{"id":257,"date":"2017-01-03T16:53:53","date_gmt":"2017-01-03T18:53:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/?p=257"},"modified":"2017-01-03T17:08:14","modified_gmt":"2017-01-03T19:08:14","slug":"__trashed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/2017\/01\/03\/__trashed\/","title":{"rendered":"Micro\/Macro: a uni\u00e3o faz a for\u00e7a!"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_260\" aria-describedby=\"caption-attachment-260\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-260 size-medium\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2017\/01\/20170103_155835-300x225.jpg\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2017\/01\/20170103_155835-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2017\/01\/20170103_155835-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2017\/01\/20170103_155835-1024x768.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-260\" class=\"wp-caption-text\">Imagem de micro e macro-organismos do quadrinho &#8220;Mikromakro&#8221; de Jens Harder<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Com um telesc\u00f3pio n\u00f3s conseguimos observar corpos celestes imensos que est\u00e3o muito distantes, mas que mesmo assim nos causam assombro. J\u00e1 com um microsc\u00f3pio \u00e9 poss\u00edvel observar a -abundante- vida min\u00fascula que nos cerca, mas que passa despercebida pela maioria de n\u00f3s&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Escalas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"text-decoration: underline\">Para quem viaja<\/span>: a escala \u00e9 um ponto de parada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"text-decoration: underline\">Na m\u00fasica<\/span>: \u00e9 um grupo de notas musicais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"text-decoration: underline\">Na matem\u00e1tica<\/span>: \u00e9 uma raz\u00e3o entre grandezas que permitem uma compara\u00e7\u00e3o; e \u00e9 exatamente esse conceito, matem\u00e1tico, que iremos usar neste <em>post<\/em>. Isso porque vamos falar de organismos que, se tivessem lemas, seriam: \u201ctamanho n\u00e3o \u00e9 documento\u201d e &#8220;a uni\u00e3o faz a for\u00e7a&#8221;, uma vez que seu tamanho \u00e9 insignificante perto da dimens\u00e3o do planeta Terra (comparando os tamanhos estamos usando o conceito matem\u00e1tico!), e que unidos eles s\u00e3o extremamente imporntantes para a manuten\u00e7\u00e3o de ciclos globais .<\/p>\n<figure id=\"attachment_261\" aria-describedby=\"caption-attachment-261\" style=\"width: 169px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-261 size-medium\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2017\/01\/20170103_155824-169x300.jpg\" width=\"169\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2017\/01\/20170103_155824-169x300.jpg 169w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2017\/01\/20170103_155824-768x1365.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2017\/01\/20170103_155824-576x1024.jpg 576w\" sizes=\"(max-width: 169px) 100vw, 169px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-261\" class=\"wp-caption-text\">Imagem de bact\u00e9rias do quadrinho &#8220;Mikromakro&#8221; de Jens Harder<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Micro-organismos. Apesar de serem pequenos (menores que 1-2 mm), s\u00e3o muito abundantes. Abund\u00e2ncia aqui significa que temos muitos indiv\u00edduos, do mesmo tipo de organismo (em biologia existe uma grande diferen\u00e7a entre abund\u00e2ncia e diversidade. Mas esse \u00e9 um tema para um pr\u00f3ximo <em>post<\/em>.) E \u00e9 a abund\u00e2ncia que os torna extremamente significativo\u00a0na manuten\u00e7\u00e3o de diversos ciclos do nosso planeta, como o ciclo do Carbono, por exemplo. N\u00e3o faz muito tempo se dizia, inadvertidamente, que a Floresta Amaz\u00f4nica era o pulm\u00e3o do planeta; j\u00e1 ouviu isso alguma vez? Pois \u00e9, e deve ter ouvido tamb\u00e9m que n\u00e3o \u00e9 bem assim que a coisa funciona&#8230; que a raz\u00e3o O<sub>2\/<\/sub>CO<sub>2<\/sub> \u00e9 mais controlada por micro-organismos fotossintetizantes extremamente abundantes que vivem nas \u00e1guas do mar (lembrando que o mar recobre cerca de 70%\u00a0da superf\u00edcie do nosso planeta, o que sugere que estes organismos min\u00fasculos tem um ambiente \u2013bastante\u2013 espa\u00e7oso para viver) e que o CO<sub>2<\/sub> produzido na Amaz\u00f4nia tamb\u00e9m \u00e9 consumido por ali mesmo, n\u00e3o tendo tanto efeito mundial quanto se pensava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Bom, por mais que eles sejam pequenos, eles est\u00e3o sujeitos aos mesmos processos sofridos por\u00a0qualquer outro organismo na superf\u00edcie terrestre, o que significa que a maioria, ao completar seu ciclo de vida, \u00e9 decomposta e seus constituintes retornam ao sistema, como aquela famosa frase de Lavoisier (1743-1794): \u201cna natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma\u201d. Mas, claro, alguns acabam escapando a esta norma, passam por processos f\u00edsicos e qu\u00edmicos que os preservam nas rochas e formam o que chamamos de microf\u00f3sseis. Os microf\u00f3sseis podem ser organismos inteiros de tamanho diminuto (como foramin\u00edferos, radiol\u00e1rios, dinoflagelados, algas), ou ent\u00e3o, s\u00e3o partes pequenas de organismos maiores. Para exemplificar este \u00faltimo caso, pense que o p\u00f3len (micro) produzido por algumas plantas (macro) s\u00e3o partes pequenas (c\u00e9lulas reprodutivas) delas. P\u00f3lens f\u00f3sseis s\u00e3o extremamente comuns no registro (de determinado per\u00edodo em diante, neste caso do Devoniano\u00a0at\u00e9 os dias atuais) e seu estudo se chama paleopalinologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Voc\u00ea pode pensar que achar microf\u00f3sseis deve ser extremamente dif\u00edcil pois eles s\u00e3o muito pequenos. Mas, na realidade, como s\u00e3o -em geral- abundantes, os paleont\u00f3logos que trabalham com microf\u00f3sseis s\u00e3o muito sortudos e n\u00e3o precisam levar\u00a0grandes quantidades de rochas para o laborat\u00f3rio. Um pouco s\u00f3 (algumas gramas) j\u00e1 \u00e9 o suficiente para se observar algumas centenas de indiv\u00edduos, utilizando um microsc\u00f3pio, claro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Bem, j\u00e1 falamos que os micro-organismos s\u00e3o importantes pois s\u00e3o abundantes e que podem gerar f\u00f3sseis. Pense sobre essas duas propriedades (abund\u00e2ncia + f\u00f3sseis) e misture-as com o tempo geol\u00f3gico: milhares de micro-organismos ao longo de centenas de ambientes diferentes que se sucederam ao longo das centenas de milhares de anos do tempo geol\u00f3gico. Pronto. \u00c9 bastante material\u00a0para que os micropaleont\u00f3logos trabalhem, n\u00e9? As varia\u00e7\u00f5es ambientais ocorridas ao longo do tempo podem ser detectadas pelo estudo de microf\u00f3sseis, cada grupo estudado fornecendo um dado importante sobre o paleoambiente em que viveu.<\/p>\n<blockquote>\n<pre>Vamos aproveitar que este \u00e9 o primeiro post de 2017 e aplicar o lema dos microf\u00f3sseis em nossos dias daqui pra frente... a uni\u00e3o faz a for\u00e7a! \r\nQue consigamos nos unir para melhorar nosso pa\u00eds; cada um fazendo a sua parte, para o bem de todos. E que a ci\u00eancia no Brasil n\u00e3o esmore\u00e7a. Feliz 2017!<\/pre>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com um telesc\u00f3pio n\u00f3s conseguimos observar corpos celestes imensos que est\u00e3o muito distantes, mas que mesmo assim nos causam assombro. J\u00e1 com um microsc\u00f3pio \u00e9 poss\u00edvel observar a -abundante- vida min\u00fascula que nos cerca, mas que passa despercebida pela maioria de n\u00f3s&#8230; Escalas. 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