{"id":1097,"date":"2019-04-20T19:00:02","date_gmt":"2019-04-20T22:00:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/?p=1097"},"modified":"2019-04-21T00:05:36","modified_gmt":"2019-04-21T03:05:36","slug":"iluminismo-edimburgo-hutton-geologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/2019\/04\/20\/iluminismo-edimburgo-hutton-geologia\/","title":{"rendered":"O ILUMINISMO E AS TRILHAS NO ALTO DO MORRO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><em>(Este texto \u00e9 dedicado a Gabriela Medero e Georges Goussetis)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No ver\u00e3o de 1776,<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Adam_Ferguson\"> Adam Ferguson (1723 \u2013 1816)<\/a> estava intrigado com algumas coisas que havia verificado ao andar pelo morro de Arthur\u00b4s Seat, em Edimburgo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1100\" aria-describedby=\"caption-attachment-1100\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/laretour.com\/2016\/05\/07\/edinburgh-salisbury-crags-walk\/\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1100\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/04\/exploring-edinburgh-crags-004-e1515073860866-300x175.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"175\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/04\/exploring-edinburgh-crags-004-e1515073860866-300x175.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/04\/exploring-edinburgh-crags-004-e1515073860866.jpg 720w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1100\" class=\"wp-caption-text\">O morro Arthur\u00b4s Seat, em Edimburgo<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Arthur\u00b4s Seat \u00e9 uma pequena eleva\u00e7\u00e3o urbana na parte leste de Edinburgo, pr\u00f3xima ao centro da cidade. As rochas que formam o topo do Arthur\u00b4s Seat s\u00e3o de composi\u00e7\u00e3o bas\u00e1ltica, provenientes do resfriamento de uma antiga c\u00e2mara magm\u00e1tica. No entanto,\u00a0 embora essa hist\u00f3ria respire geologia, n\u00e3o \u00e9 de basaltos que vamos falar aqui, e sim de Iluminismo.<\/p>\n<h6>Um trio de peso<\/h6>\n<figure id=\"attachment_1101\" aria-describedby=\"caption-attachment-1101\" style=\"width: 220px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Adam_Ferguson\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1101\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/04\/220px-ProfAdamFerguson.jpg\" alt=\"\" width=\"220\" height=\"263\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1101\" class=\"wp-caption-text\">Professor Adam Ferguson, Filosofo e historiador escoc\u00eas<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Adam Ferguson, filosofo e historiador escoc\u00eas, adorava caminhar no Arthur\u00b4s Seat. Nestas caminhaadas deve ter tirado alguma inspira\u00e7\u00e3o para sua vasta obra. Nela, Ferguson mostrava seu apre\u00e7o pelas sociedades tradicionais, como os cl\u00e3s das Highlands, em contraste com os habitantes da cidades, que considerava mais &#8220;fracos. Entretanto, neste ver\u00e3o especifico, ao caminhar pelo Arthur\u00b4s Seat, Ferguson observou algumas manchas esbranqui\u00e7adas formando &#8220;trilhas&#8221; com formatos diferentes na vegeta\u00e7\u00e3o do morro. Intrigado, Ferguson chamou alguns de seus amigos para verificarem o curioso fen\u00f4meno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os amigos chamados por Ferguson foram os medicos Joseph Black e James Hutton. O trio \u00e9 um dos mais importantes do chamado <a href=\"https:\/\/www.britannica.com\/event\/Scottish-Enlightenment\">Iluminismo Escoc\u00eas<\/a>.\u00a0 <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Joseph_Black\">Joseph Black (1728 \u2013 1799)<\/a>, como Ferguson, era professor da Universidade de Edimburgo, m\u00e9dico e um importante nome da qu\u00edmica moderna. Foi ele quem descobriu o di\u00f3xido de carbono, em 1754. Entre seus feitos tamb\u00e9m se destacam a inven\u00e7\u00e3o de balan\u00e7as de precis\u00e3o e a descoberta do calor latente das subst\u00e2ncias.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1102\" aria-describedby=\"caption-attachment-1102\" style=\"width: 246px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/6\/62\/Joseph_Black_b1728.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1102\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/04\/800px-Joseph_Black_b1728-246x300.jpg\" alt=\"\" width=\"246\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/04\/800px-Joseph_Black_b1728-246x300.jpg 246w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/04\/800px-Joseph_Black_b1728-768x938.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/04\/800px-Joseph_Black_b1728.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 246px) 100vw, 246px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1102\" class=\"wp-caption-text\">Dr Joseph Black, um dos maiores nomes da Qu\u00edmica no seculo XVIII<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/www.britannica.com\/biography\/James-Hutton\">James Hutton (1723 \u2013 1799)<\/a>, m\u00e9dico e cavalheiro escoc\u00eas, por outro lado, \u00e9 tido como um dos fundadores da geologia moderna. Tendo estudado medicina na Holanda, Hutton foi sobretudo um fazendeiro. De sua experiencia arando as terras das Lowlands escocesas, Hutton percebeu a rela\u00e7\u00e3o que existia entre eros\u00e3o, transporte e deposi\u00e7\u00e3o de sedimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Assim, Hutton estabeleceu claramente o conceito de ciclos de deposi\u00e7\u00e3o e eros\u00e3o, os quais formariam as rochas dos continentes e oceanos. Sua obra mais importante nos dias de hoje, <a href=\"https:\/\/www.britannica.com\/topic\/Theory-of-the-Earth\"><em>Theory of the Earth<\/em><\/a>, foi inicialmente lida por Joseph Black na Real Society of Edinburgh em 1785. Em 1797, ap\u00f3s in\u00fameras revis\u00f5es, ela foi finalmente publicada.<\/p>\n<h6>As &#8220;Trilhas&#8221; no Arthur\u00b4s Seat<\/h6>\n<figure id=\"attachment_1103\" aria-describedby=\"caption-attachment-1103\" style=\"width: 262px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/pages.uwc.edu\/keith.montgomery\/Hutton\/Hutton.htm\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1103\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/04\/hutton-portrait-262x300.jpg\" alt=\"\" width=\"262\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/04\/hutton-portrait-262x300.jpg 262w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/04\/hutton-portrait.jpg 606w\" sizes=\"(max-width: 262px) 100vw, 262px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1103\" class=\"wp-caption-text\">O medico e Naturalista James Hutton, um dos pioneiros da geologia no seculo XVIII<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Neste ver\u00e3o de 1776, entretanto, os tr\u00eas amigos estavam ainda pelo morro, verificando as marcas na vegeta\u00e7\u00e3o, e interrogando diversas pessoas das redondezas. James Hutton, dois anos mais trade, escreveria um pequeno texto, publicado nos anais da <a href=\"https:\/\/www.rse.org.uk\/\">Real Sociedade Cientifica de Edimburgo<\/a>.\u00a0 O texto se chama\u00a0<a href=\"https:\/\/bit.ly\/2IuBplx\">&#8220;Of certain Natural appearances of the ground of the Hill of Arthur\u00b4s Seat&#8221;.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Este texto, embora n\u00e3o tenha import\u00e2ncia na obra de Hutton, \u00e9 bastante interessante como um exerc\u00edcio de utiliza\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo cient\u00edfico. Nele, Hutton inicia a introdu\u00e7\u00e3o com uma breve descri\u00e7\u00e3o do problema. Tratava-se de \u201ctrilhas\u201d no morro, formada por plantas mortas e esbranqui\u00e7adas. De longe, parecia uma trilha, mas n\u00e3o estava relacionada com as trilhas dos caminhantes. Logo, teria outra origem, e que deveriam ser entendidas.<\/p>\n<h6>Ver, analisar, estudar<\/h6>\n<p style=\"text-align: justify\">Por outro lado, as explica\u00e7\u00f5es de que tais marcas eram devidas a raios n\u00e3o pareceu suficiente. Hutton ent\u00e3o, passa a descrever as marcas: elas ocorriam sobretudo nas partes mais altas do morro, e existiam marcas recentes e marcas mais antigas. As marcas mais recentes eram esbranqui\u00e7adas, enquanto as mais antigas eram enegrecidas, causadas pelo apodrecimento das plantas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Assim, Hutton descreve que as marcas eram compridas, mas poderiam tamb\u00e9m ocorrer marcas com larguras similares aos comprimentos. As marcas eram paralelas umas \u00e0s outras, e Hutton examinou algumas marcas de um verde intenso, crescendo junto com as marcas dos anos passados. Assim, lhe pareceu que estas marcas mais antigas eram agora cobertas pela vegeta\u00e7\u00e3o nova, formando faixas de verde mais intenso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Contudo, ao estabelecer tal sucess\u00e3o, Hutton indaga: \u201c<em>quantas trilhas sucessivas poderiam ser detectadas pela observa\u00e7\u00e3o de suas apar\u00eancias?<\/em>\u201d. Depois de suas atentas observa\u00e7\u00f5es no Arthur\u00b4s Seat, Hutton estabelece que \u201c<em>no m\u00ednimo<\/em>\u201d cinco sucess\u00f5es de trilhas poderiam ser detectadas. Deveria haver mais, mas estas s\u00e3o as que se possui evid\u00eancias concretas, afirma.<\/p>\n<h6>Insetos ou Raios?<\/h6>\n<p style=\"text-align: justify\">Depois de descrever as trilhas, Hutton come\u00e7a a discutir suas causas. Parece evidente que tal fen\u00f4meno ocorreu ali no m\u00ednimo, nos \u00faltimos oito ou nove anos. Embora muitos naturalistas tenham atribu\u00eddo estes fen\u00f4menos aos trov\u00f5es, Hutton observa que muitas das fei\u00e7\u00f5es s\u00e3o formadas na primavera, quando n\u00e3o h\u00e1 tempestades el\u00e9tricas na regi\u00e3o. Tamb\u00e9m observa que as descargas tem dire\u00e7\u00f5es variadas, o que contrasta com a similitude das trilhas, com sua disposi\u00e7\u00e3o paralela umas as outras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Hutton tamb\u00e9m considera a possibilidade da a\u00e7\u00e3o dos insetos na forma\u00e7\u00e3o das trilhas. Da mesma forma, considera as possiblidades de col\u00f4nias de insetos constru\u00edrem as trilhas paralelas. \u00a0Mais uma vez, rejeita, com base nas suas observa\u00e7\u00f5es, tal possiblidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ao discutir estas possibilidades, Hutton observa: nos m\u00e9todos de investiga\u00e7\u00e3o do meio natural, \u00e9 preciso muito cuidado ao considerar causas e efeitos e suas conex\u00f5es: ambas as prov\u00e1veis causas do fen\u00f4meno (eletricidades, insetos) est\u00e3o longe de serem consideradas suficientes para uma adequada explica\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno.<\/p>\n<h6>Ciencia e Causalidade<\/h6>\n<p style=\"text-align: justify\">Assim, Hutton termina o texto sem propor uma explica\u00e7\u00e3o para a trilhas de diferente colora\u00e7\u00e3o na vegeta\u00e7\u00e3o do Arthur\u00b4s Seat. \u00a0Entretanto, \u00e9 importante sua observa\u00e7\u00e3o sobre a causalidade dos fen\u00f4menos. Quantas vezes atribu\u00edmos causas sem levarmos em conta uma correta leitura dos fen\u00f4menos? Quantas vezes sa\u00edmos a dizer nossas verdades \u201c<em>cientificas<\/em>\u201d penduradas em interpreta\u00e7\u00f5es parciais e (muitas vezes equivocadas) sobre as rela\u00e7\u00f5es de causa e efeito dos fen\u00f4menos que estamos observando?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Contudo, podemos observar que o texto de Hutton tem uma estrutura parecida com nosso atuais papers: introdu\u00e7\u00e3o, formula\u00e7\u00e3o do problema, descri\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos, discuss\u00e3o das causas, conclus\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Era um tempo de profundo questionamento. Intrigados, os tr\u00eas amigos andam pelo Arthur\u00b4s Seat procurando respostas. Estas respostas est\u00e3o vinculadas a quest\u00f5es de causa e efeito (qual \u00e9 o agente causador das \u201c<em>trilhas<\/em>\u201d?). No entanto, as respostas dispon\u00edveis n\u00e3o s\u00e3o suficientes. N\u00e3o se pode ir adiante com estas observa\u00e7\u00f5es. E fim. Encerra-se uma pesquisa, com dicas e questionamentos para os pr\u00f3ximos, a subir nos ombros dos gigantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ah, o Iluminismo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Neste tempo de \u201c<em>autoproclamados<\/em>\u201d s\u00e1bios, de terraplanismo social e de fake News, que falta que voc\u00ea faz&#8230;<\/p>\n<h6>Para saber mais:<\/h6>\n<p>Buchan, James.\u00a0<i>Capital of the mind<\/i>. Birlinn, 2012.<\/p>\n<p>Playfair, John. &#8220;Biographical account of the late Dr James Hutton, FRS Edin.&#8221;\u00a0<i>Earth and Environmental Science Transactions of the Royal Society of Edinburgh<\/i>\u00a088.S1 (1997): 39-99.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Este texto \u00e9 dedicado a Gabriela Medero e Georges Goussetis) No ver\u00e3o de 1776, Adam Ferguson (1723 \u2013 1816) estava intrigado com algumas coisas que havia verificado ao andar pelo morro de Arthur\u00b4s Seat, em Edimburgo. Arthur\u00b4s Seat \u00e9 uma pequena eleva\u00e7\u00e3o urbana na parte leste de Edinburgo, pr\u00f3xima ao centro da cidade. As rochas &hellip; <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/2019\/04\/20\/iluminismo-edimburgo-hutton-geologia\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">O ILUMINISMO E AS TRILHAS NO ALTO DO MORRO<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":277,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[12,13,91,92,11,1,23],"tags":[14,93,122],"class_list":["post-1097","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ciencias","category-geociencias","category-historia","category-jefferson-picanco","category-paleontologia","category-sem-categoria","category-tempo-geologico","tag-filosofia-ciencias-divulgacao","tag-historia-da-ciencia","tag-james-hutton"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1097","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/277"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1097"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1097\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1106,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1097\/revisions\/1106"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1097"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1097"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1097"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}