{"id":461,"date":"2019-05-22T15:50:58","date_gmt":"2019-05-22T18:50:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/?p=461"},"modified":"2019-05-22T15:50:58","modified_gmt":"2019-05-22T18:50:58","slug":"ser-humano-determinacoes-biologicas-e-culturais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2019\/05\/22\/ser-humano-determinacoes-biologicas-e-culturais\/","title":{"rendered":"Ser humano: determina\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas e culturais (parte 1)"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para o post de hoje eu havia pensado em problematizar sobre a quest\u00e3o &#8220;Quem \u00e9 o ser humano?&#8221;, seja a partir da biologia, ou da cultura,<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0esta \u00e9 uma das quest\u00f5es principais e mais dif\u00edceis de se responder de forma objetiva e simples &#8211; como supostamente a ci\u00eancia se pretende.<\/span><\/p>\n<p>Este post se organizou a partir da fala que fiz no <a href=\"http:\/\/pintofscience.com.br\/events\/campinas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pint of Science, em Campinas.<\/a> E eu debati o tema apontando um pouco das no\u00e7\u00f5es de biologia e de cultura. Bem como estas s\u00e3o utilizadas para que se pense o ser humano. Vamos l\u00e1?<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #800000;\">Determina\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas: o ser humano como livro a ser decodificado<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na primeira metade do s\u00e9culo XX, uma das grandes perguntas feitas por bi\u00f3logos e historiadores naturais era o que nos definia e delimitava como vida. Neste momento, o DNA era uma mol\u00e9cula relativamente negligenciada como pass\u00edvel de responder estas quest\u00f5es\u2026 As prote\u00ednas eram as estruturas que se idealizava como estruturantes destas respostas. Pela sua diversidade e complexidade, deveriam ser a base para a profus\u00e3o de esp\u00e9cies e o que explicaria a variedade\u2026<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto, alguns cientistas, e vou trazer \u00e0 baila dois nomes importantes para esta quest\u00e3o, buscavam respostas a partir de outra vertente. Para alguns cientistas, as prote\u00ednas seriam por demais confusas e variadas. Desta forma, a sua complexidade de formas e fun\u00e7\u00f5es n\u00e3o poderia ser a explica\u00e7\u00e3o l\u00f3gica de um ser vivo. Era preciso, portanto, pensar em uma unidade que agregasse toda a informa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Erwin Chargraff \u00e9 um dos cientistas que buscava resposta em outras estruturas. Ele pesquisava as bases nitrogenadas e apresentou, em 1949 sua pesquisa. Seus resultados que apontavam para uma rela\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel de bases entre diferentes esp\u00e9cies, mas constante no interior de uma esp\u00e9cie. Al\u00e9m disso, seus resultados apontavam tamb\u00e9m uma quantidade similar das bases timina e adenina; bem como guanina e citosina. Isto sugeria correspond\u00eancia entre as bases, al\u00e9m da regularidade intraespec\u00edfica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Este foi um dos passos para se pensar no DNA como uma mol\u00e9cula que n\u00e3o era simples, uma vez que ela \u00e9 &#8220;espec\u00edfica&#8221; e, portanto, pass\u00edvel de carregar informa\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um pouco antes disso, em 1943, o f\u00edsico Schr\u00f6dinger &#8211; <em><del>aquele conhecido por matar ou n\u00e3o gatos dentro de caixas<\/del><\/em> &#8211; vai ser o primeiro a inserir a ideia de que somos descritos a partir de um c\u00f3digo. O livro \u201co que \u00e9 vida?\u201d lan\u00e7a na hist\u00f3ria recente da biologia a ideia de que precisamos de algo que explique o ser vivo a partir da simplicidade que unifique e torne racional, descrevendo-o. Ali\u00e1s, \u00e9 nesta obra que aparece, pela primeira vez, o termo \u00a0&#8220;c\u00f3digo gen\u00e9tico&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">At\u00e9 hoje vemos o DNA, que teve a modeliza\u00e7\u00e3o posterior a esse livro, como um c\u00f3digo, os termos usados vem a partir dessa ideia: transcri\u00e7\u00e3o, tradu\u00e7\u00e3o, replica\u00e7\u00e3o. Assim, explicamos a vida por esse c\u00f3digo e o afirmamos universal. Mais do que isso, ao termos um descritor espec\u00edfico, acabamos por delimitar nossa defini\u00e7\u00e3o por esse c\u00f3digo.<\/span><\/p>\n<p>Esta \u00e9, por exemplo, a ideia base para o que foi o Projeto Genoma Humano &#8211; descobrir todas as letras (bases nitrogenadas) do genoma. Esta no\u00e7\u00e3o encerra o ser humano como algo que pode ser plenamente &#8220;descoberto&#8221; ou &#8220;decifrado&#8221; ao termos acesso a todo o c\u00f3digo compreendido&#8230;<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #800000;\">Determina\u00e7\u00f5es culturais: ser humano como constitui\u00e7\u00e3o social<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por outro lado, temos um debate crescente acerca da constitui\u00e7\u00e3o dos seres humanos como seres que s\u00e3o culturais. Portanto, n\u00e3o podendo ser definidos e delimitados apenas pelo c\u00f3digo que a mol\u00e9cula de DNA e sua leitura nos possibilita. A cultura seria, nesse debate, constitutiva da nossa esp\u00e9cie e nos definiria como tal. Isto \u00e9, quem somos &#8211; como sujeito, grupo, popula\u00e7\u00e3o e esp\u00e9cie.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A cultura aqui entendida n\u00e3o n\u00e3o como o que foi de melhor produzido pelo ser humano ou os grandes c\u00e2nones da arte. Cultura pode ser definida como pr\u00e1ticas sociais, que t\u00eam significado no tempo e no espa\u00e7o, na hist\u00f3ria. S\u00e3o pr\u00e1ticas sistem\u00e1ticas, mi\u00fadas, cotidianas e rotineiras. Estas, desde que nascemos configurariam, conformariam, quem somos na socialmente. E seria nessa intera\u00e7\u00e3o que o ser humano poderia ser compreendido.<\/span><\/p>\n<p>H\u00e1 quem defenda que n\u00e3o h\u00e1 nada fora da cultura ou do significado. Um debate que, por vezes, leva ao que se costuma chamar de &#8220;relativismo&#8221;. Dentro desta no\u00e7\u00e3o, temos compreens\u00f5es de &#8220;ser humano&#8221; como se a materialidade biol\u00f3gica pudesse ser ignorada, tornando tudo o que se faz, vive, cultura.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #800000;\">E a\u00ed?\u00a0<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o \u00e9 recente o embate de ideias entre estes dois pensamentos. Tampouco a tentativa de definir o ser humano como um animal. Portanto, definido-nos por leis regidas com um c\u00f3digo. Ou, ainda, um ser cultural. Definido, neste caso, apenas pelas intera\u00e7\u00f5es sociais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Alguns pensadores t\u00eam proposto a ideia do ser humano como biossocial. Nesta perspectiva, seria dif\u00edcil a delimita\u00e7\u00e3o precisa de um ou outro, enfatizando a constitui\u00e7\u00e3o conjunta e permanente. Tais ideias se constr\u00f3em a partir da\u00a0 impossibilidade de criar um ser humano \u201cass\u00e9ptico\u201d. Ou seja, ou isento de cultura (a fim de se estudar a pureza do c\u00f3digo gen\u00e9tico), ou isento do c\u00f3digo gen\u00e9tico (a fim de se estudar a pureza da cultura).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Aqui vale a ressalva de que afirmar que algo \u00e9 biol\u00f3gico geralmente nos aponta um caminho determin\u00edstico e final, que p\u00f5e a termo a discuss\u00e3o de quem somos. Enquanto que falar em cultura nos leva a uma ideia de possibilidade de modifica\u00e7\u00e3o e escolha.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Falar nesse patamar seria negar a possibilidade de muta\u00e7\u00e3o, base da compreens\u00e3o da biologia evolutiva. Bem como apontar que a cultura n\u00e3o \u00e9 constitutiva e estruturante do ser, j\u00e1 que seria s\u00f3 escolher mudar, que tudo se transformaria.<\/span><\/p>\n<h4 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #800000;\">Mas somos o qu\u00ea, afinal?<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A cultura \u00e9 estruturante da sociedade. E \u00e9 com ela que nos constru\u00edmos, como indiv\u00edduos de uma sociedade, como indiv\u00edduos que possuem <em>identidade<\/em>. A cultura \u00e9 disseminada, propagada, ensinada para n\u00f3s. E assim, nos configurando como sujeitos, desde que nascemos (ou mesmo antes disso\u2026). Deste modo, n\u00f3s sermos seres culturais n\u00e3o \u00e9 &#8220;tudo vale&#8221;. Somos tamb\u00e9m definidos, delimitados em grande parte do que nos forma socialmente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A ideia de mudan\u00e7a cultural vem acompanhada n\u00e3o de movimentos bruscos e individuais. Ao contr\u00e1rio disso, pra que tenha efeito, estamos tratando de quest\u00f5es hist\u00f3ricas, dispersas, complexas e que se articulam em intrincadas redes\u2026 Os rompimentos n\u00e3o s\u00e3o individuais ou singulares, portanto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Embora possa parecer confuso, o que trago aqui como proposta de di\u00e1logo \u00e9 a ideia de que o ser humano, ou a compreens\u00e3o de <em>o que, quem e como somos<\/em>, <strong>\u00e9 uma defini\u00e7\u00e3o<\/strong>. Uma defini\u00e7\u00e3o que \u00e9 biol\u00f3gica e cultural. \u00c9 biol\u00f3gica, pois temos sim genes, mol\u00e9culas, metabolismo, fisiologia que nos constitui. Mas n\u00e3o nos <em>determina<\/em> de forma simplista, direta e apartada das quest\u00f5es culturais. \u00c9, tamb\u00e9m, cultural, pois desde que nascemos estamos inseridos em uma sociedade. E esta tem pr\u00e1ticas, costumes, regras, processos educativos, inser\u00e7\u00e3o em grupos sociais, aceitabilidade de identidades (ou n\u00e3o). Tudo isso nos constitui, forma nossa identidade. Mas n\u00e3o\u00a0<em>determina<\/em> de forma simplista, direta e apartada das quest\u00f5es biol\u00f3gicas. Somos as duas coisas, insepar\u00e1veis.\u00a0<\/span><\/p>\n<h4 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #800000;\">E as novas tecnologias, trazem quest\u00f5es novas sobre isso?<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na noite do dia 21 de Maio, no Pint of Science, debateu-se a quest\u00e3o de novas biotecnologias e quest\u00f5es \u00e9ticas relacionadas ao uso destas em seres humanos. As t\u00e9cnicas biotecnol\u00f3gicas e moleculares nos inserem em uma agenda atual de redefini\u00e7\u00e3o destes conceitos. Assim como, a compreens\u00e3o do ser humano naquilo que pens\u00e1vamos matriz fixa do nosso ser.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao passo que temos, hoje, descritores biol\u00f3gicos edit\u00e1veis, como as tecnologias CRISPR-Cas9*. Aquilo que tom\u00e1vamos como matriz fixa, tamb\u00e9m (dentro de um imagin\u00e1rio n\u00e3o ficcional) nos insere dentro de uma constru\u00e7\u00e3o literalmente biol\u00f3gica. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As quest\u00f5es \u00e9ticas implicadas sempre vem a tona com estas tecnologias, acerca dos limites e possibilidades de manipula\u00e7\u00e3o. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Uma pergunta que eu sempre me fa\u00e7o ao debater este tema, n\u00e3o \u00e9 se temos que usar estas tecnologias &#8211; tendo em vista suas promessas de curas de doen\u00e7as absolutamente limitantes da vida humana, em v\u00e1rios sentidos. Mas se temos ciente para n\u00f3s que este uso se faz a partir da premissa de que estamos com uma ferramenta que desloca a ideia de nossa constitui\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Isto \u00e9, que nos imp\u00f5e uma agenda de reconstru\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica humana e de que isto n\u00e3o \u00e9 (ainda) algo que possa ser pensado como dispon\u00edvel a todos os seres humanos, mas a uma parcela deles.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim, finalizo o post com os questionamentos:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De que modo podemos debater isso de forma a envolver a sociedade no debate? E, mais do que isso, se for dispon\u00edvel a uma pequena parcela que pode pagar tal tecnologia: isso pode ser pensado socialmente como justo e igualit\u00e1rio?<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"color: #800000;\">Para saber mais<\/span><\/h4>\n<p>ACOT, P (2003) A dupla revolu\u00e7\u00e3o da dupla h\u00e9lice. <strong>Ci\u00eancia e Ambiente<\/strong>, Santa<br \/>\nMaria, vol.23, p.7-16.<\/p>\n<p>CAMARGO,AA (2003) Gen\u00f4mica no Brasil: uma nova era na Biologia. <strong>Ci\u00eancia e<\/strong><br \/>\n<strong>Ambiente<\/strong>, Santa Maria, vol.23, p. 33-40.<\/p>\n<p>COLLINS, Fran\u00e7ois (2010) <strong>A linguagem da vida: O DNA e a revolu\u00e7\u00e3o na sua<\/strong><br \/>\n<strong>sa\u00fade<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Editora Gente.<\/p>\n<p>GOULD, S.J. (1999). <strong>A Falsa Medida do Homem<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes.<\/p>\n<p>JABLONKA, Eva e LAMB, Marion (2010)<strong> Evolu\u00e7\u00e3o em quatro dimens\u00f5es: DNA,<\/strong><br \/>\n<strong>comportamento e a hist\u00f3ria da vida<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras.<\/p>\n<p>LEWONTIN, Richard (2002) <a href=\"https:\/\/www.adusp.org.br\/files\/revistas\/25\/r25a06.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Sonho do Genoma Humano<\/a>. <strong>Revista Adusp<\/strong>.<\/p>\n<p>KECK, Fr\u00e9d\u00e9ric e RABINOW, Paul (2008) Inven\u00e7\u00e3o e representa\u00e7\u00e3o do corpo<br \/>\ngen\u00e9tico. In: CORBIN, Alain; COURTINE, Jean-Jacques e VIGARELLO, George<br \/>\n<strong>Hist\u00f3ria do corpo: as muta\u00e7\u00f5es do Olhar, O s\u00e9culo XX<\/strong>. Petr\u00f3polis: Vozes,<br \/>\np.83-105.<\/p>\n<p>SANTOS, Luis Henrique S (1999) Pedagogias do corpo. In: SILVA, Lu\u00eds H. (org).<br \/>\n<strong>Sec XXI: Qual conhecimento? Qual curr\u00edculo?<\/strong> Petr\u00f3polis: Vozes, p.194-212.<\/p>\n<h4><strong><span style=\"color: #800000;\">Outros posts sobre o tema, neste blog<\/span><\/strong><\/h4>\n<p class=\"entry-title\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2018\/08\/16\/quem-e-ser-humano-eugenia-e-racismo\/\">Quem \u00e9 ser humano? Racismo e viol\u00eancia cotidiana<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2019\/03\/23\/somos-pos-modernos\/\">Somos P\u00f3s-modernos<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Para o post de hoje eu havia pensado em problematizar sobre a quest\u00e3o &#8220;Quem \u00e9 o ser humano?&#8221;, seja a partir da biologia, ou da <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2019\/05\/22\/ser-humano-determinacoes-biologicas-e-culturais\/\" title=\"Ser humano: determina\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas e culturais (parte 1)\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":296,"featured_media":462,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[105,4],"tags":[196,5,192,194,195,190,197,193,191],"class_list":["post-461","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia-e-sociedade","category-cultura","tag-ciencia-e-sociedade","tag-cultura","tag-determinismo-biologico","tag-determinismo-cultural","tag-dna","tag-pint-of-science","tag-relacoes-sociais","tag-relativismo-cultural","tag-ser-humano"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2019\/05\/Blog1-8.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/461","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/users\/296"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=461"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/461\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":463,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/461\/revisions\/463"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/media\/462"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=461"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=461"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=461"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}