{"id":852,"date":"2018-04-10T17:08:24","date_gmt":"2018-04-10T20:08:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/?p=852"},"modified":"2018-04-11T11:30:01","modified_gmt":"2018-04-11T14:30:01","slug":"colecao-de-rochas-minerais-e-fosseis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/2018\/04\/10\/colecao-de-rochas-minerais-e-fosseis\/","title":{"rendered":"Cole\u00e7\u00f5es de F\u00f3sseis de A a Z (de Aldrovandi \u00e0 Zabini)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Quem nunca trouxe para casa uma pedra bonita no bolso que atire a primeira pedra.<\/p>\n<figure id=\"attachment_858\" aria-describedby=\"caption-attachment-858\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-858\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/04\/13556-3f252648983ba876c7741803226bfe97-1502323427-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/04\/13556-3f252648983ba876c7741803226bfe97-1502323427-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/04\/13556-3f252648983ba876c7741803226bfe97-1502323427-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/04\/13556-3f252648983ba876c7741803226bfe97-1502323427.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-858\" class=\"wp-caption-text\">Museu do Palazzo Poggi, Bolonha, mostrando a cole\u00e7\u00e3o de Hist\u00f3ria Natural montada por Ulisse Aldrovandi<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">O h\u00e1bito de \u201ccatar pedrinhas\u201d \u00e9 t\u00e3o antigo quanto a humanidade. Nossos ancestrais adoravam carregar pedras bonitas que encontravam pelos motivos os mais diversos: por que era bonita, por que tinha uma forma familiar, por que tinha uma forma estranha&#8230;o fato \u00e9 que as pedras nos atraem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Entretanto, se as &#8220;pedrinhas&#8221; tiverem um formato conhecido, parecendo um animal ou planta, melhor ainda. Desta forma, ficamos ainda mas fascinados por elas. Ficamos olhando, sentindo na m\u00e3o suas texturas, seus formatos, vendo seus brilhos conforme as olhamos contra a luz. Por vezes, levamos a rocha ou o mineral ou o f\u00f3ssil para o quarto, colocamos na prateleira. Ao acordar, olhamos novamente fascinados. No entanto, isso n\u00e3o vai ficar por a\u00ed.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Uma nova cole\u00e7\u00e3o tem in\u00edcio.<\/p>\n<h5>As cole\u00e7\u00f5es de f\u00f3sseis<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify\">Com o tempo, o h\u00e1bito de colecionar estes objetos fascinantes foi se tornando cada vez mais sofisticado. Por outro lado, as cole\u00e7\u00f5es foram ficando cada vez maiores e mais volumosas. N\u00e3o cabiam mais em simples gavetas e prateleiras. Ao final do s\u00e9culo XVI o s\u00e1bio italiano Ulisse Aldrovandi (1522-1605) foi o curador de uma destas grandes cole\u00e7\u00f5es, que ent\u00e3o envolviam esp\u00e9cies animais, vegetais e minerais.<\/p>\n<figure id=\"attachment_855\" aria-describedby=\"caption-attachment-855\" style=\"width: 200px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-855\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/04\/200px-Aldrovandi_1522-1605.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"256\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-855\" class=\"wp-caption-text\">o Filosofo Natural Ulisse Aldrovandi (1522-1605), o criador da palavra Geologia e um dos maiores S\u00e1bios de seu tempo.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Em s\u00edntese, Aldrovandi tinha uma grande cole\u00e7\u00e3o de Historia Natural. Tinha animais, vegetais e &#8220;o reino mineral&#8221;, envolvendo o que hoje chamamos de rochas, minerais e f\u00f3sseis. As gavetas nas quais guardava os esp\u00e9cimes n\u00e3o eram como hoje, separados por tipos de rochas, por minerais e por f\u00f3sseis. Era tudo misturado, mesmo porque n\u00e3o se tinham claros\u00a0os processos pelos quais uma rocha se formava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Naquele tempo, tais cole\u00e7\u00f5es eram chamadas de &#8220;cole\u00e7\u00f5es de f\u00f3sseis&#8221;. O conceito de f\u00f3ssil durante o Renascimento era muito diferente do conceito moderno, conforme <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/2017\/06\/27\/o-que-e-um-fossil\/\">j\u00e1 tratamos aqui<\/a>. A palavra f\u00f3ssil vem do latim \u201c<em>fodere<\/em>\u201d, que significa escavar. F\u00f3ssil era tudo que pud\u00e9ssemos escavar, retirar da terra. Tudo que era retirado da terra era f\u00f3ssil. Solo, pedra, mineral, rocha, f\u00f3ssil (no sentido moderno).<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify\">O Museum Mettalicum<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify\">Assim, Aldrovandi publicou um cat\u00e1logo de sua exposi\u00e7\u00e3o de f\u00f3sseis. O catalogo era t\u00e3o imenso, o &#8220;Museum Metallicum&#8221; (<a href=\"http:\/\/amshistorica.unibo.it\/133\">folheie suas p\u00e1ginas aqui<\/a>), que s\u00f3 foi terminado muitos anos depois da morte de Aldrovandi, em 1648, por seu disc\u00edpulo Batholomeu Ambrosinus. Nele, Aldrovandi e Ambrosinus mandaram fazer xilogravuras detalhadas, mostrando as esp\u00e9cies de sua cole\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_856\" aria-describedby=\"caption-attachment-856\" style=\"width: 193px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-856\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/04\/000005-193x300.jpg\" alt=\"\" width=\"193\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/04\/000005-193x300.jpg 193w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/04\/000005-768x1193.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/04\/000005-659x1024.jpg 659w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/04\/000005.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 193px) 100vw, 193px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-856\" class=\"wp-caption-text\">Frontisp\u00edcio do grande catalogo Museum Metalicum, elaborado por Ulisse Aldrovandi e seu disc\u00edpulo Ambrosinus.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Em primeiro lugar, atrav\u00e9s de seu estudo, podemos ter uma ideia da concep\u00e7\u00e3o de mundo de Aldrovandi. Por outro lado, os crit\u00e9rios utilizados na sua cole\u00e7\u00e3o baseavam-se, como os de hoje, na vis\u00e3o de mundo do colecionador. Para n\u00f3s, alguns destes crit\u00e9rios podem parecer estranhos ou mesmo n\u00e3o-cient\u00edficos. No entanto, sabemos que Aldrovandi, se n\u00e3o era um moderno <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Cientista\">cientista<\/a> &#8211; essa palavra s\u00f3 foi inventada dois s\u00e9culos depois, no s\u00e9culo XIX \u2013 era um s\u00e1bio, um Fil\u00f3sofo Natural dos mais importantes.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify\">Aldrovandi e a Geologia<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify\">Foi Aldrovandi, inclusive, quem inventou a palavra \u201c<em>geologia<\/em>\u201d, num livro que publicou em 1603. Em sua defini\u00e7\u00e3o, geologia seria o estudo de objetos aflorantes e enterrados\u2013 os f\u00f3sseis. O uso mais recente da palavra geologia, <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Geology\">pr\u00f3ximo do que utilizamos hoje<\/a>, foi utilizada a partir do final do seculo XVIII.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em s\u00edntese, o conceito de rochas e minerais mudou. Minerais s\u00e3o subst\u00e2ncias org\u00e2nicas ou inorg\u00e2nicas naturais, com composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica definida e propriedades f\u00edsicas que refletem a sua estrutura interna. Desta forma, um cristal de halita (sal gema ou sal de cozinha) tem as mesmas propriedades que as mol\u00e9culas de NaCl. Por outro lado, rochas s\u00e3o definidas como agregados de minerais.<\/p>\n<figure id=\"attachment_859\" aria-describedby=\"caption-attachment-859\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-859\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/04\/Halita-2-1-300x193.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"193\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/04\/Halita-2-1-300x193.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/04\/Halita-2-1.jpg 625w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-859\" class=\"wp-caption-text\">Cristais de Halita, ou sal gema, ou sal de cozinha. Os cristais refletem a estrutura\u00e7\u00e3o das mol\u00e9culas de NaCl presentes em sua composi\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">F\u00f3sseis, no sentido moderno, s\u00e3o restos ou marcas\u00a0 de organismos preservados por in\u00fameros processos de litifica\u00e7\u00e3o. Alguns processos foram discutidos aqui no blog, tanto pela <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/2017\/04\/25\/biomineralizacao-e-eu-com-isso\/\">professora Fr\u00e9sia<\/a> quanto pela <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/2017\/05\/31\/coincidencias-milagres-paleontologicos-as-preservacoes-excepcionais\/\">professora Carolina<\/a>. para uma discuss\u00e3o mais abrangente <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/F%C3%B3ssil\">veja aqui<\/a>.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify\">Dinossauros no IG?<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify\">Nesta semana abriu uma exposi\u00e7\u00e3o sobre dinossauros no Instituto de Geoci\u00eancias da Unicamp. Chama-se \u201cDinossauros (?) no IG\u201d e vai at\u00e9 setembro no sagu\u00e3o principal de nosso novo pr\u00e9dio, na rua Carlos Gomes, 250, no campus de Bar\u00e3o Geraldo em Campinas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A exposi\u00e7\u00e3o tem a Curadoria da professora <a href=\"http:\/\/www.somos.unicamp.br\/professores\/view\/4612\">Carolina Zabini,<\/a> nossa companheira de blog. Carolina, que \u00e9 bi\u00f3loga de forma\u00e7\u00e3o e paleont\u00f3loga de carreira e\u00a0cora\u00e7\u00e3o e <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/category\/carolina-zabini\/\">blogueira nas horas vagas(!)<\/a>, montou uma exposi\u00e7\u00e3o muito interessante, que discute v\u00e1rios aspectos destes ainda estranhos monstros.<\/p>\n<figure id=\"attachment_862\" aria-describedby=\"caption-attachment-862\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-862\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/04\/20180405_121121-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/04\/20180405_121121-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/04\/20180405_121121-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/04\/20180405_121121-1024x576.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-862\" class=\"wp-caption-text\">Detalhe da Exposi\u00e7\u00e3o Dinossauros no IG, montada por Carolina Zabini<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Desta forma, com uma linguagem \u00e1gil e muitas caricaturas engra\u00e7adas, feitas de maneira competente pelo Claudinei Fernandes de Oliveira, ela aborda diversos aspectos dos dinossauros: seus h\u00e1bitos, seus diferentes tipos, as suas linhagens evolutivas. Tudo isso \u00e9 contado pelas caricaturas e por miniaturas muito realistas e bem-feitas, constru\u00eddas pelo <a href=\"http:\/\/www5.usp.br\/tag\/luiz-eduardo-anelli\/\">prof. Luiz Anelli<\/a>, do IG-USP.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify\">Os Dinossauros no espelho humano<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify\">Por fim, uma das partes mais interessantes, ao menos para mim, \u00e9 a parte em que s\u00e3o apresentadas miniaturas de dinossauros mais antigas (!), feitas nos anos 60. Elas mostram seres reptilianos grotescos e bizarros, como quando eu era menino aprendi que eram os grandes dinossauros . Contudo, de l\u00e1 para c\u00e1, aprendemos tamb\u00e9m que eles podiam ser coloridos, e que muitos deles usavam penas!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sim, nossa concep\u00e7\u00e3o de dinossauros muda conforme nossa vis\u00e3o deles, que muda com os avan\u00e7os da ci\u00eancia. Da mesma forma,\u00a0 muda tamb\u00e9m com nossa vis\u00e3o de n\u00f3s mesmos. Nos in\u00edcios da paleontologia, no s\u00e9culo XIX, os dinossauros eram representados como grandes e ferozes bestas. De l\u00e1 at\u00e9 o &#8220;Baby&#8221; de Fam\u00edlia Dinossauro, muita coisa mudou. Mudaram os dinossauros e mudamos n\u00f3s.<\/p>\n<figure id=\"attachment_863\" aria-describedby=\"caption-attachment-863\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-863\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/04\/20180409_160507-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/04\/20180409_160507-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/04\/20180409_160507-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/04\/20180409_160507-1024x576.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-863\" class=\"wp-caption-text\">Um monstruoso Pteranodon em r\u00e9plica dos anos 60; a foto, tamb\u00e9m monstruosa, \u00e9 deste blogueiro&#8230;<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Desta forma, vimos que as cole\u00e7\u00f5es de fosseis mudaram muito, de A \u00e0 Z. De Aldrovandi a Zabini. No in\u00edcio, eram meros cat\u00e1logos, separando os esp\u00e9cimes segundo crit\u00e9rios os mais diversos. Hoje, as exposi\u00e7\u00f5es tem conceito, linguagem e s\u00e3o cuidadosamente constru\u00eddas para p\u00fablicos espec\u00edficos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No entanto, uma coisa n\u00e3o mudou: nosso estranho e esquisito h\u00e1bito de colecionar objetos do mundo natural.<\/p>\n<p>PARA SABER MAIS:<\/p>\n<p>Duroselle-Melish, C., &amp; Lines, D. A. (2015). The library of Ulisse Aldrovandi (\u2020 1605): acquiring and organizing books in sixteenth-century Bologna.\u00a0<strong><i>The Library<\/i><\/strong>,\u00a0<i>16<\/i>(2), 133-161.<\/p>\n<p>Ogilvie, B. W. (2008).\u00a0<strong><i>The science of describing: Natural history in Renaissance Europe<\/i><\/strong>. University of Chicago Press.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem nunca trouxe para casa uma pedra bonita no bolso que atire a primeira pedra. 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