Autismo e Síndrome de Asperger

Acabei de disponibilizar no Youtube a terceira parte dos vídeos de propaganda do Instituto de Princeton sobre o autismo, e para complementar o vídeo aqui, irei postar um e-mail que recebi perguntando sobre a Síndrome de Asperger:

“Olá Felipe.
O que você sabe sobre a Síndrome de Asperger? Preciso de ajuda para entender, mas à luz da ciência do comportamento…
Grata,
Cynthia.”

Bem, confesso que conheço pouco sobre essa Síndrome de Asperger, mas pelo que eu li, se parece muito com um autismo de alta funcionalidade, ou seja, um “quase autista”.
Embora seja interessante conhecer estes nomes, a Análise do Comportamento se preocupa menos com eles e mais com o que a pessoa faz ou deixa de fazer. Se uma criança fala pouco, engaja em comportamentos estereotipaodos ou está se tornando agressiva, estes são os comportamento que devem sofrer intervenção, independentemente do nome que foi dado à condição dela, seja autismo, asperger, “falha na mente” ou qualquer outra coisa.
Tanto é que o Transtorno de Asperger só entrou no DSM na edição de 1994 e já estão pensando em retirá-lo pela sua similaridade com o autismo.
A seguir o vídeo enviado:

Depoimentos em vídeo sobre o autismo (Parte 1)
Autismo e agressividade: existe relação? (Parte 2)
Princeton Child Development Institute: http://www.pcdi.org/

Discussão - 6 comentários

  1. cynthia disse:

    Obrigada por responder minhas duvidas.É realmente necessario aprender a mudar o vocabulario quando estudamos a ciencia do comportamento…o nome é o menos importante!É preciso prestar atenção ao que se deixa de fazer ou que ganhos a pessoa está tendo se comportando de tal maneira….
    valeu! grata, cynthia

  2. THIAGO DA MOTTA FERNANDES disse:

    Tenho 23 anos, sou formado em Educação Física e sou portador de Síndrome de Asperger

  3. Duda disse:

    OI, bem, eu já li e vi alguns videos sobre a sindrome de asperger e eu gostaria de ajudar em alguma forma. Mesmo que sendo encontrando com alguém e conversando. Eu tenho apenas 15 anos, o que talvez seja uma barreira e moro no Rio de Janeiro, capital. Já pesquisei na internet algum modo de ajudar, mas nunca encontro. Se você tiver alguma informação por favor, made para o meu e-mail: duda-rolim@hotmail.com
    Muito obrigada,
    Duda

  4. Pérsia disse:

    Olá Thiago, sou Professora e Psicóloga, irei apresentar um trabalho sobre a Síndrome de Asperger e gostaria que vc me respondesse umas perguntas, caso seja possível:
    1. Na sua opinião, o que o professor deve fazer para ter sucesso com um aluno portador dessa síndrome?
    2. O que mais prejudica o desempenho acadêmico de alguém com Asperger?
    3. Na escola qual foi a maior dificuldade que você encontrou?

  5. Marcelo disse:

    Olá meu nome é Marcelo e Tenho asperger, gostaria só de deixar bem claro que, pelo menos no meu caso, a síndrome não afetou em nada a minha capacidade intelectual, na verdade ela é bem superior a normal. Porém eu tenho uma grande dificuldade para me relacionar com as outras pessoas, não entendo as emoções delas, tenho que fazer um esforço fenomenal para entender o sarcasmo alheio e tenho grandes dificuldades para me expressar meus sentimentos para os outros. Confesso que os relacionamentos humanos são mais complicados que física quântica. A imprevisibilidade das pessoas me assusta. por isso não tenho amigos, ou se tenho, não consigo entender o que venha ser esse conceito. Sinceramente, não sou um psicopata, entendo o certo e errado, consigo amar as pessoas, mas não consigo entender a complexidade do comportamento social. Esse deficit emocional já me levou a depressão várias vezes, é triste ter de ser tão diferente.

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