que uma medita\u00e7\u00e3o acerca da <em>res publicae <\/em>e a sociedade ideal, e escrita sob a forma n\u00e3o do tratado mas do romance, a obra \u00e9 tamb\u00e9m uma constru\u00e7\u00e3o po\u00e9tica delicada que exprime temas como o da alma humana, o destino e a liberdade, o cosmos e a divindade\u00a0<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a>.<\/strong><\/p>\n<p>O escrito \u00e9 composto por dez Livros. A <strong>cena dram\u00e1tica<\/strong> se ergue em torno do relato, narrado em primeira pessoa por S\u00f3crates, de um di\u00e1logo acerca da justi\u00e7a mantido entre ele e os seus nas imedia\u00e7\u00f5es do Pireu, porto de Atenas. No decorrer da conversa \u00e9 imaginada uma cidade perfeita, a\u00a0<strong>\u03ba\u03b1\u03bb\u03bb\u03af\u03c0\u03bf\u03bb\u03b9\u03c2<\/strong>, literalmente\u00a0<em>cidade bela<\/em><em>, <\/em>e desenhado o perfil do seu governante, o <strong>fil\u00f3sofo-rei<\/strong> ou <strong>rei-fil\u00f3sofo<\/strong>. Considerada usualmente o ancestral origin\u00e1rio da <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Utopia\"><strong>utopia<\/strong><\/a>, nem tudo na <em>Rep\u00fablica<\/em> \u00e9, no entanto, uma mensagem <strong>otimista<\/strong>.<\/p>\n<p>Disc\u00edpulo de S\u00f3crates e mestre de Arist\u00f3teles, Plat\u00e3o viveu a decad\u00eancia da democracia e da alta cultura atenienses, presenciou o desenlace de uma guerra longa e cruenta (a Guerra do Peloponeso) que enfrentou os gregos entre si e que acabou na queda de Atenas frente a Esparta, foi testemunha do retorno \u00e0 tirania e da execu\u00e7\u00e3o do seu mestre por parte do regime. Em semelhantes <strong>circunst\u00e2ncias<\/strong>, Plat\u00e3o comp\u00f4s uma s\u00e9rie de li\u00e7\u00f5es memor\u00e1veis que, com o passar dos mil\u00eanios, vieram a constituir um alicerce fundamental do pensamento ocidental.<\/p>\n<p>Dentre essas li\u00e7\u00f5es, convidamos o leitor de O.Phi a considerar a que inaugura o livro s\u00e9timo: a <a href=\"http:\/\/www.usp.br\/nce\/wcp\/arq\/textos\/203.pdf\"><em>Alegoria da caverna<\/em><\/a><em>. <\/em><\/p>\n<p>Apesar de sua aparente simplicidade, a Caverna \u00e9 uma composi\u00e7\u00e3o densa e complexa, onde os significados se superp\u00f5em e o leque hermen\u00eautico se abre na dire\u00e7\u00e3o do infinito. Ela se encontra na segunda metade da obra, pelo que a sua compreens\u00e3o remete n\u00e3o poucas vezes a passos pr\u00e9vios. Em particular, a Caverna se vincula a duas met\u00e1foras imediatamente anteriores (a do Sol e a da Linha<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[ii]<\/a>, ambas no final Livro VI), que preparam o terreno conceitual e introduzem o l\u00e9xico espec\u00edfico. A <strong>verdade<\/strong> e a <strong>ilus\u00e3o<\/strong>, a <strong>luz<\/strong> do <strong>dia<\/strong>, o <strong>solar<\/strong> e o <strong>luminoso<\/strong>, a <strong>vis\u00e3o<\/strong> e a <strong>intelig\u00eancia <\/strong>e, no outro extremo, as <strong>sombras<\/strong> da <strong>noite<\/strong> e o <strong>noturno<\/strong>, a <strong>escurid\u00e3o<\/strong>, a <strong>cegueira<\/strong> e a <strong>ignor\u00e2ncia<\/strong>: eis os conceitos-chave.<\/p>\n<p>Conservando eles na mem\u00f3ria, atendamos \u00e0 primeira parte do desenho. No in\u00edcio do Livro VII, S\u00f3crates anuncia que ir\u00e1 descrever a situa\u00e7\u00e3o humana em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 intelig\u00eancia e \u00e0 sua falta por meio da descri\u00e7\u00e3o de um cen\u00e1rio imagin\u00e1rio que lhe \u00e9 de todo semelhante. O quadro que ele pinta \u00e9 assaz conhecido: h\u00e1 uma <strong>gruta sob a terra<\/strong>, ligada \u00e0 superf\u00edcie por um <strong>corredor longo, \u00edngreme e estreito<\/strong>; h\u00e1 l\u00e1 dentro <strong>homens acorrentados<\/strong>. Eles se encontram ali desde a inf\u00e2ncia, sujeitas as extremidades e a cabe\u00e7a por pessados <strong>grilh\u00f5es<\/strong> que os fincam ao fundo da gruta e fixam os seu olhares \u00e0 frente.<\/p>\n<p>Uma perversa engenharia ergue \u00e0s costas dos cativos um espet\u00e1culo inquietante: h\u00e1 um <strong>muro<\/strong>, um \u201ctabique do tipo daqueles por sobre os que os titeriteiros mostram seus bonecos\u201d<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[iii]<\/a> e, para al\u00e9m dele, uma <strong>fogueira<\/strong> e um espa\u00e7o por onde circula uma <strong>estranha prociss\u00e3o<\/strong> de homens carregando diversos objetos e figuras. A din\u00e2mica final \u00e9 similar \u00e0 de um <strong>teatro de sombras chin\u00eas<\/strong>: a clareira da fogueira ilumina os objetos carregados pelos homens, cuja sombra \u00e9 projetada por cima do muro, na parede que remata a ab\u00f3bada da caverna e que os prisioneiros t\u00eam constantemente adiante.<\/p>\n<p>Impossibilitados de virar o rosto e olhar em volta, os cativos n\u00e3o s\u00e3o capazes de divisar os detalhes da encena\u00e7\u00e3o, mas enxergam t\u00e3o somente os espectros. Em tal ignor\u00e2ncia insuspeitada, eles escutam o ecoar das vozes dos homens que circulam do outro lado do tabique, ouvem os nomes com que esses homens se referem aos objetos que carregam e repetem esses nomes, convictos de estarem a enxergar a <strong>realidade<\/strong> e a falar a <strong>verdade<\/strong>. Nessa condi\u00e7\u00e3o transcorre a exist\u00eancia dos cativos: eles permanecem ali eternamente, comunicando-se entre si sem poder se ver mutuamente e aplaudindo aquele que consegue antecipar qual sombra vir\u00e1 de pois de qual.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/2017\/07\/15\/caverna-de-platao\/platao-caverna\/\" rel=\"attachment wp-att-676\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-676\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-content\/uploads\/sites\/118\/2017\/07\/plat\u00e3o-caverna.jpg\" alt=\"\" width=\"334\" height=\"290\" \/><\/a><\/p>\n<p>Em tal estado de coisas, S\u00f3crates convida seus interlocutores a imaginar o que aconteceria se um dos acorrentados fosse <strong>libertado e conduzido para fora<\/strong>. A experi\u00eancia seria dolorosa, \u00e9 verdade: ao aproximar-se da intemp\u00e9rie, o liberto <strong>sofreria<\/strong> por causa do brilho e tentaria evitar a luz; sua vista ficaria deslumbrada, sua mente atordoada, e ele seria incapaz de compreender, muito menos de dar conta dos sucessos ou de acreditar estar em bom caminho.<\/p>\n<p>Mas s\u00e3o dores de parto. Ao atravessar a boca da caverna, os olhos do liberto se acostumariam gradualmente. Ele se habituaria primeiro \u00e0 penumbra, pousando a vista sobre as sombras dos objetos naturais \u00e0s quais \u00e9 receptivo pela vida pr\u00e9via na caverna; logo contemplaria a \u00e1gua e, na sua superf\u00edcie de espelho, veria tais objetos refletidos. Na sequ\u00eancia, o liberto estaria em condi\u00e7\u00f5es de divisar os pr\u00f3prios objetos e, em seguida, pulando de um a outro, como que farejando o resplendor, se acostumaria ao ambiente noturno at\u00e9 ser capaz de ver o que h\u00e1 \u201cno c\u00e9u e o pr\u00f3prio c\u00e9u\u201d<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[iv]<\/a>. Por \u00faltimo, ele observaria o mundo externo em todo o seu esplendor e, tendo amanhecido, veria finalmente tudo iluminado pelo Sol e o pr\u00f3prio astro-rei. Olhando para o <strong>Sol<\/strong>, o liberto concluiria que ele\u201c\u00e9 o que produz as esta\u00e7\u00f5es e tudo dirige no espa\u00e7o vis\u00edvel, e que, de algum modo, \u00e9 <strong>causa<\/strong> do que ele e seus companheiros estavam habituados a distinguir\u201d<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[v]<\/a>. Assim, ele atingiria a emancipa\u00e7\u00e3o das trevas. Ao longo da inusitada experi\u00eancia, o <strong>prisioneiro<\/strong> se torna ent\u00e3o <strong>liberto<\/strong> e, o liberto, sujeito <strong>esclarecido<\/strong>. Eis o cl\u00edmax da caverna.<\/p>\n<p>O modo no qual Plat\u00e3o descreve o estado do liberto esclarecido \u00e9, no m\u00ednimo, curioso. Tendo explorado o espa\u00e7o a c\u00e9u aberto e enxergado a fonte da claridade, o iluminado rememora a morada subterr\u00e2nea e sente compaix\u00e3o por seus antigos companheiros. Ele goza da contempla\u00e7\u00e3o e <strong>compadece-se d<\/strong>os que ficaram na caverna \u2013 compadece-se, devemos sublinhar, de uma forma um tanto ego\u00edsta, pois na sua nova lucidez ele cai em conta de qu\u00e3o rid\u00edculas s\u00e3o as conversas mantidas pelos outros no subsolo, qu\u00e3o escravizados e enganados eles se encontram. Nesse momento, o liberto pensa para si que preferiria, como Aquiles, sofrer qualquer outra sorte do que voltar a viver no fundo da caverna com seus antigos companheiros<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[vi]<\/a>.<\/p>\n<p>Chegado esse ponto, n\u00e3o obstante, S\u00f3crates prop\u00f5e um novo giro para os acontecimentos. Ele convida agora seus interlocutores a imaginarem que o liberto se convence de abdicar da sua bem-aventuran\u00e7a, retornar \u00e0 gruta e libertar os prisioneiros. Assim, o <strong>iluminado<\/strong> se transforma em <strong>redentor<\/strong> e volta \u00e0s trevas.<\/p>\n<p>Na sua viagem de regresso, diz S\u00f3crates, o redentor padecer\u00e1 <strong>dores <\/strong>paralelas \u00e0s da ascens\u00e3o: sua vis\u00e3o ficar\u00e1 <strong>ofuscada<\/strong>, agora por causa da <strong>penumbra<\/strong>, e lhe ser\u00e1 necess\u00e1rio um segundo tempo de adapta\u00e7\u00e3o para habituar-se novamente ao claustro.<\/p>\n<p>Chegado l\u00e1, acostumado por fim \u00e0s meias-luzes e conhecedor n\u00e3o s\u00f3 da encena\u00e7\u00e3o mas dos sinistros bastidores do espet\u00e1culo, o redentor relatar\u00e1 sua experi\u00eancia aos cativos: ele narrar\u00e1 a sa\u00edda da caverna e dar\u00e1 not\u00edcia do mundo luminoso para al\u00e9m da gruta, revelando aos prisioneiros sua condi\u00e7\u00e3o de <strong>escravos<\/strong> e instando-os a tamb\u00e9m eles se libertarem dos grilh\u00f5es e embarcarem o quanto antes no caminho para fora.<\/p>\n<p>O redentor n\u00e3o ter\u00e1, no entanto, uma fortuna de gl\u00f3ria, mas de mart\u00edrio. Ao relatar sua aventura, os outros pensar\u00e3o que ele perdeu o ju\u00edzo e estragou os olhos na viagem para fora, ca\u00e7oando dele e tachando-o de louco. O Sol que o redentor descreve, a \u00e1gua e sua superf\u00edcie de espelho, a noite e o c\u00e9u noturno, ser\u00e3o de fato absolutamente <strong>inconceb\u00edveis<\/strong> para os prisioneiros.<\/p>\n<p>A desconfian\u00e7a dos cativos, n\u00e3o obstante, surgir\u00e1 n\u00e3o apenas da ilus\u00e3o que os hipnotiza, da ignor\u00e2ncia na qual se encontram e da obstina\u00e7\u00e3o que provoca neles o feiti\u00e7o de que padecem mas, e Plat\u00e3o faz quest\u00e3o de salient\u00e1-lo, da pr\u00f3pria <strong>incapacidade<\/strong> do redentor <strong>de comunicar<\/strong> a sua descoberta. Plat\u00e3o diz, com efeito, que chegada a hora derradeira o redentor, cuja \u00fanica ferramenta \u00e9 a linguagem, ficaria sem palavras: o que \u00e9 esse Sol de que ele fala? O que esse mundo do lado de fora da Caverna? Trata-se de universos <strong>incomensur\u00e1veis<\/strong>, e n\u00e3o h\u00e1 mensagem suficientemente persuasiva: nada do que diga o redentor convencer\u00e1 os prisioneiros de deixar aquele mundo no qual, depois de tudo, eles habitam junto a uma fogueira eternamente acesa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe title=\"A Alegoria da Caverna de Plat\u00e3o\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/eZze-EpcwRI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Se o redentor, perante a insufici\u00eancia do seu m\u00e9todo, procurasse ent\u00e3o libertar os prisioneiros \u00e0 for\u00e7a e arrast\u00e1-los para cima, a <strong>viol\u00eancia<\/strong>, que, como se diz, n\u00e3o gera outra coisa que viol\u00eancia, precipitaria um desenlace previs\u00edvel. Eis o anticl\u00edmax da Caverna e o limite da utopia: caso fosse poss\u00edvel aos prisioneiros fazer uso das m\u00e3os e aniquilar o redentor, eles assim procederiam<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[vii]<\/a>. \u00a0Chegamos, deste modo, ao ep\u00edlogo da hist\u00f3ria.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a> <a href=\"https:\/\/cafcamanaos.files.wordpress.com\/2012\/11\/platc3a3o-a-repc3bablica-calouste-gulbenkian.pdf\"><em>A tradu\u00e7\u00e3o est\u00e2ndar\u00a0da Rep\u00fablica em portugu\u00eas\u00a0pode ser encontrada aqui em PDF.<\/em><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.perseus.tufts.edu\/hopper\/searchresults?q=Republic\"><em>Para ver em ingl\u00eas e no original grego, acesse aqui.<\/em><\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[ii]<\/a><em> Rep\u00fablica <\/em>VI 506 et Seq.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[iii]<\/a> <em>Rep. <\/em>VII 514b<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[iv]<\/a><em> Rep.\u00a0<\/em>VII 516a-b.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[v]<\/a><em> Rep. <\/em>VII, 516b et Seq.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[vi]<\/a><em>Rep.\u00a0<\/em>VII 515d-516d<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[vii]<\/a><em>Rep.\u00a0<\/em>VII 517a<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Caverna \u00e9 a descri\u00e7\u00e3o de um inusitado espet\u00e1culo de ilusionismo, um teatro de sombras sinistro em cuja volta acontece uma transforma\u00e7\u00e3o t\u00e3o ominosa quanto a encena\u00e7\u00e3o mesma. Os espectadores s\u00e3o prisioneiros; o subsolo, o claustro no qual cumprem sua pena; a obra representada, nada al\u00e9m de uma\u00a0miragem. Mas ent\u00e3o um prisioneiro abandona a gruta e, de escravo que era, dev\u00e9m liberto. Na superf\u00edcie, o liberto descobre o mundo iluminado pelo Sol e o pr\u00f3prio Sol, se emancipa finalmente da&#8230;<\/p>\n<p class=\"read-more\"><a class=\"btn btn-default\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/2017\/07\/15\/caverna-de-platao\/\"> Read More<span class=\"screen-reader-text\">  Read More<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":374,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[98,81],"tags":[49],"class_list":["post-674","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-a-caverna-de-platao","category-platao","tag-platao"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/674","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/374"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=674"}],"version-history":[{"count":18,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/674\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1665,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/674\/revisions\/1665"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=674"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=674"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/openphilosophy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=674"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}