{"id":409,"date":"2019-05-01T23:47:05","date_gmt":"2019-05-02T02:47:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/?p=409"},"modified":"2022-07-04T17:50:21","modified_gmt":"2022-07-04T20:50:21","slug":"sobre-corpos-objetificacao-e-posse-de-si","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2019\/05\/01\/sobre-corpos-objetificacao-e-posse-de-si\/","title":{"rendered":"Sobre os corpos: objetifica\u00e7\u00e3o e posse de si"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\"><span style=\"color: #800000;\">As falas sobre o corpo<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Falar sobre o corpo da mulher cisg\u00eanero e transg\u00eanero, homens transg\u00eanero e outros g\u00eaneros poss\u00edveis (diferentes do homens heterossexual, branco, cisg\u00eanero) \u00e9, seguidamente, uma quest\u00e3o que me remete \u00e0 ideia de &#8220;falar mais do mesmo&#8221;. Todavia, vemos continuamente o quanto o corpo \u00e9 foco de objetifica\u00e7\u00e3o. Isso ocorre sem que esta objetifica\u00e7\u00e3o seja percebida como problema e fonte de um comportamento machista estrutural em nossa sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Acerca desse tema, h\u00e1 uma semana ecoou nos jornais a fala de nosso atual Presidente da Rep\u00fablica, Jair Bolsonaro:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote eplus-wrapper is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u2014 Quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique \u00e0 vontade. Agora, (o Brasil) n\u00e3o pode ficar conhecido como para\u00edso do mundo gay (&#8230;) Temos fam\u00edlia \u2014 declarou o presidente, em um caf\u00e9 com alguns ve\u00edculos da m\u00eddia brasileira.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Pipocaram debates sobre esta fala. Alguns estados j\u00e1 inseriram o tema de <em>turismo sexual<\/em> em seu marketing, numa busca de combater os efeitos desta fala. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em v\u00e1rios estados tamb\u00e9m se pronunciou.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\"><span style=\"color: #800000;\">Sobre o turismo LGBTQIAPN+ e o turismo sexual: uma breve ressalva<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Antes de iniciar a discuss\u00e3o sobre o corpo: ser um pa\u00eds com <em>turismo voltado ao p\u00fablico LGBTQIANP+<\/em> n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de <em>turismo sexual.<\/em> A quest\u00e3o perpassa por um pa\u00eds ter pol\u00edticas contr\u00e1rias ao preconceito e que possibilitem seguran\u00e7a a pessoas destes grupos que tem especificidades. Al\u00e9m disso, claro, espa\u00e7os, festas, eventos com temas espec\u00edficos (como a Parada Gay, que no munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo \u00e9 uma das maiores do mundo).<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">No entanto, o foco que eu gostaria de dar a esta fala est\u00e1 al\u00e9m do turismo sexual em si, que \u00e9 algo que o Brasil vem debatendo e combatendo h\u00e1 d\u00e9cadas. A fala do Presidente apresenta uma quest\u00e3o anterior: a disponibilidade de nosso corpo a quem quiser. &#8220;Quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique \u00e0 vontade&#8221; diz Bolsonaro.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\"><span style=\"color: #800000;\">&#8220;Meu corpo, minhas regras&#8221;: n\u00e3o somos objetos<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Os dizeres <span style=\"color: #800000;\"><strong>&#8220;meu corpo, minhas regras&#8221;<\/strong><\/span> reafirmam rotineiramente sobre sermos e termos um corpo, que \u00e9 nosso e deve ser respeitado como tal. Esta frase \u00e9 resultado de sangue e dor, em uma luta pelo lugar da mulher cisg\u00eanero e trang\u00eanero, homens transg\u00eanero e n\u00e3o bin\u00e1ries, na sociedade*. Assim, dizer isto \u00e9 parte de uma luta para mostrar a pot\u00eancia destas pessoas como sujeito de direitos que deveriam ser inviol\u00e1veis. Uma luta pelo direito ao seu pr\u00f3prio corpo, suas vontades, desejos, destino: vida. E ao dizer que isto faz parte de uma luta de pessoas, afirmo que ainda \u00e9 parte do cotidiano negado a n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">N\u00e3o precisamos de um homem, branco, heterossexual, cisg\u00eanero liberando acesso ao nosso corpo, para saciar vontades sexuais. Assim como, n\u00e3o precisamos destes homens apontando que nosso pa\u00eds tem corpos de pessoas que n\u00e3o sejam esta <em>categoria social<\/em> \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de quem quer que seja. N\u00e3o existe guerreiro t\u00e3o vistoso, temido ou poderoso, tampouco t\u00e3o nobre, cheirando a brilho e a cobre, que tenha direito sobre o corpo de qualquer pessoa sem seu consentimento.<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\"><em><strong>Objeto<\/strong><\/em>: &#8220;qualquer coisa material&#8221;, <a href=\"http:\/\/www.aulete.com.br\/objeto\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">segundo o dicion\u00e1rio Caldas Aulente<\/a>. A ideia de objetifica\u00e7\u00e3o \u00e9 exatamente esta: tratar como coisa, objeto, inanimado e sem inten\u00e7\u00f5es, vontades, direitos. Algo que <em>serve<\/em> a algum prop\u00f3sito. Neste caso, vontade sexual de <em>qualquer um <\/em>(heterossexual, claro).<\/h6>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Lutar para que nosso corpo seja nosso, segundo Bruna Rodrigues (<a href=\"http:\/\/portalintercom.org.br\/anais\/nacional2016\/resumos\/R11-2241-1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">2016<\/a>), \u00e9 soberania pessoal. \u00c9 ter posse de n\u00f3s mesmas. \u00c9 reivindica\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria que, no caso de pessoas que n\u00e3o se encaixem na categoria <em>homem-branco-heterossexual-cisg\u00eanero<\/em>, tem rela\u00e7\u00e3o com <strong><span style=\"color: #800000;\">&#8220;ser dona da sua pr\u00f3pria exist\u00eancia&#8221;<\/span><\/strong>. Delimitar nosso corpo como nosso espa\u00e7o de exist\u00eancia \u00e9 a busca por retirar-se deste espa\u00e7o de <em>coisa. <\/em><strong>Somos e temos um corpo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Parece simples a ideia de sermos donas de nossa pr\u00f3pria exist\u00eancia. Mas \u00e9 em tempos como os atuais que vemos que n\u00e3o. Isto n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 simples, tampouco \u00e9 \u00f3bvio. E \u00e9 tempo de n\u00e3o nos estarrecermos mais, mas delinearmos cotidianamente nosso espa\u00e7o: nosso corpo \u00e9 nosso.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\"><span style=\"color: #800000;\">Nota sobre espa\u00e7os de fam\u00edlia: hierarquias do ser<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">A ideia de que precisamos proteger uma fam\u00edlia e que esta permanece acima de corpos de mulheres e de possibilidades de conv\u00edvio entre LGBTQIAPN+ \u00e9, em si, agressiva por hierarquizar sujeitos (de um modo de ser fam\u00edlia), excluir socialmente do conv\u00edvio (&#8220;n\u00e3o queremos ser o para\u00edso do mundo gay&#8221;), objetifica sujeitos (como exposto anteriormente neste texto). Exp\u00f5e as pessoas ao n\u00e3o pertencimento em nossa cultura. Indica quem pode ou n\u00e3o viver e conviver aqui em nosso pa\u00eds &#8211; e o que n\u00e3o ser\u00e1 tolerado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Tal fato, como j\u00e1 discutido anteriormente nesta s\u00e9rie sobre corpos (refer\u00eancias ao final do texto), \u00e9 constru\u00eddo socialmente e visa situar (e controlar) as pessoas dentro de nossa sociedade. Insere-nos dentro de uma l\u00f3gica que naturaliza pap\u00e9is bin\u00e1rios e designados de nascen\u00e7a, como homens e mulheres, legitima quais espa\u00e7os podem ser usados (e como podem ser usados), subjuga os sujeitos a esta cultura machista, homof\u00f3bica, transf\u00f3bica e patriarcal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left eplus-wrapper\">O mundo gay \u00e9 mais do que fazer sexo. Os corpos que existem no mundo n\u00e3o s\u00e3o objetos para o prazer masculino, heterossexual, branco e cisg\u00eanero. A fam\u00edlia n\u00e3o se restringe ao n\u00facleo heterossexual com seus filhos. Afirmar o que se vem afirmando em nosso pa\u00eds \u00e9 coadunar com a <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2018\/01\/19\/cultura-do-estupro-1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">cultura do estupro<\/a> e do preconceito sexual e de g\u00eanero. \u00c9 autorizar a viol\u00eancia sexual, reafirmar o espa\u00e7o p\u00fablico como leg\u00edtimo do homem &#8211; que pode usar e abusar de tudo o que lhe conv\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\"><span style=\"color: #800000;\">Finalizando: mais uma vez, sobre palavras<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">E frases, meus caros, n\u00e3o s\u00e3o apenas linhas com palavras justapostas. S\u00e3o sentidos sociais, significados pelos quais lutamos, para nossa exist\u00eancia (assim como sermos donas de nosso pr\u00f3prio corpo). Frases mis\u00f3ginas e homof\u00f3bicas n\u00e3o s\u00e3o apenas ideias isoladas&#8230; N\u00e3o minimizemos o discurso. Mas isto \u00e9 tema para um outro (e novo) post. Em breve&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">*Sobre o termo\u00a0<em>Meu corpo, minhas regras<\/em>, relacionada especialmente ao movimento\u00a0<em>Marcha das Vadias <\/em>e a movimentos contempor\u00e2neos do feminismo, pode-se ler o artigo de <a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?pid=S0102-69922014000200007&amp;script=sci_arttext&amp;tlng=es\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gomes e Sorj<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\"><span style=\"color: #800000;\">Para saber mais<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Ar\u00e1n, M\u00e1rcia (2003) <a href=\"https:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/S0104-026X2003000200004\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Os destinos da diferen\u00e7a sexual na cultura contempor\u00e2nea<\/a>,\u00a0<strong>Revista Estudos Feministas<\/strong>,\u00a011(2), 399-422.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Costa, Ana Kerlly Souza (2018) <a href=\"https:\/\/7seminario.furg.br\/images\/arquivo\/338.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hipersexualiza\u00e7\u00e3o frente ao empoderamento: a objetifica\u00e7\u00e3o do corpo feminino evidenciada<\/a>, <strong>Anais eletr\u00f4nicos do VII Semin\u00e1rio Corpo, G\u00eanero e Sexualidade, do III Semin\u00e1rio Internacional Corpo, G\u00eanero e Sexualidade e do III Luso-Brasileiro Educa\u00e7\u00e3o em Sexualidade, G\u00eanero, Sa\u00fade e Sustentabilidade.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Gomes, Carla, &amp; Sorj, Bila (2014) <a href=\"https:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/S0102-69922014000200007\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Corpo, gera\u00e7\u00e3o e identidade: a Marcha das vadias no Brasil<\/a>,\u00a0<strong>Sociedade e Estado<\/strong>,\u00a0<i>29<\/i>(2), 433-447.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><span lang=\"pt-BR\">Matos, MIS de, e Soihet, R (org) (2003)\u00a0<\/span><strong><span lang=\"pt-BR\">O corpo feminino em debate<\/span><\/strong><span lang=\"pt-BR\">, S\u00e3o Paulo: Editora UNESP.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Rodrigues, Bruna (2016) <a href=\"http:\/\/portalintercom.org.br\/anais\/nacional2016\/resumos\/R11-2241-1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u201cMeu Corpo, Minhas Regras\u201d: Direito ao Corpo e Narrativas Feministas nas Redes Sociais<\/a>, <strong>Anais do XXXIX Congresso Brasileiro de Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o. <\/strong>Intercom \u2013 Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\"><span style=\"color: #800000;\">Posts deste blog sobre o tema<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">S\u00e9rie: <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/category\/corpo-da-mulher\/\">Corpo da mulher<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2018\/06\/25\/corpo-da-mulher-parte-2\/\">Que lugares ocupamos nas fam\u00edlias? (parte 2)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2018\/01\/19\/cultura-do-estupro-1\/\" rel=\"bookmark\">Sobre a Cultura do Estupro: senta aqui, vamos conversar\u2026<\/a><\/span><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\"><span style=\"color: #800000;\">Para escutar enquanto se l\u00ea:<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/youtu.be\/OJrWg98pXq4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Let\u00edcia Sabatela &#8211; Geni e o Zepelim (Chico Buarque)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/youtu.be\/uCqyGCkF3o8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nina Oliveira e Gabi da Pele Preta &#8211; Disk denuncia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/youtu.be\/RoKoj8bFg2E\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ana Tijoux &#8211; Antipatriarca<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><strong>Observa\u00e7\u00e3o: <\/strong>Texto atualizado em Julho de 2022, buscando corrigir a cisnormatividade presente na produ\u00e7\u00e3o original. Dessa forma, se ainda houver algo errado, pe\u00e7o desculpas de antem\u00e3o e procurarei corrigir.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>As falas sobre o corpo Falar sobre o corpo da mulher cisg\u00eanero e transg\u00eanero, homens transg\u00eanero e outros g\u00eaneros poss\u00edveis (diferentes do homens heterossexual, branco, <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2019\/05\/01\/sobre-corpos-objetificacao-e-posse-de-si\/\" title=\"Sobre os corpos: objetifica\u00e7\u00e3o e posse de si\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":296,"featured_media":419,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[141,4,17],"tags":[26,158,28,29,177,175,176,178],"class_list":["post-409","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-corpo","category-cultura","category-genero-e-sexualidade","tag-corpo","tag-corpo-da-mulher","tag-cultura-do-estupro","tag-feminismo","tag-machismo-estrutural","tag-meu-corpo","tag-minhas-regras","tag-patriarcado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/409","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/users\/296"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=409"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/409\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1276,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/409\/revisions\/1276"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/media\/419"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=409"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=409"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=409"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}