{"id":235,"date":"2016-12-13T18:15:31","date_gmt":"2016-12-13T20:15:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/?p=235"},"modified":"2016-12-14T15:27:55","modified_gmt":"2016-12-14T17:27:55","slug":"paleontologia-como-compreende-la-em-5-passos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/2016\/12\/13\/paleontologia-como-compreende-la-em-5-passos\/","title":{"rendered":"Paleontologia: como compreend\u00ea-la em 5 passos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-238 alignleft\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2016\/12\/20161213_180418-300x245.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"245\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2016\/12\/20161213_180418-300x245.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2016\/12\/20161213_180418-768x627.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2016\/12\/20161213_180418-1024x836.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2016\/12\/20161213_180418.jpg 1409w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Quase todos os an\u00fancios de reportagens e chamadas que recebemos incessantemente em nossos celulares, todos os dias, trazem n\u00fameros. Talvez seja a nossa avidez por conhecimento \u201crapidamente absorv\u00edvel\u201d que tenha promovido esta prolifera\u00e7\u00e3o de textos com t\u00edtulos que trazem o n\u00famero exato (ou inexato, alguns enganam a gente) de conte\u00fado. Se d\u00e1 certo (se a gente absorve mais r\u00e1pido, ou se \u00e9 simplesmente uma quest\u00e3o de marketing\/publicidade&#8230;), eu n\u00e3o sei; fato \u00e9 que resolvi aderir \u00e0 moda e tentarei explicar o que \u00e9 a paleontologia em 5 itens; ou pelo menos, irei tentar apontar as principais problem\u00e1ticas envolvidas quando se trata de paleontologia <u>para<\/u> e <u>com<\/u> aqueles que n\u00e3o sabem bem o que esta ci\u00eancia significa. Vamos l\u00e1?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">1 \u2013 O termo \u201cPaleontologia\u201d significa \u201co estudo dos seres antigos\u201d. J\u00e1 falamos em <em>posts<\/em> anteriores que <strong>antigo<\/strong> em Geologia \u2013 e em Paleontologia \u2013 tem conota\u00e7\u00e3o diferente daquele utilizada no nosso dia-a-dia. Restos de organismos s\u00e3o considerados recentes, ou pouco antigos (e denominados de sub-f\u00f3sseis, por exemplo) se tiverem por volta de 10.000 anos por exemplo. Al\u00e9m da quest\u00e3o do tempo, temos o termo \u201cseres\u201d aqui&#8230; n\u00e3o s\u00e3o somente dinossauros (!!!). Nem somente plantas. Lembrem-se, temos todos os filos de possibilidades; todos os tamanhos e toda a variedade de vida que j\u00e1 existiu ao longo dos \u00faltimos 4,5 G.a. \u00c9 coisa pra caramba <img src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-includes\/images\/smilies\/mrgreen.png\" alt=\":mrgreen:\" class=\"wp-smiley\" style=\"height: 1em; max-height: 1em;\" \/> .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">2 \u2013 Paleontologia e Arqueologia s\u00e3o ci\u00eancias que usam <strong>m\u00e9todos<\/strong> de estudo parecidos, mas cujo <strong>objeto<\/strong> de estudo \u00e9 diferente. O enfoque da paleo que eu falei no item 1 (acima), \u00e9 a vida, em geral, ao longo do tempo geol\u00f3gico; o enfoque da arqueologia s\u00e3o as civiliza\u00e7\u00f5es humanas e sua cultura (que, ali\u00e1s, \u00e9 algo beeeem recente&#8230;.). \u00c9 muito comum a confus\u00e3o entre as duas ci\u00eancias, talvez por exigirem um perfil de pesquisador de campo, aventureiro, que vive \u00e0 procura de segredos escondidos em rochas ou locais remotos&#8230;. mas as similaridades ficam por a\u00ed. Agora voc\u00ea sabe que o Indiana Jones \u00e9 um arque\u00f3logo, n\u00e3o um paleont\u00f3logo, ok \ud83d\ude06 ?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">3 \u2013 Sendo a vida antiga o objeto de estudo da paleo, ela se baseia, portanto, no estudo dos f\u00f3sseis. F\u00f3sseis s\u00e3o restos ou vest\u00edgios de vida com mais de 11.000 anos. Quanto mais antigo \u00e9 um f\u00f3ssil, maior a probabilidade de que ele tenha se transformado em rocha; mas ainda assim \u00e9 um vest\u00edgio de algo que j\u00e1 foi vivo. Por este motivo \u00e9 que a Paleontologia \u00e9 a uni\u00e3o entre a Biologia e a Geologia. Em geral (n\u00e3o \u00e9 uma regra) s\u00e3o bi\u00f3logos ou ge\u00f3logos que estudam os f\u00f3sseis. Isso porque os conhecimentos exigidos para as an\u00e1lises tem que vir tanto da bio quando da geo. Como eu disse antes: restos de vida- conhecimentos biol\u00f3gicos-, que se tornaram ou ir\u00e3o se tornar rochas \u2013 conhecimentos da geo. Mas a realidade \u00e9 que conhecimentos de qu\u00edmica, f\u00edsica, matem\u00e1tica, computa\u00e7\u00e3o, (etc&#8230;) al\u00e9m da biologia e da geologia, s\u00e3o usados nos estudos paleontol\u00f3gicos. Uma vis\u00e3o integrada dos fen\u00f4menos da natureza e de diferentes t\u00e9cnicas de an\u00e1lise dos materiais f\u00f3sseis faz um bom paleont\u00f3logo\/cientista&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">4 \u2013 N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 de petr\u00f3leo (nem s\u00f3 de dinossauros \ud83d\ude08 ) que se faz a Paleontologia. Talvez este item acabe repetindo o que j\u00e1 foi dito no item 1, mas tenha paci\u00eancia. Isso \u00e9 importante. Toda a <strong>vida<\/strong>, que se desenvolveu ao longo da <strong>hist\u00f3ria geol\u00f3gica da Terra<\/strong>, pode ser estudada por um paleont\u00f3logo (tudo aquilo que vive hoje e que voc\u00ea conhece, e tamb\u00e9m aquelas formas de vida bizarras, que&#8230; pode ser que voc\u00ea nunca tenho ouvido falar).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O petr\u00f3leo \u00e9 famoso por sua import\u00e2ncia na economia mundial, e os f\u00f3sseis (microf\u00f3sseis, neste caso; f\u00f3sseis de seres que precisamos de microsc\u00f3pio para enxergar) ajudam, de modo geral, a mostrar onde o petr\u00f3leo tem mais chance de ocorrer. \u00c9 uma das formas de <u>aplica\u00e7\u00e3o<\/u> da paleontologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">J\u00e1 os dinossauros s\u00e3o famosos por fazerem parte do imagin\u00e1rio popular: eram grandes (nem todos n\u00e9?), assustadores (com exce\u00e7\u00f5es&#8230;) e&#8230; verdes! (ou coloridos? ou ainda&#8230;cobertos por penas?). Veja&#8230; as generaliza\u00e7\u00f5es acabam fornecendo uma vis\u00e3o distorcida n\u00e3o \u00e9 mesmo? Deve ser por isso que quanto mais se estuda (e se especializa numa \u00e1rea) mais a gente se d\u00e1 conta de que sabe quase nada de tudo, e muito pouco sobre alguma coisa \ud83d\ude2f .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">5 \u2013 A Paleontologia \u00e9 uma ci\u00eancia pura. Calma, n\u00e3o significa que ela seja inocente \ud83d\ude44 , n\u00e3o \u00e9 isso&#8230; \u00e9 uma ci\u00eancia que tem como objetivo principal o conhecimento. Sim, ela pode ser aplicada. Algumas vezes \u00e9 utilizada como uma ferramenta para compreender outros fen\u00f4menos, tendo assim, aplica\u00e7\u00e3o (no item 4 eu falei do petr\u00f3leo, n\u00e3o \u00e9?). Mas, sob o meu ponto de vista, o seu objetivo mais imediato \u00e9 o <strong>conhecer<\/strong> por <strong>conhecer<\/strong>; e, claro, o conhecimento gerado vai influenciar em outras \u00e1reas da ci\u00eancia, gerar discuss\u00f5es, promover debates e levar ao progresso do conhecimento cient\u00edfico. Muito do que se sabe hoje foi inventado ou observado por algum cientista que teve a vontade de observar, descrever, <strong>conhecer, <\/strong>explicar algo. Independentemente de ser pura ou aplicada a ci\u00eancia leva ao progresso a humanidade!<\/p>\n<p>Para uma leitura interessante e aprofundada sobre o tema ci\u00eancia e seus impactos, clique <a href=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2016\/08\/18\/os-impactos-do-investimento\/\">aqui.<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase todos os an\u00fancios de reportagens e chamadas que recebemos incessantemente em nossos celulares, todos os dias, trazem n\u00fameros. Talvez seja a nossa avidez por conhecimento \u201crapidamente absorv\u00edvel\u201d que tenha promovido esta prolifera\u00e7\u00e3o de textos com t\u00edtulos que trazem o n\u00famero exato (ou inexato, alguns enganam a gente) de conte\u00fado. Se d\u00e1 certo (se a &hellip; <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/2016\/12\/13\/paleontologia-como-compreende-la-em-5-passos\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Paleontologia: como compreend\u00ea-la em 5 passos<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":93,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[9,12,11,10,23],"tags":[47,44,34,46],"class_list":["post-235","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-carolina-zabini","category-ciencias","category-paleontologia","category-para-refletir-carolina-zabini","category-tempo-geologico","tag-equivocos","tag-fosseis","tag-microfosseis","tag-vida"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/235","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/93"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=235"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/235\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":244,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/235\/revisions\/244"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=235"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=235"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=235"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}