{"id":667,"date":"2020-10-09T17:22:17","date_gmt":"2020-10-09T20:22:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/?p=667"},"modified":"2020-10-16T12:06:58","modified_gmt":"2020-10-16T15:06:58","slug":"charpentier-e-doudna-nobel-de-quimica-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2020\/10\/09\/charpentier-e-doudna-nobel-de-quimica-2020\/","title":{"rendered":"Charpentier e Doudna ganham o Nobel de Qu\u00edmica 2020"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todo o ano, o mundo voltam sua aten\u00e7\u00e3o para os laureados pelo Pr\u00eamio Nobel, aguardando os nomes, isto porque, teoricamente, s\u00e3o grandes personalidades que modificaram ou marcaram nossa hist\u00f3ria nas artes (literatura), economia, paz e ci\u00eancias (F\u00edsica, Qu\u00edmica e Fisiologia e Medicina). Desde 1901, o pr\u00eamio foi concedido 606 vezes. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No total, foram 957 pr\u00eamios, distribu\u00eddos entre 926 pessoas e 24 institui\u00e7\u00f5es (que foram laureadas na categoria &#8220;Paz&#8221;). Para fechar esta conta, \u00e9 preciso considerar que h\u00e1 duas institui\u00e7\u00f5es e 4 pessoas que ganharam mais de uma vez o pr\u00eamio&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color wp-block-paragraph\">No entanto, neste total de laureados pelo pr\u00eamio Nobel, temos 5% de mulheres em todas as categorias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-vivid-red-color has-text-color wp-block-paragraph\"><s>(ai, l\u00e1 vem ela falar de quantidade de mulheres na ci\u00eancia&#8230;)<\/s><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Mas, e nas \u00e1reas cient\u00edficas? <\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um total de 623 pr\u00eamios concedidos &#8211; 619 pessoas premiadas. 23 mulheres foram laureadas em \u00e1reas cient\u00edficas (F\u00edsica, Qu\u00edmica, Fisiologia e Medicina), sendo que foram 24 premia\u00e7\u00f5es para mulheres, ao todo (considerando que a Marie Curie ganhou duas vezes). Isto d\u00e1 cerca de 3,7% de mulheres premiadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sempre quando falamos de ci\u00eancia e representatividade feminina &#8211; e sempre que falamos de mulheres que ganharam o Nobel, nos lembramos de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Marie_Curie\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Marie Curie<\/a>. Isto porque ela foi, realmente, a pioneira! Em 1903 recebeu o <strong>Pr\u00eamio Nobel em F\u00edsica<\/strong>, junto a seu marido Pierre Curie e Henri Becquerel, por suas pesquisas com Radioatividade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisadora, no entanto, recebeu o <strong>Pr\u00eamio Nobel em Qu\u00edmica<\/strong> e, desta vez, seu nome constava sozinha, pela descoberta do R\u00e1dio.<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Isto \u00e9, assim, t\u00e3o relevante?<\/h6>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Olha&#8230; N\u00e3o que a gente queira insistir neste ponto&#8230; Todavia n\u00e3o \u00e9 todo dia que algu\u00e9m ganha dois Pr\u00eamios desta magnitude n\u00e9? Curie foi a primeira a ganhar dois Pr\u00eamios Nobel, um em cada categoria. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, nas \u00e1reas cient\u00edficas, somente duas outras mulheres n\u00e3o compartilharam seus pr\u00eamios em conjunto com homens: Dorothy Crowfoot Hodgkin, Nobel de Qu\u00edmica em 1964 e Barbara McClintock, Nobel de Fisiologia e Medicina em 1983 (<s>ao que parece, na literatura e na paz s\u00e3o mais afeitos a nos permitirem ocupar este espa\u00e7o sozinhas&#8230;<\/s>). Isto at\u00e9 este ano!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2020 h\u00e1 tr\u00eas nomes de mulheres entre laureados. <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Andrea_Ghez\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Andrea Ghez<\/a>, laureada por seus estudos relativos \u00e0 constata\u00e7\u00e3o de um buraco negro no centro de nossa gal\u00e1xia. O estudo foi feito em conjunto com <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Reinhard_Genzel\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Reinhard Genzel<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8211; Mas Ana! Como isto funciona?<\/p><p>&#8211; Gente n\u00e3o sei. Eu sou bi\u00f3loga, e de humanas ainda. Mas vai sair algo sobre isso aqui no Blogs! Vou dizer que li que tem a ver com a singularidade, que \u00e9 o ponto exatamente antes de o buraco negro se fazer presente e o ponto em que o tempo e o espa\u00e7o passam a n\u00e3o mais existir. Eu n\u00e3o entendo isso, mas acho um conceito lindo, lindo &#8211; vou deixar para a galera da f\u00edsica falar melhor \ud83d\ude42 <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">T\u00e1, mas a Ghez repartiu o pr\u00eamio!!!<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sim, sim. Verdade. E muito embora seja incr\u00edvel vermos pela 4\u00aa vez uma mulher ganhar este pr\u00eamio, e com um tema t\u00e3o instigante!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entretanto, na Qu\u00edmica tivemos, este ano, <strong>duas mulheres compartilhando o Nobel<\/strong>!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-amber-background-color has-background wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Emmanuelle_Charpentier\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Emmanuelle Charpentier<\/a>, bioqu\u00edmica, microbiologista e imunologista, e <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Jennifer_Doudna\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jennifer Doudna<\/a>, bioqu\u00edmica e bi\u00f3loga molecular, revolucionaram a ci\u00eancia ao desenvolver um m\u00e9todo de edi\u00e7\u00e3o do genoma. Qual m\u00e9todo?<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">CRISPR!<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O queridinho da edi\u00e7\u00e3o gen\u00f4mica contempor\u00e2nea, em compara\u00e7\u00e3o com t\u00e9cnicas anteriores, \u00e9 mais r\u00e1pido e preciso na edi\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Em um artigo de 1987, pesquisadores da Universidade de Osaka, no Jap\u00e3o, relataram uma descoberta aparentemente pequena. Enquanto investigavam a sequ\u00eancia de um gene bacteriano que codifica a enzima fosfatase alcalina, eles descobriram um segmento incomum de DNA pr\u00f3ximo que consistia em sequ\u00eancias de nucleot\u00eddeos curtas e repetitivas cercadas por segmentos curtos \u00fanicos [<em>Nucleot\u00eddeos s\u00e3o partes componentes do DNA, que \u00e9 uma macromol\u00e9cula. Isto \u00e9, s\u00e3o um conjunto composto por tr\u00eas grupamentos &#8211; um a\u00e7\u00facar (pentose); um grupamento fosfato e uma base nitrogenada, que s\u00e3o (as famosas &#8220;letras&#8221; do DNA, que s\u00e3o os nucleot\u00eddeos &#8211; A, T, C, G, ou mais conhecidas como Adenina, Timina, Citosina e Guanina<\/em>]. Eles observaram que \u201co significado biol\u00f3gico dessas sequ\u00eancias n\u00e3o \u00e9 conhecido\u201d (1).<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eu, particularmente, acho muito legal este trecho do artigo das pesquisadoras Charpentier e Doudna. Primeiro, por apontar um &#8220;desconhecimento&#8221; a partir de uma outra publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Ou seja, o quanto muitas vezes quando publicamos nossos resultados, tamb\u00e9m apontamos incertezas e o que aparentemente n\u00e3o faz sentido existir em um primeiro momento &#8211; mas pode abrir portas para novas descobertas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">E \u00e9 sobre isso que \u00e9 a ci\u00eancia.<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fazer perguntas para o que n\u00e3o se entende e tentar entender o fen\u00f4meno e, neste caso, intervir. Assim, \u00e9 interessante, a meu ver, para apresentar a rela\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de uma inova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica como a edi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica. Algo que parece sem sentido e n\u00e3o temos condi\u00e7\u00f5es de compreender se h\u00e1 relev\u00e2ncia ou n\u00e3o. No entanto, as vezes o que est\u00e1 l\u00e1 &#8220;quietinho&#8221; e parece ser um amontoado de nadas&#8230;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Avan\u00e7ando quase tr\u00eas d\u00e9cadas, o que inicialmente parecia ser uma observa\u00e7\u00e3o obscura agora est\u00e1 sendo usado para abrir a porta para a f\u00e1cil manipula\u00e7\u00e3o dos genomas de uma infinidade de organismos. Cinco artigos publicados com um m\u00eas de intervalo, na <em>Science<\/em> e na <em>Nature<\/em> <em>Biotechnology<\/em> relatam a aplica\u00e7\u00e3o de tais sequ\u00eancias bacterianas &#8211; agora denominadas sistemas CRISPR-Cas &#8211; como uma ferramenta simples e vers\u00e1til para edi\u00e7\u00e3o gen\u00f4mica (1).<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em outro artigo (2), as pesquisadoras apontam o quanto a tecnologia de edi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica nos possibilitaria n\u00e3o somente analisar as fun\u00e7\u00f5es dos genes, mas estudar rearranjos, progress\u00e3o de doen\u00e7as como o c\u00e2ncer e outras muta\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas que s\u00e3o respons\u00e1veis por doen\u00e7as e condi\u00e7\u00f5es heredit\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Entretanto, tudo s\u00e3o flores?<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As promessas s\u00e3o in\u00fameras, tanto para a sa\u00fade humana, quanto para produ\u00e7\u00e3o alimentar. Recentemente, por exemplo, o Especial Covid-19 do Blogs de Ci\u00eancia da Unicamp publicou um estudo de um teste diagn\u00f3stico de coronav\u00edrus com leveduras cujo DNA foi editado com a tecnologia CRISPR tamb\u00e9m!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, existem quest\u00f5es \u00e9ticas envolvidas no desenvolvimento da t\u00e9cnica de edi\u00e7\u00e3o gen\u00f4mica? Sem sombra de d\u00favidas. Isto \u00e9, pairam, sempre, as sombras de um ideal eug\u00eanico, tantas vezes (e at\u00e9 hoje) presente na pr\u00e1tica e nos discursos sociais, que buscam na ci\u00eancia a legitimidade para delimitar <em>modos de ser humano<\/em> v\u00e1lidos (3). <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E este \u00e9 um embate que temos sempre que trazer \u00e0 tona e deve caminhar junto com quaisquer produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica vinculada \u00e0 biologia de seres humanos. Entretanto, buscar formas socialmente respons\u00e1veis e justas no uso de tecnologias cient\u00edficas \u00e9, antes de tudo, promover debate, compreender como o conhecimento \u00e9 produzido e cobrar, sempre, para que a \u00e9tica seja parte fundamental da produ\u00e7\u00e3o e uso do conhecimento cient\u00edfico &#8211; por todos n\u00f3s e para todos n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Por fim&#8230;<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi uma semana feliz, para um ano t\u00e3o dif\u00edcil. Ver uma t\u00e9cnica t\u00e3o importante ser laureada pelo Pr\u00eamio Nobel, levando \u00e0 frente duas mulheres incr\u00edveis, para quem \u00e9 cientista e mulher, nos enche, sim, de orgulho e admira\u00e7\u00e3o. Ainda estamos longe de qualquer condi\u00e7\u00f5es de paridade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 muito ch\u00e3o pela frente, para diminuirmos o abismo da desigualdade de mulheres e homens no meio cient\u00edfico. Mas, depois de 56 anos ver o nome de duas mulheres \u00e0 frente de algo t\u00e3o revolucion\u00e1rio na ci\u00eancia \u00e9, sem qualquer sombra de d\u00favidas, sensacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em suma, \u00e9 com um grande sorriso que termino esta postagem, agradecendo Charpentier e Doudna por sua contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 ci\u00eancia, por sua contribui\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres na ci\u00eancia e por nos representarem com um conhecimento t\u00e3o incr\u00edvel produzido.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Artigos Citados<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(1) Charpentier, E, Doudna, J 2013) <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1038\/495050a\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Rewriting a genome<\/a>. <em>Nature<\/em> <strong>495, <\/strong>50\u201351 (2013). <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(2) Doudna, J, Charpentier, E (2014) <a href=\"http:\/\/10.1126\/science.1258096\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The new frontier of genome engineering with CRISPR-Cas9<\/a> <em><strong>Science<\/strong><\/em>, this issue <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(3) <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2019\/05\/22\/ser-humano-determinacoes-biologicas-e-culturais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arnt, A (2019) <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2019\/05\/22\/ser-humano-determinacoes-biologicas-e-culturais\/\">Ser humano: determina\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas e culturais (parte 1)<\/a> <strong>Blog PEmCie, Blogs de Ci\u00eancia da Unicamp<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Para Saber mais<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.kva.se\/en\/pressrum\/pressmeddelanden\/nobelpriset-i-kemi-2020\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Nobel in Prize Chemestry 2020<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jinek, M, Chylinski, K, Fonfara, I, Hauer, M, Doudna, J, Charpentier, E (2012) <a href=\"http:\/\/10.1126\/science.1225829\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A Programmable Dual-RNA\u2013Guided DNA Endonuclease in Adaptive Bacterial Immunity<\/a> <strong>Science<\/strong>&nbsp;17, Vol337, Issue 6096, pp 816-821<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Manera, C (2020) C<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=tUFTvaHa0lA\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">RISPR-Cas9, a ferramenta da hora<\/a> Ci\u00eancia em S\u00e9rie, Epis\u00f3dio #09, Planteia.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Blogs de Ci\u00eancia da Unicamp<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Arnt, A (2019) <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2019\/09\/27\/mulheres-na-ciencia-alguns-numeros-do-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Mulheres na ci\u00eancia: alguns n\u00fameros do Brasil<\/a> <strong>Blog PEmCie, Blogs de Ci\u00eancia da Unicamp<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mello, F, Maneira, C, Arnt, A (2020) <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/sabia-que-leveduras-podem-fazer-diagnostico-de-covid-19\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sabia que leveduras podem fazer diagn\u00f3stico de Covid-19?<\/a> <strong>Blogs de Ci\u00eancia da Unicamp, Especial Covid-19<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Martins, P (2016) <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/descascandoaciencia\/2016\/07\/19\/nas-ondas-do-crispr-edicao-de-genoma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Nas ondas do sistema CRISPR: edi\u00e7\u00e3o de genoma<\/a> <strong>Descascando a Ci\u00eancia, Blogs de Ci\u00eancia da Unicamp<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Todo o ano, o mundo voltam sua aten\u00e7\u00e3o para os laureados pelo Pr\u00eamio Nobel, aguardando os nomes, isto porque, teoricamente, s\u00e3o grandes personalidades que modificaram <a 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