{"id":224,"date":"2018-06-25T14:20:19","date_gmt":"2018-06-25T17:20:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/?p=224"},"modified":"2022-07-04T16:34:59","modified_gmt":"2022-07-04T19:34:59","slug":"que-lugares-ocupamos-nas-familias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2018\/06\/25\/que-lugares-ocupamos-nas-familias\/","title":{"rendered":"Que lugares ocupamos nas fam\u00edlias?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\" eplus-wrapper\">Voc\u00eas j\u00e1 pararam para pensar sobre os lugares que ocupamos dentro da sociedade por nascermos homem ou mulher? E o quanto isto define rumos, brincadeiras, condutas sociais? Ser\u00e1 que estes posicionamentos sempre foram desta maneira? Eu comecei a falar sobre o aborto h\u00e1 uns dias atr\u00e1s, aqui no blog. Mas antes de partir para quest\u00f5es bem espec\u00edficas, h\u00e1 pontos que eu gostaria de abordar por aqui.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Hoje eu vou falar um pouco sobre como a no\u00e7\u00e3o de g\u00eanero define nossos pap\u00e9is. Isto dentro da ideia das expectativas de casamento e gravidez, a partir de alguns estudos hist\u00f3ricos. A primeira quest\u00e3o, claramente, \u00e9 o posicionamento de g\u00eanero quanto \u00e0 maternidade e \u00e0 paternidade. Alguns autores v\u00eam chamando aten\u00e7\u00e3o para os pap\u00e9is que a fam\u00edlia vem ocupando desde a modernidade at\u00e9 a cultura contempor\u00e2nea.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"has-vivid-red-color has-text-color eplus-wrapper wp-block-heading\">A fam\u00edlia moderna<\/h4>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">A chamada fam\u00edlia moderna vem sendo questionada e\/ou defendida acirradamente nos dias atuais. Assim, desde proclama\u00e7\u00e3o da\u00a0<em>igualdade de g\u00eanero<\/em>, os lugares sociais ocupados por mulheres e homens t\u00eam sido postos em xeque &#8211; isso apenas ficando dentro do que compreendemos como &#8220;cisg\u00eanero&#8221;. J\u00e1 discutimos, no blog, sobre o conceito de g\u00eanero como atributo biol\u00f3gico e cultural (ver refer\u00eancia ao final do texto).<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Quando falamos de configura\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia nuclear, h\u00e1 um modelo espec\u00edfico (pai, m\u00e3e e filhos). Embora na cultura n\u00e3o exista forma\u00e7\u00f5es padr\u00e3o ao longo do tempo. A fam\u00edlia nuclear foi pensada como alicerce para o estabelecimento de uma sociedade narrada como civilizada, na Europa, a partir do s\u00e9culo XVIII, fortalecendo-se nos s\u00e9culos seguintes. Dessa forma, a estrutura\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, como alvo e instrumento de controle, vigil\u00e2ncia e disciplinamento, para melhor governo da popula\u00e7\u00e3o, se d\u00e1 entre v\u00e1rios contextos importantes, o da urbaniza\u00e7\u00e3o e emerg\u00eancia da classe burguesa, em meados do s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Assim, vai ser a partir da fam\u00edlia que se organizar\u00e3o pol\u00edticas p\u00fablicas para reger e governar a na\u00e7\u00e3o. Isto se d\u00e1 desde campanhas de vacina\u00e7\u00e3o, controle demogr\u00e1fico, planejamento familiar, educa\u00e7\u00e3o, padr\u00f5es de consumo, dentre outras quest\u00f5es. Nesse sentido, discursos m\u00e9dicos, religiosos, pol\u00edticos, morais articulam-se e tornam a fam\u00edlia, ao mesmo tempo, alvo e instrumento de governo. Ou seja, visa-se desse modo, atingir a popula\u00e7\u00e3o, regular a ordem, minimizar os riscos, aumentar a seguran\u00e7a e a &#8220;paz&#8221; social.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"has-vivid-red-color has-text-color eplus-wrapper wp-block-heading\">Pap\u00e9is sociais e g\u00eanero<\/h4>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Al\u00e9m disso, outra quest\u00e3o recorrente na organiza\u00e7\u00e3o social, referente \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o familiar, diz respeito aos pap\u00e9is desempenhados no \u00e2mbito privado e p\u00fablico. Nesta semana passada, em fun\u00e7\u00e3o da copa e a visibilidade da R\u00fassia, noticiou-se sobre &#8220;profiss\u00f5es proibidas por lei para mulheres&#8221;. Aqui no Brasil tamb\u00e9m temos isto em nossa hist\u00f3ria, e atualmente o limitante consta no artigo 390 da CLT.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Em \u00e9pocas passadas, o trabalho tamb\u00e9m foi visto como algo desviante para as mulheres (novamente, ressalto aqui a centralidade de <em>mulheres cisg\u00eanero<\/em> no debate). Pois este era um comportamento tido, muitas vezes, como perigoso para o corpo da mulher e para a sociedade. Isto decorre &#8211; em outros momentos da hist\u00f3ria e at\u00e9 os dias de hoje, por uma discursividade de que se &#8220;retira a energia que deveria ser dedicada ao \u00e2mbito do lar e ao cuidado com os filhos e o marido&#8221;. Ou, ainda, que determinadas profiss\u00f5es s\u00e3o danosas \u00e0s mulheres e seus corpos, em fun\u00e7\u00e3o de sua fragilidade biol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"has-vivid-red-color has-text-color eplus-wrapper wp-block-heading\">O trabalho e o corpo de mulheres cis<\/h4>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Em rela\u00e7\u00e3o ao direito do trabalho na Fran\u00e7a do final do s\u00e9culo XIX, por exemplo, o mais interessante \u00e9 o fato das mulheres n\u00e3o serem vistas como sujeito de direito, mas tamb\u00e9m (e sobretudo) como reprodutoras eventuais. A mulher, naquele contexto, antes de tudo ocupava o posto de esposa e m\u00e3e, respons\u00e1vel pela fam\u00edlia e seu bem-estar. Ao marido cabe reservar suas for\u00e7as para prover a fam\u00edlia com seu trabalho nas f\u00e1bricas&nbsp;(Dhoquois, 2003).<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">J\u00e1 no Brasil do in\u00edcio do s\u00e9culo XX, o trabalho feminino tamb\u00e9m era mal visto. Assim, qualquer atividade diferente do &#8220;famoso&#8221;\u00a0<em>bela, recatada e do lar<\/em> era vista como acess\u00f3ria e desviante. Aqui, novamente, t\u00ednhamos o trabalho feminino fora do lar, entendido como desperd\u00edcio f\u00edsico de energias. Al\u00e9m disso, o peso de ser a causa de problemas de sa\u00fade p\u00fablica, incluindo mortalidade infantil e abandono de crian\u00e7as. Desse modo, a mulher passa a ser encarada como a respons\u00e1vel &#8211; \u00fanica e exclusiva &#8211; dos cuidados dom\u00e9sticos e da sa\u00fade da fam\u00edlia nuclear. S\u00e3o elas, as mulheres, no \u00e2mbito privado do lar, que t\u00eam como fun\u00e7\u00e3o manter a uni\u00e3o e tranquilidades dom\u00e9sticas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Nessa perspectiva, \u00e0 mulher cabia, portanto, os cuidados com o lar ou, no m\u00e1ximo, atividades remuneradas que pudessem ser conciliadas com as posi\u00e7\u00f5es que ela ocupava na fam\u00edlia: esposa e m\u00e3e. J\u00e1, aos homens, era reservado o espa\u00e7o p\u00fablico, a cidade, o trabalho. Este \u00e9 visto, claro, como um corpo que \u00e9 a marca da for\u00e7a, uma vez que suas caracter\u00edsticas agressividade e intelig\u00eancia movem o desenvolvimento da civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"has-vivid-red-color has-text-color eplus-wrapper wp-block-heading\">Fragilidade dos corpos<\/h4>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Ainda no final do s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do s\u00e9culo XX, o discurso m\u00e9dico atrav\u00e9s dos estere\u00f3tipos de fragilidade e for\u00e7a, tamb\u00e9m atuou no posicionamento e manuten\u00e7\u00e3o do modelo social. Pois ele definiu a maternidade como fun\u00e7\u00e3o natural da mulher. Nesse sentido, o corpo da mulher, diferente do homem, \u00e9 visto como intimamente ligado \u00e0 natureza, uma vez que esse tem como destino a reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Desde a mais tenra idade, especialmente a partir da puberdade, \u00e9 a mulher que passa a ser vigiada. Deste modo, nada pode comprometer essa miss\u00e3o: dar filhos \u00e0 na\u00e7\u00e3o. \u00c9 o momento em que a mulher cumpre seu destino e se converte de fato em um ser para a esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Ao trazer esses apontamentos sobre a quest\u00e3o da fam\u00edlia e da rela\u00e7\u00e3o mulher\/m\u00e3e\/esposa no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, n\u00e3o penso em mostrar a exist\u00eancia de uma continuidade de discursos at\u00e9 os dias de hoje. Embora nos reconhe\u00e7amos em v\u00e1rios &#8211; incluindo a luta por desnaturalizar os discursos sociais. Tampouco pretendo afirmar que as fam\u00edlias realmente constitu\u00edam-se dessa ou daquela forma. Ao trazer elementos relacionados \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, procuro marcar a sua dimens\u00e3o constru\u00edda. Bem como problematizar a naturaliza\u00e7\u00e3o de um determinado tipo de fam\u00edlia e posi\u00e7\u00e3o de homem e mulher, presente em nossa cultura.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"has-vivid-red-color has-text-color eplus-wrapper wp-block-heading\">Posicionamentos desiguais<\/h4>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Nesse sentido, esses elementos &#8211; m\u00e9dicos, morais, pol\u00edticos, religiosos &#8211; chamam nossa aten\u00e7\u00e3o para as posi\u00e7\u00f5es desiguais ocupadas pelo homem e a mulher, na fam\u00edlia.&nbsp;E isto seja como provedor e cuidadora, seja no projeto que trazem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 paternidade e \u00e0 maternidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">A paternidade ainda \u00e9 pensada como um projeto na vida dos homens. Enquanto a maternidade \u00e9 vista como um desejo intr\u00ednseco da feminilidade, para as mulheres. Assim, vamos nos constituindo como m\u00e3es e maternais ao longo de nossas vidas, como experi\u00eancias de continuidade, repeti\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o de um sonho\/plano desde sempre idealizado. Para os homens, ao contr\u00e1rio, ser pai n\u00e3o \u00e9 visto como uma a\u00e7\u00e3o natural, mas um projeto de determinada situa\u00e7\u00e3o de vida: a vida de casado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">No entanto, a paternidade n\u00e3o se configura, apenas, como o ato de \u201cfazer filhos\u201d. A paternidade est\u00e1 relacionada tamb\u00e9m \u00e0 capacidade de sustent\u00e1-los e educ\u00e1-los. Dessa forma, sustentar os filhos \u00e9 uma responsabilidade considerada masculina. Isto que coloca o trabalho remunerado dos homens como refer\u00eancia fundamental nas concep\u00e7\u00f5es sobre paternidade e masculinidade. Assim, se fazer filhos pode servir para comprovar o atributo f\u00edsico da paternidade, conseguir sustent\u00e1-los e educ\u00e1-los comprova seu atributo moral.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"has-vivid-red-color has-text-color eplus-wrapper wp-block-heading\">A vida designada desde a nascen\u00e7a<\/h4>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">E qual a rela\u00e7\u00e3o disto com o que falamos sobre o conceito de corpo? Ora, desde que nascemos j\u00e1 &#8220;ganhamos&#8221; estes pap\u00e9is em brincadeiras, brinquedos e pr\u00e1ticas que nos subjetivam como tal. Aquilo que achamos que est\u00e1 batido e clich\u00ea dentro dos estudos de g\u00eanero, que indicam que&nbsp;<em>mulheres ganham bonecas<\/em>,&nbsp;<em>homens brincam de engenheiro<\/em> e coisas similares? Todavia, n\u00e3o parecem t\u00e3o clich\u00ea quando vemos que os brinquedos das meninas s\u00e3o artefatos dom\u00e9sticos, tais como: vassouras, ferro de passar&nbsp;roupa, cozinha e panelas, al\u00e9m dos beb\u00eas, claro. Mas, para os meninos brincadeiras que os estimulam ao mundo exterior: engenharia, esportes, ci\u00eancia. \u00c9 disto que se trata: designar pap\u00e9is sociais, depois tom\u00e1-los como de nossa natureza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Dessa forma, s\u00e3o brincadeiras que disciplinam corpos, naturalizam a\u00e7\u00f5es, controlam condutas, aprendemos a ser homens e mulheres de um determinado modo, a assumir responsabilidades sociais distintas. Todavia, esquecemo-nos que isto nos foi ensinado. Que nossos corpos foram disciplinados para tais atos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-vivid-red-color has-text-color eplus-wrapper wp-block-heading\">Finalizando<\/h2>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">\u00c9 importante ressaltar que toda a quest\u00e3o dos pap\u00e9is sexuais descritos neste texto e em fun\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es legais e hist\u00f3ricas, se vinculam a uma designa\u00e7\u00e3o bin\u00e1ria, sem levar em conta as rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero diferentes dessa designa\u00e7\u00e3o. Neste texto, esta op\u00e7\u00e3o \u00e9 demarcada exatamente por ser, historicamente, negligenciado este debate, relacionando de modo linear <em>sexo biol\u00f3gico<\/em> e <em>g\u00eanero<\/em>. Assim, se historicamente houve cerceamento dos corpos de <em>mulheres cis<\/em>, h\u00e1 um apagamento maior ainda com qualquer viv\u00eancia que se contraponha a esta idealiza\u00e7\u00e3o bin\u00e1ria do sexo biol\u00f3gico. Estas quest\u00f5es complexificam ainda mais o debate, que ser\u00e1 tratado mais adiante trazendo estas problematiza\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\"><strong>Para saber mais:<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Ar\u00e1n, M\u00e1rcia (2003) <a href=\"https:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/S0104-026X2003000200004\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Os destinos da diferen\u00e7a sexual na cultura contempor\u00e2nea<\/a>\u00a0<strong>Revista Estudos Feministas<\/strong>,\u00a011(2), 399-422.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Brasil (1943) <strong><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto-lei\/Del5452.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Decreto-Lei n.5452, de 1\u00ba de Maio de 1943<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Dhoquois, R. (2003). O direito do trabalho e o corpo da mulher (Fran\u00e7a: s\u00e9culos XIX e XX) Prote\u00e7\u00e3o da produtora ou da reprodutora?. In: Matos, M. I. S. de. e Soihet, R. (org.) <strong>O corpo feminino em debate<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Editora UNESP, 2003. p. 43-58.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Foucault, Michel. (2002). <strong>Microf\u00edsica do poder<\/strong>. Rio de Janeiro: Edi\u00e7\u00f5es Graal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Foucault, Michel. (2003). <strong>Hist\u00f3ria da sexualidade I: a vontade de saber<\/strong>. Rio de Janeiro: Edi\u00e7\u00f5es Graal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Matos, M. I. S. de. e Soihet, R. (org.) (2003).&nbsp;<strong>O corpo feminino em debate<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Editora UNESP.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Rohen, F. (2003).&nbsp;<strong>A arte de enganar a natureza: contracep\u00e7\u00e3o, aborto e infantic\u00eddio no in\u00edcio do s\u00e9culo XX<\/strong>. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz. (Cole\u00e7\u00e3o Hist\u00f3ria e Sa\u00fade).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\"><strong>Outros links:<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/diversidade\/russia-proibe-mulheres-de-trabalharem-em-mais-de-400-profissoes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">R\u00fassia pro\u00edbe mulheres de trabalharem em mais de 400 profiss\u00f5es<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\"><strong>Aqui neste blog:<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2018\/06\/12\/corpo-da-mulher-o-utero-e-objeto-publico\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O \u00fatero \u00e9 objeto p\u00fablico?<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2017\/12\/15\/genero-sexualidade-escola-1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Precisamos falar de sexualidade e g\u00eanero na escola? (parte 1)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><strong>Observa\u00e7\u00e3o: <\/strong>Texto atualizado em Julho de 2022, buscando corrigir a cisnormatividade presente na produ\u00e7\u00e3o original. Dessa forma, se ainda houver algo errado, pe\u00e7o desculpas de antem\u00e3o e procurarei corrigir.<\/p>\n\n\n\n<div id=\"pageContainer139\" class=\"page\" data-page-number=\"139\">\n<div class=\"textLayer\">\n<p class=\"entry-title mh-loop-title\">\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Voc\u00eas j\u00e1 pararam para pensar sobre os lugares que ocupamos dentro da sociedade por nascermos homem ou mulher? E o quanto isto define rumos, brincadeiras, <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2018\/06\/25\/que-lugares-ocupamos-nas-familias\/\" title=\"Que lugares ocupamos nas fam\u00edlias?\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":296,"featured_media":64,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":{"x":0,"y":0},"footnotes":""},"categories":[141,4,17],"tags":[26,5,97,18,54,96],"class_list":["post-224","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-corpo","category-cultura","category-genero-e-sexualidade","tag-corpo","tag-cultura","tag-familia","tag-genero","tag-mulher","tag-trabalho"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2017\/12\/rua-18.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/224","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/users\/296"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=224"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/224\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1264,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/224\/revisions\/1264"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/media\/64"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=224"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=224"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=224"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}