{"id":164,"date":"2010-07-24T17:50:58","date_gmt":"2010-07-24T21:50:58","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/podeimburana\/2010\/07\/preciosidades-do-mit-encyclopedie-de-diderot\/"},"modified":"2010-07-24T17:50:58","modified_gmt":"2010-07-24T21:50:58","slug":"preciosidades-do-mit-encyclopedie-de-diderot","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/podeimburana\/2010\/07\/24\/preciosidades-do-mit-encyclopedie-de-diderot\/","title":{"rendered":"Preciosidades do MIT: Encyclop\u00e9die de Diderot"},"content":{"rendered":"<p>O bacana de caminhar despretensiosamente pelo campus do MIT \u00e9 esbarrar em espa\u00e7os preciosos como a pequena <em>Maihaugen Gallery<\/em>. Em seus aproximados 30 metros quadrados, a galeria abriga exposi\u00e7\u00f5es de cole\u00e7\u00f5es raras das bibliotecas da institui\u00e7\u00e3o, como documentos, fotografias, livros e mapas.<\/p>\n<p>Foi l\u00e1 que vi volumes originais da famosa obra <em>Encyclop\u00e9die<\/em>, ou <em>Dictionnaire raisonn\u00e9 des sciences, des arts et des m\u00e9tiers<\/em>, editada por Denis Diderot. Apreciei imagens detalhadas dos trabalhos manuais de artes\u00e3os. Recursos de multim\u00eddia me ajudaram a compreender o valor da obra: um X no ch\u00e3o assinalou onde eu deveria pisar para que um sistema de som e v\u00eddeo fosse ativado. Logo acima da minha cabe\u00e7a, uma c\u00fapula acr\u00edlica me isolou: um mergulho no mundo dideroidiano.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/media.tumblr.com\/tumblr_l62y5xiUP01qb2qz8.jpg\" \/><\/p>\n<p>Diderot classificava <em>Encyclop\u00e9die<\/em> como \u201cum dicion\u00e1rio universal e anal\u00edtico do conhecimento humano\u201d, disse Kristel Smentek, professora de hist\u00f3ria da arte (MIT). Ela explica que a ideia de uma enciclop\u00e9dia contendo todo o conhecimento humano n\u00e3o era nova. O escritor franc\u00eas inovou ao colocar os trabalhos mec\u00e2nicos como uma categoria de conhecimento universal t\u00e3o valiosos quanto as ci\u00eancias e as artes. Publicada em meados do s\u00e9culo 18, a obra causou grande impacto pois \u00e0 \u00e9poca a cren\u00e7a era que as ci\u00eancias e artes existiam para enobrecer e edificar, enquanto o trabalho f\u00edsico\/manual era considerado bruto, irrefletido, tolo. Ao detalhar a complexidade, criatividade e habilidade de trabalhos mec\u00e2nicos \u00a0&#8211; como artes\u00e3os produzindo cartas de baralho -, Diderot mostrou que a mente, n\u00e3o s\u00f3 as m\u00e3os, \u00e9 importante para esse tipo de trabalho. Segundo a professora, tal obra iniciou uma mudan\u00e7a de percep\u00e7\u00e3o sobre trabalhos m\u00e3os na massa, abrindo o caminho para que escolas de tecnologia e engenharia fossem fundadas.\u00a0<\/p>\n<p>Jeffrey S. Ravel, professor de hist\u00f3ria (MIT), explora a hist\u00f3ria e controv\u00e9rsias da obra, cr\u00edticas \u00e0 igreja, iluminismo, entre outros. Assista aos v\u00eddeos se quiser saber mais.<\/p>\n<p>Estou curiosa para saber qual ser\u00e1 o tema da pr\u00f3xima exposi\u00e7\u00e3o nesse precioso espa\u00e7o.<\/p>\n<p>V\u00eddeos:<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0<a title=\"Smentek\" target=\"_blank\" href=\"http:\/\/cdn.static.viddler.com\/flash\/simple_publisher.swf?key=8a62c482&amp;ref=http:\/\/libraries.mit.edu\/maihaugen\/index.html\" rel=\"noopener noreferrer\">Kristel Smentek<\/a><\/p>\n<p>&#8211;\u00a0<a title=\"Ravel\" target=\"_blank\" href=\"http:\/\/cdn.static.viddler.com\/flash\/simple_publisher.swf?key=beae4577&amp;ref=http:\/\/libraries.mit.edu\/maihaugen\/index.html\" rel=\"noopener noreferrer\">Jeffrey S. Ravel<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O bacana de caminhar despretensiosamente pelo campus do MIT \u00e9 esbarrar em espa\u00e7os preciosos como a pequena Maihaugen Gallery. 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