{"id":628,"date":"2020-08-10T12:00:10","date_gmt":"2020-08-10T15:00:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/?p=628"},"modified":"2021-08-13T11:53:42","modified_gmt":"2021-08-13T14:53:42","slug":"epistemes-aliens-e-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2020\/08\/10\/epistemes-aliens-e-ciencia\/","title":{"rendered":"Epistemes e alien\u00edgenas: uma discuss\u00e3o cient\u00edfica"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Europa? N\u00e3o&#8230; Os Aliens curtem mesmo a Am\u00e9rica!<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Desde o meu tempo de escola (falou o velho), me lembro de discutir ci\u00eancia com o professor de hist\u00f3ria. Fal\u00e1vamos muito sobre as hip\u00f3teses de aliens terem visitado o Egito ou a Am\u00e9rica Latina antigamente. Ele defendia as teorias e sempre vinha com novos argumentos e exemplos. Eu, como nunca fui muito de acreditar nessas coisas, rebatia. E assim, pass\u00e1vamos aulas e aulas discutindo sobre (hoje em dia penso: ser\u00e1 que ele fazia s\u00f3 para me desafiar, ou acreditava mesmo?).<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo c\u00e9tico, sempre me interessei pelo assunto. De qualquer forma, acho uma loucura a forma com que os pesquisadores defendem as hip\u00f3teses de que alien\u00edgenas visitaram nossos antepassados (essas teorias ficaram conhecidas como Teorias dos antigos astronautas). \u00a0Por isso, vez ou outra assisto a s\u00e9rie \u201c<a aria-label=\"undefined (opens in a new tab)\" href=\"http:\/\/https:\/\/www.historyplay.tv\/br\/serie\/alienigenas-do-passado_74qc3n)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Alien\u00edgenas do passado<\/a>\u201d do History Channel. Em primeiro lugar, iremos tentar articular conceitos ou discuss\u00f5es que fazem parte dos estudos na Hist\u00f3ria e Filosofia da Ci\u00eancia, com elementos da suposta vinda dos ET\u2019s (extraterrestres) at\u00e9 o nosso planeta. Em seguida, vamos conversar sobre o conceito de episteme e levantar alguns pontos relacionados \u00e0 descontinuidade hist\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media2.giphy.com\/media\/MaUDMJQJEbg9c2EHL9\/giphy.gif\" alt=\"Alien GIF\" \/><figcaption>Retirado de <a href=\"https:\/\/giphy.com\/gifs\/MaUDMJQJEbg9c2EHL9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/giphy.com\/gifs\/MaUDMJQJEbg9c2EHL9<\/a><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>A s\u00e9rie e as problem\u00e1ticas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A s\u00e9rie \u201calien\u00edgenas do passado\u201d (ou ancient aliens em ingl\u00eas), \u00e9 uma s\u00e9rie televisiva do canal History Channel. Estreou em 2010 e j\u00e1 conta com oito temporadas. O foco \u00e9: apresentar poss\u00edveis evid\u00eancias de que alien\u00edgenas tenham visitado nosso planeta no passado. Os pesquisadores exploram desde desenhos antigos e subst\u00e2ncias qu\u00edmicas at\u00e9 constru\u00e7\u00f5es gigantescas que, segundo eles, s\u00f3 podem ser obras dos Et\u2019s. Al\u00e9m disso, a s\u00e9rie conta com um forte elenco, trazendo nomes que s\u00e3o refer\u00eancia na \u00e1rea da Ufologia como Giorgio Tsoukalos que j\u00e1 participou de <a aria-label=\"undefined (opens in a new tab)\" href=\"http:\/\/https:\/\/emais.estadao.com.br\/noticias\/comportamento,giorgio-tsoukalos-participara-de-seminario-no-brasil-sobre-vida-extraterrestre,70002552867\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">semin\u00e1rios e congressos inclusive no Brasil.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o sou o f\u00e3 n\u00famero 1 da s\u00e9rie, mas j\u00e1 assisti alguns epis\u00f3dios. Algo que comecei a reparar \u00e9 que os lugares explorados s\u00e3o na maioria das vezes \u00c1frica, Am\u00e9rica ou \u00c1sia. Nunca vi um epis\u00f3dio que fosse \u201cAliens em Roma\u201d ou \u201cAliens na Gr\u00e9cia\u201d. Comecei ent\u00e3o a buscar pela internet outras pessoas que tamb\u00e9m questionassem isso e encontrei o <a aria-label=\"undefined (opens in a new tab)\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=6euGmce4exY\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">v\u00eddeo do canal Nerdologia<\/a>  no youtube sobre a s\u00e9rie. O v\u00eddeo \u00e9 apresentado e roteirizado pelo historiador Filipe Figueiredo e alguns conceitos que ele trabalha l\u00e1, tamb\u00e9m irei focar aqui.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>T\u00e3o antiguinhos&#8230; Como eles conseguiam?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Uma das coisas que fica clara nas teorias dos antigos astronautas \u00e9 a postura adotada perante \u00e0s poss\u00edveis evid\u00eancias. Por exemplo, As pir\u00e2mides do Egito constru\u00eddas por volta de 2500 a.C. Pesquisadores de diversas \u00e1reas j\u00e1 nos mostraram v\u00e1rias t\u00e9cnicas que os eg\u00edpcios podem ter utilizado para constru\u00ed-las <a href=\"#anc1\">[1]<\/a>. Al\u00e9m disso, j\u00e1 existem estudos capazes de examinar o DNA e at\u00e9 mesmo os \u00f3rg\u00e3os internos das m\u00famias eg\u00edpcias e, acredite se quiser: nenhum deles encontrou vest\u00edgios vindos de outros planetas.<a href=\"#anc2\">[2]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Acima de tudo, a postura adotada pelos pesquisadores que prop\u00f5em as hip\u00f3teses de alien\u00edgenas \u00e9 de esnobar o passado (considerando que por serem muito antigas, as pir\u00e2mides eram imposs\u00edveis de serem constru\u00eddas) ou idealiz\u00e1-lo (como um per\u00edodo grandioso, maravilhoso e desconhecido). Essa postura \u00e9 adotada n\u00e3o s\u00f3 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pir\u00e2mides do Egito, mas tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pir\u00e2mides encontradas na Am\u00e9rica Latina e em outros casos espalhados mundo afora.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Na Europa \u00e9 f\u00e1cil&#8230;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O que me parece interessante observar \u00e9 que ningu\u00e9m duvida da capacidade dos gregos terem constru\u00eddo o Templo de \u00c1rtemis em 550 a.C por exemplo. O Peterson Kepps escreveu aqui no blog um texto que fala sobre a forma que interpretamos as <a aria-label=\"undefined (opens in a new tab)\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2020\/08\/07\/narrativas-historicas-na-contemporaneidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">narrativas hist\u00f3ricas na contemporaneidade<\/a> e nos ajuda a entender algumas coisas aqui. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"776\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2020\/08\/2216798871_f19e8b862e_o-1024x776.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-645\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2020\/08\/2216798871_f19e8b862e_o-1024x776.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2020\/08\/2216798871_f19e8b862e_o-300x227.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2020\/08\/2216798871_f19e8b862e_o-768x582.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2020\/08\/2216798871_f19e8b862e_o-1536x1164.jpg 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2020\/08\/2216798871_f19e8b862e_o-2048x1552.jpg 2048w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2020\/08\/2216798871_f19e8b862e_o-80x60.jpg 80w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Temos documentado que o templo passou por duas grandes destrui\u00e7\u00f5es ao longo de sua hist\u00f3ria e por isso, hoje restam apenas as ru\u00ednas.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A Gr\u00e9cia Antiga, por exemplo, faz parte da hist\u00f3ria cont\u00ednua do mundo ocidental. A Gr\u00e9cia se desenvolveu, depois veio Roma, e a Europa foi se desenvolvendo. Tudo isso \u00e9 documentado e registrado, por isso, nem pensamos na hip\u00f3tese de que um Et visitou a Terra e construiu o coliseu para ver os humanos se digladiando.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas&#8230; e o resto? Todas as outras hist\u00f3rias tamb\u00e9m estavam sendo escritas, por\u00e9m, elas entram na descontinuidade hist\u00f3rica que forma o nosso mundo. A hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 uma linha reta e \u00fanica, ela \u00e9 formada por v\u00e1rias e v\u00e1rias linhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao considerarmos apenas as constru\u00e7\u00f5es europeias como constru\u00e7\u00e3o humana, \u00e9 como se estabelec\u00eassemos uma <a>metanarrativa<\/a> ou uma lei que generaliza e abrange todas as constru\u00e7\u00f5es do mundo. Nela, s\u00f3 o jeito europeu \u00e9 aceito como humano, os outros s\u00e3o extra terrestres. Como os registros daqui n\u00e3o batem com os europeus, os pesquisadores que acreditam nas visitas interestrelares, se tornam um tanto quanto etnocentristas ao preencherem as lacunas formadas na hist\u00f3ria com as Teorias dos antigos astronautas. De certa forma, posicionando os latinos ou africanos como incapazes de desenvolverem suas pr\u00f3prias constru\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Eurocentrismo na ci\u00eancia<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O que nos chama aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m s\u00e3o os pensamentos euroc\u00eantricos que muitas vezes se relacionam com tamb\u00e9m as discuss\u00f5es cient\u00edficas. A ci\u00eancia moderna se origina justamente na Europa, e por isso, as coisas l\u00e1 se encaixam perfeitamente na hist\u00f3ria cont\u00ednua que aprendemos desde a escola. Durante muito tempo nos foi ensinado que apenas na Europa a verdadeira ci\u00eancia era produzida. As principais ideias e teorias, vinham de l\u00e1, mas isso n\u00e3o quer dizer que s\u00f3 l\u00e1 era produzido conhecimento. O que vinha de fora, era interpretado quase que como se n\u00e3o fosse produzido por seres humanos (isso parece um pouco familiar?!?!?!&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p>No epis\u00f3dio: \u201c<a aria-label=\"undefined (opens in a new tab)\" href=\"http:\/\/oxigenio.comciencia.br\/91-oxilab-ciencia-nas-cronicas-de-machado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ci\u00eancia nas cr\u00f4nicas de Machado<\/a>\u201d do podcast Oxig\u00eanio, Lais Toledo e Thais Oliveira, contam com a presen\u00e7a de Ana Fl\u00e1via Cernic Ramos, professora da Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia e pesquisadora dessa parte mais cient\u00edfica das obras de Machado de Assis <a href=\"#anc3\">[3]<\/a>. Ela relata como o autor participava dos debates cient\u00edficos do s\u00e9culo XIX, problematizando as metanarrativas cient\u00edficas que tentavam totalizar e estabelecer teorias gerais, capazes de englobar tudo. Em seus textos, Machado questionava por exemplo, como era invi\u00e1vel que as teorias europeias explicassem as desigualdades sociais no Brasil no per\u00edodo da escravid\u00e3o. Isso d\u00e1 assunto para outros textos, mas o que quero destacar \u00e9 que a ci\u00eancia estava sendo pensada e produzida aqui tamb\u00e9m, por\u00e9m o autor brasileiro era acusado at\u00e9 de n\u00e3o ter uma \u201ceduca\u00e7\u00e3o cient\u00edfica\u201d simplesmente por n\u00e3o ter forma\u00e7\u00e3o europeia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Epistemes<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Mas, com o estabelecimento da ci\u00eancia no s\u00e9culo XVII, a forma de pensar mudou. O ser humano come\u00e7a a se entender como produtor de conhecimento, busca realizar seus estudos e testes da forma mais racional poss\u00edvel e por isso, acaba abandonando (em partes) a religi\u00e3o e as cren\u00e7as mais antigas. No decorrer da hist\u00f3ria, diferentes conjuntos de regras\/normas determinaram as formas de produzir conhecimento. Cada um desses \u201cconjuntos de regras\u201d \u00e9 uma episteme. Elas v\u00e3o se modificando de acordo com o contexto hist\u00f3rico ou lugar. Perceba: at\u00e9 dado momento hist\u00f3rico, se pensava de uma forma, a filosofia e a forma de ver o mundo eram outras. Com o estabelecimento da ci\u00eancia, isso muda completamente. Mudamos a episteme de tal forma, que hoje \u00e9 dif\u00edcil para n\u00f3s entendermos ou pensarmos como os gregos ou romanos pensavam antes.<\/p>\n\n\n\n<p>No livro \u201cAs Palavras e as Coisas\u201d, Michel Foucault <a href=\"#anc4\">[4]<\/a> nos d\u00e1 um exemplo disso. Bem no come\u00e7o do livro (\u00e9 bem no in\u00edcio mesmo, no Pref\u00e1cio, vai l\u00e1 olhar) o autor cita um texto de Borges que situa uma classifica\u00e7\u00e3o que supostamente faz parte de uma enciclop\u00e9dia chinesa.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">A enciclop\u00e9dia organiza os animais em:<\/h4>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>(a) pertencentes ao Imperador, (b) embalsamados, (c) domesticados, (d) leit\u00f5es, (e) sereias, (f) fabulosos, (g) c\u00e3es em liberdade, (h) inclu\u00eddos na presente classifica\u00e7\u00e3o, (i) que se agitam como loucos, (j) inumer\u00e1veis, (k) desenhados com um pincel muito fino&nbsp;de pelo de camelo, (l) et cetera, (m) que acabam de quebrar a bilha, (n) que de longe parecem moscas<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Tudo bem, pode rir, at\u00e9 Foucault riu. Por\u00e9m, dentre as discuss\u00f5es feitas no livro, ele nos atenta para o motivo de acharmos gra\u00e7a disso tudo: a incapacidade que temos de pensar dessa forma.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa classifica\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de antiga, faz parte do mundo Oriental. Outros paradigmas (ou epistemes). N\u00f3s, do Ocidente, pensamos de forma totalmente diferente. At\u00e9 a forma de escrever \u00e9 diferente. Podemos articular esse mesmo racioc\u00ednio com as hip\u00f3teses que citam os aliens, j\u00e1 que, as constru\u00e7\u00f5es exploradas foram desenvolvidas em epistemes diferentes da que os pesquisadores se encontram. Por se tratarem de constru\u00e7\u00f5es muito antigas, ou em lugares do mundo com culturas bem diferentes dos padr\u00f5es europeus, os pesquisadores n\u00e3o conseguem nem imaginar como os arquitetos planejaram a constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u201cMas \u00e9 porque as pir\u00e2mides s\u00e3o muito antigas&#8230; N\u00e3o teria como eles constru\u00edrem\u201d<\/h3>\n\n\n\n<p>A n\u00edvel de curiosidade, te mostro algumas estruturas constru\u00eddas pelos supostos aliens e o ano aproximado em que foram constru\u00eddas, respectivamente. <a href=\"#anc5\">[5]<\/a><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:44% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2020\/08\/queops-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-632 size-full\" 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auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"600\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2020\/08\/teothi.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-633 size-full\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2020\/08\/teothi.jpg 800w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2020\/08\/teothi-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2020\/08\/teothi-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2020\/08\/teothi-678x509.jpg 678w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2020\/08\/teothi-326x245.jpg 326w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2020\/08\/teothi-80x60.jpg 80w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Teotihuac\u00e1n<\/strong> entre 100 a.C e 250 d.C<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:44% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2020\/08\/nazca-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-634 size-full\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2020\/08\/nazca-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2020\/08\/nazca-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2020\/08\/nazca-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2020\/08\/nazca-1536x1024.jpg 1536w, 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(aquele que ningu\u00e9m duvida)? Algumas estruturas que listei aqui foram constru\u00eddas mais de mil anos depois dele, e mesmo assim, ainda acreditam que foram aliens? Ser\u00e1 que realmente os \u00fanicos capazes de desenvolver obras arquitet\u00f4nicas incr\u00edveis eram os gregos? Ou os aliens que n\u00e3o curtiam muito a Europa e preferiam a Am\u00e9rica?<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgflip.com\/49abug.jpg\" alt=\"Drake Hotline Bling Meme |  Ajudar a Europa; Ajudar a Am\u00e9rica | image tagged in memes,drake hotline bling | made w\/ Imgflip meme maker\" width=\"236\" height=\"236\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Apenas algumas ressalvas&#8230;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Mesmo assim, com todas as problem\u00e1ticas que discutimos, n\u00e3o quero dizer que n\u00e3o acredito na possibilidade de vida fora da Terra. Nosso universo \u00e9 gigantesco e o conhecimento que temos sobre ele ainda \u00e9 pouco. Com a infinidade de gal\u00e1xias e planetas existentes, acredito que em algum lugar por a\u00ed, podem sim existir formas de vida. Por\u00e9m, o que quero mostrar com esse texto \u00e9 a forma que a hist\u00f3ria se diversifica. Diferentes civiliza\u00e7\u00f5es em diferentes \u00e9pocas encontraram diferentes formas para construir seus monumentos e desenvolver suas pr\u00f3prias sociedades (uso o adjetivo \u201cdiferente\u201d repetidas vezes para destacar a diversidade gigantesca).<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o podemos cair na ideia de que as civiliza\u00e7\u00f5es de fora da Europa eram incapazes de fazer qualquer coisa. Desde que come\u00e7aram a surgir as primeiras hip\u00f3teses de aliens, muito conhecimento foi produzido e as teorias foram se atualizando. Novas descobertas s\u00e3o feitas todos os dias. Um <a aria-label=\"undefined (opens in a new tab)\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-020-2509-0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">estudo publicado<\/a> quarta (22\/07\/2020) na revista Nature por exemplo, traz novos dados vindos de escava\u00e7\u00f5es recentes para as pesquisas relacionadas \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o humana no continente americano<a href=\"#anc6\">[6]<\/a>. Ainda assim, os pesquisadores ou pseudo-pesquisadores f\u00e3s dos \u201cverdinhos\u201d, continuam com a ideia de que os Et\u2019s resolveram disponibilizar um pouco do seu precioso tempo para dar uma m\u00e3ozinha para a galera aqui da Terra.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Para saber mais&#8230;<\/h3>\n\n\n\n<p><a id=\"anc1\"><\/a>[1] Cientistas explicam t\u00e9cnicas de eg\u00edpcios para construir pir\u00e2mides <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/noticias\/2014\/05\/140502_piramides_areia_lk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/noticias\/2014\/05\/140502_piramides_areia_lk<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"anc2\"><\/a>[2] Esc\u00e2neres revelam segredos de m\u00famias milenares do Egito <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/noticias\/2014\/04\/140410_mumias_exposicao_bg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/noticias\/2014\/04\/140410_mumias_exposicao_bg<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"anc3\"><\/a>[3] Livro da professora Ana Fl\u00e1via Cernic Ramos: As m\u00e1scaras de L\u00e9lio &#8211; <strong>Pol\u00edtica e humor nas cr\u00f4nicas de Machado de Assis<\/strong> (1883-1886) escrito em 2016.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"anc4\"><\/a>[4] Livro em que Foucault cita essa classifica\u00e7\u00e3o e analisa a constitui\u00e7\u00e3o do sujeito moderno: FOUCAULT, M. <strong>As palavras e as coisas: uma arqueologia das ci\u00eancias humanas <\/strong>&#8211; 8\u00aa ed. &#8211; S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1999.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"anc5\"><\/a>[5] Lugares antigos que as pessoas acreditam ser obra de extraterrestres <a href=\"https:\/\/www.natgeo.pt\/viagem-e-aventuras\/2018\/05\/7-lugares-antigos-que-pessoas-acreditam-ser-obra-de-extraterrestres\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.natgeo.pt\/viagem-e-aventuras\/2018\/05\/7-lugares-antigos-que-pessoas-acreditam-ser-obra-de-extraterrestres<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"anc6\"><\/a>[6]Pesquisa revela que Am\u00e9rica foi \u2018descoberta\u2019 milhares de anos antes do que se pensava <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/geral-53504712\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/geral-53504712<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Posts de blog\/podcasts<\/h3>\n\n\n\n<p><a aria-label=\"undefined (opens in a new tab)\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2020\/08\/07\/narrativas-historicas-na-contemporaneidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Narrativas hist\u00f3ricas na contemporaneidade<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/oxigenio.comciencia.br\/91-oxilab-ciencia-nas-cronicas-de-machado\/\" target=\"_blank\" aria-label=\"undefined (opens in a new tab)\" rel=\"noreferrer noopener\">#91 Oxilab: Ci\u00eancia nas cr\u00f4nicas de Machado<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Europa? N\u00e3o&#8230; Os Aliens curtem mesmo a Am\u00e9rica! Desde o meu tempo de escola (falou o velho), me lembro de discutir ci\u00eancia com o professor <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2020\/08\/10\/epistemes-aliens-e-ciencia\/\" title=\"Epistemes e alien\u00edgenas: uma discuss\u00e3o cient\u00edfica\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":611,"featured_media":629,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[105,4,165,164],"tags":[252,6,5,253,248],"class_list":["post-628","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia-e-sociedade","category-cultura","category-filosofia-e-sociologia-da-ciencia","category-historia","tag-aliens","tag-ciencia","tag-cultura","tag-epistemes","tag-foucault"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/628","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/users\/611"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=628"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/628\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":958,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/628\/revisions\/958"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/media\/629"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=628"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=628"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=628"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}