{"id":522,"date":"2017-07-12T10:17:47","date_gmt":"2017-07-12T13:17:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/?p=522"},"modified":"2017-07-12T10:17:48","modified_gmt":"2017-07-12T13:17:48","slug":"emocao-da-montanha-russa-respire-fundo-e-um-passo-frente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/2017\/07\/12\/emocao-da-montanha-russa-respire-fundo-e-um-passo-frente\/","title":{"rendered":"A emo\u00e7\u00e3o da Montanha Russa: respire fundo e um passo \u00e0 frente"},"content":{"rendered":"<p class=\"Corpo\" style=\"text-align: justify;line-height: 200%\"><span lang=\"PT\" style=\"font-size: 12.0pt;line-height: 200%\">Oba, oba, oba que felicidade: a not\u00edcia que finalmente o artigo no qual trabalhamos nos \u00faltimos anos foi aceito para ser publicado finalmente, depois de idas e vindas!<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_524\" aria-describedby=\"caption-attachment-524\" style=\"width: 604px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-524\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2017\/07\/MONTANHA-RUSSAjpg-1024x362.jpg\" alt=\"\" width=\"604\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2017\/07\/MONTANHA-RUSSAjpg-1024x362.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2017\/07\/MONTANHA-RUSSAjpg-300x106.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2017\/07\/MONTANHA-RUSSAjpg-768x271.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2017\/07\/MONTANHA-RUSSAjpg.jpg 1033w\" sizes=\"(max-width: 604px) 100vw, 604px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-524\" class=\"wp-caption-text\">Fonte: alearned.com\/roller-coasters\/ e MiNiBuDa\/montaa-rusa<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"Corpo\" style=\"text-align: justify;line-height: 200%\"><span lang=\"PT\" style=\"font-size: 12.0pt;line-height: 200%\">Neste texto quero falar acerca de uma das partes mais delicadas de trabalhar com pesquisa: publicar a nossa pesquisa ou conseguir publicar, pois existem as duas caras dessa atividade. Nem todos os artigos pelos quais trabalhei, pesquisei, dei o melhor de mim, foram aceitos para serem publicados e menos ainda aceitos sem corre\u00e7\u00f5es, sugest\u00f5es e at\u00e9 devolvidos com coment\u00e1rios terr\u00edveis. Outros em contrapartida, ap\u00f3s algumas idas e vindas, foram aceitos com muitos elogios. Quem n\u00e3o passou por isso?. Contudo, meu sonho continua sendo ter um artigo aceito sem nenhuma corre\u00e7\u00e3o ou sugest\u00e3o de mudan\u00e7a. Como \u00e9 esse processo? Na minha opini\u00e3o poderia ser mais simples. Come\u00e7a, claro, quando voc\u00ea tem uma ideia ou uma inquietude acerca de um f\u00f3ssil ou um conjunto deles e a sua pesquisa se inicia. Pode ser necess\u00e1rio ir ao campo e procurar, coletar, descrever, fotografar, desenhar&#8230; voltar novamente ao local, verificar os seus dados de campo, ir com as suas amostras e exemplares ao laborat\u00f3rio, prepar\u00e1-los, descrever de novo, interpretar e por fim produzir um dado e sua interpreta\u00e7\u00e3o e come\u00e7ar a escrever&#8230;pensar&#8230;.pensar&#8230;escrever, ler artigos relacionados ou n\u00e3o&#8230;discutir com um colega, alunos, acordar a noite e ficar pensando&#8230;matutando e ter a ideia de como explicar! Mudar o que se escreveu para melhor ou pior, tentar e tentar e no fim chegar a um texto que descreva o que voc\u00ea pensou e que transmita a sua Ideia para outras pessoas. Claro, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 texto nas pesquisas em paleontologia em geral os artigos tem umas figuras muito lindas e bem feitas do seu material, ali\u00e1s, esta \u00e9 uma das partes mais importantes do texto: as prova do que voc\u00ea est\u00e1 falando. Figuras feias s\u00e3o um passo para o abismo, texto confuso \u00e9 o pr\u00f3ximo. Mas com todo o seu esfor\u00e7o por fazer o melhor poss\u00edvel, o sucesso n\u00e3o \u00e9 garantido. N\u00e3o tem, para mim, coisa mais dif\u00edcil que abrir aquela mensagem da revista cient\u00edfica, em resposta ao artigo que voc\u00ea enviou h\u00e1 alguns meses e no qual trabalhou por alguns anos. Ler a mensagem do editor, que n\u00e3o tem como saber quais foram as dificuldades, problemas, etc. e ter seu artigo avaliado por relatores an\u00f4nimos, que podem ou n\u00e3o acabar com todo esse esfor\u00e7o&#8230; o sistema de avalia\u00e7\u00e3o por pares. V\u00eam os coment\u00e1rios e o veredito, que voc\u00ea l\u00ea com o cora\u00e7\u00e3o saindo pela boca e batendo acelerado, como ir a uma montanha russa a toda velocidade, e que fala: \u201caceito\u201d, \u201cnegado\u201d, \u201cpode ser aceito caso voc\u00ea mude\u201d, \u201cnem mudando daria para aceitar\u201d ou \u201cque artigo mais legal, contudo voc\u00ea ainda n\u00e3o chegou l\u00e1\u201d, \u201ctemos o prazer de informar que seu artigo est\u00e1 aceito\u201d, etc. Um conhecido meu falava que \u00e0s vezes, ap\u00f3s algumas idas e vindas, voc\u00ea n\u00e3o quer nem escutar falar mais do seu artigo, ou em outras vezes, at\u00e9 tem vontade de emoldurar. Pois bem, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil trabalhar com ci\u00eancias; tem que estar preparado para ser constantemente questionado, arguido e n\u00e3o tem como escapar. Mas ainda assim, na maioria das vezes quando estudo f\u00f3sseis, penso que n\u00e3o gostaria estar fazendo outra coisa nesse momento e que afortunada que sou por poder trabalhar com um desafio constante que me estimula e faz ter uma vida pouco rotineira, onde posso ajudar a outros a descobrir essa maravilha e a desfrutar do seu trabalho. <\/span><\/p>\n<p class=\"Corpo\" style=\"text-align: justify;line-height: 200%\"><span lang=\"PT\" style=\"font-size: 12.0pt;line-height: 200%\">N\u00e3o acredito que tenha colegas que nunca tiveram um artigo negado como eu, inclusive at\u00e9 grandes cientistas j\u00e1 tiveram as suas maiores contribui\u00e7\u00f5es n\u00e3o publicadas em v\u00e1rias ocasi\u00f5es. Pelo menos n\u00e3o estou sozinha. O que fazer quando seu esfor\u00e7o n\u00e3o tem \u00eaxito? Quando a sua decep\u00e7\u00e3o ficar menor, pegue os coment\u00e1rios, leia, pense, mude o que achar que deve, defenda o que n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel e submeta de novo, e de novo, e de novo&#8230; Embora n\u00e3o seja f\u00e1cil, pense que em cada retomada fica melhor, ou parta para outra pesquisa e experimente o infinito, pode ser que esta vez o sucesso seja seu e, quem sabe, ent\u00e3o pegue seu artigo rejeitado mexa nele mais uma vez e submeta a outro peri\u00f3dico e ele seja aceito e se torne a sua melhor contribui\u00e7\u00e3o. Vai ver que o mundo ainda n\u00e3o estava pronto para ele..<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oba, oba, oba que felicidade: a not\u00edcia que finalmente o artigo no qual trabalhamos nos \u00faltimos anos foi aceito para ser publicado finalmente, depois de idas e vindas! 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