{"id":986,"date":"2018-07-26T11:15:20","date_gmt":"2018-07-26T14:15:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/?p=986"},"modified":"2018-07-26T11:18:04","modified_gmt":"2018-07-26T14:18:04","slug":"mary-anning-e-a-paleontologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/2018\/07\/26\/mary-anning-e-a-paleontologia\/","title":{"rendered":"SHE SELLS SEA SHELLS ON THE SEA SHORE"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 de manh\u00e3 cedo. O mar est\u00e1 calmo, e a mar\u00e9 baixa. Na grande fal\u00e9sia branca da praia de <a href=\"https:\/\/www.visit-dorset.com\/things-to-do\/lyme-regis-beaches-p1135273\">Lyme Regis,<\/a> em Dorset, na Inglaterra, um grupo de pessoas est\u00e1 trabalhando nos rochedos. Usando martelos e picaretas, eles cortam o pared\u00e3o em busca de f\u00f3sseis. Entre eles est\u00e1 uma mulher. Mary Anning, acompanhada de seu c\u00e3ozinho vira-lata Tray, est\u00e1 protegida do frio e da maresia usando roupas largas. Na cabe\u00e7a, usa um chap\u00e9u de palha amarrado no pesco\u00e7o para n\u00e3o ser arrancado pelo vento do mar .<\/p>\n<figure id=\"attachment_1000\" aria-describedby=\"caption-attachment-1000\" style=\"width: 277px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1000\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/07\/images-1.jpg\" alt=\"\" width=\"277\" height=\"182\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1000\" class=\"wp-caption-text\">Praia de Lyme Regis, Dorset, onde Mary Anning viveu e &#8220;ca\u00e7ou&#8221; diferentes tipos de f\u00f3sseis&#8230;<\/figcaption><\/figure>\n<h6><span style=\"font-family: Bitter, Georgia, serif\">F\u00d3SSEIS PARA (SOBRE)VIVER<\/span><\/h6>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mary_Anning\">Mary Anning (1799-1847)<\/a> \u00e9 a chefe do grupo de coletores de f\u00f3sseis. Dona de uma pequena mas bem sortida loja, ela \u00e9 uma das maiores fornecedoras de fosseis para colecionadores e museus de toda a Europa. Mesmo dos Estados Unidos vem pesquisadores e colecionadores para ver &#8211; e comprar! &#8211; suas preciosidades.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1001\" aria-describedby=\"caption-attachment-1001\" style=\"width: 218px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1001\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/07\/Mary_Anning_painting-218x300.jpg\" alt=\"\" width=\"218\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/07\/Mary_Anning_painting-218x300.jpg 218w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/07\/Mary_Anning_painting-768x1057.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/07\/Mary_Anning_painting-744x1024.jpg 744w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/07\/Mary_Anning_painting.jpg 1163w\" sizes=\"(max-width: 218px) 100vw, 218px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1001\" class=\"wp-caption-text\">Mary Anning (1799 &#8211; 1847) e seu c\u00e3ozinho Tray, A pintura \u00e9 de 1842.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">De origem humilde, a fam\u00edlia de Mary Anning come\u00e7ou a coletar fosseis para complementar a parca sobreviv\u00eancia. No entanto, seu pai Richard, sua m\u00e3e Molly e seu irm\u00e3o Joseph tamb\u00e9m eram ex\u00edmios coletores de fosseis. Entre os fosseis mais importantes que coletaram est\u00e3o os famosos esqueletos dos plesiossauros, grandes lagartos marinhos.\u00a0 Hoje, boa parte dos fosseis coletados por Mary Anning e sua fam\u00edlia est\u00e3o expostos no <a href=\"http:\/\/www.nhm.ac.uk\/\">Museu de Hist\u00f3ria Natural em Londres<\/a>. Da mesma forma, na Fran\u00e7a, na Inglaterra e na Alemanha, quase todos os grandes Museus de Hist\u00f3ria Natural t\u00eam f\u00f3sseis\u00a0 coletados por ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mesmo sem uma educa\u00e7\u00e3o formal, Mary Anning chegou a participar da constru\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Paleontologia\">Paleontologia moderna<\/a>. No entanto, ela chegou mesmo a participar de alguns debates,\u00a0 corrigindo algumas distor\u00e7\u00f5es e classifica\u00e7\u00f5es incorretas. Dona de um saber pr\u00e1tico, Mary Anning ajudou muito neste estagio embrion\u00e1rio da paleontologia.<\/p>\n<h6>DORSET NO JUR\u00c1SSICO<\/h6>\n<p style=\"text-align: justify\">Embora tenha chegado a ter uma loja, vendendo fosseis para toda a Europa, Mary Annning sempre passou por varias necessidades financeiras. Para tanto, v\u00e1rias pessoas ao longo de sua vida, penalizadas com as duras condi\u00e7\u00f5es de Mary Anning e sua fam\u00edlia, fizeram subscri\u00e7\u00f5es para ajudar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_1002\" aria-describedby=\"caption-attachment-1002\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-1002 size-medium\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/07\/DG001578-tif-300x207.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"207\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/07\/DG001578-tif-300x207.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/07\/DG001578-tif-768x530.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/07\/DG001578-tif.jpg 1000w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1002\" class=\"wp-caption-text\">Duriea Antiquor (Dorset antigo) de Henri de la Beche (National Museum of natura History of Wales). A luta fict\u00edcia entre o ictiossauro e o plesiossauro ficou t\u00e3o famosa que Julio Verne a incluiu em seu &#8220;Viagem ao Centro da Terra&#8221;.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Entretanto, uma das mais criativas e interessantes subscri\u00e7\u00f5es foi feita por um grande amigo de Mary Anning, o ge\u00f3logo <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Henry_De_la_Beche\">Henri De La Beche<\/a>. Bom desenhista e caricaturista, De La Beche desenhou uma gravura cujas vendas pudessem ajudar financeiramente Mary Anning, j\u00e1 ent\u00e3o bem doente de um c\u00e2ncer de seio. Contudo, a gravura, intitulada\u00a0<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Duria_Antiquior\"><em>Duriea Antiquor<\/em> (\u201cDorset antigo\u201d em latim)<\/a>, retrata com precis\u00e3o e bom homor qual teria sido, h\u00e1 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, a vida dos f\u00f3sseis coletados por Mary Anning.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Bem desenhado e bem elaborado, <em>Duriea Antiquor<\/em> \u00e9 um dos primeiros e mais importantes desenhos sobre o mundo anterior aos humanos. Contudo, a sua representa\u00e7\u00e3o da vida no jur\u00e1ssico at\u00e9 hoje \u00e9 uma das mais influentes da paleontologia. A gravura at\u00e9 hoje baliza a maneira como representamos at\u00e9 hoje a vida antiga na\u00a0 Terra.<\/p>\n<h6>VENDER CONCHAS DO MAR NA BEIRA DO MAR&#8230;<\/h6>\n<p style=\"text-align: justify\">A vida e os perrengues pelos quais passou Mary Annning dariam um poema. Ou um livro. Ou um filme. Ou tudo isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No in\u00edcio do s\u00e9culo XX o escritor ingl\u00eas H.\u00a0A. Forde \u00a0publicou \u201c<em>The Heroine of Lyme Regis: The Story of Mary Anning the Celebrated Geologist\u201d<\/em>. Baseado no relato de Forde, muitas hist\u00f3rias inspiracionais sobre Mary Anning foram escritas. Entretanto, talvez ela seja tamb\u00e9m a inspira\u00e7\u00e3o para o poema &#8211; e terr\u00edvel trava-l\u00ednguas \u2013\u00a0 que todos os estudantes de ingl\u00eas l\u00edngua estrangeira se confrontam:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>She sells seashells on the seashore<\/em><em><br \/>\nThe shells she sells are seashells, I&#8217;m sure<br \/>\nSo if she sells seashells on the seashore<br \/>\nThen I&#8217;m sure she sells seashore shells.<\/em><\/p>\n<h6>MERYL STREEP?<\/h6>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 1969 outro escritor ingl\u00eas, <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/John_Fowles\">John Fowles<\/a>, escreveu um romance hist\u00f3rico chamado \u201c<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/The_French_Lieutenant%27s_Woman\">The French Lieutenant\u00b4s Woman<\/a>\u201d (a mulher do tenente franc\u00eas). Contudo, na hist\u00f3ria de Fowles, est\u00e1 patente a den\u00fancia do preconceito de classe e de g\u00eanero que\u00a0 Mary Anning sofreu. Mesmo tendo ajudado tantos cientistas, ela nunca ficou, em vida, com a fama da descoberta. O \u00fanico que homenageou Mary Anning durante sua vida, entretanto, foi o zo\u00f3logo franco-su\u00ed\u00e7o <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Louis_Agassiz\">Louis Agassiz<\/a>, que a conheceu pessoalmente em 1834 e nomeou duas esp\u00e9cies de peixe com seu nome.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O livro de Fowles foi um grande sucesso de p\u00fablico e cr\u00edtica. Em 1982 <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/The_French_Lieutenant%27s_Woman_(film)\">foi adaptado para o cinema<\/a> pelo teatr\u00f3logo e roteirista <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Harold_Pinter\">Harold Pinter<\/a>, e dirigido por <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Karel_Reisz\">Karol Reisz<\/a>. Como protagonistas, ningu\u00e9m menos que <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Meryl_Streep\">Meryl Streep<\/a> e <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Jeremy_Irons\">Jeremy Irons<\/a>. Da mesma forma, o livro tamb\u00e9m virou pe\u00e7a de teatro de grande sucesso.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1003\" aria-describedby=\"caption-attachment-1003\" style=\"width: 191px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1003 size-medium\" style=\"text-align: justify\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/07\/220px-French_lieutenants_woman-191x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"191\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/07\/220px-French_lieutenants_woman-191x300.jpeg 191w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2018\/07\/220px-French_lieutenants_woman.jpeg 220w\" sizes=\"(max-width: 191px) 100vw, 191px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1003\" class=\"wp-caption-text\">Poster do filme &#8220;A mulher do tenente franc\u00eas&#8221;, de 1982, com Meryl Streep e Jeremy Irons. A historia \u00e9 livremente baseada na vida de Mary Anning<\/figcaption><\/figure>\n<h6>UM GRANDE VULTO DA CIENCIA<\/h6>\n<p style=\"text-align: justify\">Entretanto, em 1999, bicenten\u00e1rio de seu nascimento, houve um grande evento em seu nome na praia de Lyme Regis. Da mesma forma, em 2005, o Museu De Hist\u00f3ria Natural de Londres incluiu seu nome ao lado de outros grandes vultos da ci\u00eancia. Nesta exposi\u00e7\u00e3o, ela est\u00e1 ao lado de personalidades como <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Carl_Linnaeus\">Carl Linn\u00e9<\/a>\u00a0 e<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/William_Smith_(geologist)\"> William Smith<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mary Anning morreu em 1847, v\u00edtima do c\u00e2ncer. Ela viveu toda a vida entre os penhascos de Lyme Regis, escavando a lama do mar jur\u00e1ssico em busca de fosseis para sobreviver. Mas, inadvertidamente, foi uma das maiores paleont\u00f3logas de todos os tempos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Contudo, Mary Anning nos desvendou os abismos do tempo e os fant\u00e1sticos animais que o habitaram. Desta forma, para ajud\u00e1-la foram feitas as primeiras representa\u00e7\u00f5es sobre o mundo antigo que conhecemos. Foi v\u00edtima do preconceito de classe e de g\u00eanero. No entanto, Com sua vida, inspirou muitas outras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mary Anning \u00e9 tanta inspira\u00e7\u00e3o que ultrapassou a Ci\u00eancia. Mary Anning \u00e9 pop.\u00a0<span style=\"text-align: justify\">Foi livro, pe\u00e7a, filme. Virou at\u00e9 trava-l\u00ednguas!<\/span><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 pra qualquer um&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 de manh\u00e3 cedo. O mar est\u00e1 calmo, e a mar\u00e9 baixa. Na grande fal\u00e9sia branca da praia de Lyme Regis, em Dorset, na Inglaterra, um grupo de pessoas est\u00e1 trabalhando nos rochedos. Usando martelos e picaretas, eles cortam o pared\u00e3o em busca de f\u00f3sseis. Entre eles est\u00e1 uma mulher. Mary Anning, acompanhada de seu &hellip; <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/2018\/07\/26\/mary-anning-e-a-paleontologia\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">SHE SELLS SEA SHELLS ON THE SEA SHORE<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":277,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[91,92,28,1,23],"tags":[44,93,159,109,3],"class_list":["post-986","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-historia","category-jefferson-picanco","category-paleodiversidade","category-sem-categoria","category-tempo-geologico","tag-fosseis","tag-historia-da-ciencia","tag-jurassico","tag-mulheres-cientistas-geociencias-paleontologia","tag-paleontologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/986","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/277"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=986"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/986\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1008,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/986\/revisions\/1008"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=986"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=986"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/paleoblog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=986"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}