{"id":800,"date":"2021-06-21T23:43:53","date_gmt":"2021-06-22T02:43:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/?p=800"},"modified":"2021-06-21T23:46:09","modified_gmt":"2021-06-22T02:46:09","slug":"a-ultima-floresta-novos-olhares-para-a-educacao-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2021\/06\/21\/a-ultima-floresta-novos-olhares-para-a-educacao-ambiental\/","title":{"rendered":"\u201cA \u00daltima Floresta\u201d: novos olhares para a Educa\u00e7\u00e3o Ambiental"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size\"><em>Texto escrito por Maria Clara Sosa<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-text-align-center has-white-color has-luminous-vivid-orange-background-color has-text-color has-background wp-block-heading\">\u201c<strong>500 anos antes do primeiro homem branco chegar, os Yanomami j\u00e1 estavam aqui\u201d.<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Assim come\u00e7a o filme &#8216;A \u00daltima Floresta&#8217; dirigido por Luiz Bolognesi e co-escrito pelo xam\u00e3 yanomami Davi Kopenawa. A estreia do filme no Brasil ocorreu no dia 18 de Abril de 2021, na v\u00e9spera da celebra\u00e7\u00e3o da Resist\u00eancia Ind\u00edgena. E a obra \u00e9 de fato uma celebra\u00e7\u00e3o. Uma vez que o enredo traz a cultura do povo yanomami, exalta sua for\u00e7a, sua resili\u00eancia e sua pot\u00eancia de vida, tamb\u00e9m nos alerta para o perigo do garimpo ilegal em suas terras.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"A \u00daltima Floresta - Trailer 1\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/WAVOR3Ob1_g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Pretendo, neste texto, abordar sobre como autores, como Davi Kopenawa e Ailton Krenak, nos ensinam sobre a cultura de povos ind\u00edgenas e sua rela\u00e7\u00e3o com a natureza. Assim, a partir deste debate, trago ideias acerca da Educa\u00e7\u00e3o Ambiental, dentro de um cen\u00e1rio da cultura ocidental, branca e como percebemos o conceito de natureza. Por fim, proponho um exerc\u00edcio de reflex\u00e3o na articula\u00e7\u00e3o destas diferentes maneiras de perceber, narrar, experienciar a vida, a educa\u00e7\u00e3o e a natureza.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>\u201cDefendo a floresta porque a conhe\u00e7o\u201d.&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;Davi Kopenawa, autor do livro A Queda do C\u00e9u,&nbsp; afirma que a import\u00e2ncia do filme \u00e9 justamente divulgar conhecimentos sobre o povo yanomami, para que os brancos os conhe\u00e7am. Mas por que esse conhecimento \u00e9 importante? \u00c9 a partir do conhecimento das coisas que podemos criar la\u00e7os, e a partir deste afeto, n\u00f3s passamos a nos engajar com a causa yanomami. Esse engajamento tem se mostrado cada vez mais necess\u00e1rio. Uma vez que suas terras t\u00eam sido invadidas e polu\u00eddas pelo garimpo ilegal, e as autoridades pouco t\u00eam feito no sentido de combater esse crime.<\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio da Hutukara Associa\u00e7\u00e3o Yanomami (HAY) e Associa\u00e7\u00e3o Wanasseduume Ye\u2019kwana (Seduume) de Mar\u00e7o de 2021, mostra que o garimpo ilegal aumentou 30% no ano de 2020 e tem cada vez mais se aproximado dos territ\u00f3rios isolados de popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas. Al\u00e9m disso, ao nos engajarmos com a luta yanomami entramos em contato tamb\u00e9m com sua vis\u00e3o de mundo, sua vis\u00e3o da natureza e, quem sabe, n\u00e3o refletimos sobre nossa rela\u00e7\u00e3o com o meio ambiente?<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"has-text-align-center has-white-color has-luminous-vivid-orange-background-color has-text-color has-background wp-block-heading\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u201cSabemos bem que, sem \u00e1rvores, nada mais crescer\u00e1 em sua terra endurecida e ardente. Comeremos o qu\u00ea, ent\u00e3o? Quem ir\u00e1 nos alimentar se n\u00e3o tivermos mais ro\u00e7as nem ca\u00e7as? Certamente n\u00e3o os brancos, t\u00e3o avarentos que v\u00e3o nos deixar morrer de fome.\u201d&nbsp;&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>O perigo do garimpo ilegal em terras yanomami \u00e9 de longa data. Em 1993, ocorreu o Massacre de Haximu, o qual \u00e9 lembrado at\u00e9 os dias atuais pelo povo yanomami, no qual foram assassinados 16 ind\u00edgenas, entre homens, idosos, mulheres e crian\u00e7as,&nbsp; por garimpeiros que invadiram o territ\u00f3rio yanomami. No livro \u201cA Queda do C\u00e9u&#8221;, o l\u00edder yanomami, Davi Kopenawa, discorre sobre o povo da mercadoria, os brancos, que s\u00e3o fascinados pelo min\u00e9rio, pelos metais brilhantes. Segundo a tradi\u00e7\u00e3o yanomami, os min\u00e9rios n\u00e3o devem ser retirados do solo da floresta, pois isso culminaria na ca\u00edda do c\u00e9u sobre nossas cabe\u00e7as, uma clara imagem do fim do mundo. Al\u00e9m disso, Davi argumenta tamb\u00e9m que ao retirar os min\u00e9rios do solo s\u00e3o liberadas nuvens de fuma\u00e7a e nuvens de epidemia.<\/p>\n\n\n\n<p>Os povos ind\u00edgenas viveram epidemias em todo o contato com o homem branco, que ao chegar em suas terras traziam consigo as nuvens de fuma\u00e7a e doen\u00e7a. Isto \u00e9, o mundo em pandemia n\u00e3o \u00e9 novo para eles, \u00e9 s\u00f3 uma confirma\u00e7\u00e3o do que eles j\u00e1 viam acontecer ao destru\u00edrem suas florestas e suas terras.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, Krenak, tamb\u00e9m afirma que, a pandemia atual do coronav\u00edrus \u201cnos desafia a pensar como estamos vivendo sobre a terra\u201d, e como temos vivido. No blog Natureza Cr\u00edtica, h\u00e1 uma discuss\u00e3o acerca de como o&nbsp; desequil\u00edbrio ambiental \u00e9 um fator no surgimento de novas pandemias, uma vez que isso ocasionaria um desequil\u00edbrio de microrganismos e por consequ\u00eancia uma maior exposi\u00e7\u00e3o dos humanos \u00e0s doen\u00e7as zoon\u00f3ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o questiono: Como estamos vivendo na terra? Qual a nossa rela\u00e7\u00e3o com o meio ambiente? E como a Educa\u00e7\u00e3o Ambiental pode auxiliar na reflex\u00e3o sobre os meios ambientes m\u00faltiplos e sobre nossas possibilidades de rela\u00e7\u00e3o com a natureza?<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-text-align-center has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background wp-block-heading\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>\u201cSomos habitantes da floresta. Nascemos no centro da ecologia e l\u00e1 crescemos\u201d<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Todas as sociedades apresentam algum formato de educa\u00e7\u00e3o (formal ou n\u00e3o). Os processos educativos e os diferentes tipos de conhecimento s\u00e3o constru\u00eddos historicamente, de maneira contextualizada. Entretanto, tal como tenho buscado apontar neste texto, \u00e9 necess\u00e1rio, cada vez mais, praticar a descoloniza\u00e7\u00e3o dos saberes, <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2021\/04\/13\/ensino-de-ciencias-descolonizado-espaco-de-todos-os-saberes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ideia trazida por Gildo Girotto aqui no blog do PemCie<\/a>. Isto \u00e9, n\u00f3s podemos (e devemos) repensar o lugar em que comumente se situa a Educa\u00e7\u00e3o Ambiental no Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O livro e o filme de Davi Kopenawa s\u00e3o importantes nessa reflex\u00e3o, pois nos mostram uma forma diferente de se pensar a rela\u00e7\u00e3o entre humanidade e natureza. N\u00f3s, brancos de tradi\u00e7\u00e3o ocidental, ao longo da hist\u00f3ria da nossa ci\u00eancia, fomos nos afastando da natureza, analisando-a externamente, em ambientes controlados, transformando-a em um aut\u00f4mato. Mas, em plena pandemia, fica claro que n\u00e3o \u00e9 mais cab\u00edvel pensar a natureza como fen\u00f4menos isolados, com vari\u00e1veis control\u00e1veis (e controladas).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A educa\u00e7\u00e3o do povo yanomami integra a natureza e sua sociedade, \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o hol\u00edstica em que os sentidos da vida, da religi\u00e3o, do meio ambiente, s\u00e3o indissoci\u00e1veis. Minha ideia n\u00e3o \u00e9, de forma alguma, que n\u00f3s simplesmente modifiquemos nosso modelo de vida. Tampouco que tenhamos uma vis\u00e3o m\u00edstica da natureza. N\u00e3o \u00e9 disto que se trata este texto&#8230;<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"has-text-align-right wp-block-heading\"><strong><em>Nossos olhares para outras culturas<\/em><\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p>O intuito \u00e9, ao olhar para outras culturas, que desenvolvem suas sociedades a partir de pressupostos menos fragmentados na produ\u00e7\u00e3o de suas viv\u00eancias,pensar nossa rela\u00e7\u00e3o com a natureza. Mais do que isto, talvez seja importante, neste exerc\u00edcio de olhar outras culturas e aprender com elas, repensar sobre o porqu\u00ea fazemos (e nos propomos a fazer) Educa\u00e7\u00e3o Ambiental. O que quer dizer Educa\u00e7\u00e3o Ambiental nos moldes da educa\u00e7\u00e3o ocidental? Como pensar a Educa\u00e7\u00e3o Ambiental e quais concep\u00e7\u00f5es de natureza e meio ambiente permeiam a nossa sociedade e o nosso educar?<\/p>\n\n\n\n<p>Davi Kopenawa em suas obras nos mostra claramente, que o povo yanomami vive ao redor de uma Educa\u00e7\u00e3o Ambiental. Eles fazem Educa\u00e7\u00e3o Ambiental h\u00e1 s\u00e9culos, desde antes do primeiro homem branco chegar \u00e0s suas terras. Por outro lado, a nossa \u00e9 recente. As primeiras conversas sobre ambientalismo v\u00e3o se dar apenas na d\u00e9cada de 70. E ainda assim, seus objetivos s\u00e3o pouco claros. Afinal, o que se quer dizer com \u201cconscientiza\u00e7\u00e3o ambiental?\u201d. Ensinar sobre conte\u00fados biol\u00f3gicos, expor lugares e ambientes e transmitir uma grande quantidade de informa\u00e7\u00f5es que dificilmente ser\u00e3o absorvidas?<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"has-text-align-right wp-block-heading\">Sobre informa\u00e7\u00e3o e Educa\u00e7\u00e3o Ambiental<\/h5>\n\n\n\n<p>Informa\u00e7\u00e3o \u00e9 comumente relacionada ao conhecimento, contudo, isso n\u00e3o \u00e9 verdadeiro. O conhecimento n\u00e3o pode existir sem a experi\u00eancia, o territ\u00f3rio de passividade e receptividade no qual somos imersos pelo saber do outro, no qual n\u00f3s mesmos somos nada menos que esse territ\u00f3rio de passagem. Pensar vai al\u00e9m do raciocinar, \u00e9 sobretudo dar sentido ao que nos acontece, ao que nos perpassa (LARROSA, 2002).<\/p>\n\n\n\n<p>Conversando com a vertente da Educa\u00e7\u00e3o Ambiental Cr\u00edtica, reclamo aqui a inser\u00e7\u00e3o da sociedade na natureza, no ambiente, e n\u00e3o o afastamento entre ambos. Nessa inser\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria a reflex\u00e3o sobre quais as concep\u00e7\u00f5es sobre natureza, meio ambiente, fazem parte da tradi\u00e7\u00e3o da EA, e como pensar novas maneiras de pensar estes termos. \u00c9 defender a pausa na passagem cont\u00ednua de informa\u00e7\u00f5es e alimentar \u201co pensar\u201d de Larrosa, ou seja, alimentar o \u201cdarmos o sentido \u00e0s coisas e a forma como pensamos no meio ambiente\u201d. Logo, \u00e9 premente a discuss\u00e3o sobre as pol\u00edticas ambientais, os perigos sofridos por popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas pelo garimpo ilegal, e os impactos ambientais a partir de tais a\u00e7\u00f5es, e quais os sentidos disso para n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Por fim,<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>As possibilidades de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental s\u00e3o m\u00faltiplas. Todavia, entendo que imersos em uma pandemia, como a que vivemos hoje com o COVID-19, e em meio \u00e0 grandes devasta\u00e7\u00f5es da floresta Amaz\u00f4nica, do Pantanal e de outros biomas brasileiros, a EA n\u00e3o pode se abster de seu papel pol\u00edtico e social.<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00edderes mundiais concordaram que devemos combater as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e os desastres ambientais, a EA \u00e9 essencial nesse prop\u00f3sito. Os yanomami t\u00eam EA em sua origem, eles conhecem sua floresta, eles cuidam de sua floresta pois entendem o seu papel ecol\u00f3gico na manuten\u00e7\u00e3o de alimento, \u00e1gua, sa\u00fade. Vamos aprender com eles a valorizar nossa pr\u00f3pria natureza, para que evitemos novas pandemias, para que evitemos o colapso ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>Em suma, minha proposta, como primeiro passo nesse caminhar \u00e9: assistir ao filme \u201cA \u00daltima Floresta\u201d e percebemos que <strong>n\u00e3o h\u00e1 Terra, al\u00e9m dessa<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>ALVES, Vinicius Nunes (2020) <strong>Carlos Nobre alerta que al\u00e9m da pandemia, \u00e9 preciso conter o aquecimento global.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>BRAND\u00c3O, Carlos Rodrigues (1988) <strong><em>O Que \u00e9 Educa\u00e7\u00e3o<\/em>,<\/strong> S\u00e3o Paulo: Editora Brasiliense.<\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL (1999) <strong>Pol\u00edtica Nacional de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental<\/strong>, <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Leis\/L9795.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lei 9795 Di\u00e1rio Oficial da Rep\u00fablica Federativa do Brasil<\/a>, Bras\u00edlia, DF, 27 abr, 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>GIROTTO, Gildo Jr (2021) <strong><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2021\/04\/13\/ensino-de-ciencias-descolonizado-espaco-de-todos-os-saberes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ensino de ci\u00eancias descolonizado: espa\u00e7o de todos os saberes<\/a>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>GUIMAR\u00c3ES, Mauro (2004) Educa\u00e7\u00e3o Ambiental Cr\u00edtica, In: LAYARARGUES, PP (org) <strong>Identidades da educa\u00e7\u00e3o ambiental brasileira. Minist\u00e9rio do Meio Ambiente. Diretoria de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental<\/strong>, Bras\u00edlia: Minist\u00e9rio do Meio Ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce (2015) <strong>A Queda do C\u00e9u: palavras de um xam\u00e3 yanomami, <\/strong>S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras.<\/p>\n\n\n\n<p>KRENAK, Ailton (2019) <strong>Ideias para adiar o fim do mundo, <\/strong>S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras.<\/p>\n\n\n\n<p>KRENAK, Ailton (2020) <strong>A Vida n\u00e3o \u00e9 \u00datil,<\/strong> S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras.<\/p>\n\n\n\n<p>LARROSA, Jorge Bondia (2020). <a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-24782002000100003&amp;lng=en&amp;nrm=iso\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Notas sobre a experi\u00eancia e o saber de experi\u00eancia<\/a>,<strong> Rev Bras Educ,<\/strong>&nbsp; Rio de Janeiro,&nbsp; n19, p20-28.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>MATAREZI, Jos\u00e9 (2006) <a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-40602006000100012&amp;lng=en&amp;nrm=iso\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Despertando os sentidos da educa\u00e7\u00e3o ambiental<\/a>, <strong>Educ rev,<\/strong>&nbsp; Curitiba,&nbsp; n27, p181-199.<\/p>\n\n\n\n<p>NUNES, Marilene (2020) <strong>Institucionaliza\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o Ambiental no Brasil.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>RAMOS, Elisabeth Christmann (2001) <a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-40602001000200012&amp;lng=en&amp;nrm=iso\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Educa\u00e7\u00e3o ambiental: origem e perspectivas<\/a>,<strong> Educ rev,<\/strong> n18, p201-218.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>VIDEIRA, Antonio Augusto Passos (2004) Natureza e Ci\u00eancia Moderna, <strong>Ci\u00eancia &amp; Ambiente (Online)<\/strong>, v28,&nbsp; p121-134.<\/p>\n\n\n\n<p>KRENAK, Ailton (2021) <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=BtpbCuPKTq4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Roda Viva<\/a> 19\/04\/2021&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Not\u00edcias sobre o Garimpo Ilegal:<\/h2>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/rr\/roraima\/noticia\/2021\/03\/25\/garimpo-ilegal-avanca-30percent-na-terra-yanomami-em-um-ano-aponta-relatorio.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Garimpo ilegal avan\u00e7a 30% na Terra Yanomami em ano de pandemia, aponta relat\u00f3rio<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/pt-br\/noticias-socioambientais\/cicatrizes-na-floresta-garimpo-avancou-30-na-terra-indigena-yanomami-em-2020\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cicatrizes na floresta: garimpo avan\u00e7ou 30% na Terra Ind\u00edgena Yanomami em 2020<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/sociedade\/um-so-planeta\/garimpo-ignora-pandemia-avanca-30-na-terra-indigena-yanomami-em-2020-24939963\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Garimpo ignora pandemia e avan\u00e7a 30% na Terra Ind\u00edgena Yanomami em 2020<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/pt-br\/noticias-socioambientais\/organizacoes-indigenas-lembram-os-20-anos-do-massacre-de-haximu\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Organiza\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas lembram os 20 anos do Massacre de Haximu<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A Autora<\/h2>\n\n\n\n<p>Maria Clara Sosa \u00e9 bi\u00f3loga pela Unicamp e mestre em Educa\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias e Matem\u00e1tica, na Unicamp, pesquisadora no Grupo de Pesquisa em Educa\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias (PEmCie) da Unicamp e FURG.<\/p>\n\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Texto escrito por Maria Clara Sosa \u201c500 anos antes do primeiro homem branco chegar, os Yanomami j\u00e1 estavam aqui\u201d. Assim come\u00e7a o filme &#8216;A \u00daltima <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2021\/06\/21\/a-ultima-floresta-novos-olhares-para-a-educacao-ambiental\/\" title=\"\u201cA \u00daltima Floresta\u201d: novos olhares para a Educa\u00e7\u00e3o Ambiental\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":293,"featured_media":807,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[4,304],"tags":[311,5,309,308,136,137,307,306,310,305],"class_list":["post-800","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-educacao-ambiental","tag-a-ultima-floresta","tag-cultura","tag-cultura-yanomami","tag-educacao-ambiental","tag-experiencia","tag-informacao","tag-kopenawa","tag-krekak","tag-resenha","tag-yanomami"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2021\/06\/A-Ultima-Floresta.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/800","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/users\/293"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=800"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/800\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":810,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/800\/revisions\/810"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/media\/807"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=800"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=800"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=800"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}