{"id":654,"date":"2024-04-05T11:06:54","date_gmt":"2024-04-05T14:06:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/?p=654"},"modified":"2024-04-05T11:06:54","modified_gmt":"2024-04-05T14:06:54","slug":"enraizar-o-porvir-renomear-a-amefrica-ladina-entrevista-com-marilyn-machado-mosquera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/2024\/04\/05\/enraizar-o-porvir-renomear-a-amefrica-ladina-entrevista-com-marilyn-machado-mosquera\/","title":{"rendered":"Enraizar o porvir: (re)nomear a Am\u00e9frica Ladina &#8211; entrevista com Marilyn Machado Mosquera"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><em><span style=\"font-weight: 400\">Por Giulia Mendes Gambassi<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Entender os processos explorat\u00f3rios que se d\u00e3o na Am\u00e9rica Latina \u00e9 um desafio constante e, provavelmente, intermin\u00e1vel. A cont\u00ednua explora\u00e7\u00e3o dos recursos naturais e, consequentemente, dos povos que aqui habitam atualiza as feridas que herdamos do auge da coloniza\u00e7\u00e3o europeia em nossas terras.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No <\/span><a href=\"http:\/\/www.4congresoecologiapolitica.org\/participantes-internacionales\/\"><span style=\"font-weight: 400\">IV Congresso Latino-americano de Ecologia Pol\u00edtica<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, sediado em Quito (Equador) em outubro de 2022, pesquisadores do CRIAB \u2013 mais especificamente do GT Educa\u00e7\u00e3o e Sociedade \u2013, pensaram e discutiram o tema geral desse evento, a saber:<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\"> Ecolog\u00eda pol\u00edtica y pensamiento cr\u00edtico latinoamericano: ra\u00edces, trayectorias y miradas al futuro<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">. A primeira plen\u00e1ria do congresso voltou-se \u00e0s <\/span><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/uasbecuador\/videos\/427873349521267\"><i><span style=\"font-weight: 400\">Luchas hist\u00f3ricas en defensa de los pueblos y los territorios<\/span><\/i><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, em que pudemos ouvir Marilyn Machado Mosquera (Kuagro-ri Changaina), Nathalia Bonilla (Acci\u00f3n Ecol\u00f3gica)\u200b, Pablo Fajardo (Uni\u00f3n de Afectados por la Texaco) e Joan Mart\u00ednez-Alier\u200b (Universidad Aut\u00f3noma de Barcelona), com a media\u00e7\u00e3o de Ivonne Ramos (Acci\u00f3n Ecol\u00f3gica).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Nesse contexto, Ramos abre a mesa dando destaque \u00e0 compreens\u00e3o de nossas ra\u00edzes &#8220;como proje\u00e7\u00e3o, origem e fortaleza a partir da qual fazemos caminho ao andar&#8221;, provocando um giro na compreens\u00e3o dos processos pol\u00edticos e hist\u00f3ricos de nosso continente. Afinal, no sistema capitalista em que estamos inseridos, \u00e9 sempre em nome do progresso e do desenvolvimento \u2013 muitas vezes desvinculados do que veio antes \u2013 que nos ensinam a pensar, a atuar e a fazer ci\u00eancia. Ao enfatizar que, a partir dessa mesa, mas tamb\u00e9m do evento como um todo, podemos construir afirma\u00e7\u00f5es do porvir, Ramos nos provoca a assumir uma perspectiva outra em rela\u00e7\u00e3o ao passado e ao lugar que aprendemos a dar a ele em uma organiza\u00e7\u00e3o ocidental da vida e do pensamento.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_656\" aria-describedby=\"caption-attachment-656\" style=\"width: 361px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-656\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab2\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2024\/04\/Captura-de-Tela-2024-04-05-as-11.02.43_compressed.jpg\" alt=\"Marilyn Machado-Mosquera\" width=\"361\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2024\/04\/Captura-de-Tela-2024-04-05-as-11.02.43_compressed.jpg 1772w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2024\/04\/Captura-de-Tela-2024-04-05-as-11.02.43_compressed-300x216.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2024\/04\/Captura-de-Tela-2024-04-05-as-11.02.43_compressed-1024x737.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2024\/04\/Captura-de-Tela-2024-04-05-as-11.02.43_compressed-768x553.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2024\/04\/Captura-de-Tela-2024-04-05-as-11.02.43_compressed-1536x1106.jpg 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2024\/04\/Captura-de-Tela-2024-04-05-as-11.02.43_compressed-500x360.jpg 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2024\/04\/Captura-de-Tela-2024-04-05-as-11.02.43_compressed-800x576.jpg 800w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2024\/04\/Captura-de-Tela-2024-04-05-as-11.02.43_compressed-1280x922.jpg 1280w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2024\/04\/Captura-de-Tela-2024-04-05-as-11.02.43_compressed-375x270.jpg 375w\" sizes=\"(max-width: 361px) 100vw, 361px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-656\" class=\"wp-caption-text\">Marilyn Machado-Mosquera<br \/><em>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.uasb.edu.ec\/entrevistas\/aportes-de-las-mujeres-negras-de-colombia-a-la-ecologia-politica-emancipadora-y-decolonial\/\">https:\/\/www.uasb.edu.ec\/entrevistas\/aportes-de-las-mujeres-negras-de-colombia-a-la-ecologia-politica-emancipadora-y-decolonial\/<\/a><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Dentre os diversos destaques que podem ser feitos \u00e0s falas que ouvimos nessa mesa, a pot\u00eancia da apresenta\u00e7\u00e3o de Marilyn Machado Mosquera nos convoca a tatear e reconhecer a presen\u00e7a do v\u00e9u do branqueamento \u2013 como aponta L\u00e9lia Gonzalez, fil\u00f3sofa e antrop\u00f3loga brasileira citada na fala de Machado Mosquera \u2013 que imp\u00f5e uma forma colonial de olharmos o mundo, o outro e at\u00e9 n\u00f3s mesmos. Trazemos, ent\u00e3o, neste texto, uma breve entrevista com essa potente pesquisadora.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A Am\u00e9frica Ladina proposta por Gonzalez e retomada por Machado Mosquera, problematiza o fato de que n\u00e3o s\u00f3 aspectos geogr\u00e1ficos, mas tamb\u00e9m inconscientes se imbricam na forma em que nos narramos enquanto ladinoamefricanos. O aprisionamento em uma l\u00edngua(gem) racista inibe uma poss\u00edvel emancipa\u00e7\u00e3o do destino subalterno ao qual os dispositivos coloniais nos fazem crer ser inevit\u00e1vel. Assim, (r)existir \u00e0 imposi\u00e7\u00e3o do desenvolvimento e do progresso, \u00e0 morte sist\u00eamica de corpos que nos fizeram acreditar ser dissidentes, mas s\u00e3o, em realidade, o que de mais singular habita nossas terras, \u00e9 revolucion\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00c9 nesse cen\u00e1rio, tecido pelas palavras de Machado Mosquera, que fazemos perguntas voltadas \u00e0 pretensa separa\u00e7\u00e3o entre homem e natureza ao se pensar a Am\u00e9rica Latina, bem como \u00e0 possibilidade de, a partir dos processos de nomea\u00e7\u00e3o, seguirmos transformando nossa rela\u00e7\u00e3o com a terra, a \u00e1gua e, mais especificamente, no caso do nosso grupo, com as pr\u00e1ticas extrativistas do nosso entorno.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A primeira pergunta que fizemos foi: \u00e9 poss\u00edvel pensar a Am\u00e9frica Ladina, como prop\u00f5e L\u00e9lia Gonzalez, deslocada da natureza?, \u00e0 qual nossa entrevistada se coloca a responder em dois sentidos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O primeiro diz respeito, principalmente, \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria das comunidades negras inseridas na Col\u00f4mbia e no Equador no espa\u00e7o rural, compreendido junto \u00e0 natureza. Considerar esse aspecto espacial \u00e9 inescap\u00e1vel ao se propor qualquer vis\u00e3o de africanidade na Am\u00e9rica Latina, estando consequentemente vinculada \u00e0 natureza. De todo modo, h\u00e1 aquelas e aqueles que nascem e vivem no meio urbano e que aprendem a separar os humanos dos demais seres, como rios, \u00e1rvores, entre outros, mobilizando, a seu modo, outras formas de se compreender sua identidade e ancestralidade. Para esses grupos, haveria a possibilidade de se pensar Am\u00e9frica Ladina sem levar em conta a natureza, mas isso se basearia em um componente &#8220;antinatural&#8221; e fiado em uma perspectiva colonial, j\u00e1 que Machado Mosquera afirma que somos a natureza ou, como coloca a partir de Enrique Leff, todos os povos s\u00e3o da terra.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O segundo sentido que ela tece em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 primeira pergunta, se volta ao que chama de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">sentipensar<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> negro. Esse <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">sentipensar<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, aponta, transcende os espa\u00e7os geogr\u00e1ficos, estando presente na culin\u00e1ria \u2013 que tamb\u00e9m tem influ\u00eancia de outros povos, inclusive ind\u00edgenas \u2013, na m\u00fasica, nos esportes, nos escritos e nos modos de ser dos povos ladinoamefricanos, o que nos levaria a perceber a amefricanidade para al\u00e9m do territ\u00f3rio. Entretanto, quando se pensa a partir dos processos de nomea\u00e7\u00e3o colonial que criam uma representa\u00e7\u00e3o de Am\u00e9rica Latina desvinculada da terra, como se tivesse se erigido por outros que n\u00e3o os povos que j\u00e1 estavam aqui, deixa-se de fora as diversas comunidades que extrapolam uma constru\u00e7\u00e3o europeia de territorialidade e subjetividade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Nesse ponto, Machado Mosquera afirma ser necess\u00e1rio perceber esse processo de constru\u00e7\u00e3o a partir de uma proposi\u00e7\u00e3o que \u00e9 de amplo conhecimento dos povos negros e ind\u00edgenas: &#8220;se n\u00e3o se nomeia, n\u00e3o existe&#8221;. Esse apontamento nos leva \u00e0 segunda pergunta a ela direcionada: como poder\u00edamos nos apropriar desses processos de nomea\u00e7\u00e3o buscando nos afastar da heran\u00e7a colonial que vivemos na Am\u00e9rica Latina?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A resposta a essa pergunta tamb\u00e9m se d\u00e1 em duas frentes, que identificamos como &#8220;(re)conhecer para decolonizar&#8221; e &#8220;escutar para transformar&#8221;. A primeira frente parte do pressuposto de que conhecer os povos e os diversos atores que constituem os territ\u00f3rios em que vivemos, bem como reconhecer os processos de extrema opress\u00e3o que experienciaram e ainda experienciam \u00e9 requisito b\u00e1sico daqueles que clamam trabalhar com ecologia pol\u00edtica. Por\u00e9m, como observa nossa entrevistada, a pr\u00e1tica decolonial que se propagandeia por a\u00ed, muitas vezes n\u00e3o se afasta efetivamente ou at\u00e9 mesmo ressignifica e problematiza nossa heran\u00e7a colonial. A pesquisadora afirma que isso seria contraprodutivo, j\u00e1 que sem se conhecer e reconhecer o ator que tenha sido profunda e historicamente oprimido, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel pensar em decolonialidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A segunda frente se volta a um processo de escuta e divulga\u00e7\u00e3o que parte da compreens\u00e3o dos processos de nomea\u00e7\u00e3o ligados \u00e0 Am\u00e9rica Latina. Estudiosos afirmam que o nome &#8220;Am\u00e9rica&#8221; se d\u00e1 em homenagem a Am\u00e9rico Vespucio, que foi o primeiro a reconhecer, mas n\u00e3o a invadir, nossas terras como um novo continente e n\u00e3o as chamadas \u00cdndias. J\u00e1 &#8220;Latina&#8221; se atribui por conta das l\u00ednguas latinas faladas nessa regi\u00e3o, diferente das germ\u00e2nicas, faladas no Norte. Reiterando o trabalho cuidadoso com a linguagem que \u00e9 feito por Gonzalez, visando a colocar no centro as diversas comunidades, Machado Mosquera relatou uma experi\u00eancia em uma das oficinas oferecidas no evento, em que, como participante, perguntou aos demais o que achavam de chamar nossas terras de Am\u00e9frica Ladina. As respostas que obteve poderiam ser organizadas em (i) n\u00e3o \u00e9 importante pensar sobre o nome do nosso continente, (ii) deveria se levar em conta os nomes que j\u00e1 circulam em algumas comunidades ind\u00edgenas, mobilizando outras palavras que n\u00e3o as do colonizadores, e (iii) deveria se pensar em uma forma mais abrangente de nomear esse territ\u00f3rio. Mais do que tentar apresentar uma resposta unificadora, Machado Mosquera aponta a import\u00e2ncia de se questionar a nomea\u00e7\u00e3o, mesmo que n\u00e3o seja para encontrar um novo nome.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Assim, lidar com o fato de que as comunidades negras e ind\u00edgenas s\u00e3o vistas como parte de territ\u00f3rios de sacrif\u00edcio (em nome do desenvolvimento neoliberal) exige que ela se coloque n\u00e3o desde um lugar de pesquisadora ou mestranda, mas, sim, de uma mulher negra que traz \u00e0 tona din\u00e2micas ordin\u00e1rias (comuns e n\u00e3o conhecidas amplamente por quem est\u00e1 fora das comunidades) e extraordin\u00e1rias (manifesta\u00e7\u00f5es, bloqueios de estradas \u2013 como tivemos nas recentes <\/span><a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/mundo\/greve-colombia-barbarie-neoliberal-necropolitica\/\"><span style=\"font-weight: 400\">greves na Col\u00f4mbia<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> e <\/span><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2022\/06\/17\/movimento-indigena-do-equador-mantem-greve-geral-pelo-5-dia-presidente-pede-dialogo\"><span style=\"font-weight: 400\">no Equador<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> \u2013, participa\u00e7\u00e3o em espa\u00e7os acad\u00eamicos com escrita de artigos\u00a0 que aconteceram recentemente e que obtiveram \u00eaxito na prote\u00e7\u00e3o dos povos e das terras) em jogo com sua presen\u00e7a. Por esse motivo, Machado Mosquera afirma que se apropriar dos processos de nomea\u00e7\u00e3o, tentar transform\u00e1-los para al\u00e9m da heran\u00e7a colonial \u00e9 escutar e ler as comunidades negras, gerar espa\u00e7os de discuss\u00e3o em que sejam convidados a serem protagonistas e at\u00e9 mesmo fazer entrevistas como essa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">(Re)nomear a Am\u00e9frica Ladina, ent\u00e3o, se d\u00e1 a partir da percep\u00e7\u00e3o de que os pensamentos come\u00e7am enraizados, como afirma nossa entrevistada, na natureza, no territ\u00f3rio, no passado e nos diferentes conhecimentos que nos constituem. Parece-nos, ent\u00e3o, que enraizar um porvir ou ensaiar outros futuros parte do (re)conhecimento da hist\u00f3ria e da autonomia dos povos que aqui vivem e que nos fazem existir enquanto povo ladinoamefricano Construir um territ\u00f3rio e uma rela\u00e7\u00e3o com a natureza que transcende os processos explorat\u00f3rios sem esquec\u00ea-los, \u00e9 fazer uma aposta pela vida, nos termos de Leff, \u00e9 tra\u00e7ar um futuro t\u00e3o potente quanto o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">sentipensar<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> dos povos da terra e de mulheres como Marilyn Machado Mosquera.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">GONZALEZ, L\u00e9lia. A categoria pol\u00edtico-cultural de amefricanidade. Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, n. 92\/93, p. 69-82, jan.\/jun. 1988a.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">LEFF, Enrique. A aposta pela vida: imagina\u00e7\u00e3o sociol\u00f3gica e imagin\u00e1rios sociais nos territ\u00f3rios ambientais do Sul. Petr\u00f3polis: Vozes. 2016. 510p.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">MACHADO-MOSQUERA, M. Re-existencias de comunidades negras del Norte del Cauca-Colombia por la permanencia en el territorio, y haci\u00e9ndole frente al extractivismo minero. Gesti\u00f3n y Ambiente, [S. l.], v. 24, n. supl1, p. 225\u2013247, 2021. DOI: 10.15446\/ga.v24nsupl1.93299. Dispon\u00edvel em: https:\/\/revistas.unal.edu.co\/index.php\/gestion\/article\/view\/93299. Acesso em: 27 nov. 2022.\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Giulia Mendes Gambassi Entender os processos explorat\u00f3rios que se d\u00e3o na Am\u00e9rica Latina \u00e9 um desafio constante e, provavelmente, intermin\u00e1vel. A cont\u00ednua explora\u00e7\u00e3o dos recursos naturais e, consequentemente, dos povos que aqui habitam atualiza as feridas que herdamos do auge da coloniza\u00e7\u00e3o europeia em nossas terras. No IV Congresso Latino-americano de Ecologia Pol\u00edtica, sediado em Quito (Equador) em outubro de 2022, pesquisadores do CRIAB \u2013 mais especificamente do GT Educa\u00e7\u00e3o e Sociedade \u2013, pensaram e discutiram o tema geral&#8230;<\/p>\n<p class=\"read-more\"><a class=\"btn btn-default\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/2024\/04\/05\/enraizar-o-porvir-renomear-a-amefrica-ladina-entrevista-com-marilyn-machado-mosquera\/\"> Read More<span class=\"screen-reader-text\">  Read More<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":601,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-654","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-iv-congresso-de-ecologia-politica-y-pensamiento-critico-latino-americano"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/654","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-json\/wp\/v2\/users\/601"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=654"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/654\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=654"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=654"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=654"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}