{"id":715,"date":"2021-10-27T13:44:41","date_gmt":"2021-10-27T16:44:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/planteia\/?p=715"},"modified":"2021-10-29T11:59:45","modified_gmt":"2021-10-29T14:59:45","slug":"louisemaydemio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/planteia\/louisemaydemio\/","title":{"rendered":"Louise May De Mio: O prazer de descobrir e questionar"},"content":{"rendered":"\n<h3><em data-rich-text-format-boundary=\"true\">Para Louise Larissa May De Mio, professora e pesquisadora na Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR)\u00a0 fazer ci\u00eancia depende de curiosidade e boas ideias. O prazer de descobrir e questionar foram apreendidos com mestres entusiasmados ainda na gradua\u00e7\u00e3o. Hoje \u00e9 ela quem inspira jovens cientistas.<\/em><\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;<span style=\"background-color:#ffffff\" class=\"tadv-background-color\">A curiosidade vinculada as boas ideias s\u00e3o elementos essenciais para a vida de cientista e podem ser potencializadas ao se trabalhar em equipes multidisciplinares.<\/span>&#8220;<\/p><cite><em>Louise Larissa May De Mio<\/em><\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>O que a influenciou a seguir carreira cient\u00edfica?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Minha carreira acad\u00eamica iniciou com pequenas curiosidades, ideias e pensamentos ao longo do per\u00edodo escolar. No curso de agronomia na Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), a professora Maria L\u00facia R. Z. Costa Lima (<em>in memoriam<\/em>) ministrava as aulas de fitopatologia com muito entusiasmo e dedica\u00e7\u00e3o e isso me despertou o interesse pela \u00e1rea, que todos os meus colegas achavam complexa.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A partir da\u00ed ingressei em est\u00e1gios de pesquisa e desenvolvimento de ci\u00eancia como uma forma nova de pensar. A inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica na UFPR foi o primeiro passo. Na sequ\u00eancia, mestrado e doutorado na Escola Superior de Agricultura &#8216;Luiz de Queiroz&#8217; da Universidade de S\u00e3o Paulo (ESALQ\/USP) e p\u00f3s-doutorado na Universidade da Calif\u00f3rnia Davis nos Estados Unidos. Durante o mestrado, o Prof. Dr. Hisoshi Kimati (in memoriam) me incentivou a desenvolver pensamento l\u00f3gico com base na observa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e muita leitura de artigos cient\u00edficos, o que tamb\u00e9m me proporcionou a base para entender aspectos da ci\u00eancia aplicada. Nesta etapa eu j\u00e1 estava infectada pelo prazer de descobrir o novo e questionar tudo que se apresentava. O per\u00edodo de mestrado e doutorado que passei na ESALQ foi importante para o desenvolvimento da minha carreira de forma \u00e9tica e aprofundada. Tive muita sorte de encontrar excelentes profissionais ao longo da minha jornada.<\/span><\/p>\n<p><strong>Qual a motiva\u00e7\u00e3o que direciona o seu trabalho?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Sou professora na UFPR h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas e sempre que entro em uma sala de aula, da gradua\u00e7\u00e3o ou da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, vejo muitas possibilidades e universos a serem desvendados. Durante as aulas, muitas vezes, reconhe\u00e7o no brilho dos olhos dos alunos, aqueles que v\u00e3o seguir carreira na mesma \u00e1rea que eu escolhi. Muito gratificante! Na pesquisa que desenvolvo com uma grande equipe de alunos, p\u00f3s-graduandos, pesquisadores e produtores rurais ocorre o mesmo, a cada descoberta encontro uma nova motiva\u00e7\u00e3o para continuar.<\/span><\/p>\n<p><strong>Quais as contribui\u00e7\u00f5es que voc\u00ea fez para a ci\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No ensino, a forma\u00e7\u00e3o de pessoas, profissionais bem qualificados e conscientes da import\u00e2ncia do conhecimento adquirido. Pessoas que gostam do que fazem e realizam seu trabalho buscando novos desafios para a melhoria do agroneg\u00f3cio com base na ci\u00eancia. Na gradua\u00e7\u00e3o, leciono a parte b\u00e1sica dos fundamentos da fitopatologia e discuto o conte\u00fado relacionando-o ao manejo das doen\u00e7as em plantas. Na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o atuo na \u00e1rea de epidemiologia e controle de doen\u00e7as com foco no manejo integrado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Na pesquisa, o desenvolvimento de conhecimentos em diferentes n\u00edveis, incluem desde t\u00e9cnicas para garantir sustentabilidade e alimentos seguros at\u00e9 estudos de b\u00e1sicos para explicar fen\u00f4menos biol\u00f3gicos que nos desafiam constantemente. Ao longo da minha carreira foram publicados alguns artigos e na maioria deles existe uma preocupa\u00e7\u00e3o com a aplicabilidade do conhecimento para melhorar a vida dos produtores de alimentos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No in\u00edcio da carreira fui respons\u00e1vel pela implementa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o integrada de algumas frut\u00edferas de clima temperado no estado do Paran\u00e1, liderando e interagindo com um grupo grande de t\u00e9cnicos, pesquisadores e produtores. Desta etapa surgiram demandas de pesquisa ligadas a estrat\u00e9gias de controle de doen\u00e7as para minimizar o uso de fungicidas qu\u00edmicos. Como resultado, foram propostas muitas altera\u00e7\u00f5es no manejo, considerando estudos epidemiol\u00f3gicos em campo, que hoje auxiliam produtores a produzir alimentos de forma mais ecol\u00f3gica. Tamb\u00e9m, estudamos de forma mais aprofundada pat\u00f3genos (latentes ou quiescentes) em frutas que, muitas vezes, desenvolvem sintomas somente durante o processo de comercializa\u00e7\u00e3o e, por isso, s\u00e3o importantes para o mercado de importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Al\u00e9m de estudos epidemiol\u00f3gicos, nos \u00faltimos 10 anos temos tamb\u00e9m monitorado a sele\u00e7\u00e3o de pat\u00f3genos com resist\u00eancia \u00e0 fungicidas em frut\u00edferas e em soja. Identificamos os mecanismos de a\u00e7\u00e3o e desenvolvemos estrat\u00e9gias de manejo para evitar que a efici\u00eancia de fungicidas no campo seja reduzida. Em paralelo, tenho uma linha de pesquisa com prospec\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de produtos de origem biol\u00f3gica ou com base em \u00f3leos essenciais para controle de doen\u00e7as em sistemas de produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica ou para serem integrados ao manejo convencional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Os trabalhos realizados pelo grupo s\u00e3o divulgados em teses, disserta\u00e7\u00f5es, artigos cient\u00edficos, artigos t\u00e9cnicos, livros, manuais, palestras e treinamentos. Fazemos o poss\u00edvel para transformar a ci\u00eancia produzida pela equipe para uma linguagem adequada, atendendo aos diferente p\u00fablicos da sociedade.<\/span><\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o os maiores desafios das cientistas no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Atingir o maior n\u00famero de pessoas com as informa\u00e7\u00f5es geradas e fazer pesquisa alinhada com as necessidades e participa\u00e7\u00e3o da sociedade. Para isso, s\u00e3o necess\u00e1rios: financiamento para pesquisa de longo prazo, integra\u00e7\u00e3o de dados coletados no laborat\u00f3rio e em experimentos de campo e desenvolvimento de pesquisas mais aplicadas. Estas pesquisas devem integrar pesquisadores de diferentes \u00e1reas e contar com apoio e discuss\u00f5es do setor produtivo.<\/span><\/p>\n<p><strong>O que mais a entusiasma na atividade de cientista?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A possibilidade de novas descobertas e as mudan\u00e7as que podemos proporcionar ao integrar conhecimento, experi\u00eancia e inova\u00e7\u00e3o. <strong><span style=\"color: #ff6600\">A curiosidade vinculada as boas ideias s\u00e3o elementos essenciais para vida de cientista e podem ser potencializadas ao se trabalhar com equipes multidisciplinares, com experi\u00eancias em diferentes \u00e1reas.<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Algum conselho para as jovens aspirantes a cientista?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Sim, que sempre busquem desafios e objetivos para facilitar a vidas das pessoas, trabalhem de forma colaborativa em equipe, integrando avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos com ambiente sustent\u00e1vel. N\u00e3o se acomodem e n\u00e3o se limitem em situa\u00e7\u00f5es de dificuldades. Em frente, avan\u00e7ando sempre! Al\u00e9m disso, repassem o conhecimento adquirido, trocando, incentivando e valorizando boas ideias.<\/span><\/p>\n<p><strong>Como est\u00e1 o andamento das pesquisas em meio a pandemia da COVID-19? Quais os desafios e as estrat\u00e9gias adotadas para super\u00e1-los?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A pandemia da COVID-19 nos imp\u00f4s um desafio enorme de reorganizar metas e trabalhos em andamento. Temos um grupo de pesquisa chamado &#8220;LEMID \u2013 Laborat\u00f3rio de Epidemiologia para Manejo Integrado de Doen\u00e7as&#8221; de plantas e nos organizamos em reuni\u00f5es semanais ou quinzenais para acompanhamento dos trabalhos de cada p\u00f3s-graduando. Nas reuni\u00f5es decidimos priorizar o uso dos laborat\u00f3rios para os trabalhos que n\u00e3o puderam ser interrompidos, em especial aqueles com pat\u00f3genos biotr\u00f3ficos que precisam ser mantidos em planta, pois n\u00e3o podem ser cultivados in vitro, como o agente causal da ferrugem asi\u00e1tica da soja.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Experimentos em campo continuam sendo realizados, por exemplo: na cultura da videira, estamos quantificando danos de doen\u00e7as e prospectando agentes biol\u00f3gicos para controle; na macieira e na ameixeira est\u00e3o sendo realizados estudos epidemiol\u00f3gicos em campo. Alguns dados precisam ser coletados para evitar interrup\u00e7\u00e3o nas pesquisas planejadas a longo prazo. Al\u00e9m desses trabalhos, temos acompanhado popula\u00e7\u00f5es de pat\u00f3genos ao longo das safras, para monitorar resist\u00eancia \u00e0 fungicidas. Essas pesquisas est\u00e3o sendo conduzidas com o devido cuidado e com ajuda de produtores rurais e fruticultores parceiros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Os alunos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, gradua\u00e7\u00e3o, inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica t\u00eam autoriza\u00e7\u00e3o para entrar no laborat\u00f3rio e continuar as pesquisas, desde que tomados todos os cuidados preconizados para evitar o cont\u00e1gio. Estamos em turnos de trabalho com no m\u00e1ximo dois alunos por dia no laborat\u00f3rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No restante, todos est\u00e3o trabalhando remotamente na compila\u00e7\u00e3o de dados j\u00e1 coletados, an\u00e1lises de dados e leitura de artigos cient\u00edficos. Alguns alunos em fase mais adiantada da pesquisa, assim como os p\u00f3s-doutorandos, est\u00e3o escrevendo artigos cient\u00edficos ou corrigindo os que est\u00e3o em tr\u00e2mite nas revistas. Fazemos, para isso, reuni\u00f5es peri\u00f3dicas envolvendo pesquisadores parceiros de outras institui\u00e7\u00f5es no Brasil e no mundo. Atualmente, tenho na equipe uma aluna em programa de doutorado sandu\u00edche nos Estados Unidos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Estamos tamb\u00e9m elaborando um livro sobre an\u00e1lises epidemiol\u00f3gicas aplicadas para doen\u00e7as de plantas em conjunto com pesquisadores da \u00e1rea da estat\u00edstica da UFPR. Esse trabalho estar\u00e1 dispon\u00edvel em plataformas online de acesso livre.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Enfim, n\u00e3o est\u00e1 f\u00e1cil lidar com esta situa\u00e7\u00e3o que assola o mundo, mas com todo esse planejamento estamos nos mantendo conectados e ajudando uns aos outros. <strong><span style=\"color: #ff6600\">A pesquisa cient\u00edfica \u00e9 a grande esperan\u00e7a para superarmos este desafio.<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/planteia\/wp-content\/uploads\/sites\/170\/2021\/10\/20200424-Foto1-Louise-Mio-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-717\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/planteia\/wp-content\/uploads\/sites\/170\/2021\/10\/20200424-Foto1-Louise-Mio-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/planteia\/wp-content\/uploads\/sites\/170\/2021\/10\/20200424-Foto1-Louise-Mio-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/planteia\/wp-content\/uploads\/sites\/170\/2021\/10\/20200424-Foto1-Louise-Mio-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/planteia\/wp-content\/uploads\/sites\/170\/2021\/10\/20200424-Foto1-Louise-Mio-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/planteia\/wp-content\/uploads\/sites\/170\/2021\/10\/20200424-Foto1-Louise-Mio-2048x1536.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000\"><b>Sobre a cientista convidada<\/b><\/span><\/p>\n<p>Louise Larissa May De Mio \u00e9 engenheira agr\u00f4noma pela Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR) e fez mestrado e doutorado em fitopatologia pela Escola Superior de Agricultura &#8216;Luiz de Queiroz&#8217; da Universidade de S\u00e3o Paulo (ESALQ\/USP). O p\u00f3s-doutorado em epidemiologia e manejo de doen\u00e7as de plantas foi realizado na Calif\u00f3rnia nos Estados Unidos. Hoje \u00e9 professora na UFPR e faz pesquisas multidisciplinares com foco na aplica\u00e7\u00e3o do conhecimento no agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Entre as linhas de pesquisa que desenvolve destacam-se: a elabora\u00e7\u00e3o de novas formas de cultivar frut\u00edferas e leguminosas sem ou com reduzido uso de agroqu\u00edmicos; acompanhamento da evolu\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia de pragas e doen\u00e7as no campo aos qu\u00edmicos em uso; e desenvolvimento de qu\u00edmicos para combate de pragas e doen\u00e7as menos poluentes ao meio ambiente e que possam ser usados no cultivo de alimentos org\u00e2nicos, por exemplo.<\/p>\n<p>J\u00e1 escreveu mais de 160 artigos em jornais cient\u00edficos arbitrados, al\u00e9m de 26 livros e cap\u00edtulos de livros de editoras nacionais e internacionais. Orientou mais de 140 alunos, entre inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, treinamento t\u00e9cnico, trabalho de conclus\u00e3o de curso, especializa\u00e7\u00e3o, p\u00f3s-graduandos (mestrandos e doutorandos) e p\u00f3s-doutorandos. Atualmente \u00e9 professora no programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal, na \u00e1rea de Fitopatologia, e coordena o Laborat\u00f3rio de Epidemiologia para Manejo Integrado de Doen\u00e7as (LEMID) e o Laborat\u00f3rio de Epidemiologia Molecular (LAEM).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Cr\u00e9dito de imagem: <\/span><a href=\"https:\/\/www.pexels.com\/@brunoscramgnon?utm_content=attributionCopyText&amp;utm_medium=referral&amp;utm_source=pexels\">Bruno Scramgnon<\/a> no <a href=\"https:\/\/www.pexels.com\/photo\/close-up-of-beer-bottles-on-wood-315658\/?utm_content=attributionCopyText&amp;utm_medium=referral&amp;utm_source=pexels\">Pexels<\/a><\/p>\n<p>Entrevista publicada originalmente em 12 agosto de 2020.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para Louise Larissa May De Mio, professora e pesquisadora na Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR)\u00a0 fazer ci\u00eancia depende de curiosidade e boas ideias. 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