{"id":684,"date":"2024-04-10T18:46:21","date_gmt":"2024-04-10T21:46:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/?p=681"},"modified":"2024-04-10T18:46:21","modified_gmt":"2024-04-10T21:46:21","slug":"cartografias-para-a-resistencia-uma-aposta-a-partir-da-educacao-popular-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/2024\/04\/10\/cartografias-para-a-resistencia-uma-aposta-a-partir-da-educacao-popular-2\/","title":{"rendered":"CARTOGRAFIAS PARA A RESIST\u00caNCIA: UMA APOSTA A PARTIR DA EDUCA\u00c7\u00c3O POPULAR"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><em>Por\u00a0 Talita Gantus de Oliveira e Luna Alves Pereira<\/em><\/p>\n<p>Pesquisadora\/es do GT Educa\u00e7\u00e3o e Sociedade participaram, entre os dias 19 e 22 de outubro de 2022, do<a href=\"http:\/\/www.4congresoecologiapolitica.org\/\">\u00a0IV Congresso de Ecologia Pol\u00edtica<\/a>\u00a0realizado no Equador. L\u00e1, puderam acompanhar a roda de conversa\u00a0<em>Cartograf\u00edas para la resistencia: una apuesta desde la educaci\u00f3n popular<\/em>\u00a0\u2013 Cartografias para a resist\u00eancia: uma aposta desde a educa\u00e7\u00e3o popular (em tradu\u00e7\u00e3o livre).<\/p>\n<p>Como abordado pelos expositores durante a atividade, a cartografia social trata-se de um processo participativo que envolve a leitura do territ\u00f3rio e a reflex\u00e3o sobre como o habitamos. \u00c9 importante que compreendamos que a cartografia social carrega em si uma ideia mais ampla do que a cartografia pura e simples \u2013 aquela com seus tra\u00e7ados, pontos cardeais e escalas, utilizada desde os prim\u00f3rdios das geoci\u00eancias com o intuito de dom\u00ednio, apropria\u00e7\u00e3o e defesa de territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>Durante o empreendimento colonial e o desenvolvimento de sua episteme, a cartografia foi usada pela ci\u00eancia e pelo que se chama Estado-Na\u00e7\u00e3o como ferramenta para estabelecer o controle social do territ\u00f3rio e do povo que ali habitava. Isto, com vistas a impor o imperialismo europeu sobre os outros continentes, espoliando suas riquezas naturais, bens comuns, epistemologias e modos de produ\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Nesse processo de elabora\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica dos territ\u00f3rios usurpados e apropriados, a delimita\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio e de suas fronteiras se d\u00e1, dentre outras coisas, a partir da nomea\u00e7\u00e3o de elementos da paisagem (como rios e montanhas) por meio de uma perspectiva antropoc\u00eantrica. Afinal, a colonialidade \u00e9 antropocentrada.<\/p>\n<p>Alfredo Berno de Almeida,<a href=\"http:\/\/cienciaecultura.bvs.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252018000400016\">\u00a0em seu artigo<\/a>\u00a0<em>\u201cMapas e museus: uma nova cartografia social\u201d<\/em>, afirma que h\u00e1 um monop\u00f3lio de classifica\u00e7\u00f5es territoriais produzidas historicamente pela sociedade colonial, mediante recenseamentos, cadastros, planejamento territorial, invent\u00e1rios, c\u00f3digos e mapas. \u00c9 poss\u00edvel notar esse dom\u00ednio n\u00e3o apenas pelo Estado, mas pelo capital por meio de empresas privadas.<\/p>\n<p>Observa-se a hegemonia desse controle \u2013 em uma sociedade em que o poder pol\u00edtico est\u00e1 atrelado ao poder econ\u00f4mico \u2013 nos territ\u00f3rios atingidos pelos desastres-crimes da Samarco, BHP e Vale, ambos em Minas Gerais, em que o reassentamento da popula\u00e7\u00e3o que passa pelo processo de repara\u00e7\u00e3o se d\u00e1 a partir de uma cartografia para a realoca\u00e7\u00e3o que \u00e9 tecnocr\u00e1tica, verticalizada e arquitetada por t\u00e9cnicos contratados pela empresa respons\u00e1vel pela trag\u00e9dia.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a cartografia social surge como um caminho e uma alternativa para a forma\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es sociais que trabalham em defesa de seus territ\u00f3rios frente \u00e0 amea\u00e7a de processos extrativistas. Durante a roda de conversa, os\/as expositores ressaltaram a import\u00e2ncia de se conhecer o territ\u00f3rio pelo olhar da pr\u00f3pria comunidade, tendo em vista que \u00e9 uma pr\u00e1tica comum entre as concess\u00f5es mineiras o desenvolvimento de outros mapas, por elas produzidos, que s\u00e3o apresentados \u00e0s comunidades \u2013 muitas vezes ocultando informa\u00e7\u00f5es importantes, como a disponibilidade de recursos h\u00eddricos, por exemplo. O conhecimento e a forma\u00e7\u00e3o sobre o territ\u00f3rio \u00e9, portanto, parte do processo de luta contra o avan\u00e7o extrativista.<\/p>\n<figure id=\"attachment_675\" aria-describedby=\"caption-attachment-675\" style=\"width: 2414px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-675\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab2\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2024\/04\/Captura-de-Tela-2024-04-05-as-11.35.17.jpg\" alt=\"Roda de conversa: Cartograf\u00edas para la resistencia: una apuesta desde la educaci\u00f3n popular. Flacso\/Equador, 2022. Foto dos autores.\" width=\"2414\" height=\"1308\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2024\/04\/Captura-de-Tela-2024-04-05-as-11.35.17.jpg 2414w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2024\/04\/Captura-de-Tela-2024-04-05-as-11.35.17-300x163.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2024\/04\/Captura-de-Tela-2024-04-05-as-11.35.17-1024x555.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2024\/04\/Captura-de-Tela-2024-04-05-as-11.35.17-768x416.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2024\/04\/Captura-de-Tela-2024-04-05-as-11.35.17-1536x832.jpg 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2024\/04\/Captura-de-Tela-2024-04-05-as-11.35.17-2048x1110.jpg 2048w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2024\/04\/Captura-de-Tela-2024-04-05-as-11.35.17-500x271.jpg 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2024\/04\/Captura-de-Tela-2024-04-05-as-11.35.17-800x433.jpg 800w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2024\/04\/Captura-de-Tela-2024-04-05-as-11.35.17-1280x694.jpg 1280w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2024\/04\/Captura-de-Tela-2024-04-05-as-11.35.17-1920x1040.jpg 1920w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2024\/04\/Captura-de-Tela-2024-04-05-as-11.35.17-498x270.jpg 498w\" sizes=\"(max-width: 2414px) 100vw, 2414px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-675\" class=\"wp-caption-text\">Roda de conversa: Cartograf\u00edas para la resistencia: una apuesta desde la educaci\u00f3n popular. Flacso\/Equador, 2022. Foto dos autores.<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_676\" aria-describedby=\"caption-attachment-676\" style=\"width: 944px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-676\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/projetocriab2\/wp-content\/uploads\/sites\/302\/2024\/04\/Captura-de-Tela-2024-04-05-as-11.35.32.jpg\" alt=\"Roda de conversa: Cartograf\u00edas para la resistencia: una apuesta desde la educaci\u00f3n popular. Flacso\/Equador, 2022. 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Flacso\/Equador, 2022. Foto dos autores.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Posto isso, na cartografia social, \u00e9 fundamental o destaque nos mapas das fontes h\u00eddricas, nascentes e cursos fluviais que ser\u00e3o afetados pelas concess\u00f5es mineiras; bem como as \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o (e\/ou que devem ser preservadas) da fauna, flora e biodiversidade \u2013 humana e n\u00e3o-humana. Importante, tamb\u00e9m, que a cartografia caminhe paralelamente a um levantamento antropol\u00f3gico das comunidades que vivem nos territ\u00f3rios atingidos ou amea\u00e7ados, e de sua diversidade cultural. Esses levantamentos enriquecem os produtos cartogr\u00e1ficos no que diz respeito \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o das afeta\u00e7\u00f5es n\u00e3o apenas materiais, mas tamb\u00e9m simb\u00f3licas. Trazer os sentidos sobre o territ\u00f3rio para a cartografia (o som do vento, a pureza do ar \u2013 ou, o oposto, a toxicidade do ar em territ\u00f3rios minerados) \u2013 \u00e9 uma forma de agregar saberes e sentidos ao mapa, deslocando-o do seu lugar colonial que transforma a cartografia em uma epistemologia mercadol\u00f3gica: conhecer e cartografar para dominar.<\/p>\n<p>Por fim, \u00e9 poss\u00edvel pensar o mapa a partir da perspectiva de corpo-territ\u00f3rio. Segundo Haesbaert,<a href=\"https:\/\/periodicos.uff.br\/geographia\/article\/view\/43100\">\u00a0em seu artigo<\/a>\u00a0<em>\u201cDo corpo-territ\u00f3rio ao territ\u00f3rio-corpo (da terra): contribui\u00e7\u00f5es decoloniais\u201d<\/em>, afirma que \u201cuma das especificidades da leitura que podemos denominar latino-americana sobre o territ\u00f3rio est\u00e1 ligada ao fato de que ela parte da esfera do vivido, das pr\u00e1ticas ou, como enfatizava Milton Santos, do \u201cuso\u201d do territ\u00f3rio \u2013 mas um uso que se estende bem al\u00e9m do simples valor de uso, compreendendo tamb\u00e9m um expressivo valor simb\u00f3lico.\u201d<\/p>\n<p>O corpo \u00e9 o primeiro habitante do territ\u00f3rio. Sendo assim, \u00e9 parte do processo de descoloniza\u00e7\u00e3o epistemol\u00f3gica da cartografia pensar o nosso pr\u00f3prio corpo como um mapa. Se nosso corpo est\u00e1 bem e saud\u00e1vel \u2013 f\u00edsica, espiritual e psiquicamente \u2013 \u00e9 um reflexo de que o territ\u00f3rio que habitamos tamb\u00e9m esteja bem. Pensar-agir de maneira integrada, n\u00e3o apenas disciplinarmente, no que diz respeito \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do saber, mas de modo que corpo e mente estejam indissociados, \u00e9 um dos desafios de supera\u00e7\u00e3o da armadilha colonial antropoc\u00eantrica. Compreender que o rio contaminado nos atravessa, porque o rio corre em nosso corpo, porque consumimos o que a Terra nos d\u00e1, \u00e9 uma das tarefas da cartografia social. Afinal, tudo est\u00e1 ecologicamente conectado, somos atravessados por essas impurezas.<\/p>\n<p>Para concluir, a oficina trouxe importantes reflex\u00f5es para o nosso GT Educa\u00e7\u00e3o &amp; Sociedade, que se prop\u00f5e a pensar uma pedagogia socioambiental a ser trabalhada em territ\u00f3rios atingidos por rompimentos ou pela presen\u00e7a de barragens \u2013 empreendimento que se insere no bojo da cadeia de explora\u00e7\u00e3o mineral. Desse modo, a cartografia social se situa como uma ferramenta que faz parte do processo pedag\u00f3gico de emancipa\u00e7\u00e3o e autonomia popular frente ao avan\u00e7o do capital sobre corpos, mentes e territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>Embora a cartografia social seja uma t\u00e9cnica de (re)exist\u00eancia nos territ\u00f3rios amea\u00e7ados por projetos extrativistas, a verifica\u00e7\u00e3o e representa\u00e7\u00e3o dos cen\u00e1rios empiricamente observ\u00e1veis remete, sobretudo, \u201ca rela\u00e7\u00f5es de pesquisa e de confian\u00e7a m\u00fatua entre os investigadores e os agentes sociais estudados\u201d, como nos lembra Alfredo Berno de Almeida, em seu artigo citado anteriormente. Posto isso, h\u00e1 um novo desafio que se coloca ao nosso Grupo: pensar e atuar sobre um territ\u00f3rio \u2013 enquanto um objeto de pesquisa \u2013 a partir de uma posi\u00e7\u00e3o que nos situa geograficamente distantes, o que torna complexa a cria\u00e7\u00e3o de v\u00ednculos comunit\u00e1rios. Contudo, afinal, esse \u00e9 um dos grandes desafios colocados \u00e0s\/aos pesquisadores que se prop\u00f5em a um fazer cient\u00edfico e a uma pr\u00e1xis engajadas com a transforma\u00e7\u00e3o social para um outro mundo poss\u00edvel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0 Talita Gantus de Oliveira e Luna Alves Pereira Pesquisadora\/es do GT Educa\u00e7\u00e3o e Sociedade participaram, entre os dias 19 e 22 de outubro de 2022, do\u00a0IV Congresso de Ecologia Pol\u00edtica\u00a0realizado no Equador. L\u00e1, puderam acompanhar a roda de conversa\u00a0Cartograf\u00edas para la resistencia: una apuesta desde la educaci\u00f3n popular\u00a0\u2013 Cartografias para a resist\u00eancia: uma aposta desde a educa\u00e7\u00e3o popular (em tradu\u00e7\u00e3o livre). 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