{"id":260,"date":"2018-08-16T11:53:36","date_gmt":"2018-08-16T14:53:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/?p=260"},"modified":"2018-08-16T11:53:36","modified_gmt":"2018-08-16T14:53:36","slug":"quem-e-ser-humano-eugenia-e-racismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2018\/08\/16\/quem-e-ser-humano-eugenia-e-racismo\/","title":{"rendered":"Quem \u00e9 ser humano? Racismo e viol\u00eancia cotidiana"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Sobre esta semana&#8230;<\/span><\/h3>\n<p>N\u00e3o \u00e9 recente na hist\u00f3ria da humanidade a busca por um corpo ideal, ou a idealiza\u00e7\u00e3o de ser humano perfeito. Nesta semana vimos a fixa\u00e7\u00e3o por uma constitui\u00e7\u00e3o supostamente perfeita, rabiscada em mesas, computadores e banheiros da UNICAMP. Com dizeres agressivos e amea\u00e7adores (&#8220;poder branco&#8221;; &#8220;vai ter chacina&#8221; e &#8220;#columbine&#8221; estavam entre os escritos), tudo aponta para algo maior do que um vandalismo sem sentido. No m\u00ednimo, \u00f3dio focado em destituir seres humanos de seu patamar de validade como tais. E, pior, inserindo um grupo espec\u00edfico como algo maior. E o que isto tem a ver com ci\u00eancia?<\/p>\n<h3 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Senta que l\u00e1 vem text\u00e3o&#8230;<\/span><\/h3>\n<p>Primeiramente, sempre bom lembrar que quando afirmo que a pr\u00e1tica do ideal humano n\u00e3o \u00e9 recente, n\u00e3o apresento nenhuma grande novidade como dado hist\u00f3rico. Tampouco a pr\u00e1tica de matar pessoas em fun\u00e7\u00e3o desta busca \u00e9 nova. \u00c9 sabido que na Gr\u00e9cia e Roma Antigas selecionavam rec\u00e9m nascidos por aspectos f\u00edsicos de est\u00e9tica e sa\u00fade. N\u00e3o se almejava, naquelas culturas e em tantas outras em que a pr\u00e1tica de infantic\u00eddio era\/\u00e9 comum, o investimento em sujeitos fracos ou feios. A incumb\u00eancia de criar crian\u00e7as que n\u00e3o teriam a beleza que nos aproxima do Olimpo, a for\u00e7a dos deuses ou que nos faz vencer a guerra era pesada demais para se manter na sociedade. Assim, o infantic\u00eddio n\u00e3o era uma pr\u00e1tica, na Antiguidade, tida como assassinato. Mas, sim, quesito b\u00e1sico para se manter a civiliza\u00e7\u00e3o Grega e Romana, tal qual havia sido idealizada.<\/p>\n<p>No entanto, h\u00e1 outros momentos em nossa hist\u00f3ria recente que n\u00e3o apenas organizou pr\u00e1ticas de infantic\u00eddio, como de sele\u00e7\u00e3o de nascimentos, arranjo de casamentos e, tamb\u00e9m, assassinatos em massa. Isto tudo, diga-se de passagem, com anu\u00eancia da na\u00e7\u00e3o e como uma pol\u00edtica p\u00fablica de Estado. Mais ainda: tendo como fundamento teorias cient\u00edficas (mesmo que tenham sido invalidadas posteriormente&#8230;).<\/p>\n<h3 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Um pouco de hist\u00f3ria&#8230;<\/span><\/h3>\n<p>A partir do final do s\u00e9culo XVII, mas principalmente nos dois s\u00e9culos seguintes, temos um acontecimento que parece novo para o mundo ocidental que \u00e9 a emerg\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o. At\u00e9 meados do s\u00e9culo XVII ainda v\u00edamos a constitui\u00e7\u00e3o dos estados muito pr\u00f3ximas da no\u00e7\u00e3o feudal. Desse modo, o povo que morava na terra n\u00e3o era tido como uma popula\u00e7\u00e3o. Mas, sim, massa de gente que fazia parte da propriedade daquele feudo ou estado.<\/p>\n<p>Com a constitui\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, nos s\u00e9culos seguintes, vemos aparecer um conjunto de mecanismos, estrat\u00e9gias para control\u00e1-la e mant\u00ea-la organizada. Ou seja, o conjunto de pessoas n\u00e3o \u00e9 mais propriedade de um estado. Mas \u00e9 sua raz\u00e3o de ser. O estado s\u00f3 consegue se estabelecer como <em>na\u00e7\u00e3o<\/em> se existe um povo que se sente parte. Isto \u00e9, sente-se conjunto que faz e produz para um bem comum (incluindo a si mesmo) e n\u00e3o mais para um rei, apenas. A no\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel de se ter a partir do s\u00e9culo XIX e est\u00e1 relacionada a uma s\u00e9rie de campos cient\u00edficos emergentes. Quais? Alguns como a <em>estat\u00edstica<\/em> e as <em>ci\u00eancias atuariais<\/em>, os <em>estudos demogr\u00e1fico<\/em>s, <em>antropol\u00f3gicos<\/em> e <em>sociol\u00f3gicos..<\/em>.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #ff0000;\">E a biologia?<\/span><\/h3>\n<p>A biologia tamb\u00e9m \u00e9 decorrente desta \u00e9poca. Na biologia duas grandes teorias sobressaem-se \u00e0s demais, no que diz respeito aos seres vivos, especificamente. Mas tamb\u00e9m a um conjunto de indiv\u00edduos que vivem em conjunto. A primeira \u00e9 a ideia defendida por Jean-Baptiste Lamarck, em seu livro <em>Philosophie Zoologique<\/em> (publicado originalmente em 1809). Lamarck dizia os seres vivos buscavam se adaptar ao ambiente, aumentando ou diminuindo o uso dos \u00f3rg\u00e3os e estruturas de seus organismos. Al\u00e9m disso,\u00a0as caracter\u00edsticas adquiridas ao longo da vida poderiam ser passadas aos descendentes, caso fossem comuns a ambos os progenitores. Nessa perspectiva evolutiva, a modifica\u00e7\u00e3o partia dos indiv\u00edduos, para melhor viver em seu ambiente.<\/p>\n<p>Essas discuss\u00f5es ter\u00e3o impacto especial na Fran\u00e7a e far\u00e3o parte, quando estendidas aos seres humanos, do movimento higienista. Este toma como medida preventiva para a degeneresc\u00eancia da esp\u00e9cie humana a educa\u00e7\u00e3o e a modifica\u00e7\u00e3o dos h\u00e1bitos sociais. Dessa forma, o movimento higienista articula-se com as no\u00e7\u00f5es correntes de Sa\u00fade P\u00fablica e Medicina Sanitarista, que est\u00e3o emergindo como grandes \u00e1reas da Medicina, entre o fim do s\u00e9culo XVIII e in\u00edcio do s\u00e9culo XIX. Assim, trata-se de uma tecnologia que procura controlar e modificar a probabilidade daqueles eventos que, individualmente s\u00e3o imposs\u00edveis de serem mensurados, mas <em>populacionalmente<\/em> s\u00e3o calcul\u00e1veis, como nascimentos, risco de mortes, acidentes, adoecimentos, etc.<\/p>\n<p>Para Darwin, que publicou 50 anos depois\u00a0<em>A origem das esp\u00e9cies<\/em>, defendia que o ambiente seleciona os mais aptos a partir de uma diversidade intr\u00ednseca \u00e0s esp\u00e9cies. Assim, os seres vivos de um grupopossuem caracter\u00edsticas diversas e essas podem ser \u201cselecionadas\u201d pelo ambiente. Tal sele\u00e7\u00e3o natural ocorre atrav\u00e9s da sobreviv\u00eancia e reprodu\u00e7\u00e3o dos seres (passando, assim, suas caracter\u00edsticas adiante). Ao contr\u00e1rio da explica\u00e7\u00e3o lamarckista, os seres vivos n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de mudar &#8220;por si&#8221;, conforme as situa\u00e7\u00f5es apresentadas pelo meio externo. Mas s\u00e3o por ele selecionados, os melhores, mais aptos, sobrevivem e passam \u00e0 sua prole seus caracteres. Ou seja, h\u00e1 um novo modo de olhar para os organismos, como possuidores de fatores selecion\u00e1veis ou delet\u00e9rios, pass\u00edveis de degenera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 a partir da no\u00e7\u00e3o da sele\u00e7\u00e3o natural e da sobreviv\u00eancia do melhor que se possibilitou fundamentar a Eugenia, proposta por Francis Galton, em seu livro <em>Hereditary Genius<\/em>, em 1869. Neste livro, Galton apresenta um estudo feito na popula\u00e7\u00e3o Inglesa, em que defende que o talento \u00e9 uma caracter\u00edstica inata. Em seu livro posterior, <em>Inquires into Human Faculty and Development<\/em>, o pesquisador defende que, bem como o talento, a doen\u00e7a mental, o crime e a marginalidade tamb\u00e9m t\u00eam rela\u00e7\u00e3o heredit\u00e1ria. Galton vai dizer que pretendia achar uma palavra que expressasse a ci\u00eancia do melhoramento da linhagem, e afirma que esta n\u00e3o se restringe \u00e0 uni\u00e3o entre pessoas e \u00e0 procria\u00e7\u00e3o, mas conhecer<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;todas as influ\u00eancias que tendem, em qualquer grau, por mais remoto que seja, dar \u00e0s ra\u00e7as, ou linhagens sangu\u00edneas mais convenientes uma melhor possibilidade de prevalecer rapidamente sobre os menos convenientes\u201d a fim de torn\u00e1-las mais seguras e efetivas (Galton citado por Diwan, 2003, p. 41-42).<\/p><\/blockquote>\n<h3 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Eugenia como ideal da humanidade<\/span><\/h3>\n<p>Com tais premissas, a Eugenia se estabelece como ci\u00eancia, ao final do s\u00e9culo XIX, unindo for\u00e7as em diversos campos cient\u00edficos. Al\u00e9m disso, busca modos de a\u00e7\u00e3o intervencionistas, preocupando-se em n\u00e3o degenerar a esp\u00e9cie humana. Galton sugere que se estude as linhagens familiares. Dessa forma, casamentos poderiam ser arranjados, a fim de impedir jun\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas indesej\u00e1veis. Segundo ele, aqueles que portassem fatores degenerados deveriam, \u201cpelo bem de todos\u201d, n\u00e3o ter filhos. Em situa\u00e7\u00f5es mais dr\u00e1sticas deveriam ser esterilizados. Ora!\u00a0Para fazer viver com a qualidade almejada, era necess\u00e1rio fazer morrer. Bem como, permitir e incentivar a morte daqueles que n\u00e3o se enquadram neste novo projeto social.<\/p>\n<p>N\u00f3s podemos inferir que, certamente, a sociedade que apoiava as id\u00e9ias de Galton, como a rec\u00e9m fundada Sociedade de Educa\u00e7\u00e3o Eugenista (1907) em Londres e a Sociedade de Eugenia (1903) nos Estados Unidos, e a Sociedade Brasileira de Eugenia (1918), n\u00e3o via nos pobres, dementes, criminosos, feios e <strong>n\u00e3o-brancos<\/strong> o futuro das na\u00e7\u00f5es. Dessa forma, ao atingir seu \u00e1pice, o movimento eug\u00eanico\u00a0torna-se legitima\u00e7\u00e3o do assassinato dos &#8220;degenerados&#8221; pelo bem comum e pela n\u00e3o degeneresc\u00eancia da humanidade, especialmente nas pol\u00edticas e a\u00e7\u00f5es nazistas. \u00c9 claro que a eugenia \u00e9 completamente desqualificado ap\u00f3s os eventos da Segunda Guerra. A Eugenia logo perde o status de ci\u00eancia, \u00e9 banida completamente em qualquer procedimento e estudo populacional humano, ou projeto pol\u00edtico de na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #ff0000;\">E agora? Acabou a eugenia?<\/span><\/h3>\n<p>N\u00e3o temos mais sele\u00e7\u00e3o ou planejamento para a esp\u00e9cie humana? Todos aqueles que nascem, nos dias de hoje, s\u00e3o aceitos e queridos socialmente?<\/p>\n<p>O que apontei no texto n\u00e3o foi, de modo algum, uma desqualifica\u00e7\u00e3o das teorias evolucionistas. Todavia, quis apontar como, a partir de uma teoria defendida em um momento hist\u00f3rico, fundamentou-se o que se costuma chamar de <em>racismo de estado<\/em>. Ou seja, uma fundamenta\u00e7\u00e3o para segregar, de acordo com alguns grupos sociais espec\u00edficos, determinadas pessoas, umas em rela\u00e7\u00e3o a outras.\u00a0O que penso ser produtivo para essa discuss\u00e3o \u00e9 como a ra\u00e7a se torna alvo de controle e vigil\u00e2ncia e o racismo condi\u00e7\u00e3o para que se possa exercer o direito de matar. O foco de a\u00e7\u00e3o, nesse sentido, seria extirpar da popula\u00e7\u00e3o todos aqueles que trazem em si perigos \u00e0 nossa condi\u00e7\u00e3o como esp\u00e9cie humana.<\/p>\n<p>Os acontecimentos recentes nos espa\u00e7os da UNICAMP mostram que estamos longe de percebermos a diferen\u00e7a entre n\u00f3s como n\u00e3o-problem\u00e1ticas. Assim, evocar o\u00a0<em>poder branco<\/em>, com imagens de su\u00e1stica associado aos dizeres, incluir a amea\u00e7a de &#8220;vai ter chacina&#8221; \u00e9, claramente, uma mensagem. De busca de supremacia, de busca de legitimar-se como acima de quem &#8220;nunca deveria ter ocupado aquele espa\u00e7o&#8221;.\u00a0\u00c9 amea\u00e7a f\u00edsica, se valendo de atributos que n\u00e3o justificam, em nenhuma \u00e1rea cient\u00edfica, hierarquias ou soberanias. \u00c9, tamb\u00e9m, apoiar-se em ideais biol\u00f3gicos irreais, para legitimar a vontade de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>No entanto, n\u00e3o pode ser tratado como brincadeira ou leviandade. \u00c9 crime &#8211; e sem qualquer pudor de usar grandes discursos que j\u00e1 extirparam milh\u00f5es de vida e de possibilidade de gerar vida. Assim, ver o uso do discurso eug\u00eanico em paredes de uma inst\u00e2ncia de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento como uma universidade p\u00fablica \u00e9, infelizmente, marca de que ainda se pensa que h\u00e1 lugares em que somente um grupo seleto de pessoas deveria habitar (e teria direito a isso). \u00c9 ver que h\u00e1 quem se ofenda com a exist\u00eancia, sim, de negros e ind\u00edgenas ocupando este espa\u00e7o. E isto em meio \u00e0s hist\u00f3ricas (e leg\u00edtimas!) batalhas por cotas raciais e \u00e9tnicas que a UNICAMP vivenciado.<\/p>\n<p>Se temos batalhado para resgatar d\u00edvidas sociais, temos tamb\u00e9m batalhado para resistir \u00e0 nossa horrenda hist\u00f3ria de ser fundamento cient\u00edfico para racismo e superioridade de uns sobre outros &#8211; e junto com isso, justificativa de mortes, com anu\u00eancia de pol\u00edticas cru\u00e9is e olhos vendados da justi\u00e7a.<\/p>\n<p>No post de hoje, n\u00e3o h\u00e1 conclus\u00e3o. Nada al\u00e9m da vontade de se narrar inconforme com a situa\u00e7\u00e3o. E seguir batalhando para que o discurso cient\u00edfico n\u00e3o perpetue o horror, nem legitime viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Por fim (eu disse que seria longo&#8230;): sigamos, ao lado dos que resistem, bravamente.<\/p>\n<h3><span style=\"color: #ff0000;\">Para contextualizar a semana<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/sociedade\/biblioteca-da-unicamp-alvo-de-pichacoes-racistas-ameacas-22980997#ixzz5OJpKhQBg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #000000;\">Biblioteca da Unicamp \u00e9 alvo de picha\u00e7\u00f5es racistas e amea\u00e7as<\/span><\/a><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/noticias\/2018\/08\/15\/nota-de-repudio-aos-atos-de-vandalismo-no-iel-e-ig\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nota de Rep\u00fadio da UNICAMP<\/a><\/p>\n<h3><span style=\"color: #ff0000;\">Para saber mais<\/span><\/h3>\n<div class=\"page\" title=\"Page 206\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>DIWAN, P. (2007)\u00a0<strong>Rac\u0327a Pura: uma histo\u0301ria da eugenia no Brasil e no mundo<\/strong>. Sa\u0303o Paulo: Contexto.<\/p>\n<p>FOUCAULT, M (2002)\u00a0<strong>Em defesa da sociedade.<\/strong> Sa\u0303o Paulo: Martins Fontes.<\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 211\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>SCHWARCZ, L.M. (2003). O espeta\u0301culo da Miscigenac\u0327a\u0303o. In: Domingues, Heloi\u0301sa M. Bertol; Sa\u0301, Magali Romero &amp;Glick, Thomas (org.) <strong>A recepc\u0327a\u0303o do darwinismo no Brasil<\/strong>. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2003 (Colec\u0327a\u0303o Histo\u0301ria e Sau\u0301de), p.165-180.<\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 212\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>SENRA, Nelson. (2005). <strong>O Saber e o Poder das estati\u0301sticas: uma histo\u0301ria das relac\u0327o\u0303es dos esteticistas com os Estados Nacionais e com as Cie\u0302ncias<\/strong>. Rio de Janeiro: IBGE, Centro de Documentac\u0327a\u0303o e Disseminac\u0327a\u0303o de Informac\u0327o\u0303es Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/visualizacao\/livros\/liv83121.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/visualizacao\/livros\/liv83121.pdf<\/a><\/p>\n<h3><span style=\"color: #ff0000;\">Para escutar junto com o texto:<\/span><\/h3>\n<p>Ana Tijoux, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=177-s44MSVQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Schock<\/a><\/p>\n<p>Mulamba, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=353TNXIcUrA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mulamba.<\/a><\/p>\n<p>Victoria Santa Cruz, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=49-wQtOj7iI\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Gritaram-me negra<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Sobre esta semana&#8230; N\u00e3o \u00e9 recente na hist\u00f3ria da humanidade a busca por um corpo ideal, ou a idealiza\u00e7\u00e3o de ser humano perfeito. Nesta semana <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2018\/08\/16\/quem-e-ser-humano-eugenia-e-racismo\/\" title=\"Quem \u00e9 ser humano? Racismo e viol\u00eancia cotidiana\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":296,"featured_media":269,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[105,4],"tags":[6,108,72,107,109,110,106],"class_list":["post-260","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia-e-sociedade","category-cultura","tag-ciencia","tag-darwin","tag-eugenia","tag-evolucao","tag-lamarck","tag-nazismo","tag-racismo"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2018\/08\/Untitled-design-1.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/260","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/users\/296"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=260"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/260\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":270,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/260\/revisions\/270"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/media\/269"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=260"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=260"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=260"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}