{"id":1124,"date":"2019-10-21T21:09:37","date_gmt":"2019-10-22T00:09:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/?p=1124"},"modified":"2019-10-21T21:09:37","modified_gmt":"2019-10-22T00:09:37","slug":"fred-flintstone-e-as-pegadas-de-dinossauros-do-mesozoico-num-campo-de-golf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/2019\/10\/21\/fred-flintstone-e-as-pegadas-de-dinossauros-do-mesozoico-num-campo-de-golf\/","title":{"rendered":"No Mesozoico, jogando golf com Fred Flintstone"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Estaria o blogueiro pirando? Golf? Mesozoico? Fred Flintstone?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sim, desta o blogueiro viajou. Era no m\u00eas de junho. Estava um sol forte aquela hora da manh\u00e3, e eu estava caminhando por uma trilha que levava a esta\u00e7\u00e3o de trem de <em>Jefferson County<\/em>, no estado americano do Colorado. Vez em quando passava algu\u00e9m de bicicleta pela trilha. Foi quando eu vi a plaquinha indicando: <a href=\"https:\/\/www.cityofgolden.net\/play\/recreation-attractions\/trails\/triceratops-trail\/\"><em>Triceratops Trail<\/em><\/a>. Ser\u00e1 que eu ia encontrar com um feroz <em>Triceratops<\/em> na minha frente se eu seguisse aquele caminho? meio receoso, entrei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1130\" style=\"font-weight: bold;background-color: transparent;text-align: left\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/10\/IMG_7481.jpg\" alt=\"CAmpo de golfe e as antigas cavas de argila mostrando pegadas de Dinossauros e mam\u00edferos, alem de restos de plantas.\" width=\"4320\" height=\"3240\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/10\/IMG_7481.jpg 4320w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/10\/IMG_7481-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/10\/IMG_7481-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/10\/IMG_7481-1024x768.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 4320px) 100vw, 4320px\" \/>Campo de golfe e as antigas cavas de argila mostrando pegadas de Dinossauros e mam\u00edferos, alem de restos de plantas. Ao fundo o Morro da Mesa (Table mountains), onde est\u00e3o os basaltos Terci\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quando entrei na trilha do <em>Triceratops<\/em>, a primeira coisa que eu vi foram algumas cavas, com uma vegeta\u00e7\u00e3o secundaria crescendo de dentro delas. Todavia, eu havia visto algumas maquinas grandes enferrujando no meio do mato. J\u00e1 nem dava pra reconhecer, mas eu estava entrando numa \u00e1rea antiga de minera\u00e7\u00e3o. No entanto,o que isso tinha a ver com o <em>Triceratops<\/em>?<\/p>\n<h5>ENTRANDO NA CAVA DE ARGILA<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify\">Soube pelos cartazes que tinham por ai que aquelas perigosas cavas que estava vendo, com v\u00e1rios metros de altura, eram antigas cavas de argila. Estas cavas foram exploradas pela Fam\u00edlia Parfet, que produzia cer\u00e2micas, tijolos e tubos de esgoto para todo o pais.\u00a0 Primeiramente, uma foto num cartaz na entrada de uma destas cavas mostrava\u00a0 patriarca George Parfet, sua esposa Mattie e seus seis filhos. Alem do mais, outras fotos antigas mostrava o febril trabalho de escava\u00e7\u00e3o realizado pela empresa dos Parfett.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como o cartaz orgulhosamente descrevia, a mans\u00e3o do governador, varias escolas publicas e a antigas sede do f\u00f3rum do condado de Jefferson foram constru\u00eddos com tijolos feitos aqui. Durante quase 70 anos, escavadeiras e draglines escavaram as argilas da forma\u00e7\u00e3o <em>Laramie<\/em> para fazer objetos cer\u00e2micos. Nesta hora, eu estava ali andando por entre o que sobrou desas cavas. Parte era um campo de golf, parte um museu geol\u00f3gico.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1139\" aria-describedby=\"caption-attachment-1139\" style=\"width: 550px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1139\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/10\/triceratops-trail.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"412\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/10\/triceratops-trail.jpg 550w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/10\/triceratops-trail-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1139\" class=\"wp-caption-text\">Placa na Cava de Argila, mostrando o Triceratops e as marcas deixadas pelo animal<\/figcaption><\/figure>\n<h5>PASSANDO PELO CAMPO DE GOLFE<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify\">A maior parte da \u00e1rea era tomada pelo campo de golfe, ocupando as partes mais baixas das antigas cavas de argila. Contudo, a parte do campo de golf n\u00e3o me interessava. N\u00e3o me interessava aquela grama verdinha e rente. N\u00e3o me interessava aqueles carrinhos com aqueles senhores de bermuda e camiseta polo. Todavia, com seus chapeuzinhos rid\u00edculos, eles passavam acelerados, e nos atropelavam indiferentes em busca de suas ignominiosas bolinhas. Senti o risco iminente de ser uma vitima do golf e me afastei daqueles maniacos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Alem do mais, o mato ao redor estava cheio de bolinhas de golf, o que provava cabalmente a imper\u00edcia dos senhores de t\u00eanis e meias brancas. Contudo, lembrei-me de Fred Flintstone, um dos poucos jogadores de golfe pelo qual eu tinha alguma estima. Assim, pela primeira vez, senti alguma conex\u00e3o ali. Golfe, Fred Flintstone, dinossauros: fui ver os bichinhos.<\/p>\n<h5>A GEOLOGIA DE GOLDEN: O COLORADO FRONT RANGE<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify\">A geologia de Golden \u00e9 muito interessante. Durante o Mesozoico, aquela \u00e1rea era uma grande plan\u00edcie deltaica, cheia de p\u00e2ntanos, rios e lagos. Da mesma forma, nos rios, uma areia fina era depositada, formando barra de meandros. Por outro lado, nas plan\u00edcies, uma fina argila branca ia se depositando. Camadas de turfa tamb\u00e9m eram comuns neste ambiente.\u00a0 Al\u00e9m do mais, nesta \u00e1rea, num clima mais quente que hoje, t\u00ednhamos muitas palmeiras e muitas especies de animais.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1129\" aria-describedby=\"caption-attachment-1129\" style=\"width: 1041px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-1129 size-full\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/10\/Golden_geology.jpg\" alt=\"Geologia de Golden, Colorado\" width=\"1041\" height=\"483\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/10\/Golden_geology.jpg 1041w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/10\/Golden_geology-300x139.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/10\/Golden_geology-768x356.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/10\/Golden_geology-1024x475.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1041px) 100vw, 1041px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1129\" class=\"wp-caption-text\">Bloco-Diagrama mostrando a geologia de Golden simplificada. a \u00e1rea do Triceratops trail est\u00e1 no centro da foto, onde as camadas est\u00e3o verticalizadas.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Mais para o fim do Cret\u00e1ceo, este ambiente \u00famido e quente foi se alterando. Quando houve na regi\u00e3o a transi\u00e7\u00e3o do Mesozoico para a\u00a0 Terci\u00e1rio, com a extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros, a regi\u00e3o j\u00e1 havia se tornado mais quente e seca. Finalmente, lavas bas\u00e1lticas aparecem j\u00e1 no paleoceno, indicando uma mudan\u00e7a na din\u00e2mica da regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Contudo, o desenvolvimento de grandes falhas geol\u00f3gicas, como a Zona de falha de Golden (<em>Golden Fault<\/em>) e a Falha da Margem da Bacia (<em>Margin Basin fault<\/em>), marcam a transi\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o das Grandes Plan\u00edcies com as Montanhas\u00a0 Rochosas. Assim, por a\u00e7\u00e3o destas falhas, o terreno mais a oeste, predominantemente gran\u00edtico, literalmente &#8220;cavalga&#8221; sobre as rochas Mesozoicas\/Terci\u00e1rias e termina por dobra-las. Desta forma, pequenos morrotes, formados por rochas mesozoicas e terciarias dobradas marcam a transi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica da montanha para a plan\u00edcie. \u00c9 o chamado <em>Colorado Front Range<\/em>.<\/p>\n<h5>DINOSSAUROS SUBINDO PELAS PAREDES<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify\">Como dissemos antes, o Triceratops trail esta situado no contexto do\u00a0 <em>Colorado Front Range<\/em>. Aqui, as camadas da forma\u00e7\u00e3o <em>Laramie<\/em>, do Mesozoico, est\u00e3o todas verticalizadas, por a\u00e7\u00e3o da <em>Clay Pits fault<\/em>, a falha local do sistema. Com isso, a sensa\u00e7\u00e3o que temos \u00e9 a de que os dinossauros est\u00e3o subindo pelas paredes. No entanto, n\u00e3o foi isso que aconteceu. centenas de milhares de anos ap\u00f3s terem vivido por ali \u00e9 que as camadas nas quais deixaram seus rastos foram basculadas e verticalizadas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1131\" aria-describedby=\"caption-attachment-1131\" style=\"width: 225px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1131\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/10\/IMG_7485-225x300.jpg\" alt=\"marca de pegada de Tiranossauro\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/10\/IMG_7485-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/10\/IMG_7485-768x1024.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1131\" class=\"wp-caption-text\">Pegada de Tiranossauro<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Desta forma, a exposi\u00e7\u00e3o das pegadas e das diversas marcas ficou muito facilitada. Ali, podemos ver pegadas gigantes do gigante tiranossauro. Tamb\u00e9m podemos ver as marcas das pegadas do Triceratops.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Da mesma forma, podemos ver tamb\u00e9m pegadas de pequenas aves e mam\u00edferos. De modo similar, nas Clay Pits podemos ver os restos de folhas de palmeiras. Alem das palmeiras, podem ser encontradas sic\u00f4moros, nogueiras, um tipo de gengibre e um parente distante do abacate.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Esta vegeta\u00e7\u00e3o, juntamente com a ocorr\u00eancia comum de marcas de animais pequenos e grandes mostra uma regi\u00e3o que, no Mesozoico era quente e talvez por isso, muito rica em vida.<\/p>\n<h5>UM OUTRO MUNDO \u00c9 POSS\u00cdVEL<\/h5>\n<figure id=\"attachment_1142\" aria-describedby=\"caption-attachment-1142\" style=\"width: 259px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1142\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/10\/plantas_tt.jpg\" alt=\"marcas de palmeiras f\u00f3sseis\" width=\"259\" height=\"194\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1142\" class=\"wp-caption-text\">Marcas de folhas de antigas palmeiras; As especies de pnatas indicam um clima muito mais quente que o de hoje na regi\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">No final do Mesozoico, durante o per\u00edodo Cret\u00e1ceo, a Am\u00e9rica do Norte era coberta por um mar raso, com algumas por\u00e7\u00f5es mais elevadas. Provavelmente, estas por\u00e7\u00f5es elevadas eram pequenas ilhas, das quais a regi\u00e3o de Golden era uma delas. Ao redor, uma serie de . Com o passar do tempo, o soerguimento das Montanhas Rochosas acabou por acabar com este mar raso. Neste per\u00edodo, estava provavelmente localizada em latitudes menores. Este era o ambiente perfeito para o desenvolvimento, nas partes mais \u00famidas, de uma fauna abundante e diversificada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A medida em que que as placas tect\u00f4nicas continuavam se movimentando, a regi\u00e3o das montanhas rochosas come\u00e7a a ser &#8220;empurrada&#8221; para o leste. De fato, esta movimenta\u00e7\u00e3o deu origem as falhas que conformariam a estrutura da regi\u00e3o de Golden, onde eu me encontro agora, olhando pegadas de dinossauros na parede. Afinal, ver pegadas de animais extintos na parede de uma cava de argila nos d\u00e1 no\u00e7\u00e3o de que vivemos num planeta din\u00e2mico e em perpetua transforma\u00e7\u00e3o. Desta forma, ao contrario do que alguns pensam, n\u00f3s humanos n\u00e3o somo s o suprassumo da cria\u00e7\u00e3o. Isto \u00e9, supondo que tenha havido uma cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h5>SAINDO DA CAVA<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify\">Desta forma, assim que sa\u00ed da cava, comecei a pensar em quantas informa\u00e7\u00f5es diferentes havia ali naquela pequena \u00e1rea. Contudo, ser\u00e1 que as pessoas que passavam aqui e ali teriam no\u00e7\u00e3o disso? Ser\u00e1 que os caras do golfe ali do lado, mesmo que somente perseguindo suas in\u00fateis bolinhas, saberiam disso?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O tempo da vida humana \u00e9 muito curto. Decerto, algum grego ou romano j\u00e1 falou sobre isso. o detalhe \u00e9 que, por certo, n\u00e3o temos condi\u00e7\u00f5es de enxergar estas grandes mudan\u00e7as no decorrer de nossas vidas. Primeiramente, para enxergar isso, o senso comum n\u00e3o ajuda. os vest\u00edgios da natureza, por outro lado, s\u00e3o muito sutis e complexos. Ali, saindo da cava do <em>Triceratops trail<\/em>, me dei conta do quanto as Ci\u00eancias da Terra nos ajudam a enxergar o mundo.<\/p>\n<h5>AJUDA FRED FLINTSTONE!!<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify\">Num mundo em que a Ci\u00eancia encontra-se t\u00e3o amea\u00e7ada, certamente o conjunto de evidencias como o que havia ali no <em>Triceratops trail<\/em> \u00e9 muito relevante. Estavam expostas ali, a c\u00e9u aberto, muitas discuss\u00f5es interessantes sobre o passado, o presente e o futuro de nosso Planeta. Por certo, a maior parte das pessoas n\u00e3o est\u00e1 nem ai pra essas coisas. Da mesma forma, o fato de Fred Flintstone conviver com dinossauros parece plaus\u00edvel para muita gente. Entretanto, como se sabe, o ser humano s\u00f3 conviveu com os dinossauros nos \u00faltimos duzentos anos. Somente quando come\u00e7amos a entender que aqueles esqueletos estranhos n\u00e3o eram obra do acaso ou restos de gigantes \u00e9 que eles come\u00e7aram a habitar entre nos, em nossas ideias, em nossos\u00a0 pensamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por tudo isso \u00e9 que repito: a Ci\u00eancia deve entrar mais na vida das pessoas. Independente de sua posi\u00e7\u00e3o no mundo, o letramento cientifico \u00e9 cada vez mais necess\u00e1rio para um numero cada vez maior de pessoas. Temos que fazer de cada esquina um museu da historia da terra. Podemos n\u00e3o ter em todos os lugares historias t\u00e3o interessantes como a do Triceratops trail e seu mergulho de cabe\u00e7a nos p\u00e2ntanos do Mesozoico.<\/p>\n<h5>CI\u00caNCIA, LAZER E BICICLETAS<\/h5>\n<figure id=\"attachment_1138\" aria-describedby=\"caption-attachment-1138\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1138\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/10\/GeoBike_2-300x300.jpg\" alt=\"Projeto Geobike\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/10\/GeoBike_2-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/10\/GeoBike_2-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/10\/GeoBike_2-768x771.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/10\/GeoBike_2-1020x1024.jpg 1020w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/10\/GeoBike_2-24x24.jpg 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/10\/GeoBike_2-48x48.jpg 48w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/10\/GeoBike_2-96x96.jpg 96w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2019\/10\/GeoBike_2.jpg 1149w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1138\" class=\"wp-caption-text\">Logo do Projeto Geobike, do Prof Wagner Amaral: trilhas geol\u00f3gicas em Campinas<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Da mesma forma, aqui em Campinas,<a href=\"https:\/\/portal.ige.unicamp.br\/news\/2019-07\/projeto-geobike-deve-apresentar-geologia-de-campinas-sob-uma-diferente-perspectiva\"> temos o\u00a0 Projeto\u00a0 Geobike<\/a>, mais uma boa ideia do professor Wagner Amaral, do Instituto de Geoci\u00eancias da Unicamp. Assim, apaixonado por Geologia e por sua querida Campinas, o professor Wagner leva os amantes da bicicleta a locais nos quais eles at\u00e9 j\u00e1 poderiam andar, mas cuja historia (natural) ignoravam. Que enriquecedor! Juntar esporte, lazer e Ci\u00eancia foi uma boa sacada. Que tal na sequencia juntar Ci\u00eancia e Arte, juntar Ci\u00eancia com tudo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Entretanto, no caso das Ci\u00eancias da Terra e do ambiente, n\u00f3s precisamos de mais e mais trilhas como estas, que nos levem ao passado da Terra. Trilhas que nos ajudem a pensar melhor nosso presente e projetar melhor nosso futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Bora l\u00e1?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estaria o blogueiro pirando? Golf? Mesozoico? Fred Flintstone? Sim, desta o blogueiro viajou. Era no m\u00eas de junho. 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