Neuroses de guerra

Apesar de toda a destruição, as guerras contribuíram bastante para o desenvolvimento de vários campos da ciência. Muitos investimentos em tecnologia são feitos pensando-se nas aplicações militares, além disso, os sobreviventes das guerras, que geralmente carregam consigo sequelas físicas e psicológicas, são um campo fértil para pesquisas nos campos da medicina e psicologia.

Nos anos 1917 e 1918, o Major Arthur Hurst filmou soldados franceses sobreviventes da Iª Guerra Mundial, um filme que ficou conhecido como War Neuroses (Neuroses de Guerra). Muitos deles sofriam de transtornos nos movimentos. Estes soldados estavam sob tratamento no Hospital Militar de Netley e as imagens gravadas mostram recuperações surpreendentes.

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Para ver as outras partes: link

Curiosamente, como descrito por Jones (2011), nem todas as imagens são reais. Algumas das filmagens “antes” do tratamento foram encenadas para as câmeras, ou seja, o paciente estava atuando, imitando seu estado antes do tratamento. Isto pode ser comprovado em algumas cenas, em que alguns arredores e pessoas não mudam de posição.

Hoje em dia uma filmagem dessa seria considerada imoral e anti-ética, mas na época não era tão incomum. Além disso, segundo Hurst, os fins justificavam os meios.

Fonte: Neuroskeptic

ResearchBlogging.org Jones E (2012). War neuroses and Arthur Hurst: a pioneering medical film about the treatment of psychiatric battle casualties. Journal of the history of medicine and allied sciences, 67 (3), 345-73 PMID: 21596724

Os transtornos da moda

Ontem publiquei um texto lá no site Comporte-se, vou deixar um pedacinho dele aqui e vocês podem ler o resto clicando no link que deixei no final! 🙂

Os transtornos da moda

Costumo brincar em sala de aula dizendo que um ou outro transtorno está “na moda”. Embora seja só uma brincadeira, ela só é engraçada por que tem um fundinho de verdade.

Um exemplo é a depressão, um transtorno tão comum que têm sido chamado de “o resfriado” das doenças mentais (Keller, 1994). Segundo a OMS (citado por Azevedo et al., 2009) ela é a quarta “doença” mais diagnosticada no mundo, sendo que um sexto da população poderá apresentar alguma manifestação depressiva. 

Podemos fazer alguns esforços para tentar compreender os motivos que fazem um certo transtorno entrar ou sair de moda. De acordo com o Behaviorismo Radical, só se pode compreender um fenômeno comportamental se o analisarmos levando em conta os três niveis de seleção do comportamento: a filogênese, a ontogênese e a cultura. Pretendo neste texto discutir como cada um deles interfere no desenvolvimento ou manutenção de um transtorno.

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Procrastinação: por que deixamos tudo para última hora?

O vídeo a seguir mostra uma entrevista feita com o prof. Roberto Banaco no programa “Sem Censura” da TV Brasil, cujo tema é a procrastinação – a arte de deixar para fazer as coisas na última hora.

Para quem não o conhece, o Prof. Banaco é um dos grandes nomes da Análise do Comportamento no Brasil e recentemente foi destacado como estando entre os “dezoito renomados profissionais da cidade de São Paulo” em reportagem da Revista Veja São Paulo.

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