{"id":252,"date":"2018-08-09T20:52:24","date_gmt":"2018-08-09T23:52:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/?p=252"},"modified":"2022-07-04T17:08:02","modified_gmt":"2022-07-04T20:08:02","slug":"sobre-mortes-e-liberdades-de-ser","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2018\/08\/09\/sobre-mortes-e-liberdades-de-ser\/","title":{"rendered":"Sobre mortes e liberdades de ser"},"content":{"rendered":"\n<p class=\" eplus-wrapper\">Existe obviedade para o lugar de pessoas que n\u00e3o sejam homens cisg\u00eanero?<\/p>\n\n\n\n<blockquote>\n<h3><span style=\"color: #800000;\"><strong>poema \u00f3bvio<\/strong><\/span><\/h3>\n<p><span style=\"color: #800000;\">n\u00e3o sou id\u00eantica a mim mesmo<\/span><br \/><span style=\"color: #800000;\">sou e n\u00e3o sou ao mesmo tempo, no mesmo lugar e sob o mesmo ponto de vista<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #800000;\">N\u00e3o sou divida, n\u00e3o tenho causa<\/span><br \/><span style=\"color: #800000;\">N\u00e3o tenho raz\u00e3o de ser nem finalidade pr\u00f3pria:<\/span><br \/><span style=\"color: #800000;\">Sou a pr\u00f3pria l\u00f3gica circundante<\/span><br \/><span style=\"color: #800000;\"><em>Junho\/69<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #800000;\">Ana Cristina Cesar<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\"><span style=\"color: #800000;\">Estes dias&#8230;<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Estes dias t\u00eam sido longos, recheados de duras not\u00edcias que fazem com que esta s\u00e9rie de postagens sobre o corpo da mulher se prolifere de ideias, estudos, discursos&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Primeiramente, entre ontem e hoje, as quest\u00f5es sobre o aborto. Na Argentina, o <a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/08\/09\/internacional\/1533774575_136008.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">senado rejeita a legaliza\u00e7\u00e3o do aborto<\/a>. No Brasil, aguardamos o Superior Tribunal Federal emitir parecer acerca da <a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/08\/03\/politica\/1533291491_643952.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">descriminaliza\u00e7\u00e3o at\u00e9 a 12\u00aa semana de gesta\u00e7\u00e3o<\/a>. Embora j\u00e1 tenhamos dados significativos de quem s\u00e3o as pessoas presas e\/ou mortas pela pr\u00e1tica do aborto no Brasil (em sua maioria mulheres cisg\u00eanero, negras e pobres, em sua grande maioria), ainda negamos a import\u00e2ncia desde dado. Desta forma, seguimos deixando suas vidas esvaindo-se em estat\u00edsticas cru\u00e9is. Todavia&#8230; E mulheres cisg\u00eanero brancas e ricas, n\u00e3o fazem aborto?!? Ora! Fazem, claro! No entanto, n\u00e3o s\u00e3o estas quem morrem e\/ou s\u00e3o presas &#8211; em sua maioria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left eplus-wrapper\">Mas estes n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos acontecimentos recentes&#8230; outro acontecimento que estarreceu parte da comunidade feminista brasileira, foi o da moradora de Mococa\/SP, Jana\u00edna. Ela teve sua esteriliza\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria \u201csolicitada\u201d, em 2017, pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico e decretada pelo Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo. Nosso \u00fatero segue sendo pauta para decis\u00f5es em gabinetes recheados de homens brancos e ricos &#8211; isto \u00e9 fato.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\"><span style=\"color: #800000;\">Mas as mortes&#8230;<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Entretanto, dois fatos chamam a aten\u00e7\u00e3o esta semana e merecem um espa\u00e7o de discuss\u00e3o. A morte de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/cotidiano\/2018\/08\/marido-e-denunciado-a-justica-por-agressoes-e-morte-de-advogada-no-pr.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Tatiane Spitzner<\/a> e de Juliane dos Santos Duarte. A primeira assassinada por seu marido, a segunda sequestrada, torturada e morta por fac\u00e7\u00e3o criminosa. Ao que se relacionam estas mortes \u00e0 s\u00e9rie de postagens? Hoje eu gostaria de tratar destas mulheres e seus corpos. Contudo, me comprometendo a voltar ao aborto e ao \u00fatero logo mais&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">No caso de Tatiane, in\u00fameros coment\u00e1rios em redes sociais e reportagens amenizam a viol\u00eancia e a culpabilizam por n\u00e3o ter tentado fugir. Ou, pior, por ter tentado fugir errado (!!!). No caso de Juliane, hoje pela manh\u00e3, uma <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/cotidiano\/2018\/08\/policial-juliane-teve-seus-ultimos-momentos-com-bebida-pegacao-e-danca.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">reportagem da Folha de S\u00e3o Paulo<\/a>, a culpabiliza pelo assassinato, alegando que seu primeiro dia de f\u00e9rias fora vivido com bebida, beijos e dan\u00e7as. <span style=\"color: #800000;\">[Up date: Juliane, na verdade, \u00e9 Dudu. Homem transg\u00eanero identificado como tal &#8211; tecerei ao final do texto algo espec\u00edfico sobre isto]<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">A partir disto, afirmo que viol\u00eancia contra a mulher cisg\u00eanero ou homem transg\u00eanero \u00e9 permeada de dizeres, rotineiramente, apontando seus erros, o quanto n\u00e3o lutou, n\u00e3o fugiu, n\u00e3o, por fim, viveu. Ou seja, em nossa sociedade, historicamente, definem-se pap\u00e9is para homens e mulheres como comportamentos aceit\u00e1veis. Para tanto, usa-se dos mais diversos discursos. Medicina, Biologia, Religi\u00e3o, por exemplo, articulam-se, refor\u00e7am-se e naturalizam modos de ser.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Enquanto pauta feminista, temos discutido o quanto a ideia de culpabiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 socialmente cultuada. Assim, dentro de nosso sistema cultural, nascemos e crescemos em uma l\u00f3gica que atribui \u00e0 mulher, ainda nos dias atuais, as tarefas dom\u00e9sticas, o espa\u00e7o privado e a manuten\u00e7\u00e3o da ordem familiar. Portanto, naturalizamos estes comportamentos e &#8211; mesmo morrendo dentro dele &#8211; romper este modo de vivermos n\u00e3o \u00e9 algo que se d\u00e1 por decreto. Tampouco por decis\u00f5es de n\u00e3o submiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\"><span style=\"color: #800000;\">Nossas mortes e nossa cultura&#8230;<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Estamos tratando aqui de uma sociedade que nos ensina &#8211; desde tenra idade &#8211; a nos constituirmos como pertencentes a um determinado lugar social. Nesse sentido, questionar tais espa\u00e7os ocupados \u00e9 uma etapa dessa desconstru\u00e7\u00e3o e modifica\u00e7\u00e3o das viv\u00eancias. Romper com como nos configuramos (e falando especificamente de cada indiv\u00edduo e suas experi\u00eancias de vida), \u00e9 quebrar h\u00e1bitos cotidianos. Como assim? Estou falando de pensamentos fugazes e escorregadios, \u00e0s rotinas de organiza\u00e7\u00e3o minuciosa da vida. Isto \u00e9, dos filhos, de levar o lixo para a rua, servir o caf\u00e9 para todos &#8211; mesmo estando em posi\u00e7\u00f5es hier\u00e1rquicas iguais ou superiores -, possibilitar que nada falte na geladeira, na despensa, nos est\u00f4magos, nas gavetas de roupas limpas&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Por um lado, tenho tratado do corpo da mulher como marcado por sua biologia e o quanto precisamos problematizar este discurso. Por outro lado, \u00e9 fundamental que se tenha presente que atribuir o discurso a uma constru\u00e7\u00e3o social n\u00e3o \u00e9 libert\u00e1-lo e nos possibilitar sermos quaisquer mulher que queiramos ser. Pelo contr\u00e1rio! Sermos constru\u00e7\u00e3o demarca que somos &#8211; como mulheres, mas tamb\u00e9m como homens &#8211; cerceados desde a inf\u00e2ncia a desempenharmos pap\u00e9is na sociedade, e &#8220;desaprender&#8221; a sermos estes sujeitos, ou buscarmos modifica\u00e7\u00f5es em nossa cultura \u00e9 do \u00e2mbito da luta cotidiana.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\">Rela\u00e7\u00f5es de domina\u00e7\u00e3o<\/h5>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">A este respeito, Guiomar Soares comenta, que a opress\u00e3o \u00e9 sutil e gera em si mesmo este sentimento de dever e culpa. Assim, diz a pesquisadora,<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote eplus-wrapper is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>A sociedade em que vivemos ainda caracteriza-se por rela\u00e7\u00f5es de domina\u00e7\u00e3o e nela, a sexualidade, atitudes, comportamentos e sujeitos espec\u00edficos s\u00e3o designados a partir do sexo primordial, o do homem. O regime masculino, que se estabeleceu ao longo dos tempos, vem ditando a posi\u00e7\u00e3o e os pap\u00e9is de homens e de mulheres, cujos valores e padr\u00f5es de comportamento, tamb\u00e9m, s\u00e3o legitimados e consagrados socialmente (Soares, 2008, p.82).<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Dessa forma, nos engendramos, dentro de nossa sociedade, para sermos quem somos. Assim, interrogo&nbsp;&#8211; n\u00e3o sem dor &#8211; ao ler as reportagens e coment\u00e1rios sobre as mortes de Tatiane e Juliane de quem \u00e9 a culpa, sen\u00e3o de seus algozes?<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Mas, quem autoriza, cotidianamente, que deslegitimemos estas mulheres como v\u00edtimas? O quanto, por serem mulheres, mesmo ap\u00f3s suas mortes, podem ser julgadas por estarem em espa\u00e7os que n\u00e3o deveriam. Comportando-se como n\u00e3o deveriam. Vivendo, quando &#8211; ao que parece &#8211; n\u00e3o deveriam?<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\"><span style=\"color: #800000;\">&#8220;No estoy sola, estoy conmigo&#8221;<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Em suma&#8230; nossos corpos, prezados senhores, n\u00e3o tem raz\u00e3o ou finalidade. Por fim, n\u00e3o temos d\u00edvida, nem somos causa. Ali\u00e1s, somos &#8211; e temos tentado arduamente dizer isso &#8211; nossa pr\u00f3pria l\u00f3gica. Nosso corpo e nossa vida nos pertence, sem o julgamento por beijarmos, casarmos, dan\u00e7armos. Nossa vida n\u00e3o merece dedos em riste, quando os homens &#8211; nascidos, criados e constru\u00eddos em nossa sociedade &#8211; nos matam, ferem e torturam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Seja em discuss\u00f5es sobre o aborto, esteriliza\u00e7\u00f5es, mortes ou vidas: nosso corpo a n\u00f3s pertence. E em um passado &#8211; nem t\u00e3o long\u00ednquo assim &#8211; Ana Cristina Cesar j\u00e1 narrava tal obviedade! Somos a pr\u00f3pria l\u00f3gica circundante: multiplicidade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\">*<span style=\"color: #800000;\"><strong>Up date:<\/strong><\/span><\/h4>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Em tempo (1). Ap\u00f3s v\u00e1rias leituras extras sobre o caso de <del>Juliane<\/del>\u00a0Dudu, descobri por outras mat\u00e9rias e postagens que ele \u00e9 um homem trans.\u00a0Acho que a quest\u00e3o se complexifica ainda mais, quando existe a quest\u00e3o de g\u00eanero inserida, no que diz respeito a n\u00e3o identifica\u00e7\u00e3o do corpo por si mesmo. E neste caso a pr\u00f3pria reportagem da folha traz isso dissonante do que se tem discutido nas pautas feministas e LGBTQIANP+.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">O corpo n\u00e3o pertence \u00e0s mulheres (tal como tenho abordado nas postagens do blog). Todavia, a todos os sujeitos que se identificam como trans, homens ou mulheres, ou n\u00e3o bin\u00e1ries, seu corpo n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o os pertence na sociedade, como s\u00e3o muito mais julgados dentro da l\u00f3gica da promiscuidade, do ru\u00eddo, das incertezas e confus\u00f5es que o binarismo biom\u00e9dico imp\u00f5e. A deslegitima\u00e7\u00e3o de tudo o que Dudu vivenciava em sua vida fica muito mais clara a partir dessa narrativa de si mesmo como trans, na reportagem da Folha de S\u00e3o Paulo. A deslegitima\u00e7\u00e3o de tudo o que, tamb\u00e9m, o corpo \u00e9 e como se configura por suas marcas, narradas violentamente como um fim de &#8220;bebidas, beijo e dan\u00e7a&#8221; se faz cruelmente mais claro em um contexto jornal\u00edstico raso e desrespeitoso, infelizmente.<br>Desculpe, Dudu, pelo erro cometido, ao n\u00e3o me atentar a isto (ou demorar para chegar nesta quest\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\"><strong><span style=\"color: #800000; font-size: 14pt;\">Para saber mais:<\/span><\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Rio de Janeiro, Defensoria P\u00fablica. (2017). <a href=\"http:\/\/www.defensoria.rj.def.br\/noticia\/detalhes\/5372-DPRJ-aponta-perfil-da-mulher-criminalizada-pela-pratica-do-aborto\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">DPRJ tra\u00e7a perfil de mulheres criminalizadas pela pr\u00e1tica do aborto<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Soares, Guimoar. (2008). Mulher e espa\u00e7o escolar: uma discuss\u00e3o sobre as identidades de g\u00eanero. In: Silva, Fabiane Ferreira; Magalh\u00e3es, Joanalira Corpes; Ribeiro, Paula Regina; Raquel Pereira Quadrado (org). (2008).\u00a0<a href=\"http:\/\/repositorio.furg.br\/bitstream\/handle\/1\/7183\/box-sexualidade%20e%20escola.pdf?sequence=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Sexualidade e escola: compartilhando saberes e experi\u00eancias. <\/strong>Rio Grande:\u00a0FURG<\/a>. p.81-87.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\"><span style=\"color: #800000; font-size: 14pt;\"><strong>Nossos posts anteriores sobre o tema:<\/strong><\/span><\/h3>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2018\/06\/12\/corpo-da-mulher-o-utero-e-objeto-publico\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O \u00fatero \u00e9 objeto p\u00fablico?<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2018\/06\/25\/corpo-da-mulher-parte-2\/\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Que lugares ocupamos nas fam\u00edlias?<\/span><\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\"><strong><span style=\"color: #800000; font-size: 14pt;\">Para ler com poesia:<\/span><\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Cesar, Ana Cristina. (2013).&nbsp;<strong>Po\u00e9tica<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\"><strong><span style=\"font-size: 14pt; color: #800000;\">Para ler ouvindo poesia, m\u00fasica, mulheres:<\/span><\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Anita Tijoux, <a href=\"https:\/\/www.letras.mus.br\/anita-tijoux\/sacar-la-voz\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sacar la voz<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=VAayt5BsEWg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=VAayt5BsEWg<\/a>\u00a0&#8220;No estoy sola, estoy conmigo&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Anita Tijoux,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=RoKoj8bFg2E\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Antipatriarca<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Elza Soares,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Kw9ke8zt7XA\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Deus \u00e9 mulher<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">E uma playlist toda maravilhosa, recheada de muitas vozes de mulheres fant\u00e1sticas \ud83d\ude09<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify eplus-wrapper\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: aquela das minas\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"352\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/playlist\/2mzGEH8LneS5SBiLG2xkt4?si=7FHBj5IyRcOQ7-kqcMRLCQ&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Existe obviedade para o lugar de pessoas que n\u00e3o sejam homens cisg\u00eanero? Estes dias&#8230; Estes dias t\u00eam sido longos, recheados de duras not\u00edcias que fazem <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2018\/08\/09\/sobre-mortes-e-liberdades-de-ser\/\" title=\"Sobre mortes e liberdades de ser\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":296,"featured_media":72,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[141,17],"tags":[26,5,30,29,18,54],"class_list":["post-252","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-corpo","category-genero-e-sexualidade","tag-corpo","tag-cultura","tag-estudos-feministas","tag-feminismo","tag-genero","tag-mulher"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2018\/01\/2016-05-10-11.06.41.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/252","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/users\/296"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=252"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/252\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1267,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/252\/revisions\/1267"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/media\/72"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=252"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=252"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=252"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}