{"id":1563,"date":"2025-08-14T14:21:15","date_gmt":"2025-08-14T17:21:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/?p=1563"},"modified":"2025-08-14T14:58:20","modified_gmt":"2025-08-14T17:58:20","slug":"cienciaepseudociencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2025\/08\/14\/cienciaepseudociencia\/","title":{"rendered":"Quais as fronteiras entre a ci\u00eancia e a pseudoci\u00eancia?"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"1563\" class=\"elementor elementor-1563\" data-elementor-settings=\"{&quot;ha_cmc_init_switcher&quot;:&quot;no&quot;}\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-55430f4 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default jltma-glass-effect-no\" data-id=\"55430f4\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\" data-settings=\"{&quot;_ha_eqh_enable&quot;:false}\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-46459f5c jltma-glass-effect-no\" data-id=\"46459f5c\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-16cd08e0 jltma-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"16cd08e0\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n<pre class=\" wp-block-verse eplus-wrapper\"><em>Texto por: Willian Mirapalheta Molina e Pedro Leal de Souza<\/em><\/pre>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Existe uma ess\u00eancia ou uma natureza da ci\u00eancia? Nos parece que quando objetivamos responder essa pergunta e encontrar o \u201c\u00e2mago\u201d da ci\u00eancia acabamos entrando em um campo que legitima descartar tudo aquilo que foge dessa \u201calma\u201d cient\u00edfica.<\/p>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil perceber que n\u00e3o existe s\u00f3 uma forma \u00fanica de conceituar e compreender o que \u00e9 ci\u00eancia. Basta perguntarmos para as pessoas ao nosso redor, aos pesquisadores que est\u00e3o fazendo ci\u00eancia nos laborat\u00f3rios, nas bibliotecas, nas salas de aulas, em bancos de dados de computadores ou da internet, etc, ou mesmo na literatura, a partir do que dizem os diferentes fil\u00f3sofos e soci\u00f3logos da ci\u00eancia.<\/p>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">\u201cA\u201d ci\u00eancia n\u00e3o existe; nem mesmo h\u00e1 uma ess\u00eancia pura. Talvez pensar nisso nem seja interessante. Existem ci\u00eancias, no plural \u2013 com pluralidade tamb\u00e9m de formas metodol\u00f3gicas, isto \u00e9, n\u00e3o existe um \u00fanico m\u00e9todo cient\u00edfico. \u00c9 f\u00e1cil perceber que um f\u00edsico, um antrop\u00f3logo e um paleont\u00f3logo n\u00e3o trabalham da mesma maneira. E todos eles s\u00e3o pesquisadores e praticantes de ci\u00eancia. As ci\u00eancias se adaptam a seus objetos de estudo.<\/p>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Mas, se n\u00e3o h\u00e1 uma \u00fanica maneira de se fazer ci\u00eancia, como podemos delinear o seu limite? Como compreender o que seria uma pseudoci\u00eancia? Se fugimos da ideia de uma \u201cnatureza\u201d cient\u00edfica fixa, infal\u00edvel e inquestion\u00e1vel, n\u00e3o estar\u00edamos relativizando demais e abrindo brechas para o surgimento de diversos discursos se declarando cient\u00edficos? Como os discursos negacionistas, por exemplo? A quest\u00e3o \u00e9 mais complexa do que parece. Antes de problematizar isso, \u00e9 curioso destacar que a palavra \u201cpseudoci\u00eancia\u201d, que significa \u201cfalsa ci\u00eancia&#8221;, admite que existe uma \u201cverdadeira ci\u00eancia\u201d, o que entra em contradi\u00e7\u00e3o com o que vem sendo discutindo aqui.<\/p>\n\n<h2 class=\" wp-block-heading eplus-wrapper\"><strong>O m\u00e9todo e a forma de conceber a ci\u00eancia pode ser um divisor entre o cient\u00edfico e o n\u00e3o cient\u00edfico?<\/strong><\/h2>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Se pensarmos que as pseudoci\u00eancias s\u00e3o assim denominadas por n\u00e3o serem obtidas e validadas pelo cl\u00e1ssico m\u00e9todo cient\u00edfico (observa\u00e7\u00e3o, pergunta, hip\u00f3tese, experimenta\u00e7\u00e3o, resultados e conclus\u00f5es), ent\u00e3o, admitiremos que as ci\u00eancias que n\u00e3o utilizam fielmente esse passo a passo seriam tamb\u00e9m pseudoci\u00eancias? Bem, sabemos que n\u00e3o existe um m\u00e9todo \u00fanico, e n\u00e3o seguir essa sequ\u00eancia met\u00f3dica (que \u00e9 bastante questionada) n\u00e3o as tornam \u201cfalsas ci\u00eancias\u201d.<\/p>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">E mais, h\u00e1 cr\u00edticas quanto \u00e0 ci\u00eancia que n\u00e3o \u00e9 neutra, objetiva e impessoal. Isto \u00e9, ci\u00eancias que d\u00e3o espa\u00e7o \u00e0 subjetividade, ainda que com rigor cient\u00edfico dentro de seu regime discursivo, s\u00e3o desacreditadas por determinados pesquisadores.\u00a0<\/p>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Assim, podemos visualizar que pr\u00e1ticas podem ser vistas como \u201cfalsa ci\u00eancia\u201d para um grupo de pesquisadores (seja por n\u00e3o seguir \u201co\u201d m\u00e9todo, ou ser mais pessoal, etc) e uma \u201cverdadeira ci\u00eancia\u201d para outro grupo. Veja como \u00e9 complexo o debate. E voltamos \u00e0 pergunta: como diferenciar algo cient\u00edfico de algo n\u00e3o cient\u00edfico? Como \u201ccombater\u201d as pseudoci\u00eancias?<\/p>\n\n<h2 class=\" wp-block-heading eplus-wrapper\">Vejamos um exemplo&#8230;<\/h2>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Um dos integrantes do grupo PEmCie da FURG tem uma gatinha, cujo nome dela \u00e9 Mois\u00e9s Pantufa. Sim, uma gata com o nome de Mois\u00e9s (\u00e9 por causa de um <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=iPadLyW-VS0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">meme<\/a>).<\/p>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Essa tal gatinha foi resgatada em 2020, um pouco antes da pandemia. Ela estava na rua, tinha as patinhas dianteiras beeeeeeem tortinhas. Ele achava que ela tinha sido atropelada. Tinha um barrig\u00e3o que parecia estar gr\u00e1vida, mas era bem miudinha.<\/p>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">No dia seguinte ao que ela foi retirada da rua, abortou os filhotinhos que estavam na barriga, todos sem vida. Ela foi levada de imediato para o veterin\u00e1rio, que examinou tudo e viu que a Mois\u00e9s n\u00e3o tinha mais nenhum filhote. O que chamava aten\u00e7\u00e3o mesmo era que as patinhas da frente eram muito tortas. Depois de examinar, o veterin\u00e1rio percebeu que n\u00e3o havia ocorrido nenhum acidente, as pernas dela eram assim por algum problema na forma\u00e7\u00e3o ou algo do tipo.<\/p>\n\n<figure class=\" wp-block-image eplus-wrapper\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXd5uxs8Wp4JLn_aEnDfd1EBgXLXaXz0x6-_MN_8AyjIq4h3B5JDOA8rxfW_jDljjRAv_NmwrR1f1bSJaXORXXk6u5rTVS8vlNHRjmlnzDPdFzA67mgeBB_pLCRKgjqjwd3zffzdAisPtnTpyGxd9yY?key=dncmHkkEQd092e06uJ4OXg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">O tempo passou, chegamos em 2025 e a Mois\u00e9s vivia bem. Nunca cresceu muito, sempre se manteve pequenininha. Havia a suspeita de que ela fosse um pouco mais velha do que aparentava pois j\u00e1 n\u00e3o apresentava os dentes ou a pelagem de filhote.<\/p>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Um dia de manh\u00e3, a Mois\u00e9s estava andando mais estranha do que o normal dela. Al\u00e9m das patas da frente, estava com dificuldade para se manter em p\u00e9 com as patas de tr\u00e1s tamb\u00e9m. Outra vez, ela foi levada para o veterin\u00e1rio com medo de ter acontecido algum acidente. Ela foi examinada, fez Raio-X e novamente n\u00e3o havia acontecido nada. Moral da hist\u00f3ria: a Mois\u00e9s j\u00e1 tem uma certa idade, e alguns problemas \u00f3sseos que a vem acompanhando durante toda a vida. Precisava fazer tratamento com rem\u00e9dio para evitar a dor e <strong>acupuntura<\/strong> \u2013 <strong>\u00c9 aqui que queremos chegar!<\/strong><\/p>\n\n<h2 class=\" wp-block-heading eplus-wrapper\"><strong>Acupuntura \u00e9 cient\u00edfica? Afinal, estamos falando da Mois\u00e9s<\/strong><\/h2>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">A acupuntura \u00e9 uma pr\u00e1tica terap\u00eautica que faz parte da medicina tradicional chinesa. Ela consiste na inser\u00e7\u00e3o de agulhas muito finas em pontos espec\u00edficos do corpo com o objetivo de tratar diferentes condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, aliviar dores e equilibrar a energia vital \u2014 conhecida como &#8220;qi&#8221; (ou chi).<\/p>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Essa t\u00e9cnica tem mais de 2.000 anos de hist\u00f3ria <strong>documentada<\/strong>, embora existam evid\u00eancias arqueol\u00f3gicas que sugerem pr\u00e1ticas semelhantes com at\u00e9 4.000 anos. Sua origem est\u00e1 na China antiga, baseada em conceitos filos\u00f3ficos como o yin-yang e os meridianos (canais invis\u00edveis por onde o qi circula).<\/p>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Apesar de sua longa tradi\u00e7\u00e3o e do uso por milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo \u2014 inclusive em sistemas de sa\u00fade p\u00fablica como o<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/maio\/mais-de-80-dos-municipios-oferecem-praticas-integrativas-e-complementares-em-saude-no-sus\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> SUS, no Brasil<\/a> \u2014 a acupuntura \u00e9 frequentemente considerada uma pseudoci\u00eancia pela comunidade cient\u00edfica ocidental. Isso acontece por diversos motivos.<\/p>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Primeiro, os conceitos fundamentais da acupuntura, como o qi e os meridianos, n\u00e3o t\u00eam base na anatomia ou fisiologia reconhecida pela ci\u00eancia moderna. Nenhuma evid\u00eancia emp\u00edrica robusta no campo dessa ci\u00eancia moderna confirma a exist\u00eancia desses canais energ\u00e9ticos no corpo humano.<\/p>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Outro desafio est\u00e1 na falta de padroniza\u00e7\u00e3o. Os protocolos de tratamento variam bastante entre praticantes, e o diagn\u00f3stico na medicina tradicional chinesa \u00e9 subjetivo, baseado em observa\u00e7\u00f5es, o que dificulta a realiza\u00e7\u00e3o de estudos cient\u00edficos reprodut\u00edveis.<\/p>\n\n<h2 class=\" wp-block-heading eplus-wrapper\">T\u00e1, mas&#8230; E da\u00ed?<\/h2>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Entende onde queremos chegar? A acupuntura \u00e9 uma pr\u00e1tica que n\u00e3o segue algumas das etapas do m\u00e9todo que v\u00ednhamos falando at\u00e9 aqui. Al\u00e9m disso, ela tamb\u00e9m desafia a pr\u00f3pria ci\u00eancia por apresentar um conceito espec\u00edfico de energia, o qi, que foge da compreens\u00e3o cient\u00edfica usual.<\/p>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Mesmo assim, ela apresenta resultados considerados \u201cv\u00e1lidos\u201d ou \u00fateis na vida de muitas pessoas (ou no nosso exemplo, v\u00e1rios gatos). Ou seja, existem outras formas de alcan\u00e7ar alguns resultados e de produzir conhecimento para al\u00e9m das que est\u00e3o pressupostas no \u201cO\u201d m\u00e9todo cient\u00edfico ocidental.<\/p>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Claro, n\u00e3o estamos querendo impor um vale tudo nem defender a acupuntura em espec\u00edfico. Vale sempre refor\u00e7ar que, conhecer as formas de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento ou os m\u00e9todos para tal, n\u00e3o significa negar os avan\u00e7os da Ci\u00eancia ou todo conhecimento cient\u00edfico que foi produzido at\u00e9 aqui. N\u00e3o estamos defendendo o negacionismo cient\u00edfico.Com uma argumenta\u00e7\u00e3o <strong>v\u00e1lida<\/strong> \u2013 muito importante essa parte, pois encontramos por a\u00ed diversos trabalhos que se consideram pseudocient\u00edficos mas que, na verdade, podemos consider\u00e1-los de negacionistas \u2013 e base te\u00f3rica bem fundamentada, conseguimos expandir os horizontes da produ\u00e7\u00e3o de conhecimento em diversas \u00e1reas como por exemplo a psicologia ou a educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<h2 class=\" wp-block-heading eplus-wrapper\"><strong>O \u201ccombate\u201d n\u00e3o \u00e9 a melhor op\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">\u00c9 dif\u00edcil estabelecer um crit\u00e9rio \u00fanico de divis\u00e3o entre o cient\u00edfico e o n\u00e3o cient\u00edfico. A quest\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 sobre combater as \u201cpseudoci\u00eancias\u201d como se fosse uma guerra. Sabemos que muitos discursos \u201cpseudocient\u00edficos\u201d s\u00e3o negacionistas e alguns colocam em risco a vida das pessoas, est\u00e3o a\u00ed os anti-vacinas para provar isso.<\/p>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Entretanto, precisamos pensar em outras perguntas antes do \u201ccombate \u00e0s pseudoci\u00eancias\u201d. Algumas podem ser as seguintes: O que estamos entendendo por ci\u00eancia? Como funciona a valida\u00e7\u00e3o de um discurso cient\u00edfico? Por qual motivo algo \u00e9 considerado pseudocient\u00edfico? A guerra e o combate n\u00e3o v\u00e3o nos trazer grandes avan\u00e7os sociais se n\u00f3s n\u00e3o dermos um passo atr\u00e1s e uma aten\u00e7\u00e3o \u00e0 forma como se constroem as ci\u00eancias. Precisamos falar sobre as ci\u00eancias e de seu pluralismo. At\u00e9 mesmo para valorizar o trabalho dos pesquisadores.<\/p>\n\n<h2 class=\" wp-block-heading eplus-wrapper\"><strong>Algumas pistas para pensar<\/strong><\/h2>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Al\u00e9m de problematizar o campo das ci\u00eancias \u00e9 importante que conhe\u00e7amos alguns pressupostos que fundamentam a exist\u00eancia das \u201cfalsas ci\u00eancias&#8221;. O problema pode estar mais relacionado \u00e0s atitudes e as intencionalidades.<\/p>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Enquanto as ci\u00eancias buscam (ou deveriam) se revisitar, se autocorrigir \u2013 mesmo de forma imperfeita, at\u00e9 porque s\u00e3o constru\u00eddas por pessoas, as pseudoci\u00eancias distorcem evid\u00eancias j\u00e1 consolidadas e, muitas vezes, partem disso para a constru\u00e7\u00e3o de suas narrativas. Os cientistas tamb\u00e9m questionam as suas \u201cverdades\u201d, mas com o prop\u00f3sito de critic\u00e1-las e melhor\u00e1-las. Ao distorcer tais evid\u00eancias validadas dentro de seus campos, os \u201cfalsos cientistas\u201d acabam mantendo suas cren\u00e7as. Al\u00e9m disso, eles podem apelar para conspira\u00e7\u00f5es, ignorando quaisquer cr\u00edticas, mudan\u00e7as de ideias e seguindo fielmente aquilo que acreditam, apelando para uma linguagem cient\u00edfica esvaziada e sem rigor. Se n\u00e3o aceitam cr\u00edticas, quais suas intencionalidades? \u00c9 outro ponto a se pensar.<\/p>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Assim, para al\u00e9m do m\u00e9todo e do combate, podemos refletir que os discursos \u201cfalsos\u201d da ci\u00eancia surgem como recusa ao di\u00e1logo cr\u00edtico, o que distancia da pr\u00e1tica cient\u00edfica, que avan\u00e7a pela troca de ideias. Por fim, n\u00e3o devemos colocar as ci\u00eancias em um pedestal irretoc\u00e1vel. Longe disso, elas n\u00e3o est\u00e3o sempre &#8220;corretas&#8221;, ci\u00eancia \u00e9 um processo de corre\u00e7\u00e3o constante, diferentemente das pseudoci\u00eancias que tendem a se manter mais est\u00e1ticas, dogm\u00e1ticas e imunes \u00e0s cr\u00edticas.<\/p>\n\n<h2 class=\" wp-block-heading eplus-wrapper\">Para saber mais&#8230;<\/h2>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Texto do Pedro aqui no blog sobre verdades e p\u00f3s verdades<\/p>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2020\/07\/11\/verdades-antigamente-fake-news-hoje-em-dia\/\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2020\/07\/11\/verdades-antigamente-fake-news-hoje-em-dia\/<\/a><\/p>\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">\u00a0<\/p>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Texto por: Willian Mirapalheta Molina e Pedro Leal de Souza Existe uma ess\u00eancia ou uma natureza da ci\u00eancia? Nos parece que quando objetivamos responder essa <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2025\/08\/14\/cienciaepseudociencia\/\" title=\"Quais as fronteiras entre a ci\u00eancia e a pseudoci\u00eancia?\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":723,"featured_media":1565,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[165,105],"tags":[6,432,60,430,431],"class_list":["post-1563","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-filosofia-e-sociologia-da-ciencia","category-ciencia-e-sociedade","tag-ciencia","tag-metodo-cientifico","tag-politica","tag-pseudociencia","tag-verdade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1563","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/users\/723"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1563"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1563\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1579,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1563\/revisions\/1579"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1565"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1563"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1563"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1563"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}