{"id":30,"date":"2018-03-13T12:49:53","date_gmt":"2018-03-13T15:49:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/especiais\/?p=30"},"modified":"2018-03-16T18:43:51","modified_gmt":"2018-03-16T21:43:51","slug":"editorial-mes-das-mulheres-profa-dora-kassisse","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/protagonismofeminino\/editorial-mes-das-mulheres-profa-dora-kassisse\/","title":{"rendered":"Editorial &#8211; Equipe Administrativa"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Breves relatos da Equipe de volunt\u00e1rios da Rede, que cuidam da administra\u00e7\u00e3o do projeto, sobre a tem\u00e1tica do especial \u201cM\u00eas das Mulheres &#8211; Protagonismo Feminino na Ci\u00eancia\u201d<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h4><strong><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-247 alignleft\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/protagonismofeminino\/wp-content\/uploads\/sites\/161\/2018\/03\/carolf.jpg\" alt=\"\" width=\"155\" height=\"224\" \/>Carol Frandsen<\/strong><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No universo da ci\u00eancia e da academia, n\u00f3s mulheres j\u00e1 somos maioria em algumas \u00e1reas <\/span><a href=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2015\/12\/15\/as-chances-das-mulheres-na-universidade\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">[1]<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Mas isso n\u00e3o quer dizer que consigamos ascender e chegar em cargos de lideran\u00e7a na carreira <\/span><a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?pid=S0011-52582015000300749&amp;script=sci_abstract&amp;tlng=pt\"><span style=\"font-weight: 400;\">[2]<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Segundo o Plano Nacional de Qualifica\u00e7\u00e3o de 2016 <\/span><a href=\"http:\/\/www.brasil.gov.br\/economia-e-emprego\/2016\/03\/mulheres-sao-maioria-em-universidades-e-cursos-de-qualificacao\"><span style=\"font-weight: 400;\">[3]<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, n\u00f3s tamb\u00e9m recebemos menos do que homens. Durante a elabora\u00e7\u00e3o de um instrumento de pesquisa da minha tese, descobri que 20% dos m\u00e9dicos brasileiros do sexo masculino recebiam mais de R$24.000 como remunera\u00e7\u00e3o mensal (dados de 2015). Mas, adivinhe? Menos de 5% das m\u00e9dicas est\u00e3o nesta faixa salarial <\/span><a href=\"https:\/\/www.usp.br\/agen\/wp-content\/uploads\/DemografiaMedica30nov2015.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">[4]<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dinheiro n\u00e3o \u00e9 tudo? No universo da literatura, menos mulheres s\u00e3o publicadas (~70% autores contra 30% de autoras em 2004, espero que j\u00e1 tenhamos melhorado esta estat\u00edstica) <\/span><a href=\"http:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/2123\"><span style=\"font-weight: 400;\">[5]<\/span><\/a><a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/vida-e-estilo\/feminismo\/livraria-chama-a-atencao-para-desigualdade-de-genero-na-literatura\"><span style=\"font-weight: 400;\">[6]<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. No cinema, mulheres t\u00eam menos tempo de fala do que homens <\/span><a href=\"https:\/\/pudding.cool\/2017\/03\/film-dialogue\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">[6]<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Isso s\u00f3 pincelando sobre representatividade no entretenimento, n\u00e3o vamos nem falar sobre viol\u00eancia. Em 2018, parece desnecess\u00e1rio dizer, mas precisamos dizer: mulheres precisam ser ouvidas, precisam de espa\u00e7o, precisam de <\/span><b>equidade<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Precisam de protagonismo. N\u00f3s precisamos ouvir e confiar em nossas pr\u00f3prias vozes. &#8220;<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">No momento em que as mulheres come\u00e7am a tomar parte na elabora\u00e7\u00e3o do mundo, esse mundo \u00e9 ainda um mundo que pertence aos homens<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;, j\u00e1 disse Beauvoir em 1949. Segundo o CNPq, em 2015, apenas 35,5% do total das bolsas de produtividade em pesquisa foram concedidas a m\u00e3os femininas <\/span><a href=\"https:\/\/www.scielosp.org\/article\/ress\/2017.v26n3\/431-432\/pt\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">[8]<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. \u00c9 muita assimetria <\/span><a href=\"http:\/\/cnpq.br\/estatisticas1\"><span style=\"font-weight: 400;\">[9]<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> quando consideramos que praticamente metade da publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica nacional (49%) \u00e9 feita por mulheres <\/span><a href=\"https:\/\/www.elsevier.com\/__data\/assets\/pdf_file\/0008\/265661\/ElsevierGenderReport_final_for-web.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">[10]<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Falar mais sobre a nossa produ\u00e7\u00e3o, sobre nossas contribui\u00e7\u00f5es para a ci\u00eancia, \u00e9 um pequeno passo. Quanto mais modelos femininos tivermos na ci\u00eancia para inspirar as futuras pesquisadoras, melhor. Para que n\u00f3s possamos finalmente gastar mais energia fazendo descobertas do que tendo que provar nosso valor todos os dias.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h4><strong><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-248 alignleft\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/protagonismofeminino\/wp-content\/uploads\/sites\/161\/2018\/03\/erica.jpg\" alt=\"\" width=\"155\" height=\"225\" \/>Erica Mariosa<\/strong><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sou muito agradecida por fazer parte dessa iniciativa de Divulga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, foi trabalhando ao lado dessas grandes mentes que pude descobrir e desenvolver um lado cient\u00edfico que at\u00e9 ent\u00e3o, nem eu sabia que existia. Tomar a decis\u00e3o de divulgar ci\u00eancia em um pa\u00eds onde o conhecimento n\u00e3o \u00e9 valorizado foi uma decis\u00e3o dif\u00edcil, significava que eu assumiria a miss\u00e3o de lutar dia ap\u00f3s dia por um conhecimento nem sempre apreciado nas rodas de conversa, mas ser mulher n\u00e3o \u00e9 essencialmente lutar pelo seu espa\u00e7o desde sempre? Assim como um dia houve algu\u00e9m que se dedicou em me abrir os olhos para a mulher cientista que eu j\u00e1 era, espero que esse especial contribua para a constru\u00e7\u00e3o de uma hist\u00f3ria fundamental dessas pioneiras que acreditaram que lutar pela ci\u00eancia valia a pena. Nesse primeiro especial do Blogs de Ci\u00eancia da Unicamp apresentamos o Protagonismo Feminino na Ci\u00eancia atrav\u00e9s do olhar dessa equipe essencialmente feminina.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h4><strong><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-249 alignleft\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/protagonismofeminino\/wp-content\/uploads\/sites\/161\/2018\/03\/carolm.jpg\" alt=\"\" width=\"155\" height=\"226\" \/>Carolina Mantovani<\/strong><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Lembro com muita clareza que o primeiro blog que me levou a conhecer a Rede de Blogs de Ci\u00eancia da Unicamp foi o &#8220;Ci\u00eancia pelos Olhos Delas&#8221;, que conta diversas hist\u00f3rias sobre contribui\u00e7\u00f5es femininas para a ci\u00eancia. Assim que descobri essa iniciativa, posso dizer que me senti representada, inspirada e motivada a contribuir de alguma forma para a rede tamb\u00e9m! Decidi ent\u00e3o buscar mais informa\u00e7\u00f5es e me inscrevi para participar dos encontros de integra\u00e7\u00e3o. Fui muito bem acolhida por todos e pude iniciar minha contribui\u00e7\u00e3o criando o blog &#8220;Nas Asas do Drag\u00e3o&#8221;, sonhando tamb\u00e9m em inspirar meus leitores! Depois de alguns meses, tive a oportunidade de conviver mais de perto com a equipe de volunt\u00e1rios que administra a rede, e a cada dia fui ficando mais e mais impressionada pela extrema dedica\u00e7\u00e3o e entusiasmo com que todos trabalham para fazer essa iniciativa crescer! Este especial sobre o protagonismo feminino na ci\u00eancia \u00e9 resultado de mais um dos incr\u00edveis trabalhos dessa equipe, que contou com a participa\u00e7\u00e3o de muitos integrantes da rede, e agora fica aqui registrado como homenagem a todas as mulheres guerreiras que dedicaram e continuam dedicando suas vidas \u00e0 ci\u00eancia! Espero que as hist\u00f3rias reunidas aqui neste especial possam ser motivo de inspira\u00e7\u00e3o a todos! Ao mesmo tempo, espero (enquanto tamb\u00e9m tento fazer minha parte) que o reconhecimento do valor das iniciativas e conquistas femininas seja cada vez mais comum e natural nas mais diversas \u00e1reas da ci\u00eancia!<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h4><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-250 alignleft\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/protagonismofeminino\/wp-content\/uploads\/sites\/161\/2018\/03\/cassio.jpg\" alt=\"\" width=\"153\" height=\"225\" \/>C\u00e1ssio Riedo<\/strong><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O trabalho de nossas colaboradoras foi e continuam sendo essencial para a continuidade dos blogs. Eu aproveito o momento e ressalto a garra e dedica\u00e7\u00e3o de toda a equipe no projeto e neste especial. Acho realmente incr\u00edvel a garra com que as mulheres, n\u00e3o s\u00f3 da nossa equipe, enfrentaram as profiss\u00f5es antigamente tidas como masculina, assumindo posi\u00e7\u00f5es anteriormente consideradas \u201cmasculinas\u201d. Entretanto, mesmo com toda evolu\u00e7\u00e3o e mudan\u00e7a, parece que \u00e9 muito mais dif\u00edcil para os homens assumirem profiss\u00f5es ditas femininas. Por exemplo, em muitos pa\u00edses, o Ensino Infantil continua sendo principalmente uma profiss\u00e3o feminina. Ent\u00e3o, deixo esta r\u00e1pida reflex\u00e3o e parabenizo todas as mulheres, e principalmente as professoras, sempre t\u00e3o presentes em nossas vidas, pois todos sempre tem o que aprender. Que venham muitos especiais e que, um dia, convivendo com a igualdade, n\u00e3o precisemos mais lembrar do Dia da Mulher, pois o ano todo deve ser delas. E de todos!<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h4><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-251 alignleft\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/protagonismofeminino\/wp-content\/uploads\/sites\/161\/2018\/03\/andre.jpg\" alt=\"\" width=\"154\" height=\"225\" \/>Andr\u00e9 Garcia<\/strong><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Posso dizer, sem sombra de d\u00favida, que foi justamente por causa do protagonismo feminino que o projeto de Blogs de Ci\u00eancia da Unicamp chegou onde est\u00e1 hoje. Como membro da equipe de volunt\u00e1rios e que acompanha, dia-a-dia, o desenrolar dos trabalhos internos, posso dizer com certeza que, grande parte das iniciativas, conquistas e realiza\u00e7\u00f5es do projeto foi fruto do esfor\u00e7o, dedica\u00e7\u00e3o e vis\u00e3o das mulheres integrantes da equipe. O agradecimento a elas n\u00e3o deve se limitar apenas \u00e0 um especial ou a uma cole\u00e7\u00e3o de textos que apresentam apenas facetas desse universo, mas deve ser crescente, dado que, se esperamos por um mundo melhor, precisamos todos lutar para que esse protagonismo prospere.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Breves relatos da Equipe de volunt\u00e1rios da Rede, que cuidam da administra\u00e7\u00e3o do projeto, sobre a tem\u00e1tica do especial \u201cM\u00eas das Mulheres &#8211; Protagonismo Feminino na Ci\u00eancia\u201d Carol Frandsen No universo da ci\u00eancia e da academia, n\u00f3s mulheres j\u00e1 somos maioria em algumas \u00e1reas [1]. 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