{"id":56,"date":"2010-02-14T08:24:39","date_gmt":"2010-02-14T11:24:39","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/quimicaviva\/2010\/02\/o_fim_quando\/"},"modified":"2010-02-14T08:24:39","modified_gmt":"2010-02-14T11:24:39","slug":"o_fim_quando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimicaviva\/2010\/02\/14\/o_fim_quando\/","title":{"rendered":"O fim, quando?"},"content":{"rendered":"<div align=\"justify\">Assumindo que o universo teve um in\u00edcio, com o Big Bang, tamb\u00e9m ter\u00e1 um fim? Este fim \u00e9 inevit\u00e1vel? E, se sim, em menor escala podemos considerar que a perman\u00eancia da humanidade, ou da vida, na Terra, tamb\u00e9m chegar\u00e1 a ter um fim? Certo?<\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimicaviva\/wp-content\/uploads\/sites\/218\/2011\/08\/terra11.jpg\" \/><\/p>\n<\/div>\n<p>Nada \u00e9 t\u00e3o certo nesta seara, em que muitas quest\u00f5es permanecem em aberto. Um dos principais focos a se levar em conta \u00e9 se a humanidade pode se sustentar, ou pode ser sustentada, e por quanto tempo, pois n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel excluir a humanidade do ambiente em que vive, seja o ambiente terrestre ou o extra-terrestre. No que se refere ao terrestre, a perman\u00eancia da humanidade na Terra est\u00e1 intimamente relacionada a fatores ambientais bem conhecidos, como as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, perda de biodiversidade, ruptura dos ciclos do nitrog\u00eanio e do f\u00f3sforo. Como a Terra n\u00e3o est\u00e1 em um sistema isolado, as intera\u00e7\u00f5es com o universo influenciam diretamente a longevidade da vida terrestre. Raios solares, radia\u00e7\u00e3o, aster\u00f3ides, cometas, e a possibilidade da exist\u00eancia da vida alhures s\u00e3o fatores incontestavelmente importantes. Mesmo porque algumas teorias sustentam que a vida tenha se originado a partir de mat\u00e9ria org\u00e2nica trazida \u00e0 Terra por corpos celestes.<\/p>\n<p>De acordo com Seth D. Baum (Pennsylvania State University), tr\u00eas abordagens principais podem ser usadas para a elabora\u00e7\u00e3o de argumentos sobre a longevidade (ou n\u00e3o) da humanidade na Terra: o determinismo ambiental, o paradoxo de Fermi e a escatologia f\u00edsica.<\/p>\n<p>O determinismo ambiental estabelece que a perman\u00eancia da humanidade na Terra depende unicamente de fatores ambientais, e n\u00e3o de decis\u00f5es humanas. Assim, se as condi\u00e7\u00f5es ambientais forem suficientemente generosas, poderemos viver na Terra por muito tempo. Caso contr\u00e1rio, estamos fadados ao desaparecimento.<\/p>\n<p>No passado, o determinismo ambiental foi utilizado como argumento para explicar a superioridade cultural e fisiol\u00f3gica dos povos europeus sobre os outros povos. Dizia-se que os povos que viviam em regi\u00f5es mais quentes e ensolaradas eram pregui\u00e7osos, ao contr\u00e1rio daqueles que viviam em regi\u00f5es mais temperadas. Tais argumentos, ao lado do Darwinismo social, justificaram atitudes racistas e as pr\u00e1ticas colonialistas que promoveram a escravid\u00e3o e a explora\u00e7\u00e3o \u00e0 exaust\u00e3o dos povos de regi\u00f5es n\u00e3o-europ\u00e9ias.<\/p>\n<p>Atualmente o determinismo ambiental \u00e9 considerado como sendo uma alternativa pobre para explicar a sobrevida da humanidade na Terra, ainda que os fatores ambientais influenciem diretamente a ocupa\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios in\u00f3spitos e a prosperidade em regi\u00f5es exauridas. Considera-se que se o determinismo ambiental fosse o principal fator a estabelecer a perman\u00eancia do homem na Terra, haveria muito pouco a se fazer para mudar cen\u00e1rios ambientalmente catastr\u00f3ficos. Por outro lado, se as decis\u00f5es humanas podem influenciar diretamente a longevidade da esp\u00e9cie humana, muito pode ser feito para se transformar um cen\u00e1rio essencialmente pessimista. Mesmo assim, existem limita\u00e7\u00f5es ambientais que n\u00e3o podem ser ultrapassadas.<\/p>\n<p>Como as formas de vida que conhecemos s\u00e3o as \u00fanicas que conhecemos,&nbsp; e o sistema bioqu\u00edmico que rege a vida na sua ess\u00eancia \u00e9 universal, tal conhecimento nos indica que a posi\u00e7\u00e3o do planeta no sistema solar determinou diretamente o surgimento da vida.&nbsp; Por exemplo, a intensidade de radia\u00e7\u00e3o do sol, a ocorr\u00eancia muito esparsa de \u201cacidentes\u201d com outros corpos celestes, bem como a hist\u00f3ria da evolu\u00e7\u00e3o geof\u00edsica da Terra, s\u00e3o fatorres que influenciaram diretamente sobre o surgimento e evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies biol\u00f3gicas. Da mesma forma, a exist\u00eancia da humanidade no planeta s\u00f3 foi poss\u00edvel de acordo com as condi\u00e7\u00f5es ambientais favor\u00e1veis para seu surgimento e manuten\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o sabemos nada, ou sabemos muito pouco, sobre a exist\u00eancia de vida em outros planetas no Universo.<\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial;font-size: 10pt\" lang=\"PT\"><\/span>O f\u00edsico Enrico Fermi (1901-1954) foi o primeiro a realizar c\u00e1lculos sobre a possibilidade da exist\u00eancia de vida inteligente fora do planeta Terra, e formulou o seguinte paradoxo: se existem civiliza\u00e7\u00f5es extra-terrestres, aonde est\u00e3o? (conhecido como o paradoxo de Fermi). Poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es para tal questionamento:<br \/>a) existem, mas ficam apenas nos observando;<br \/>b) existem, mas em determinado ponto de sua exist\u00eancia s\u00e3o levadas inerentemente \u00e0 auto-destrui\u00e7\u00e3o;<br \/>c) existem, e crescem exponencialmente, mas ainda n\u00e3o as conhecemos.<\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimicaviva\/wp-content\/uploads\/sites\/218\/2011\/08\/enrico_fermi1.jpg\" \/><\/p>\n<\/div>\n<p>Os problemas com estas respostas s\u00e3o os seguintes. A primeira parece ser uma resposta muito pouco prov\u00e1vel, tendo em vista que tal atitude seria, no m\u00ednimo, bastante infantil para seres t\u00e3o desenvolvidos. J\u00e1 a segunda \u00e9 bastante plaus\u00edvel, e poderia explicar o porqu\u00ea de n\u00e3o termos ainda conhecimento de civiliza\u00e7\u00f5es extra-terrestres. O problema \u00e9 que, se tal destino for o de civiliza\u00e7\u00f5es inteligentes, s\u00e3o menos inteligentes do que poderiam parecer. Tal parece ser o caso da civiliza\u00e7\u00e3o humana na Terra. A terceira resposta tamb\u00e9m \u00e9 plaus\u00edvel do ponto de vista probabil\u00edstico, mas n\u00e3o do ponto de vista do determinismo ambiental. Pois a quantidade de recursos ambientais \u00e9 sempre limitada, e n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel para uma civiliza\u00e7\u00e3o crescer indefinidamente, em um \u00fanico planeta, ou diferentes civiliza\u00e7\u00f5es no Universo. A partir de determinado ponto de consumo e utiliza\u00e7\u00e3o dos recursos naturais, a perda de viabilidade ambiental leva \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es de tal forma que a constitui\u00e7\u00e3o original de uma esp\u00e9cie fica inexoravelmente comprometida.<\/p>\n<p>Embora exista a possibilidade da humanidade ocupar outros planetas, a atual tecnologia dispon\u00edvel ainda n\u00e3o permite a concretiza\u00e7\u00e3o desta proeza. Desta maneira, \u00e9 melhor se levar em conta que os recursos naturais t\u00eam ocorr\u00eancia e disponibilidade limitada, e diminuir sua&nbsp; utiliza\u00e7\u00e3o, do crescimento populacional e das necessidades de consumo. Uma mudan\u00e7a de tal natureza no padr\u00e3o de desenvolvimento humano poderia levar a uma situa\u00e7\u00e3o de sustentabilidade prolongada. Civiliza\u00e7\u00f5es extra-terrestres realmente inteligentes podem ter atingido tais n\u00edveis de equil\u00edbrio em seu desenvolvimento, ainda que n\u00e3o nos sejam conhecidas.<\/p>\n<p>Um dos atuais problemas para a sustentabilidade da sociedade humana na Terra \u00e9 o consumo de energia. In\u00fameras formas de utiliza\u00e7\u00e3o de diferentes matrizes energ\u00e9ticas est\u00e3o sendo pesquisadas e exploradas, e ampliam os recursos para a expans\u00e3o continuada da economia de consumo. Mesmo assim, os recursos energ\u00e9ticos dispon\u00edveis atingir\u00e3o um limite de explora\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o. A possibilidade de se buscar recursos extra-terrestres n\u00e3o pode ser descartada, e a utiliza\u00e7\u00e3o de h\u00e9lio-3, extremamente abundante na superf\u00edcie lunar, poderia ser a solu\u00e7\u00e3o como matriz energ\u00e9tica durante os pr\u00f3ximos 10 mil anos (atrav\u00e9s de fus\u00e3o nuclear). Bastaria que fossem desenvolvidas formas de se extrair, trazer e armazenar h\u00e9lio-3 na Terra.<\/p>\n<p>O paradoxo de Fermi n\u00e3o exclui a possibilidade de estarmos no \u00fanico planeta com vida de todo o universo. Esta hip\u00f3tese parece ser rid\u00edcula? N\u00e3o segundo Ward e Brownlee (2000). Se isso for verdadeiro, fica dif\u00edcil aprendermos algo sobre a possibilidade da exist\u00eancia de vida extra-terrestre. E nosso grau de compromisso intra-espec\u00edfico e com o ambiente se torna significativamente mais importante.<\/p>\n<p>Resta considerar a f\u00edsica escatol\u00f3gica, escatologia esta que faz alus\u00e3o ao fim dos tempos, o fim do mundo, do universo, ou da humanidade, apocal\u00edptico ou n\u00e3o. Tal escatologia seria de car\u00e1ter determinista, e n\u00e3o haveria escolha. A ocorr\u00eancia de aster\u00f3ides gigantes, altamente destrutivos, corrobora uma hip\u00f3tese desta natureza, e n\u00e3o poderiam ser impedidos por quem quer que seja, nem mesmo por Bruce Willis (e<br \/>\nm Armageddon). Por\u00e9m, a f\u00edsica escatol\u00f3gica considera n\u00e3o somente finais catacl\u00edsmicos, como tamb\u00e9m um churrasco intermin\u00e1vel, em que o sol aumentaria de tamanho (fato comprovado) e sua irradia\u00e7\u00e3o luminosa tamb\u00e9m. Em muitos milh\u00f5es de anos tal aquecimento promoveria fus\u00e3o dos silicatos, que consumiriam quantidades apreci\u00e1veis do CO2 presente na atmosfera, comprometendo o processo de fotoss\u00edntese. Em tais condi\u00e7\u00f5es, a vida desapareceria por completo, antes de \u201cpassar do ponto\u201d. Para tais casos, a geoengenharia teria que ser amplamente explorada para se evitar tais cen\u00e1rios. Mas n\u00e3o para sempre. Em 100.000.000.000.000 de anos as estrelas cessar\u00e3o seu brilho, e em 100.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000 de anos o n\u00famero de pr\u00f3tons dispon\u00edveis no universo ser\u00e1 muito pequeno.<\/p>\n<p>Como a vida n\u00e3o ser\u00e1 eterna, nem aqui nem em lugar nenhum, devem ser avaliadas e tomadas decis\u00f5es de profundo car\u00e1ter \u00e9tico, de maneira a minimizar ao m\u00e1ximo o preju\u00edzo \u00e0 esp\u00e9cie humana, intrinsecamente ligada \u00e0s outras esp\u00e9cies do planeta. Levar em conta que as possibilidades de manuten\u00e7\u00e3o da vida s\u00e3o infinitas implica que um poss\u00edvel n\u00famero de tais decis\u00f5es poderia tamb\u00e9m ser infinito. Por\u00e9m, sermos realistas implica em sermos respons\u00e1veis. A exist\u00eancia do Universo \u00e9 estimada em v\u00e1rios bilh\u00f5es de anos \u2013 mas n\u00e3o a exist\u00eancia da humanidade. Ainda que seja poss\u00edvel migrar para outros planetas, indefinidamente, tal perspectiva \u00e9 ainda imposs\u00edvel, no estado atual de nosso conhecimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico. Logo, a sustentabilidade da esp\u00e9cie humana deve levar em conta nossas atuais limita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Embora a quest\u00e3o da prem\u00eancia em se tomar tais decis\u00f5es seja bastante debatida, se definir o momento adequado para tais decis\u00f5es dificilmente pode ser estabelecido. Aparentemente, n\u00e3o o atual, segundo nossos governantes. O grande fracasso da COP-15, e a falta de compromisso da \u00cdndia e da China em estabelecer pol\u00edticas concretas contra emiss\u00f5es de carbono, mostram claramente que o momento atual &#8220;parece&#8221; n\u00e3o ser o mais importante para a tomada de decis\u00f5es desta natureza, e a implanta\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es efetivas para minorar poss\u00edveis problemas naturais que afetariam a esp\u00e9cie humana na Terra.<\/p>\n<p>Colonizar outros planetas parece ser uma real possibilidade, e muitos pesquisadores pensam que temos muito tempo para desenvolver tecnologias para tal, se nada de muito ruim acontecer antes: guerras nucleares, emerg\u00eancia de grandes pandemias, colapso ambiental, e o impacto de um grande aster\u00f3ide (mas quem sabe&#8230; Bruce Willis &#8230; quem sabe?). Tais riscos s\u00e3o muito mais iminentes do que o fim do mundo, tal como concebido no apocalipse e por seitas catastrofistas. E por isso mesmo devem ser levados muito mais a s\u00e9rio. Mesmo o f\u00edsico Stephen Hawking defende a id\u00e9ia que a migra\u00e7\u00e3o para outros planetas seria nossa salva\u00e7\u00e3o. Propostas incluem tamb\u00e9m a cria\u00e7\u00e3o de uma biblioteca digital completa sobre a humanidade na Lua (Burrows, 2006), ou a cria\u00e7\u00e3o de ref\u00fagios&nbsp; (Hanson, 2008) ou de bancos de sementes aqui na Terra (Charles, 2006).<\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimicaviva\/wp-content\/uploads\/sites\/218\/2011\/08\/bruce-willis1.jpg\" \/><\/p>\n<\/div>\n<p>Embora tais cen\u00e1rios mais pare\u00e7am temas de hist\u00f3rias de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, n\u00e3o se pode negligenciar a crescente perda de diversidade biol\u00f3gica, o (poss\u00edvel, ou prov\u00e1vel?) aquecimento global e a poss\u00edvel diminui\u00e7\u00e3o de fitopl\u00e2ncton que comprometeria severamente a fixa\u00e7\u00e3o de carbono atrav\u00e9s da fotoss\u00edntese.<\/p>\n<p>Segundo Dawkins (em &#8220;O Gene Ego\u00edsta&#8221;), genes s\u00e3o as \u00fanicas entidades que se perpetuam na luta pela exist\u00eancia. Embora seu ponto de vista pare\u00e7a um tanto quanto determinista e reducionista, poderia explicar que o instinto de sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie humana (de origem gen\u00e9tica) poder\u00e1, de certa forma, levar a uma mudan\u00e7a de vis\u00e3o de mundo (weltanschaung) em um futuro n\u00e3o muito distante. De outra forma, a evolu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica, atrav\u00e9s da sele\u00e7\u00e3o natural, passar\u00e1 por cima da esp\u00e9cie humana como um caminh\u00e3o passa por cima de um tomate.<\/div>\n<p>Refer\u00eancias<br \/><b>Ward, P.D.; Brownlee, D<\/b>. (2000) <i>Rare Earth<\/i>: <i>Why Complex Life Is Uncommon in the Universe<\/i>; Copernicus Books: New York, NY, USA.<br \/><b>Burrows, W.E.<\/b> (2006) The Survival Imperative; Tom Doherty: New York, NY, USA.<br \/><b>Hanson R.<\/b> (2008) Catastrophe, social collapse, and human extinction. In Global Catastrophic Risks; Bostrom, N., \u0106irkovi\u0107, M., Eds.; Oxford University Press: Oxford, UK, pp. 363-377.<br \/><b>Charles, D.A.<\/b> (2006) \u201cForever\u201d seed bank takes root in the Arctic. <i>Science<\/i>, <b>312<\/b>, 1730-1731.<br \/><span style=\"padding: 5px;float: left\"><a href=\"http:\/\/www.researchblogging.org\"><img decoding=\"async\" alt=\"ResearchBlogging.org\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimicaviva\/wp-content\/uploads\/sites\/218\/2011\/08\/rb2_small1.png\" style=\"border: 0pt none\" \/><\/a><\/span><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Sustainability&amp;rft_id=info%3A%2F10.3390%2Fsu2020591&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Is+Humanity+Doomed%3F+Insights+from+Astrobiology&amp;rft.issn=2071-1050&amp;rft.date=2010&amp;rft.volume=2&amp;rft.issue=&amp;rft.spage=591&amp;rft.epage=603&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.mdpi.com%2F2071-1050%2F2%2F2%2F591&amp;rft.au=Seth+D.+Baum&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Chemistry\"><b>Seth D. Baum<\/b> (2010). Is Humanity Doomed? Insights from Astrobiology <span style=\"font-style: italic\">Sustainability, 2<\/span>, 591-603 : <a rev=\"review\" href=\"10.3390\/su2020591\">10.3390\/su2020591<\/a><\/span><\/p>\n<div class=\"zemanta-pixie\"><img decoding=\"async\" class=\"zemanta-pixie-img\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimicaviva\/wp-content\/uploads\/sites\/218\/2011\/08\/pixy21.gif\" \/><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Assumindo que o universo teve um in\u00edcio, com o Big Bang, tamb\u00e9m ter\u00e1 um fim? Este fim \u00e9 inevit\u00e1vel? E, se sim, em menor escala podemos considerar que a perman\u00eancia da humanidade, ou da vida, na Terra, tamb\u00e9m chegar\u00e1 a ter um fim? Certo? 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