{"id":735,"date":"2021-01-30T17:39:15","date_gmt":"2021-01-30T20:39:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/?p=735"},"modified":"2021-01-30T18:23:41","modified_gmt":"2021-01-30T21:23:41","slug":"tudo-vale-a-pena-por-vacinas-e-divulgacao-cientifica-sobre-cultura-e-cultura-cientifica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2021\/01\/30\/tudo-vale-a-pena-por-vacinas-e-divulgacao-cientifica-sobre-cultura-e-cultura-cientifica\/","title":{"rendered":"Tudo vale a pena por vacinas e divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica? Sobre Cultura e Cultura Cient\u00edfica"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\"><em>Lembra do quanto amanhecemos<br>Com a luz acesa<br>Nos papos mais estranhos<br>Sonhando de verdade<br>Salvar a humanidade<br>Ao redor da mesa<\/em><br>(Por A\u00ed, Nei Lisboa)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A semana de 18 a 22 de Janeiro, com destaque para o dia 21 de Janeiro (quando lan\u00e7amos oficialmente a campanha <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.todospelasvacinas.info\" target=\"_blank\">#todospelasvacinas<\/a>) foi intensa. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Grandes grupos de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e divulgadores cient\u00edficos trabalhando juntos desde o in\u00edcio de 2021 para esta semana dedicarem-se \u00e0 visibilidade de uma causa que \u00e9, indiscutivelmente, importante ao nosso pa\u00eds e \u00e0 popula\u00e7\u00e3o brasileira. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje eu vim falar mais uma vez da campanha em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 no\u00e7\u00e3o de &#8220;Cultura&#8221; e &#8220;Cultura Cient\u00edfica&#8221; e a relev\u00e2ncia de a\u00e7\u00f5es conjuntas e entre diferentes setores da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Cultura? O que isso tem a ver com Divulga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pois \u00e9&#8230; Parece \u00f3bvio o que vou falar, mas \u00e9 importante eu fazer uma observa\u00e7\u00e3o neste texto. Normalmente, quando trabalhamos em um meio acad\u00eamico e cient\u00edfico, vamos formando um c\u00edrculo de contatos cada vez mais fechado entre pessoas que s\u00e3o formadas ou em etapas de forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica. Aos poucos, naturalizamos a vis\u00e3o de que &#8220;todo mundo tem gradua\u00e7\u00e3o hoje em dia&#8221;. O que \u00e9 completamente fora da realidade brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vamos destacar o relat\u00f3rio <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/read.oecd-ilibrary.org\/education\/education-at-a-glance-2019_f8d7880d-en#page160\" target=\"_blank\"><strong>Education<\/strong> <strong>at a Glance<\/strong><\/a>, publicado em 2019 pela Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), ao avaliar 45 na\u00e7\u00f5es. Neste relat\u00f3rio, o Brasil consta como um dos com menores m\u00e9dias de pessoas formadas em Ensino Superior (cerca de 21%, contra 44% de m\u00e9dia geral). Por\u00e9m, fica pior&#8230; Quando chegamos em forma\u00e7\u00f5es em n\u00edvel de mestrado temos cerca de 0,8% da popula\u00e7\u00e3o e para doutorado 0,2% (pessoas entre 25 e 64 anos). Isto significa estar entre as 3 piores coloca\u00e7\u00f5es entre 35 pa\u00edses que forneceram os n\u00fameros para estas etapas. <\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">E o que isto tem a ver com cultura?<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cultura, ao contr\u00e1rio do que muitas vezes \u00e9 debatido &#8211; enquanto o &#8220;melhor j\u00e1 produzido por seres humanos&#8221; nas artes &#8211; \u00e9 um termo em disputa e que precisa ser pensado como espa\u00e7o humano de viv\u00eancias e pr\u00e1ticas cotidianas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste sentido, cultura n\u00e3o se vincula apenas a grandes \u00f3peras em pomposos teatros. Tampouco \u00e0s trag\u00e9dias gregas, t\u00e3o lindamente descritas &#8211; e atualmente pouco lidas. E, antes que cancelem este blog, tamb\u00e9m n\u00e3o quero dizer que isto <em>n\u00e3o \u00e9 cultura<\/em>. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, certamente, cultura \u00e9 muito mais do que isto. S\u00e3o pr\u00e1ticas humanas, compartilhadas e vivenciadas, ensinadas e aprendidas <em>na rotina, em atos cotidianos<\/em>. E, sim, relacionam-se \u00e0 arte. Todavia, relacionam-se ao h\u00e1bito da leitura, das conversas, dos ensinamentos entre anci\u00e3os e crian\u00e7as em diferentes sociedades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m \u00e9 cultura as pr\u00e1ticas patriarcais e opressoras das sociedades, as resist\u00eancias de povos minorit\u00e1rios aos discursos hegem\u00f4nicos, a viv\u00eancia cient\u00edfica e aprendizados do m\u00e9todo dentro de universidades e laborat\u00f3rios, o letramento nas escolas, a compreens\u00e3o do que \u00e9 ser menina e menino em sociedades com l\u00f3gica bin\u00e1rias e cisnormativa (<s>senhoras e senhores, ela adora uma pol\u00eamica mesmo<\/s>). Assim, a vers\u00e3o curta da defini\u00e7\u00e3o de cultura poderia ser &#8220;tudo aquilo que vivemos em nosso cotidiano e tem significado na sociedade&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"has-text-align-center has-white-color has-luminous-vivid-orange-background-color has-text-color has-background wp-block-heading\" style=\"font-size:15px\">Isso inclui, para uma pequen\u00edssima, min\u00fascula, <s>quase insignificante (numericamente falando)<\/s>, parcela da popula\u00e7\u00e3o: <strong>fazer, estudar, pensar a partir do m\u00e9todo cient\u00edfico todos os dias<\/strong>.<\/h6>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Cultura cient\u00edfica e Ci\u00eancia enquanto pr\u00e1tica cultural<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o \u00e9 recente o debate sobre a no\u00e7\u00e3o de <em>cultura cient\u00edfica<\/em> e sua import\u00e2ncia na sociedade, no meio acad\u00eamico. Em 1982, por exemplo, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC), vai lan\u00e7ar a <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/cienciahoje.org.br\/instituto\/historia\/\" target=\"_blank\">Revista Ci\u00eancia Hoje <\/a>com o<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;intuito de estimular um debate mais amplo em torno da ci\u00eancia e de seu impacto social, bem como de integrar a atividade de divulga\u00e7\u00e3o ao cotidiano dos pesquisadores como parte importante de suas responsabilidades profissionais e sociais&#8221;.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eu, particularmente, gosto muito desta cita\u00e7\u00e3o. Ela traz um ideia necess\u00e1ria \u00e0 ci\u00eancia: responsabilidade social como parte de seu cotidiano. Aqui, n\u00e3o apenas a ci\u00eancia amarra-se fortemente com a rela\u00e7\u00e3o de cultura. Mas principalmente de executar isto a partir de princ\u00edpios \u00e9ticos. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.comciencia.br\/cultura-cientifica\/\" target=\"_blank\">Vogt e Morales (2018) <\/a>consideram que a <em>cultura cient\u00edfica<\/em>, na contemporaneidade, pode ser conceituada n\u00e3o como a ci\u00eancia &#8220;em si&#8221;, mas um ato de pensamento da ci\u00eancia sobre si mesma, sua produ\u00e7\u00e3o, sua organiza\u00e7\u00e3o e pr\u00e1tica cotidiana. A cultura cient\u00edfica, assim, seria parte constitutiva do que \u00e9 ci\u00eancia <em>tamb\u00e9m<\/em>. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso provavelmente n\u00e3o possa ser compreendido exatamente como sin\u00f4nimo de <em>ci\u00eancia enquanto pr\u00e1tica cultural<\/em>. Embora tenha sim v\u00ednculos. Vamos ver&#8230; Esta no\u00e7\u00e3o se aproximaria mais, talvez, da ideia de que a ci\u00eancia, enquanto pr\u00e1tica humana, possui rotinas, viv\u00eancias, rituais que s\u00e3o pr\u00f3prios e circunscritos a determinados espa\u00e7os e grupos sociais. <\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">T\u00e1, e da\u00ed?<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Voc\u00eas devem estar se perguntando &#8220;dessa vez ela t\u00e1 enrolando mais do que o usual&#8230;&#8221;. Ent\u00e3o vamos ver sobre o que isso tudo se trata&#8230; Entender <em>ci\u00eancia enquanto pr\u00e1tica cultural <\/em>nos possibilita pensar nos limites que a pr\u00f3pria percep\u00e7\u00e3o humana, incluindo intelectualidade, pensamento situado hist\u00f3rica e socialmente, tem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E \u00e9 aqui que o debate \u00e9tico \u00e9 importante: perceber nossos limites \u00e9 admitir falibilidade do que fazemos. E sem isto, a ci\u00eancia n\u00e3o passaria de um dogma. A ci\u00eancia pode (e deve) ser questionada, pois este \u00e9 o ponto de partida e, tamb\u00e9m, compreens\u00e3o de limites &#8211; nossos mesmo! Humanos. Nada de errado nisso. E, claro, questionar n\u00e3o \u00e9 dizer que temos que voltar ao tempo antes de resultados obtidos. Apenas situa que h\u00e1 muito mais a compreender e precisamos rebuscar nossas ferramentas. Simples assim (ao menos idealmente&#8230; na pr\u00e1tica precisamos de tempo, amadurecimento e <s>um pouco<\/s> de suor e humildade).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto \u00e0 cultura cient\u00edfica seria a busca por essa reflex\u00e3o da ci\u00eancia sobre si mesma, percebendo-a como necess\u00e1ria para a sociedade. Entretanto, n\u00e3o sendo feita de qualquer modo e n\u00e3o olhando para n\u00f3s mesmos como seres messi\u00e2nicos que salvaremos a todos. A cultura cient\u00edfica, a partir de um pensamento \u00e9tico e emp\u00e1tico, com responsabilidade social, se percebe, tamb\u00e9m, falho no di\u00e1logo. A cultura cient\u00edfica olha para a comunica\u00e7\u00e3o como ferramenta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tal como nos diz Vogt e Morales<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>ainda que parte integrante da pr\u00f3pria ci\u00eancia, a comunica\u00e7\u00e3o, quando voltado para o p\u00fablico que n\u00e3o participa do processo cient\u00edfico, do ponto de vista t\u00e9cnico, \u2013 que se d\u00e1 com a sociedade de um modo geral -, atua como elemento transformador da ci\u00eancia, inserindo-a na cultura e configurando, assim, o terceiro elemento dessa rela\u00e7\u00e3o, a cultura cient\u00edfica. Na outra ponta, o conhecimento cient\u00edfico poderia ser considerado o elemento de transforma\u00e7\u00e3o da cultura com as caracter\u00edsticas pr\u00f3prias da contemporaneidade. Ou seja, os produtos da pesquisa cient\u00edfica, na forma do conhecimento por ela produzido \u2013 trazendo consigo a sua racionalidade, pr\u00e1ticas e procedimentos -, transformam a cultura imprimindo-lhe as formas e os conte\u00fados como hoje os vivenciamos e conhecemos.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">#TodosPelasVacinas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\"><em>Que tolos fomos n\u00f3s, que bom que foi assim<br>Que achamos um lugar pra ter raz\u00e3o<br>Distantes de quem pensa que o melhor da vida<br>\u00c9 uma estrada estreita e feita de cobi\u00e7a<br>Que nunca vai passar por aqui<\/em><br>(Por a\u00ed, Nei Lisboa)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todos Pelas Vacinas teve como proposta falar de ci\u00eancia a partir de perguntas, de dan\u00e7as de funk, de artes resgatando o nosso t\u00e3o querido Z\u00e9 Gotinha (personagem brasileira que qualquer crian\u00e7a da d\u00e9cada de 80 conhece t\u00e3o bem!). Seja por um apelo emocional e saudoso, seja por aspectos que temos dentro de n\u00f3s &#8211; m\u00fasicas de balada funk, melodias como samba e choro, par\u00f3dias de m\u00fasicas consagradas &#8211; cientistas e divulgadores buscaram um pouco de si mesmos fora dos espa\u00e7os formais dos jalecos, n\u00fameros e livros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E nada disso nos fez menos cient\u00edficos. Tampouco menos divulgadores. Talvez tenha feito pensarmos o quanto \u00e9 necess\u00e1rio lembrar cotidianamente que ci\u00eancia <em>precisa fazer parte da cultura para fora destes espa\u00e7os<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cultura &#8211; essa que \u00e9 vivida cotidianamente na sociedade &#8211; tem muito a nos ensinar, quando queremos entender sobre coletividade, impacto social e comunica\u00e7\u00e3o. Estudar comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 comunicar-se. Fazer ci\u00eancia n\u00e3o basta para falar de ci\u00eancia. Trabalhar com divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u00e9 aprender, mais do que falar. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi gratificante ver v\u00e1rios colegas apontando o dia 21 de janeiro como um marco para a &#8220;hist\u00f3ria da Divulga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica&#8221;, tanto quanto foi gratificante receber tantos e tantos v\u00eddeos de m\u00fasicos de diferentes gera\u00e7\u00f5es lutando por uma causa que, n\u00f3s cientistas, acreditamos ser fundamental.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Estaria a comunica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, salva?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o n\u00e9 gente. Tem ch\u00e3o ainda. A humildade \u00e9 prato que tem que ser comido diariamente nesta vida, igual arroz e feij\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas foi relevante esta visibilidade <em>para a ci\u00eancia perceber a si mesma<\/em>. Quanto \u00e0s a\u00e7\u00f5es sociais, talvez tenha chamado a aten\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m, internamente \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, o quanto temos sim o dever de ter impacto social, de dialogarmos com a sociedade (em sua diversidade), entendermos suas perguntas, d\u00favidas, incertezas e inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"has-text-align-center has-white-color has-vivid-purple-background-color has-text-color has-background wp-block-heading\">Todos pelas vacinas e Vacinas para todos<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais do que um clich\u00ea barato (mas bem bonitinho, vai&#8230;) virou um mantra em falas sobre responsabilidade social da ci\u00eancia. Sa\u00fade n\u00e3o \u00e9 produto, conhecimento t\u00e3o pouco. Ou n\u00f3s batalhamos e nos juntamos, compreendendo o papel pol\u00edtico de cientistas e divulgadores cient\u00edficos, ou sucumbiremos. N\u00e3o por ser nosso dever salvar a todos, em tom messi\u00e2nico e dogm\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas por nos abrirmos e nos percebermos como parte de tudo isso &#8211; e talvez tamb\u00e9m assumindo que nos afastamos e deixamos de lado por tanto tempo estas quest\u00f5es, achando que conhecimento \u00e9 dever dos outros buscarem e n\u00e3o parte de um compartilhamento entre pares e extrapares entre <em>indiv\u00edduos e grupos sociais<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre distopias, poesias e insanos (e fat\u00eddicos) caminhares cotidianos, espero seguir ao lado dessa gente toda que optou por dan\u00e7ar at\u00e9 o ch\u00e3o com z\u00e9 gotinha, em prol do bem de todos, tuitando com kpopers n\u00e3o <em>pela ci\u00eancia<\/em>, mas <em>por todos e cada um da nossa popula\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\"><em>Seremos sempre assim, sempre que precisar<br>Seremos sempre quem teve coragem<br>De errar pelo caminho e de encontrar sa\u00edda<br>No c\u00e9u do labirinto que \u00e9 pensar a vida<br>E que sempre vai passar<br>Sempre vai passar por a\u00ed<\/em><br>(Por A\u00ed, Nei Lisboa)<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Para saber mais<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ARNT, Ana <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2021\/01\/25\/tudo-vale-a-pena-por-vacinas-e-divulgacao-cientifica-funk-e-k-pop\/\" target=\"_blank\">Tudo vale a pena por vacinas e divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica? Funk e Kpop<\/a> (aqui neste blog!)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">HALL, Stuart. <a href=\"https:\/\/seer.ufrgs.br\/educacaoerealidade\/article\/download\/71361\/40514\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A centralidade da cultura: notas sobre as revolu\u00e7\u00f5es culturais do nosso tempo<\/a>. <strong>Educa\u00e7\u00e3o &amp; realidade<\/strong>, v. 22, n. 2, 1997.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">INSTITUTO CI\u00caNCIA HOJE (2020) <a href=\"https:\/\/cienciahoje.org.br\/instituto\/historia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hist\u00f3ria do Instituto<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LISBOA, Nei <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/open.spotify.com\/track\/19hLVl5Bctg496mCpfZxrz?si=7QzqTEvUSY-GCnb1Nty0ZA\" target=\"_blank\">Por a\u00ed<\/a> (escute esta m\u00fasica que foi carro chefe da quarentena desta que vos escreve)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LISBOA, Nei <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=q0qtUAt0N4c\" target=\"_blank\">Em casa e ao vivo, 23\/01\/2021<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PORTO, CM., org. <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/books.scielo.org\/id\/68\/pdf\/porto-9788523209124-08.pdf\" target=\"_blank\">Difus\u00e3o e cultura cient\u00edfica: alguns recortes<\/a>. Salvador: EDUFBA, 2009. A internet e a cultura cient\u00edfica no Brasil: difus\u00e3o da ci\u00eancia. 149-165.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">VIANA, B; QUEIROZ, C (2020) <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.comciencia.br\/ciencia-cidada-para-alem-da-coleta-de-dados\/\" target=\"_blank\">Ci\u00eancia cidad\u00e3 para al\u00e9m da coleta de dados<\/a>. Revista ComCi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">VOGT, C; MORALES, A (2018) <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.comciencia.br\/cultura-cientifica\/\" target=\"_blank\">Cultura Cient\u00edfica<\/a>, Revista ComCi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-white-color has-vivid-green-cyan-background-color has-text-color has-background wp-block-paragraph\"><a href=\"http:\/\/www.todospelasvacinas.info\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Todos pelas Vacinas<\/strong><\/a><br><strong>Grupos que participaram:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/covid19br.github.io\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Observat\u00f3rio Covid-19<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blogs de Ci\u00eancia da Unicamp<\/a><br><a href=\"https:\/\/redeaanalisecovid.wordpress.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Rede An\u00e1lise Covid-19<\/a><br><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/iearp\/uniao-pro-vacina\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">UPVacina<\/a><br><a href=\"https:\/\/teamhalo.org\/br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Equipe Halo<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.instagram.com\/ProjetoDivulga\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Projeto Divulga<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.instagram.com\/eueasplantas\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Eu e as Plantas<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Lembra do quanto amanhecemosCom a luz acesaNos papos mais estranhosSonhando de verdadeSalvar a humanidadeAo redor da mesa(Por A\u00ed, Nei Lisboa) A semana de 18 a <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2021\/01\/30\/tudo-vale-a-pena-por-vacinas-e-divulgacao-cientifica-sobre-cultura-e-cultura-cientifica\/\" title=\"Tudo vale a pena por vacinas e divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica? Sobre Cultura e Cultura Cient\u00edfica\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":296,"featured_media":737,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[105,224,4],"tags":[288,6,5,292,16],"class_list":["post-735","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia-e-sociedade","category-coronavirus","category-cultura","tag-todospelasvacinas","tag-ciencia","tag-cultura","tag-cultura-cientifica","tag-divulgacao-cientifica"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2021\/01\/Copia-de-Copia-de-vacinas-para-todos1.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/735","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/users\/296"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=735"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/735\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":741,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/735\/revisions\/741"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/media\/737"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=735"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=735"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=735"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}