10 maneiras de fazer você e todos ao seu redor se sentirem muito mal.

20090527_mauhumor.jpg1. Transforme pequenos morros em montanhas
Não importa o quão pequeno seja seu problema, aumente-o até que fique insuportável! Se a impressora emperrou, não é um incômodo, é um desastre! Se o carro está com barulho estranho, não é algo que acontece com o uso, é algo que vai custar uma fortuna pra arrumar!
2. Viva em função do problema
Agora que você tem um problema, cuide para que ele tome conta de todos seus pensamentos, até atrapalhar sua relação com os amigos e família. Pense nele e em todos os possíveis problemas decorrentes até não conseguir mais dormir.
3. Se preocupe com coisas que você não pode mudar.
Já que os problemas que você pode solucionar só nos ocupam por um tempo, é melhor se preocupar com os que não temos absolutamente nenhum controle! Se precisar de ajuda é só ligar o Jornal Nacional.
4. Deixe tudo se acumular.
Deixe tudo que o estressa se acumular, como contas a pagar e e-mails para responder. Quanto mais você enrolar, mais relutante você vai ficar em resolvê-los.
5. Culpe os outros.
Nunca tome responsabilidade pelos seus erros. Culpe seus pais, a sociedade, o governo, seu chefe ou sua irmã mais velha. E, claro, não esqueça de dizer a eles de quem é a culpa por sua vida ser tão bagunçada.
6. Se maltrate.
Sempre dê ouvidos àquela vozinha na cabeça que diz que você é burro e preguiçoso, até você mesmo acreditar nisso. Se culpe por erros de 20 anos atrás e por não ser 100% perfeito.
7. Reclame bastante.
Quando estiver se sentindo miserável, deixe o mundo saber disso. Reclame com os colegas, com os amigos, reclame do clima, do preço da gasolina, da mídia e do governo. Se toda palavra que sair da sua boca for negativa, você estará fazendo um ótimo trabalho para manter o mau humor.
8. Nunca aceite ajuda.
Inevitavemente sua reclamação vai fazer alguém te oferecer ajuda. Insista que você não precisa! Mostre que ninguém seria capaz de amenizar seus problemas e que é uma ofensa eles se oferecerem para te ajudar.
9. Siga o caminho de menor resistência.
Ao ter que fazer uma decisão, busque a de menor resistência. É mais fácil ficar num emprego terrível do que buscar algo melhor. É mais fácil comer fast-food do que cozinhar, então continue até ela afetar seu bolso e sua saúde. Se você se sente desmotivado, o melhor é ficar em casa de pijama jogando videogame. E ainda reclame (ver passos 5 e 6) de nunca conseguir nada direito.
10. Nunca tire folga.
Continue trabalhando ininterruptamente: a falta de sono contribuirá para seu mau humor. Ria de todos que sugerirem férias e diga a eles como são preguiçosos.
Genial, não? Fonte: Dumb Little Man

1 ano blogando sobre Psicologia!

Caraca! Este blog fez seu primeiro aniversário ontem! Estou pasmo, maravilhado, estupefato! E eu nem comemorei!
Sério, quando comecei não achei que fosse chegar tão longe. Há um ano atrás criei o “Ciência e Psicologia” independentemente… era quase um experimento, só queria um canto para discutir melhor os vídeos que posto no Youtube e divulgar um pouco da psicologia científica.
E o experimento parecia estar dando certo: em agosto de 2008 recebi o convite e passei a fazer parte do primeiro condomínio de blogs de ciências do Brasil: o Lablogatórios.
Lembro que quando montei meu blog, escolhi o nome genérico “Ciência e Psicologia” pensando “depois eu penso em outro nome, primeiro vamos ver se esse negócio vai pra frente mesmo“. E aconteceu que o blog foi pra frente, aliás, todo o Lablogatórios foi: no 17 de março nos transformamos no Scienceblogs Brasil. Aproveitei para começar esta nova fase com o novo nome: Psicológico.
Enfim, muito obrigado aos quase 40 mil visitantes, aos emails, comentários, e, claro, a todos os labrothers! E agora em busca do próximo passo: a dominação mundial!

Tempo de Despertar: Oliver Sacks no cinema

20090518_awakenings.jpgProcurando filmes sobre esquizofrenia acabei topando com o “Tempo de Despertar” (Awakenings, 1990), que de esquizofrenia não tem nada, mas é tão legal que mesmo assim quis recomendar aqui. Basicamente ele conta a história da entrada do neurologista Malcolm Sayer (personagem baseado no Oliver Sacks) em uma instituição de doentes mentais e a revolução que causou ao tratar certos pacientes catatônicos com a L-DOPA. Sério, é muito emocionante, de dar lágrimas nos olhos!
Na verdade os pacientes eram os sobreviventes de uma epidemia de encefalite letárgica que os deixou quase completamente paralizados, ou catatônicos. Com a L-DOPA o neurologista Oliver Sacks conseguiu “despertá-los” por um tempo: os pacientes voltaram a interagir, falar, andar, mas infelizmente nem todos continuaram com estes resultados por mais de poucos meses.

No livro homônimo que deu origem ao filme, Oliver Sacks detalha 20 destes casos (ainda estou no 1°) e a passagem que mais me chamou a atenção até agora foi:

“As coerções das instituições fazem aparecer e agravam as coerções dos internos: deste modo, pode-se observar, com uma clareza sem par, como a repressão no Mount Carnel agravou as tendências neuróticas e parkinsonianas nos pacientes pós-encefalíticos; também se pode observar, com idêntica clareza, como os “bons” aspectos do Mount Carmel – sua simpatia e humanidade – reduziram os sintomas neuróticos e parkinsonianos.”

Ele ainda cita um outro hospital da época, o Highlands Hospital, que possuía uma maior área livre, atenção dedicada e uma atmosfera mais livre e dedicada: como resultado, seus pacientes costumavam ser mais alegres e hiperativos, em contraste com os do Mount Carmel, que eram estáticos, sérios ou retraídos.
É óbvio que o ambiente influencia o comportamento da pessoa, seja ela completamente saudável ou com algum grave distúrbio neurológico. E ainda assim, até hoje, são pouquíssimas as instituições que tratam seus pacientes de forma humanizada. Já que acabei entrando no assunto, hoje 18 de maio, é o Dia Nacional da Luta Antimanicomial! Veja se tem algum evento na sua cidade aqui. Enquanto isso, eu assistirei mais uma vez o “Um Estranho no Ninho“.

A Esquizofrenia em Caminho das Índias

20090506_gagliasso.jpgAcho muito legal o trabalho que a novela Caminho das Índias têm feito na divulgação das doenças mentais. Querendo ou não, este é um meio de comunicação de enorme alcance e, de tanto comentarem, me rendi e também passei a assistir a novela. Achei tanto o psiquiatra (Stênio Garcia) quanto o Tarso (Bruno Gagliasso) personagens muito legais. Depois que eu tiver assistido mais cenas poderei comentar mais sobre eles, mas por enquanto já posso falar um pouco da esquizofrenia e do que eu tenho visto.
A esquizofrenia é um transtorno comportamental que envolve padrões de compotamento como delírios, aluncionações, isolamento social, entre outros. Já vi gente reclamar que a novela tem “simplificado demais” a esquizofrenia, que é muito mais do que o que está sendo mostrado, que é uma doença grave e que a novela não estaria a levando a sério. Pelo que percebi isto não é verdade, estas críticas podem estar ocorrendo pela ênfase que a novela está dando (corretamente) aos fatores sociais.
Acontece que, embora existam pesquisas sendo feitas e pistas sendo seguidas, até hoje ninguém sabe de onde vem a esquizofrenia, nem nunca foi encontrada nenhuma base genética ou alteração neuroquímica que cause esta condição com 100% de certeza. E mesmo que estes fatores influenciem, a pessoa nunca desenvolverá a esquizofrenia sem os fatores estressores. E estes fatores estão sempre no ambiente.
E quando eu digo ambiente me refiro ao físico, histórico e social. Alguns exemplos podem ser mudar de cidade, de escola, um trabalho novo, a morte de alguém próximo, o fim de um relacionamento, enfim, inúmeras situações podem ou não ser estressoras dependendo da pessoa e sua história de vida. Isso só é descoberto através de uma entrevista clínica.
E nem sempre esta é uma condição debilitante: é só assistir ao filme Uma Mente Brilhante, que mostra o famoso matemático John Nash que, mesmo sendo esquizofrênico, recebeu o prêmio Nobel.
Enquanto vou assistindo a novela, também acompanharei o blog do ator Bruno Gagliasso (http://gagliassoblog.com/), que têm focado este assunto.

Walden Três: Ficção científica para Analistas do Comportamento

20090505_walden3.jpgGeralmente os livros de ficção científica trazem temas mais relacionados a física ou a biologia, como viagens interestelares, robôs humanóides e outras tecnologias avançadas, mas raramente dão ênfase às ciências humanas. O Walden Três, de Rubén Ardila, enfoca justamente este aspecto.
Imagine juntar 10 dos melhores analistas do comportamento possíveis como Keller, Holland, Ulrich, Staats, Ayllon e programar uma sociedade embasada nos princípios da análise do comportamento, controlando todo o ambiente (e assim todo o comportamento) fazendo com que seus habitantes sejam felizes, produtivos, livres de analfabetismo, delinquência e, claro, controle coercitivo.
É o sonho de qualquer Behaviorista, e é o que Rubén imaginou neste livro. Enquanto a comunidade Walden II de Skinner envolvia aproximadamente 1.000 habitantes, o “Novo Mundo” de Rubén é um país todo: o Panamá de 1979.
Em cada capítulo Rubén fala sobre um aspecto diferente da comunidade, explicando as mudanças aplicadas, e realmente elas têm muito a ver com a AC. Estas mudanças incluem a infância, o calendário, o trabalho, a educação, o exército e a polícia, a nova estrutura familiar, escola e sociedade, a ecologia, entre outros. Eu achei que às vezes o texto se volta tanto para a ciência e análise do comportamento que a gente até esquece que está lendo uma história e não um livro didático, mas pelo menos estes assuntos são bem abordados.
Confesso que nunca li Walden II até o final (interessante mas meio monótono, não?), mas o Três me deixou bastante satisfeito. Recomendadíssimo para todos profissionais e aspirantes a Analistas do Comportamento.
Não sei o que um leigo acharia do livro. Vou fazer esse experimento, emprestarei para alguém e quando tiver algum resultado interessante posto aqui!
(A versão brasileira é distribuída pela ESETec, mas não o vi a venda no site deles. Como assim ESETec?)

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