{"id":1015,"date":"2018-08-14T22:23:30","date_gmt":"2018-08-15T01:23:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/?p=1015"},"modified":"2018-08-15T17:12:23","modified_gmt":"2018-08-15T20:12:23","slug":"ciencia-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/2018\/08\/14\/ciencia-no-brasil\/","title":{"rendered":"Fazer Ci\u00eancia no Brasil: a que ser\u00e1 que se destina?"},"content":{"rendered":"<p>Fazer Ci\u00eancia no Brasil <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/2017\/07\/04\/como-e-vida-profissional-de-um-paleontologo-brasileiro\/\">nunca foi f\u00e1cil<\/a>.<\/p>\n<p>No entanto, sem Ci\u00eancia o Brasil n\u00e3o existiria. Como pensar o pa\u00eds que temos e queremos sem Ci\u00eancia?<\/p>\n<h5>CIENCIA E DESCOBRIMENTO<\/h5>\n<figure id=\"attachment_1017\" aria-describedby=\"caption-attachment-1017\" style=\"width: 187px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1017\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/08\/200px-Oresme-Nicole-187x300.jpg\" alt=\"\" width=\"187\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/08\/200px-Oresme-Nicole-187x300.jpg 187w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/08\/200px-Oresme-Nicole.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 187px) 100vw, 187px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1017\" class=\"wp-caption-text\">Jean (ou Nicole) D`Oresme, provando, no seculo XII,que a Terra era redonda&#8230;<\/figcaption><\/figure>\n<p>Sem os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos do fim da Idade M\u00e9dia, por exemplo, a expans\u00e3o europeia n\u00e3o aconteceria. Com a introdu\u00e7\u00e3o da b\u00fassola e da p\u00f3lvora (inven\u00e7\u00f5es chinesas) e sem o avan\u00e7o t\u00e9cnico da navega\u00e7\u00e3o jamais Cabral aportaria aqui.<\/p>\n<p>E n\u00e3o s\u00f3 isso: sem os grandes cart\u00f3grafos e matem\u00e1ticos, como <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Nicole_Oresme\">Jean de Oresme<\/a> e outros, Colombo n\u00e3o saberia que a terra era redonda. Ficaria l\u00e1 na sua G\u00eanova natal dando milho aos pombos(ali\u00e1s, nem milho, porque o milho \u00e9 americano..). O mundo jamais poderia ser cartografado, como o fez <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Gerardo_Mercator\">Mercator.<\/a><\/p>\n<h5>CI\u00caNCIA E COLONIZA\u00c7\u00c3O<\/h5>\n<figure id=\"attachment_959\" aria-describedby=\"caption-attachment-959\" style=\"width: 220px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-959\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/06\/agricola.jpg\" alt=\"\" width=\"220\" height=\"202\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-959\" class=\"wp-caption-text\">Os m\u00e9todos de pesquisa de minerais seguiam os preceitos da alquimia e da astrologia, alem da procura dos sinais da natureza. ilustra\u00e7\u00e3o do De Re metellica (1556) de Georgius Agricola (1494 &#8211; 1555)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os avan\u00e7os da maquinaria durante o Renascimento \u00e9 que permitiram a instala\u00e7\u00e3o dos primeiros engenhos de cana que fizeram a riqueza nos primeiros anos de Brasil. Sem os conhecimentos t\u00e9cnicos de minera\u00e7\u00e3o, tanto europeus quanto ind\u00edgenas, as jazidas de ouro e prata das Am\u00e9ricas jamais teriam sido riquezas.\u00a0 Para isso foram importantes o conhecimento de pessoas como <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Georgius_Agricola\">Georgius Agricola<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/2018\/06\/12\/martine-e-jean-amor-magia-e-mineracao\/\">Martine de Bertereau<\/a> e\u00a0<a href=\"https:\/\/es.wikipedia.org\/wiki\/Bartolom%C3%A9_de_Medina_(minero)\">Bartolomeu de Medina<\/a>, entre outros.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XIX os solos de S\u00e3o Paulo foram exaustivamente pesquisados para melhor acolher as lavouras de caf\u00e9. A Comiss\u00e3o Geogr\u00e1fica e Geol\u00f3gica de S\u00e3o Paulo, liderada por <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Orville_Derby\">Orville Derby<\/a> pesquisou exaustivamente os rios e cachoeiras paulistas para determinar seu potencial para a produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica. Ci\u00eancia para alavancar a agricultura e a ind\u00fastria.<\/p>\n<h5>CI\u00caNCIA E DESENVOLVIMENTO<\/h5>\n<p>In\u00fameras pesquisas foram feitas para achar carv\u00e3o mineral no Brasil. Nosso carv\u00e3o era (ainda \u00e9) pouco e ruim. \u00c9 o que temos para hoje. Mas isso n\u00e3o \u00e9 culpa de <a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/286035403_Controle_estratigrafico_e_deposicional_da_genese_dos_carvoes_da_regiao_do_Rio_Jacui_RS\">Wagoner<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.fgv.br\/cpdoc\/historal\/arq\/Entrevista523.pdf\">Francisco de Paula Guimar\u00e3es<\/a> e outros que o pesquisaram. Nosso ferro foi trabalhado com carv\u00e3o vegetal, com custos ambientais muito maiores e com efici\u00eancia menor. Gra\u00e7as aos esfor\u00e7os de homens com <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Friedrich_Ludwig_Wilhelm_Varnhagen\">Varnhagen<\/a>, <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Jo%C3%A3o_Bloem\">Bloem<\/a>, e<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Fundi%C3%A7%C3%A3o_Ipanema\"> Mursa<\/a>\u00a0 no s\u00e9culo XIX, temos uma produ\u00e7\u00e3o sider\u00fargica respeit\u00e1vel.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XX o Brasil se industrializou. Para isso foi necess\u00e1rio construir estradas, ferrovias, melhorar os portos. Nossa engenharia foi convocada e deu conta do recado. Ainda falta muito a se fazer, mas n\u00e3o \u00e9 por culpa da Ci\u00eancia ou da T\u00e9cnica.<\/p>\n<h5>SER CIENTISTA NO BRASIL<\/h5>\n<figure id=\"attachment_1020\" aria-describedby=\"caption-attachment-1020\" style=\"width: 199px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1020\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/08\/Orville_derby-199x300.gif\" alt=\"\" width=\"199\" height=\"300\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1020\" class=\"wp-caption-text\">Orville Derby, ainda mo\u00e7o, quando veio ao Brasil pela primeira vez; depois, comandaria a Comiss\u00e3o Geografia e Geologia que desbravou e fez o reconhecimento cientifico do interior paulista requerido pela pujante cafeicultura.<\/figcaption><\/figure>\n<p>O cientista brasileiro sempre foi um ser bizarro e raro. Na Col\u00f4nia e no Imp\u00e9rio, os poucos que entre n\u00f3s haviam estavam sempre sobrecarregados. Al\u00e9m de seu trabalho de pesquisar, estudar e ensinar, tamb\u00e9m tinham que cuidar dos servi\u00e7os p\u00fablicos, do governo e at\u00e9 da aplica\u00e7\u00e3o das leis.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ser um Fil\u00f3sofo Natural importante na Minas Gerais dos Setecentos,<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/2017\/08\/22\/o-monstro-de-prados-simao-pires-sardinha\/\"> Sim\u00e3o Sardinha<\/a> foi encarregado tamb\u00e9m de prender o c\u00e9lebre fac\u00ednora Cabe\u00e7a de ferro (d\u00e1 pra colocar isso no Lattes?). Desviados de sua atividade cient\u00edfica para os necess\u00e1rios labores do pa\u00eds que ent\u00e3o se fazia temos nomes ilustres, como\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Jos%C3%A9_Bonif%C3%A1cio_de_Andrada_e_Silva\">Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio<\/a> e o <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Guilherme_Sch%C3%BCch\">Bar\u00e3o de Capanema<\/a>, entre tantos outros.<\/p>\n<h5>UMA CI\u00caNCIA NACIONAL?<\/h5>\n<p>Ao longo do s\u00e9culo XX esta Comunidade Cientifica brasileira cresceu e se especializou. Somos um grupo importante da Ci\u00eancia Mundial. Mas fazer Ci\u00eancia no Brasil n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Temos os nossos problemas, as nossas defici\u00eancias. Mas estamos a\u00ed, trabalhando duro, fazendo muito com pouco, fazendo Ci\u00eancia e formando gente qualificada.<\/p>\n<p>Uma Ci\u00eancia Nacional, pensando os interesses do Brasil foi respons\u00e1vel, entre outras coisas, pela erradica\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as tropicais no s\u00e9culo XX, com<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Vital_Brazil\"> Vital Brasil<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.projetomemoria.art.br\/OswaldoCruz\/biografia\/02_peste.html\">Oswaldo Cruz<\/a>, <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Carlos_Chagas\">Carlos Chagas<\/a>\u00a0. A ci\u00eancia no Brasil sempre foi, ao contrario do que se pensa,\u00a0 uma Ci\u00eancia aplicada, de resultados. Nossa realidade nunca nos permitiu torres de marfim.<\/p>\n<p>Contudo, temos as maiores safras agr\u00edcolas do mundo, conquistando solos que seriam impens\u00e1veis h\u00e1 poucos anos, por causa de nossa pesquisa agropecu\u00e1ria, com destaque para a Embrapa. No in\u00edcio do s\u00e9culo XX, por outro lado,\u00a0 conseguimos alcan\u00e7ar as jazidas de petr\u00f3leo em grande profundidade, gra\u00e7as aos esfor\u00e7os dos ge\u00f3logos da Petrobr\u00e1s, liderados por <a href=\"https:\/\/nocaute.blog.br\/2018\/06\/13\/guilherme-estrella-pre-sal-petrobras-saqueada\/\">Guilherme Estrella<\/a>.<\/p>\n<h5>FAZER CI\u00caNCIA NO BRASIL<\/h5>\n<p>A Ci\u00eancia Brasileira contribuiu enormemente para que o pa\u00eds crescesse tivesse o destaque que teve. Algu\u00e9m vai dizer que termos uma ci\u00eancia pobre, subdesenvolvida. Claro que \u00e9. \u00c9 poss\u00edvel uma ci\u00eancia desenvolvida num pa\u00eds subdesenvolvido?<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio, todo pa\u00eds que se desenvolveu e se tornou um pa\u00eds din\u00e2mico e complexo o fez porque tinha a sua ci\u00eancia. Vejam a Alemanha e os Estados Unidos no s\u00e9culo XIX. TAmbem s\u00e3o exemplos notaveis\u00a0 o Jap\u00e3o e os demais pa\u00edses asi\u00e1ticos no presente. Basta olhar mais de perto estas sociedades para ver se algum deles prescindiu de uma ci\u00eancia forte. Vejam a China, a Cor\u00e9ia. \u00a0Em cada um haviam cientistas. Foram comunidades que plantaram e protegeram a planta tenra e fr\u00e1gil da ci\u00eancia, para depois colher os frutos da grande arvore que ela depois se transformaria.<\/p>\n<h5>UM SALTO PARA TR\u00c1S<\/h5>\n<p>No entanto, em anos recentes a Ci\u00eancia Brasileira estava para dar um salto para frente. Al\u00e9m de crescer, aumentar seu impacto. Est\u00e1vamos conseguindo nos impor no cen\u00e1rio mundial. Entretanto, vieram os cortes nas verbas de pesquisa. Estamos retrocedendo. A planta da Ci\u00eancia Brasileira precisa de \u00e1gua para voltar a crescer.<\/p>\n<p>Contudo, mais preocupante que isso s\u00e3o os discursos que dizem que n\u00e3o precisamos de Ci\u00eancia no Brasil. Que fazemos ci\u00eancia in\u00fatil. Por certo, alguns desses ignorantes devem ainda achar, contra todos os s\u00e1bios medievais, que a terra \u00e9 plana. S\u00f3 pode ser isso. Ou que as esp\u00e9cies n\u00e3o se transformam e mudam. Ou que os continentes n\u00e3o se movem.<\/p>\n<h5>EXISTE?<\/h5>\n<p>Pior, alguns ignorantes dizem que n\u00e3o existe Ci\u00eancia no Brasil. Entretanto, dizem por dizer, como sempre, levianamente a falar de suas p\u00f3s-verdades. \u00c9 uma gente que vira as costas para o futuro, ignorando uma pujante comunidade cientifica<\/p>\n<p>que vai, aos trancos e barrancos fazendo seu papel, contra tudo e contra todos.<\/p>\n<p>Nunca foi f\u00e1cil fazer ci\u00eancia no Brasil.<\/p>\n<p>Mas pensem no que seria um pa\u00eds sem ci\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>PS &#8211; Da\u00ed porque \u00e9 necess\u00e1rio Historia da Ci\u00eancia: entender que construir\u00a0uma Ci\u00eancia\u00a0Nacional leva seculos de esfor\u00e7o e luta contra as trevas e a ignor\u00e2ncia\u00a0; essa luta n\u00e3o acaba nunca&#8230;.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fazer Ci\u00eancia no Brasil nunca foi f\u00e1cil. No entanto, sem Ci\u00eancia o Brasil n\u00e3o existiria. Como pensar o pa\u00eds que temos e queremos sem Ci\u00eancia? 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