Sobre o “True Life: Tenho Síndrome do Pânico”

Falei outro dia que ia passar um programa na MTV chamado “True Life: Tenho Síndrome do Pânico“. Então, assisti – e gostei!
O programa mostra 3 jovens que costumam ter ataques de pânico: Monica, de 18 anos, uma garota bastante impaciente que diz que coisas cotidianas aumentam a sua ansiedade; Nichole, de 24 anos, que quase não sai mais de casa sozinha e teme que seu noivado não vá durar muito se ela continuar assim; e Frank, de 21, que fica ansioso principalmente perto de pontes, o que dificulta muito sua vida já que ele mora em uma ilha.
O programa nem tenta explicar o que é ansiedade ou a Síndrome do Pânico, muito menos sobre as possibilidades de tratamento, apenas mostra o cotidiano dessas pessoas. No entanto, sabendo que inúmeras variáveis ambientais interferem na ansiedade que a pessoa sente (e que podem levar a um ataque de pânico), eu, como psicólogo, não consegui assistir ao programa sem fazer anotações destas possíveis variáveis.
Monica é uma garota que se irrita muito facilmente, portanto ela está sempre gritando ou brigando com alguém além de estar sempre preocupada, ou seja, seu corpo está sempre a mil – com certeza isso aumenta seus níveis de ansiedade. Somando a isso, quando ela se sente ansiosa logo começa a hiperventilar (respirar rápido demais, isso pode ser visto no programa) o que é quase um passe livre para um ataque de pânico.
Vemos também a Nichole acordar durante a madrugada sentindo altos níveis de ansiedade. Mas ao invés de procurar se deitar, relaxar, controlar sua respiração ou se distrair com outra coisa, ela anda pela casa. Andar pela casa é exercício físico, e isso aumenta a atividade corporal, o que pode contribuir para a ansiedade. É só para mim que isso parece óbvio?
O legal de ver Frank é que ele é o mais decidido a mudar: mais de uma vez ele aparece querendo superar seu medo de pontes. E com ele também se pode observar outra característica comum de quem tem síndrome do pânico: a hipervigilância. Ele vai ao restaurante com a família, mas ao invés de dar atenção às conversas, à comida ou ao ambiente, ele prefere falar sobre como a luz o incomoda, como está com uma sensação estranha no braço ou sobre como ele gostaria de sair de lá… pra piorar, depois do passeio, ao invés de reconhecer que pelo menos foi capaz de entrar no restaurante e ficar um bom tempo lá, fica se lamentando por não ter ficado lá o tempo todo. Legal mesmo é a sua tia no final do programa, dando uma força pra ele na superação do medo.
Enfim, o programa é bem interessante sim, principalmente para quem tem curiosidade sobre o tema, mas pode deixar a desejar a quem procura algo mais técnico ou sobre possibilidades de tratamento. Segundo o site da minha tv por assinatura, as reprises vão ao ar nesta quinta-feira (06/11) às 23:00 e no domingo (09/11) às 01:00 na MTV!

Discussão - 11 comentários

  1. Igor Santos disse:

    Eu achava que exercícios melhoravam as condições por causa da liberação de endorfinas (associei com recomendações contra a depressão), mas ouvi depois de especialistas que esse não é bem o caso justamente por aumentar a ansiedade.
    Nem sempre tudo que parece óbvio o é, especialmente em condições “extremas”.

  2. Sim, o que você falou faz todo sentido! É um problema de generalização:
    Exercícios diários fazem bem! Eu, mesmo forçadamente, faço academia todos os dias e isso melhora meu sono, minha alimentação e me deixa mais disposto durante o dia. Com certeza há também uma liberação de endorfina e ainda me mantenho socializando com o pessoal lá da academia.
    No entanto, considerando que a ansiedade é uma resposta de aceleração do organismo para situações de luta ou fuga, correr, andar, gritar, espernear só piora a situação, pois aumenta a atividade corporal, incluindo a ansiedade. Dê 5 voltas rápidas na sua sala e veja se seu coração acelerou? Nesses momentos específicos o ideal é utilizar alguma técnica de relaxamento, para desacelerar o organismo a um nível mais aceitável.
    Portanto, é muito comum sugerirmos a um cliente praticar regularmente atividades físicas e ao mesmo tempo utilizar técnicas de relaxamento (que nós mesmos ensinamos) nos momentos de grande ansiedade.
    Na terapia, claro, tudo isso é ensinado – o ideal é que a pessoa tenha controle sobre seu corpo, e não o contrário!
    (Ufa, escrevi tanto que poderia ser um outro post hehehe espero ter solucionado sua dúvida!)

  3. glau disse:

    eu estava exatamente procurando um post seu a respeito de sindrome de panico pq meu marido tem e isso acaba comigo as vezes, na maioria das vezes n ker sair de ksa meeeeeesmo e procurar medico pioro, n sei mais oq faco.. ja li varios livros a respeito.

  4. Felipe disse:

    E a terapia comportamental trata isso em poucas sessões, sem medicamenos caríssimos nem nada. Sério, não é dificil. No Brasil seria facil eu achar alguem pra te indicar, mas em UK complica :S procura aih behavior therapy! 😉

  5. Luiz Edson disse:

    A terapia comportamental não faz maravilhas como relatado acima. experiencia propria. é mais um modismo…apesar de respeitar todo o estudo realizado.ansiedade é um problema de demorada solução, masssssssssssssss q mas q tem solução – experiencia propria…..como diz miha mãe a gente passa uma temporad ruim…fazer o que? só nao podemos perder a expeiriencia e devemos sim tomar e trocar medicamentos se necessário for. não tenha medo de medicamentos, ainda bem q eles existem…com o tempo vc para com eles, mas nao tenha pressa…

  6. Luiz Edson disse:

    A terapia comportamental não faz maravilhas como relatado acima….. experiencia propria…. é mais um modismo…apesar de respeitar todo o estudo realizado….ansiedade é um problema de demorada solução, masssssssssssssss q tem solução – experiencia propria…..como diz miha mãe a gente passa uma temporada ruim…fazer o que? só nao podemos perder a esperança…a gente sara viu!!! e devemos sim tomar e trocar medicamentos se necessário for. não tenha medo de medicamentos, ainda bem q eles existem…com o tempo vc para com eles, mas nao tenha pressa…

  7. adriano firmiano minussi disse:

    to ofegante direto cansado , to muito acelerado nao sei oq fazer me de uma dica . obrigado

  8. juliana disse:

    então é professor na ulbra legal moro em itumbiara e produzo o pânico a uns 8 meses mais ou menos…procurando respostas na net ou melhor procurando me interssar em algo na net…talvez ja tenha visto meu caso uma vez que tenho atendimento na clinica de psicólogia na ulbra.Você pode me ajuda ja troquei medicamentos,terapeutas e nada desse pânico me deixar em paz, me idendtifico com o frank decidida a mudar porem é dificil sair assim.mtoo legal teu blog gostei d+ já me tornei sua leitora está nos favoritos fique com Deus.

  9. Andresa disse:

    Tenho panico exatamente a um ano e graças a Deus esta aliviando fiquei mto ruim dormia quase o dia todo por causa dos medicamentos tinha medo de sair de casa chegava nos lugares eu queria ir embora nao fazia nada me sentia inutil engordei fui la pro fundo do poço!!!!!Mas eu decedi melhorar,sabe eu aprendi a relaxar e o melhor remedio que foi para mim é enfrentar o medo e pensar que tudo isso é coisa da minha cabeça que a unica pessoa que poderia me curar era eu mesma!!!!!E Deus rezei mto!!!!

  10. byClaudioCHS disse:

    Medo…
    Vontade de dar um grito,
    ou calar-se para sempre
    De ficar parado, ou correr
    De não ter existido
    ou deixar de existir (morrer)
    Não há razão quando a mente não funciona
    (redundante, não?)
    Vão extinguindo-se as questões
    mesmo sem respostas
    Perde-se, neste estágio,
    a vontade de saber.
    O futuro é como o presente:
    É coisa nenhuma, é lugar nenhum.
    Morreu a curiosidade
    Morreu o sabor
    Morreu o paladar
    parece que a vida está vencida
    Tenho medo de não ter mais medo.
    Queria encontrar minhas convicções…
    Deus está em um lugar firme, inabalável,
    não pode ser tocado pela nossa falta de confiança
    Até porque, na verdade, confio nele
    O problema é que já não confio em mim mesmo
    Não existe equilíbrio para mentes sem governo
    A química disfarça, retarda a degradação
    mas não cura a mente completamente
    E não existem, em Deus, obrigações:
    já nos deu a vida, o que não é pouco,
    a chuva, o ar, os dias e noites
    Curar está nele, mas, apenas retardaria a morte
    já que seremos vencidos pelo tempo
    (este é o destino dos homens)
    e seremos ceifados num dia que não sabemos
    num instante que mira nossa vida
    e corre rápido ao nosso encontro lentamente
    (ou rasteja lento ao nosso encontro rapidamente?)
    Sei lá…
    Mas não sei se quero estar aqui
    para assistir o meu fim
    Queria estar enclausurado, escondido…
    As amizades que restam vão se extinguindo
    e os que insistem na proximidade
    são os mesmos que insistirão na distância,
    o máximo de distância possível.
    A vida continua o seu ciclo
    É necessário bom senso
    não caia uma árvore velha, podre, sobre as que ainda estão nascendo.
    Os que querem morrer deixem em paz os que vão vivendo
    Os que querem viver deixem em paz os que vão morrendo
    Eu disse bom senso?
    Ora, em estado de pânico não se encontra bom senso
    nem princípios, nem razão, nem discernimento,
    nem força alguma
    Torna-se um alvo fácil
    condenável pelos que estão em são juízo
    E questionam: onde está sua fé?
    e respondo: ela estava aqui agora mesmo…
    ela não se extingui, mas parece que as vezes se esconde de mim…
    o problema é que, quando a mente está sem governo
    (falo de um homem enfermo)
    é como um caminhão que perde o freio
    descendo a serra do mar…
    perde-se o contato com a fé e com tudo o que há…
    e por alguns instantes (angustiantes)
    não encontramos apoio, nem arrimo, nem chão, nem parede, nem mão…
    ah… quem dera, quem dera…
    que a mão de Deus me sustente neste instante…
    em que viver é tão ou mais difícil que conjulgar todos os verbos…
    porque sou, neste momento
    a pessoa menos confiável para cuidar de mim mesmo…
    tenho medo, medo…
    medo de perder o medo
    de sair da vida pela porta de saída…
    medo de perder o medo
    de apertar o botão “Desliga”…

    http://progcomdoisneuronios.blogspot.com

    .

  11. Xicletinha disse:

    Todos nós temos medos! A Turma da Xicletinha possui personagens com alguns transtornos emocionais e já que na maior parte deles está presente o medo, a turma fez um video sobre os estes ‘medos’ que sentimos. Esperamos que gostem e que este video possa te ajudar! O video está no youtube, cliquem no link para assistir: http://www.youtube.com/watch?v=uW7Swb0C5l0

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