Por que o teste de medicamentos pode ser a aplicação mais importante da bioimpressão? (V.4, N.1, 2018)

A bioimpressão é, desnecessário dizer, ótima causa de excitação. Normalmente, a mente da maioria das pessoas vai imediatamente a uma idéia: a idéia de que, no futuro, possamos imprimir em 3D órgãos humanos que podem realmente ser transplantados para pacientes, salvando suas vidas sem exigir um órgão doado de outra pessoa. É compreensível que as pessoas estejam entusiasmadas com essa perspectiva; Órgãos impressos em 3D potencialmente trazem enormes vantagens. As pessoas poderiam receber transplantes de órgãos de imediato, sem ter que esperar por uma compatibilidade de doadores, eliminando as longas listas de espera, bem como a culpa que vem de se beneficiar da morte de outra pessoa. Além disso, a idéia é que os órgãos impressos em 3D são formados a partir das células-tronco do paciente, eliminando o risco de rejeição e a necessidade de drogas imunossupressoras.

Harrson S. Santana

Harrson S. Santana obteve seu PhD em Engenharia Química pela Universidade de Campinas em 2016 (sob a supervisão do professor Osvaldir P. Taranto). Sua tese de doutorado foi a investigação da síntese de biodiesel em microcanais. Em 2015, ele passou vários meses no grupo do Prof. Lee Cronin na Universidade de Glasgow (Reino Unido). Seu interesse científico se concentra em fenômenos de transporte em sistemas microfluídicos e impressoras 3D aplicada a processos químicos em microescala.

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