Videogames viciam?

É muito comum vermos notícias e pesquisas relacinadas aos jogos de videogame como estimuladores de violência entre seus usuários. No Brasil, alguns jogos até mesmo chegaram a serem proibidos pelo conteúdo violento, como o Carmageddon e, mais recentemente, o Counter-Strike e o Everquest.
Hoje existe uma nova onda de jogos, que se diferenciam dos clássicos: os MMORPGS, ou RPGs online de múltiplos jogadores. Nestes jogos você cria um personagem e participa de, literalmente, outro mundo: os mapas são gigantescos e as milhares de pessoas que participam do jogo são outros jogadores de várias nacionalidades. Este tipo de jogo costuma incentivar a disputa através da cooperação; os jogadores formam grupos, ou guildas, e se unem para alcançar diversos objetivos ou batalhar com outras guildas. Este estudo chegou a mostrar que os jogadores de mmorpgs não seriam tão agressivos pela cooperação entre eles.
Neste tipo de jogo, a verdadeira preocupação não é a violência, é o vício. Joshua Smyth recrutou 100 estudantes universitários para jogarem um entre quatro tipos de jogos, selecionados aleatoriamente. Eles jogavam os jogos quando quisessem, em um laboratório do campus. O requerimento era que jogassem pelo menos uma hora por semana. E o resultado foi:

O grupo que jogava MMORPG foi o que mais gastou tempo na atividade: uma média de 14.4 horas! Mas só o fato de jogarem mais não quer dizer que estavam desenvolvendo um vício. Então, outras questões foram levantadas: (1) Como você dormiu? (2) Você continuaria a jogar? e (3) O jogo interferiu nos estudos?

Ainda não dá para dizer que o jogo se tornou necessariamente um vício, mas é espantoso como eles próprios relatam impactos negativos em outros aspectos de suas vidas, e ainda assim, o grupo do MMORPG foi o que mais quis continuar jogando.
Esta é uma área interessante para pesquisas, pois eu já vi gente querendo largar a faculdade porque estava ganhando dinheiro com jogos. Eu mesmo já ganhei alguns prêmios em campeonatos durante a faculdade (e quase deixei de entregar trabalhos por causa deles também…) e também já vi psicólogos com clientes que passam tempo demais no computador. Não sei dizer exatamente porque esses jogos acabam sendo tão viciantes mas sempre lembro de um professor meu dizendo uma vez na sala de aula que “o reforço social é o mais forte nos humanos“, e é justamente esta interação social que os MMORPGs priorizam.
Vou finalizar este post com um vídeo do youtube que tinha visto há muito tempo atrás e acabei lembrando após ler este estudo. Mostra um garoto “viciado” no jogo World of Warcraft (o mais popular MMORPG da atualidade) dizendo que não é viciado e “pode parar quando quiser” e a preocupação da mãe. Em um momento ela até cita o DSM. Acho que vale a pena legendar este vídeo e continuar o assunto em outro post…
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Fonte: Cognitive Daily.

Discussão - 2 comentários

  1. oi adriana luna surda acre rio branco novela vez legal msn espera eu verdade novela televisao gostei ok?

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