{"id":954,"date":"2018-06-12T18:56:02","date_gmt":"2018-06-12T21:56:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/?p=954"},"modified":"2018-06-13T00:42:03","modified_gmt":"2018-06-13T03:42:03","slug":"martine-e-jean-amor-magia-e-mineracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/2018\/06\/12\/martine-e-jean-amor-magia-e-mineracao\/","title":{"rendered":"Uma historia de amor, magia e &#8230;. minera\u00e7\u00e3o!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><em>Para Maria Jos\u00e9, minha Martine de Bertereau<\/em><\/p>\n<p>Martine de Bertereau e Jean de Chastelet s\u00e3o um dos casais mais interessantes da hist\u00f3ria da minera\u00e7\u00e3o. Jean e Martine, O bar\u00e3o e a baronesa de Beau-Soleil, trabalharam dezenas de anos lado a lado na fun\u00e7\u00e3o de descobrir e explorar jazidas minerais.\u00a0 Neste caminho, juntando alquimia, magia, acusa\u00e7\u00f5es de bruxaria e um s\u00f3lido casamento, constru\u00edram uma obra das mais originais da hist\u00f3ria da minera\u00e7\u00e3o moderna.<\/p>\n<figure id=\"attachment_956\" aria-describedby=\"caption-attachment-956\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-956\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/06\/26-alchemy-illustration-science-source-820x658-300x241.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"241\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/06\/26-alchemy-illustration-science-source-820x658-300x241.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/06\/26-alchemy-illustration-science-source-820x658-768x616.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/06\/26-alchemy-illustration-science-source-820x658.jpg 820w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-956\" class=\"wp-caption-text\">As mulheres tamb\u00e9m tinham papeis importantes na ci\u00eancia alqu\u00edmica. esta imagem mostra uma alquimista preparando suas experi\u00eancias da &#8220;Grande Arte&#8221;<\/figcaption><\/figure>\n<p>Jean de Chastelet, Bar\u00e3o de Beau-Soleil, nasceu em 1578 em <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Brabant\">Brabant, nos Pa\u00edses Baixos espanh\u00f3is<\/a>. Hoje, B\u00e9lgica. N\u00e3o se sabe onde estudou. Contudo, seus conhecimentos o levaram para a minera\u00e7\u00e3o.\u00a0 Com 22 anos, Jean de Chastelet foi chamado para trabalhar na Fran\u00e7a pelo superintendente de Minas, para trabalhar como mineralogista, alquimista e \u201cmineiro\u201d. Mineiro, na linguagem da \u00e9poca, seria algo pr\u00f3ximo do atual engenheiro de minas.<\/p>\n<h6>MARTINE E JEAN<\/h6>\n<p>Em 1610, ele se casa com Martine de Bertereau, mo\u00e7a culta e educada, que vinha de uma antiga fam\u00edlia de mineradores. No entanto, n\u00e3o se conhece muitos detalhes de sua familia.\u00a0 A pr\u00f3pria Martine escreveu anos depois que\u00a0 a ci\u00eancia das minas era &#8220;<em>heredit\u00e1ria na fam\u00edlia<\/em>&#8220;. De toda forma, Martine falava diversas l\u00ednguas, era fluente em latim e sabia os rudimentos de hebraico. Tinham tamb\u00e9m s\u00f3lidos conhecimentos de alquimia, qu\u00edmica, metalurgia, geometria, hidr\u00e1ulica e outras ci\u00eancias.<\/p>\n<p>O casal vai trabalhar sob a prote\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/fr.wikipedia.org\/wiki\/Henri_IV_(roi_de_France)\">rei Henrique IV<\/a>, rei liberal e patrono das artes e das ci\u00eancias, inclusive da alquimia. No entanto, com a morte do rei logo a seguir, Jean e Martine perdem seu emprego. Apesar de tudo, isso n\u00e3o os tirou da minera\u00e7\u00e3o: nos 16 anos seguintes, eles passam viajando e conhecendo as mais diversas minas da Europa. H\u00e1 evid\u00eancias que teriam tamb\u00e9m trabalhado nas famosas <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Minas_de_Potos%C3%AD\">minas de Potosi<\/a>, na atual Bol\u00edvia, ent\u00e3o as maiores minas de prata do mundo.<\/p>\n<p>Em 1626, o casal volta \u00e0 Fran\u00e7a. Nesta \u00e9poca, o bar\u00e3o e a baronesa de Beau-Soleil foram comissionados para ordenar as \u00e1reas de minera\u00e7\u00e3o francesas, as quais haviam sido negligenciadas por anos. Eles tinham que localizar minas antigas, prospectar novos dep\u00f3sitos e reavaliar as condi\u00e7\u00f5es das minas em funcionamento. Era uma tarefa grande. No entanto, o bar\u00e3o e a baronesa tinham certeza de um ganho financeiro muito grande. Nestes anos, segundo suas contas, eles haviam gasto cerca de 300 mil libras no trabalho.<\/p>\n<h6>ACUSA\u00c7\u00d5ES DE BRUXARIA<\/h6>\n<p>No entanto, um epis\u00f3dio muito desagrad\u00e1vel ocorreu na vida da fam\u00edlia Beau-Soleil na pequena cidade francesa de<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Morlaix\"> Morlaix, na Bretanha<\/a>. Corria o ano de 1627. Um bailio, antigo oficial de Justi\u00e7a provincial, invadiu os alojamentos do casal, que estava fora em viagem. Nos alojamentos, o bailio encontrou pedras preciosas, amostras de minerais, instrumentos de prospec\u00e7\u00e3o e refino de metais, livros sobre fundi\u00e7\u00e3o e alquimia, cadernos e papeis de todos os tipos. Parecia evidente: o estranho casal praticava as mais estranhas feiti\u00e7arias.<\/p>\n<p>Uma acusa\u00e7\u00e3o de bruxaria nesta \u00e9poca era muito s\u00e9ria. Apesar do magistrado de Rennes, que julgou o caso, ter absolvido o casal, os bens confiscados pelo bailio nunca retornaram a seus antigos donos. Assustados, Jean e Martine fugiram e se refugiaram na \u00c1ustria, onde Jean foi nomeado conselheiro das minas da Hungria pelo imperador Ferdinando II.<\/p>\n<h6>O PEDIDO AO CARDEAL<\/h6>\n<p>Pouco tempo depois, no entanto, procurando reaver o dinheiro investido, Jean e Martine retornaram \u00e0 Fran\u00e7a. Em 1632, Martine de Bertereau escreveu \u201c<em>Declara\u00e7\u00e3o verdadeira ao rei e aos cavalheiros do conselho sobre os ricos e estimados tesouros recentemente descobertos no reino da Fran\u00e7a<\/em>\u201d. Nesta publica\u00e7\u00e3o, que era uma mistura de relat\u00f3rio e solicita\u00e7\u00e3o de reembolso, Martine descreve as minas descobertas ou trabalhadas pelo casal Beau-Soleil na Fran\u00e7a at\u00e9 ent\u00e3o. A estrat\u00e9gia tem sucesso, e Jean recebe a patente de inspetor geral das minas da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>No entanto, as condi\u00e7\u00f5es financeiras n\u00e3o melhoraram. Em 1640, Martine de Bertereau escreveu uma nova carta. N\u00e3o ao Rei, mas ao todo poderoso <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cardinal_Richelieu\">Cardeal Richelieu<\/a>. Nesta carta, publicada com o t\u00edtulo de La Restauration de Pluton (A restitui\u00e7\u00e3o de Plut\u00e3o), Martine de Bertereau descreve novamente diversos dep\u00f3sitos minerais, suas t\u00e9cnicas de pesquisa e explora\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m, \u00e9, claro, pede o retorno do dinheiro investido pelo casal no trabalho.<\/p>\n<figure id=\"attachment_957\" aria-describedby=\"caption-attachment-957\" style=\"width: 275px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-957\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/06\/Richelieu_por_Philippe_de_Champaigne_detalle.jpg\" alt=\"\" width=\"275\" height=\"227\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-957\" class=\"wp-caption-text\">O cardeal Richelieu, a grande sombra dos reis franceses; ele mandou Jean e Martine para a pris\u00e3o em 1642, de onde n\u00e3o mais retornariam<\/figcaption><\/figure>\n<p>Desta vez, n\u00e3o funcionou. O cardeal Richelieu mandou prender Jean e Martine, sob o pretexto de que o casal praticava astrologia quiromancia e leitura de hor\u00f3scopos. Jean acabou morrendo na terr\u00edvel Bastilha em 1645. Martine e sua filha, aprisionadas na pris\u00e3o de Vincennes, desapareceram sem deixar tra\u00e7os.<\/p>\n<h6>A RESTITUI\u00c7\u00c3O DE PLUT\u00c3O<\/h6>\n<p>A <a href=\"http:\/\/www.leseditionsdunet.com\/lang-de\/sonstiges\/1106--la-restitution-de-pluton-a-mgr-l-eminentissime-cardinal-duc-de-richelieu-des-mines-et-minieres-de-france--martine-de-bertereau-9782745813510.html\">Restitui\u00e7\u00e3o de Plut\u00e3o<\/a> \u00e9 um curso de minera\u00e7\u00e3o. Nele, Martine de bertereau d\u00e1 uma longa lista de dep\u00f3sitos metais como prata, chumbo, ouro, ferro, cobre. D\u00e1 tamb\u00e9m uma lista de outras subst\u00e2ncias importantes, como pigmentos minerais, pedras de moinho, carv\u00e3o, rochas ornamentais e pedras preciosas. Durante muito tempo, as informa\u00e7\u00f5es contidas nos escritos de Martine foram muito valiosas na descoberta de bens minerais.<\/p>\n<figure id=\"attachment_958\" aria-describedby=\"caption-attachment-958\" style=\"width: 220px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-958\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/06\/images.jpg\" alt=\"\" width=\"220\" height=\"229\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-958\" class=\"wp-caption-text\">Cartas astrologicas para encontrar metais; Martine de Bertereau encontrou diversas minas com esta t\u00e9cnica.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para Martine de Bertereau, existiam diversas regras que deveriam ser seguidas para se achar um deposito mineral. Cavar, para ela, era a menos importante. Mais do que s\u00f3 cavar a terra, era necess\u00e1rio observar as plantas, o gosto da \u00e1gua, os vapores emitidos pelas montanhas. E, tamb\u00e9m, o uso de instrumentos.<\/p>\n<p>Entre estes instrumentos estavam as varas divinat\u00f3rias para encontrar metais. Estas varas, sete no total, uma para cada tipo de planeta. Para a astrologia, cada planeta estava relacionado com um metal. Assim, o ouro estava relacionado ao sol, a prata a lua, marte ao merc\u00fario, e assim por diante.<\/p>\n<h6>AS CI\u00caNCIAS DA MINERA\u00c7\u00c3O<\/h6>\n<p>Entre as ci\u00eancias relacionadas com os trabalhos mineiros, Martine relaciona a astrologia, a arquitetura, a geometria e a aritm\u00e9tica, a hidr\u00e1ulica, o direito, a medicina, a lapidaria (a atual petrografia), a bot\u00e2nica e a qu\u00edmica. Contudo, para desespero dos que hoje bradam contra as Humanidades, Martine recomenda as Letras, o Direito e a Teologia entre os conhecimentos uteis para a boa pr\u00e1tica da minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Que ci\u00eancia era essa que Martine e Jean praticavam? Certamente, a arte das minas. Neste tempo, conhecimentos que hoje desprezamos como in\u00fateis, bobagens ou pseudoci\u00eancia eram os conhecimentos necess\u00e1rios. Causa mais espanto, talvez, a presen\u00e7a da alquimia e da astrologia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_959\" aria-describedby=\"caption-attachment-959\" style=\"width: 220px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/De_re_metallica\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-959\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/06\/agricola.jpg\" alt=\"\" width=\"220\" height=\"202\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-959\" class=\"wp-caption-text\">Os m\u00e9todos de pesquisa de minerais seguiam os preceitos da alquimia e da astrologia, alem da procura dos sinais da natureza. ilustra\u00e7\u00e3o do De Re metellica (1556) de Georgius Agricola (1494 &#8211; 1555)<\/figcaption><\/figure>\n<p>No entanto, para os mineiros da \u00e9poca, os espantos eram maiores. Martine trata tamb\u00e9m da presen\u00e7a de duendes nas minas, \u201cpequenos seres vestidos como os trabalhadores\u201d que podiam ser vistos nos subterr\u00e2neos. Entretanto, Padre Kircher, <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/2018\/03\/23\/a-ciencia-de-padre-kircher-revisitada\/\">de quem j\u00e1 falamos aqui<\/a>, confirmava a presen\u00e7a destes seres em seus livros. Essa era uma ci\u00eancia ainda cheia de sobrenatural e de magia, t\u00e3o t\u00edpica do platonismo da Renascen\u00e7a.<\/p>\n<p>Entretanto, essa estranha reuni\u00e3o de saberes nos faz pensar em como ser\u00e3o os trabalhos mineiros (se \u00e9 que haver\u00e3o minas) daqui a cem anos. Quais ser\u00e3o as ci\u00eancias utilizadas? Quais ser\u00e3o as ci\u00eancias descartadas? E quais as desprezadas? Fica aqui a dica para uma interessante conversa de bar&#8230;<\/p>\n<h6>UM CASAL AFINADO<\/h6>\n<p>Por outro lado, tudo nos leva a crer que Martine e Jean trabalhavam juntos, lado a lado. Esse \u00e9 um espanto num mundo mineiro moderno que ainda acha que as mulheres \u201cd\u00e3o azar\u201d nas galerias subterr\u00e2neas. E um bom exemplo a ser seguido.<\/p>\n<p>A parceria era tal que cada um tinha seu papel. Martine, certamente, era a erudita do casal, a que escrevia e estudava. E que escrevia os livros. Jean era provavelmente o executivo, o que estava em campo. Entretanto, isso era admir\u00e1vel. Por um lado, o trabalho conjunto e igual de Jean e Martine, num mundo em que as acusa\u00e7\u00f5es de bruxaria e feiti\u00e7aria eram comuns e naturais, causa-nos um espanto ainda maior. Acusa\u00e7\u00f5es que lhes foram feitas e que lhes custaram a morte nas masmorras do <a href=\"http:\/\/www.linternaute.fr\/dictionnaire\/fr\/definition\/ancien-regime\/\"><em>ancien regime<\/em><\/a>.<\/p>\n<h6>A VIDA P\u00d3STUMA DE MARTINE DE BERTEREAU<\/h6>\n<p>Segundo a historiadora <a href=\"http:\/\/earthscienceshistory.org\/doi\/abs\/10.17704\/eshi.28.2.3675823j24h9uv9r?=\">Martina Kolb Ebert<\/a>, a vida p\u00f3stuma de Martine de Bertereau foi ainda mais agitada que sua atribulada exist\u00eancia terrena. Durante o Iluminismo, ela foi considerada meramente uma charlat\u00e3 e aventureira. Por outro lado, durante a industrializa\u00e7\u00e3o francesa no seculo XIX ela foi considerada uma hero\u00edna, uma economista visionaria. Da mesma forma, para os nacionalistas rom\u00e2nticos, Martine de Bertereau era uma leg\u00edtima hero\u00edna nacional.<\/p>\n<p>Hoje, os trabalhos que se ocupam dela e de sua vida p\u00f5e em relevo seu papel de hero\u00edna feminista, mulher cientista, &#8220;a primeira ge\u00f3loga da Fran\u00e7a&#8221;. \u00c9 o que vem a nossa mente quando lemos sobre ela. Imposs\u00edvel, para nossa moderna mentalidade, n\u00e3o pensar nisso. no entanto, precisamos saber mais sobre Martine de Bertereau, alem dos estere\u00f3tipos e das lendas.<\/p>\n<p>Numa \u00e9poca em que ci\u00eancia e magia eram uma coisa s\u00f3, Martine de Bertereau foi uma s\u00e1bia not\u00e1vel . Tamb\u00e9m foi m\u00e3e de pelo menos tr\u00eas filhos. E, como companheira e colega de trabalho de Jean de Chastelet, foi incans\u00e1vel na busca pelo sucesso material do casal. A jun\u00e7\u00e3o de amor, magia e minera\u00e7\u00e3o foi um tra\u00e7o insepar\u00e1vel dos dois.<\/p>\n<p>Que estranho. E que not\u00e1vel.<\/p>\n<h6>PARA SABER MAIS:<\/h6>\n<p>K\u00f6lbl-Ebert, Martina. &#8220;<strong>How to find water: the state of the art in the early seventeenth century, deduced from writings of Martine de Bertereau (1632 and 1640).<\/strong>&#8221;\u00a0<i>Earth Sciences History<\/i>\u00a028, no. 2 (2009): 204-218.<\/p>\n<p>Findlen, Paula. &#8220;<strong>Histoire des femmes de science en France. Du Moyen Age \u00e0 la R\u00e9volution.<\/strong>&#8221; (2005): 518-520.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para Maria Jos\u00e9, minha Martine de Bertereau Martine de Bertereau e Jean de Chastelet s\u00e3o um dos casais mais interessantes da hist\u00f3ria da minera\u00e7\u00e3o. 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