Porcos também aprendem

Todo animal está sujeito à aprendizagem operante. Caso não fosse, seguramente sua espécie não sobreviveria. Depois de ver que peixes também aprendem, agora é a vez dos porcos! Achei uma graça este vídeo de um porquinho de estimação, mas o que mais me chamou a atenção foi este:

Assim como um cachorro ou qualquer outro animal, o porco foi treinado a fazer diversos movimentos. Reparem como ao final de cada truque o treinador dá um pedaço de alimento ao porco: é o poder do reforço positivo! Me lembrou o porco de botas.

A origem do diretor Skinner

Me lembrei esses dias de ter lido uma vez que um dos escritores d’Os Simpsons havia frequentado a Universidade de Harvard. Realmente, Jon Vitti foi à Harvard e lá conheceu o pai do Behaviorismo Radical: B. F. Skinner.
Infelizmente não encontrei a página original em que eu tinha visto essa informação, então não sei se ele foi colega ou aluno de Skinner, mas vi no Wikipedia o resultado deste encontro: por incrível que pareça, o diretor Skinner d’Os Simpsons recebeu este nome em homenagem ao grande B. F. Skinner! Genial!

Migração para Scienceblogs Brasil

Pessoal, este blog e os outros do grupo Lablogatórios ficará fora do ar pelos próximos dias, pois estaremos mudando para o Scienceblogs Brasil – ou seja, seremos os representantes brasileiros de uma das maiores redes de blogs científicos do mundo!
Enquanto isso já atualizem seus favoritos para o novo endereço: http://scienceblogs.com.br/

Se tudo der certo, terça feira o site já estará no ar! E vamo que vamo!

Evolução do comportamento

A última Scientific American especial “Evolução” está sensacional, e me inspirou profundamente para este post. Então vamos lá, logo no início da página 32 vemos a seguinte afirmação:
Alguns tipos de organismos sobrevivem melhor que outros em certas condições; esses organismos deixam mais descendentes e, assim, tornam-se mais comuns com o tempo. Então, o ambiente ‘seleciona‘ aqueles organismos mais bem adaptados às condições atuais. Se as condições ambientais mudam, os organismos que porventura possuam as características mais adaptáveis àquelas novas condições predominarão.
Curiosamente, grande parte do nosso repertório de comportamentos segue regras similares (e também está em constante evolução). Um bom local de exemplo é a academia: é muito mais provável que uma pessoa novata não se sinta a vontade, que derrube os pesos sem querer, ou sinta dificuldade em praticar certos exercícios, enquanto que aqueles que já estão a mais tempo neste ambiente conseguem interagir nele com muito mais tranquilidade. Do mesmo modo, estes que estão lá por muito tempo, já estão acostumados e que como consequência recebem elogios fora da academia pelo seu corpo têm muito mais chances de continuar praticando estas atividades (eu por exemplo nunca passo de dois meses, estaria faltando algo?).
O bebê que recebe atenção da mãe sempre que chora também pode aumentar a frequência do seu choro. Assim como o rato sedento que recebe água pressionando uma barra provavelmente aumentará a frequência da pressão. E os blogueiros que recebem bons comentários, elogios e incentivos continuarão com este trabalho (assim como todos os membros do Lablogatórios estão empolgadíssimos com a futura mudança para ScienceBlogs Brasil). Quer mais exemplos? Procure no seu próprio dia-a-dia!

Bart Simpson com o Transtorno de Déficit de Atenção

O desenhos dos Simpsons é famoso por fazer críticas inteligentes e bem humoradas de tudo o que se pode imaginar, até mesmo um episódio que tirava sarro do Brasil foi quase proibido de passar por aqui.
No segundo episódio da 11ª temporada, o diretor Skinner chega à conclusão de que Bart é portador do Transtorno de Déficit de Atenção, em uma cena que até me lembrou o ótimo filme Impulsividade. O episódio mostra também Marge buscando os medicamentos receitados em um laboratório e os efeitos colaterais que eles trazem no pobre Bart.
Eu juntei estas cenas do episódio e os legendei em português:

http://www.youtube.com/watch?v=SVtZwUEdFgA
O diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção é dado a pessoas (principalmente crianças) que apresentam dificuldade de atenção e concentração, interferindo de maneira significativa em sua qualidade de vida. Assim como em outros transtornos psiquiátricos, este diagnóstico é feito na base do “olhômetro” e dos relatos da pessoa, não existindo nenhum exame que comprove a real existência do transtorno, e o episódio dos Simpsons dá uma beliscada nesse ponto, pois o próprio direto Skinner faz o diagnóstico.
Os medicamentos também são controversos, dizem por aí que a Ritalina possui quase a mesma composição química que a anfetamina, mas isso eu não posso confirmar já que farmacologia não é a minha área (quem souber mais sobre isso por favor poste nos comentários). Mas o episódio brincou bastante em cima disso!
* Atualização: O leitor Leonardo comentou que “mesma composição química não seria o termo correto. Está mais para ações farmacológicas semelhantes às da Anfetamina.” Valeu!

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