{"id":105,"date":"2020-01-08T00:19:42","date_gmt":"2020-01-08T03:19:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/prometeus\/?p=105"},"modified":"2020-01-08T00:19:42","modified_gmt":"2020-01-08T03:19:42","slug":"ciencias-naturais-na-escola-metodologia-para-a-sala-de-aula","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/prometeus\/2020\/01\/08\/ciencias-naturais-na-escola-metodologia-para-a-sala-de-aula\/","title":{"rendered":"Ci\u00eancias Naturais na Escola &#8211; Metodologia para a Sala de Aula"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-106 alignleft\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/prometeus\/wp-content\/uploads\/sites\/195\/2020\/01\/vetor-laboratorio-de-quimica_23-2147490984-280x300.jpg\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/prometeus\/wp-content\/uploads\/sites\/195\/2020\/01\/vetor-laboratorio-de-quimica_23-2147490984-280x300.jpg 280w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/prometeus\/wp-content\/uploads\/sites\/195\/2020\/01\/vetor-laboratorio-de-quimica_23-2147490984-252x270.jpg 252w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/prometeus\/wp-content\/uploads\/sites\/195\/2020\/01\/vetor-laboratorio-de-quimica_23-2147490984.jpg 584w\" sizes=\"(max-width: 280px) 100vw, 280px\" \/><\/p>\n<p>Por:\u00a0Lucas Jesus Bettiol Mazeti<\/p>\n<p>O ensino das Ci\u00eancias Naturais \u00e9, em geral, um ensino que necessita amplamente da utiliza\u00e7\u00e3o da experimenta\u00e7\u00e3o para articular e consolidar conceitos os quais, muitas vezes, s\u00e3o bastantes abstratos.<\/p>\n<p>Por conta dessa import\u00e2ncia, diversos autores se destacam na discuss\u00e3o sobre os tipos de experimenta\u00e7\u00e3o, classificando-as de maneiras variadas, como por exemplo: experi\u00eancia show, demonstrativa, emp\u00edrico-indutivista, dedutivista-racionalista, construtivista, entre outras.<\/p>\n<p>Entretanto, olhando para a caracter\u00edstica procedimental, Marie-Genevi\u00e8ve S\u00e9r\u00e9, coordenadora do Grupo de Pesquisa em Did\u00e1tica das Ci\u00eancias F\u00edsicas da Universidade de Paris, traz 4 perspectivas interessantes sobre a experimenta\u00e7\u00e3o \u00e0 n\u00edvel pr\u00e1tico.<\/p>\n<p>A primeira abordagem seria a demonstra\u00e7\u00e3o no fen\u00f4meno, na qual o professor monta o equipamento e reproduz o experimento para que os alunos observem as rela\u00e7\u00f5es de causa e consequ\u00eancia. Essa abordagem \u00e9 utilizada principalmente quando o experimento \u00e9 perigoso ou \u00e9 necess\u00e1rio muito cuidado na sua manipula\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O problema desse procedimento \u00e9 que o experimento vem pronto para o aluno, podendo n\u00e3o gerar um pensamento cr\u00edtico sobre como a rela\u00e7\u00e3o de causa e consequ\u00eancia do fen\u00f4meno implica no seu pr\u00f3prio cotidiano.<\/p>\n<p>Uma segunda abordagem seria a aplica\u00e7\u00e3o de um roteiro direcionado, no qual o aluno segue uma s\u00e9rie de passos e manipula as vari\u00e1veis de forma a observar como os par\u00e2metros se modificam perante isso. Essa abordagem \u00e9 bastante simplificada e, no geral, apenas traz a habilidade de manipula\u00e7\u00e3o dos materiais daquele experimento, ou seja, \u00e9 desenvolvida uma habilidade para procedimental do \u201ccomo fazer\u201d.<\/p>\n<p>Uma terceira possibilidade seria a utiliza\u00e7\u00e3o de um computador para poder medir os par\u00e2metros das vari\u00e1veis e atrav\u00e9s de ferramentas computacionais verificar se a lei est\u00e1 de acordo com a realidade. Nesse m\u00e9todo, se tem uma aproxima\u00e7\u00e3o maior com as atividades produzidas dentro de um laborat\u00f3rio cient\u00edfico podendo ser trabalhados caracter\u00edsticas importantes para esses espa\u00e7os, como confiabilidade de dados, margem de erro e toler\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Uma quarta abordagem seria por tentativa e erro, sem roteiro fechados para utiliza\u00e7\u00e3o. Essa abordagem \u00e9 mais desafiadora ao professor, por\u00e9m ela se traduz num conhecimento mais concreto e significativo para o aluno, uma vez que esse \u00e9 respons\u00e1vel por tentar identificar a real quest\u00e3o proposta pelo experimento.<\/p>\n<p>Essa metodologia tem a vantagem de estruturar caracter\u00edsticas importantes para os alunos, pois os pr\u00f3prios profissionais da \u00e1rea n\u00e3o utilizam a teoria conscientemente o tempo todo, muitos aprendizados v\u00eam da experi\u00eancia pr\u00e1tica dos conceitos. Al\u00e9m disso, S\u00e9r\u00e9 alega \u201cque os f\u00edsicos aplicam com frequ\u00eancia regras intuitivas, derivadas de seus conhecimentos procedurais, de h\u00e1bitos adquiridos ou simplesmente do bom senso, ao inv\u00e9s de princ\u00edpios f\u00edsicos elaborados.\u201d<\/p>\n<p>Estas s\u00e3o apenas algumas possibilidades de abordagens para os laborat\u00f3rios, uma vez que esse ambiente \u00e9 um campo frut\u00edfero para o desenvolvimento de novas habilidades tanto cognitivas quanto procedimentais. Por conta disso, cada estrat\u00e9gia tem suas vantagens e compet\u00eancias que s\u00e3o desenvolvidas mais profundamente.<\/p>\n<p>Dessa forma, \u00e9 importante avaliar quais capacidades s\u00e3o desenvolvidas com cada estrat\u00e9gia e com isso selecionar quais atributos podem ser desenvolvidos nesse espa\u00e7o para estruturar um ensino de maior qualidade dentro de sala de aula.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>MORAES, R. <em>Construtivismo e ensino de ci\u00eancias: reflex\u00f5es epistemol\u00f3gicas e metodol\u00f3gicas<\/em>. 3\u00aa Ed. Porto Alegre: Edipucrs, 2008.<\/p>\n<p>S\u00c9R\u00c9, M. G., COELHO, S. M., &amp; NUNES, A. D. (2003). O papel da experimenta\u00e7\u00e3o no ensino da f\u00edsica. <em>Caderno brasileiro de ensino de f\u00edsica<\/em>,\u00a0V.<em>2<\/em>, N.1 Pg.30-42.<\/p>\n<p>TAHA, M. S. (2015). <em>Experimenta\u00e7\u00e3o como ferramenta pedag\u00f3gica para o ensino de ci\u00eancias. <\/em>Uruguaiana, 2015. TraBalho de conclus\u00e3o de curso, UNIPAMPA<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por:\u00a0Lucas Jesus Bettiol Mazeti O ensino das Ci\u00eancias Naturais \u00e9, em geral, um ensino que necessita amplamente da utiliza\u00e7\u00e3o da experimenta\u00e7\u00e3o para articular e consolidar conceitos os quais, muitas vezes, s\u00e3o bastantes abstratos. Por conta dessa import\u00e2ncia, diversos autores se destacam na discuss\u00e3o sobre os tipos de experimenta\u00e7\u00e3o, classificando-as de maneiras variadas, como por exemplo: experi\u00eancia show, demonstrativa, emp\u00edrico-indutivista, dedutivista-racionalista, construtivista, entre outras. 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