Evolução do comportamento

A última Scientific American especial “Evolução” está sensacional, e me inspirou profundamente para este post. Então vamos lá, logo no início da página 32 vemos a seguinte afirmação:
Alguns tipos de organismos sobrevivem melhor que outros em certas condições; esses organismos deixam mais descendentes e, assim, tornam-se mais comuns com o tempo. Então, o ambiente ‘seleciona‘ aqueles organismos mais bem adaptados às condições atuais. Se as condições ambientais mudam, os organismos que porventura possuam as características mais adaptáveis àquelas novas condições predominarão.
Curiosamente, grande parte do nosso repertório de comportamentos segue regras similares (e também está em constante evolução). Um bom local de exemplo é a academia: é muito mais provável que uma pessoa novata não se sinta a vontade, que derrube os pesos sem querer, ou sinta dificuldade em praticar certos exercícios, enquanto que aqueles que já estão a mais tempo neste ambiente conseguem interagir nele com muito mais tranquilidade. Do mesmo modo, estes que estão lá por muito tempo, já estão acostumados e que como consequência recebem elogios fora da academia pelo seu corpo têm muito mais chances de continuar praticando estas atividades (eu por exemplo nunca passo de dois meses, estaria faltando algo?).
O bebê que recebe atenção da mãe sempre que chora também pode aumentar a frequência do seu choro. Assim como o rato sedento que recebe água pressionando uma barra provavelmente aumentará a frequência da pressão. E os blogueiros que recebem bons comentários, elogios e incentivos continuarão com este trabalho (assim como todos os membros do Lablogatórios estão empolgadíssimos com a futura mudança para ScienceBlogs Brasil). Quer mais exemplos? Procure no seu próprio dia-a-dia!

Discussão - 8 comentários

  1. João Carlos disse:

    Terreno minado!… 😮 O chamado “positive feedback” pode levar a “becos sem saída evolutivos”, onde uma característica física ou de comportamento prejudicial, a longo prazo, é mais “adaptada” a um ambiente “doente” (e.g: anemia falciforme).

  2. Bem lemnbrado Felipe. Além da análise em termos biológicos do colega Jão Carlos, há a questão psicológica comportamental. A área chama Análise do Comportamento veem estudando sob esse olhar o comportamento humano, e de outros animais, a alugm tempo. Vale a pena dar uma olhada, também, na abrdagem chamada conexionista.

  3. Pois é, nem sempre o mais adaptado, ou seja, o que foi aprendido é o que traz melhores resultados para a pessoa no ambiente geral. É o que acontece na depressão e outros transtornos… até uma boa idéia eu postar sobre isso, pois é um outro modo de se encarar os transtornos.

  4. A Análise do Comportamento é a minha especialidade! A conexionista confesso que não conheço, irei dar uma olhada! Obrigado pelo comentário!

  5. Que bom Felipe, fico feliz em saber que analista do comportamento já tem um espaço tão forte na net. Tô terminando o mestrado e AEC e foi aqui que conhcei a abordagem conexonista. Pelo menos, é como andam chamando a abordagem birocomportamental e outras com o viés selecionista. Caso se interesse procure por Burgos, DOnahue e Palmer no JEAB e JABA. Posso te mandar material também. Abraço.

  6. pamela disse:

    o homem e parente do macaco?pq?

  7. gostei muito desta informação que sta bem a decuado para o aluno universidade.

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