{"id":74,"date":"2010-04-17T19:29:10","date_gmt":"2010-04-17T22:29:10","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/quimicaviva\/2010\/04\/o_que_faz_um_artigo_cientifico\/"},"modified":"2010-04-17T19:29:10","modified_gmt":"2010-04-17T22:29:10","slug":"o_que_faz_um_artigo_cientifico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimicaviva\/2010\/04\/17\/o_que_faz_um_artigo_cientifico\/","title":{"rendered":"O que faz um artigo cient\u00edfico ser um bom artigo cient\u00edfico?"},"content":{"rendered":"<div align=\"justify\">Primeiramente, \u00e9 necess\u00e1rio se definir o que \u00e9 um artigo cient\u00edfico: no contexto das ci\u00eancias naturais (ou seja, aquelas que descrevem a natureza), um texto que relata uma proposta, como tal proposta foi verificada e se esta proposta foi comprovada (ou n\u00e3o). \u00c9 uma defini\u00e7\u00e3o bastante minimalista, mas que pode ser assim definida para os prop\u00f3sitos desta postagem.<\/p>\n<p>Assim, um bom artigo cient\u00edfico \u00e9 aquele que, presumivelmente: a) apresenta uma proposta ousada, inovadora, in\u00e9dita e de grande import\u00e2ncia; b) faz uso de metodologias experimentais muito bem aceitas e que comprovadamente podem fornecer evid\u00eancias contundentes se tal proposta \u00e9 v\u00e1lida ou n\u00e3o, e; c) se a proposta em quest\u00e3o foi verificada.<\/p>\n<p>Quando o artigo \u201cSelf-Sustained Replication of an RNA Enzyme\u201d foi publicado na revista <i>Science<\/i> h\u00e1 pouco mais de 1 ano (27 de fevereiro de 2009), causou um enorme alarde na comunidade cient\u00edfica do mundo todo e foi amplamente divulgado na World Wide Web (internet).<\/p>\n<p>Qual a proposta do artigo? Segundo os autores<br \/><i>A long-standing research goal has been to devise a nonbiological system that undergoes replication in a self-sustained manner, brought about by enzymatic machinery that is part of the system being replicated. One way to realize this goal, inspired by the notion of primitive RNA-based life, would be for an RNA enzyme to catalyze the replication of RNA molecules, including the RNA enzyme itself.<br \/>This has now been achieved in a cross-catalytic system involving two RNA enzymes that catalyze each other\u2019s synthesis from a total of four component substrates.<\/i><\/p>\n<p>(Traduzindo: Um objetivo cient\u00edfico h\u00e1 muito tempo buscado seria de se constituir um sistema n\u00e3o-biol\u00f3gico que realiza replica\u00e7\u00e3o de maneira auto-sustentada, formado por um maquin\u00e1rio enzim\u00e1tico que \u00e9 parte do sistema sendo replicado. Uma maneira de atingir este objetivo, tendo como inspira\u00e7\u00e3o o conceito de vida primitiva baseada em RNA [\u00e1cido ribonucl\u00e9ico], seria uma enzima do tipo RNA que catalisasse a replica\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas de RNA, incluindo a replica\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria enzima.<br \/>Isso foi realizado em um sistema catal\u00edtico cruzado com duas enzimas de RNA que catalisam a s\u00edntese uma da outra a partir de quatro substratos diferentes.)<\/p>\n<p>Os autores utilizaram uma enzima RNA chamada de R3C e, ap\u00f3s formar um complexo enzim\u00e1tico cruzado, estabeleceram as condi\u00e7\u00f5es para que as enzimas se auto-replicassem sem qualquer interfer\u00eancia externa. Ap\u00f3s o consumo inicial das unidades que constituem o RNA (citidina-guanosina, adenosina-uridina), as enzimas formadas foram transferidas para um novo meio reacional contendo quantidades adicionais das suas unidades formadoras. Tal procedimento foi repetido v\u00e1rias vezes, de maneira seq\u00fcencial. Assim, as enzimas RNA continuaram a crescer e adquirir sequ\u00eancias de pares C-G, U-A cada vez maiores. Por\u00e9m, o mais interessante \u00e9 que as enzimas formadas n\u00e3o se formam na mesma propor\u00e7\u00e3o. Algumas sequ\u00eancias s\u00e3o formadas mais rapidamente e crescem mais, dando origem a fragmentos mais longos, e, portanto, s\u00e3o enzimas de RNA mais complexas geradas a partir da a\u00e7\u00e3o inicial da R3C.<\/p>\n<p>Ou seja, os autores conseguiram provar sua proposta (hip\u00f3tese) de forma\u00e7\u00e3o de um sistema auto-catal\u00edtico auto-sustentado. O mais interessante \u00e9 que o sistema como um todo evolui, e d\u00e1 origem a poucos fragmentos maiores e mais complexos de RNA, que s\u00e3o mais est\u00e1veis. Ou seja, o sistema sofre sele\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o da estabilidade dos produtos formados.<\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimicaviva\/wp-content\/uploads\/sites\/218\/2011\/08\/323_1229_f31.jpg\" \/><br \/>Ver o artigo original para a explica\u00e7\u00e3o destes gr\u00e1ficos. O gr\u00e1fico B indica a popula\u00e7\u00e3o relativa de diferentes enzimas RNA formadas.<\/p>\n<\/div>\n<p>As conclus\u00f5es finais dos autores s\u00e3o que <br \/><i>Populations of cross-replicating RNA enzymes can serve as a simplified experimental model of a genetic system with, at present, two genetic loci and 12 alleles per locus.<\/i> (\u2026) <i>In order to support much greater complexity, it will be necessary to constrain the set of substrates, for example, by using the population of newly formed enzymes to generate a daughter population of substrates. An important challenge for an artificial RNA-based genetic system is to support a broad range of encoded functions, well beyond replication itself.<\/i><\/p>\n<p>(Popula\u00e7\u00f5es de enzimas RNA de replica\u00e7\u00e3o cruzada podem servir como modelos experimentais simplificados de um sistema gen\u00e9tico com, at\u00e9 agora, 2 loci gen\u00e9ticos e 12 alelos por locus [bi\u00f3logos e\/ou geneticistas: ajuda nestas defini\u00e7\u00f5es s\u00e3o bem-vindas!]. (&#8230;) De forma a suportar uma complexidade muito maior, ser\u00e1 necess\u00e1rio restringir o conjunto de substratos, utilizando, por exemplo, a popula\u00e7\u00e3o de enzimas rec\u00e9m-formadas para gerar uma popula\u00e7\u00e3o de substratos \u201cprole\u201d. Um desafio importante para um sistema gen\u00e9tico artificial baseado em RNA \u00e9 apresentar uma ampla variedade de fun\u00e7\u00f5es codificadas, muito al\u00e9m da simples replica\u00e7\u00e3o.)<\/p>\n<p>Em pouco mais de 1 ano, este artigo foi citado por 40 outros artigos cient\u00edficos (resultados de busca no Institute for Scientific Information \u2013 Web of Science), e deu origem a quase 2.000 \u201centradas\u201d no Google (utilizando a express\u00e3o \u201cSelf-Sustained Replication of an RNA Enzyme\u201d, com as aspas. Desta maneira a busca no Google \u00e9 feita com a express\u00e3o completa, na ordem especificada). Poderia-se pensar que tais men\u00e7\u00f5es pudessem ser a respeito do total absurdo, ou conclus\u00f5es err\u00f4neas, publicado pelos autores. Muito pelo contr\u00e1rio. O artigo de Lincoln e Joyce serviu n\u00e3o somente de base experimental para outros trabalhos, mas tamb\u00e9m de suporte para a infer\u00eancia sobre a real pertin\u00eancia de forma\u00e7\u00e3o de sistemas biol\u00f3gicos primitivos formados a partir de RNA (o assim chamado \u201cRNA-world\u201d).<\/p>\n<p>Grande sacada dos pesquisadores do Scripps Research Institute (California, EUA). Um bom artigo n\u00e3o passa despercebido.<\/p>\n<p>Muito pelo contr\u00e1rio. Um artigo, um \u00fanico artigo cient\u00edfico, extremamente ousado e original, com id\u00e9ias realmente revolucion\u00e1rias, pode levar ao inesperado: o Pr\u00eamio Nobel. Keinichi Fukui e Roald Hoffmann dividiram o Pr\u00eamio Nobel de Qu\u00edmica de 1981 pela publica\u00e7\u00e3o de um \u00fanico artigo cada um. O de Fukui, originalmente publicado em 1952, foi extremamente criticado \u00e0 \u00e9poca. O de Hofmann foi publicado em conjunto com Robert B. Woodward (em 3 vers\u00f5es, \u00e9 verdade, mas que na ess\u00eancia s\u00e3o o mesmo trabalho): \u201cThe Conservation of Orbital Symmetry\u201d, originalmente na revista <i>Accounts of Chemical Research<\/i> em 1968. A vers\u00e3o expandida foi publicada no ano seguinte, com o mesmo t\u00edtulo, na revista <i>Angewandte Chemie International Edition<\/i>. O mesmo artigo foi publicado de maneira bastante sumarizada, com o t\u00edtulo \u201cOrbital Symmetry Control of Chemical Reactions\u201d, no ano seguinte na revista Science. Esta teoria, denominada \u201cTeoria dos Orbitais Moleculares de Fronteira\u201d (Frontier Molecular Orbitals Theory), literalmente revolucionou o entendimento da qu\u00edmica org\u00e2nica, e hoje \u00e9 ensinada em livros-texto adotados em salas de aula no mundo todo. Woodward tamb\u00e9m ganhou o Pr\u00eamio Nobel de Qu\u00edmica, por suas in\u00fameras contribui\u00e7\u00f5es ao desenvolvimento da s\u00edntese de subst\u00e2ncias org\u00e2nicas.<\/p>\n<p>A Teoria dos Orbitais Moleculares de Fronteira \u00e9 razoavelmente complicada para ser explicada de maneira simples, mas pode ilustrada de maneira extremamente simplista. Os el\u00e9trons em volta dos \u00e1tomos ocupam regi\u00f5es chamadas de orbitais. A forma\u00e7\u00e3o de liga\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas entre \u00e1tomos resulta da combina\u00e7\u00e3o destes orbitais at\u00f4micos, formando orbitais moleculares. A maneira como os orbitais at\u00f4micos se combinam para formar orbitais moleculares foi inicialmente explicada pela teoria da mec\u00e2nica qu\u00e2ntica (que consegue explicar a forma\u00e7\u00e3o de liga\u00e7\u00f5es em mol\u00e9culas extremamente simples, como o g\u00e1s hidrog\u00eanio, H2). Hoffmann e Fukui elaboraram um modelo, de certa forma pict\u00f3rico, que explica como ocorrem rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas org\u00e2nicas entre mol\u00e9culas muito mais complexas do que o H2.<\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimicaviva\/wp-content\/uploads\/sites\/218\/2011\/08\/cyclopentadiene_maleic_anhydride_diels_alder.jpg\" \/><br \/>Rea\u00e7\u00e3o concertada entre um dieno e um dien\u00f3filo, que obedece \u00e0s regras de Woodwad-Hoffmann, de acordo com a Teoria dos Orbitais Moleculares de Fronteira.<\/p>\n<\/div>\n<p>Bingo!<\/p>\n<p>Grandes sacadas cient\u00edficas -&gt; bons artigos cient\u00edficos -&gt; eventualmente o Pr\u00eamio Nobel.<\/div>\n<p><span style=\"float: left;padding: 5px\"><a href=\"http:\/\/www.researchblogging.org\"><img decoding=\"async\" alt=\"ResearchBlogging.org\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimicaviva\/wp-content\/uploads\/sites\/218\/2011\/08\/rb2_small1.png\" style=\"border: 0pt none\" \/><\/a><\/span><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=The+Journal+of+Chemical+Physics&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1063%2F1.1700523&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=A+Molecular+Orbital+Theory+of+Reactivity+in+Aromatic+Hydrocarbons&amp;rft.issn=00219606&amp;rft.date=1952&amp;rft.volume=20&amp;rft.issue=4&amp;rft.spage=722&amp;rft.epage=&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Flink.aip.org%2Flink%2FJCPSA6%2Fv20%2Fi4%2Fp722%2Fs1%26Agg%3Ddoi&amp;rft.au=Fukui%2C+K.&amp;rft.au=Yonezawa%2C+T.&amp;rft.au=Shingu%2C+H.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Chemistry\">Fukui, K., Yonezawa, T., &amp; Shingu, H. (1952). A Molecular Orbital Theory of Reactivity in Aromatic Hydrocarbons <span style=\"font-style: italic\">The Journal of Chemical Physics, 20<\/span> (4) DOI: <a rev=\"review\" href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1063\/1.1700523\">10.1063\/1.1700523<\/a><\/span><br \/><span style=\"float: left;padding: 5px\"><a href=\"http:\/\/www.researchblogging.org\"><img decoding=\"async\" alt=\"ResearchBlogging.org\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimicaviva\/wp-content\/uploads\/sites\/218\/2011\/08\/rb2_small1.png\" style=\"border: 0pt none\" \/><\/a><\/span><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Science&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1126%2Fscience.1167856&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Self-Sustained+Replication+of+an+RNA+Enzyme&amp;rft.issn=0036-8075&amp;rft.date=2009&amp;rft.volume=323&amp;rft.issue=5918&amp;rft.spage=1229&amp;rft.epage=1232&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.sciencemag.org%2Fcgi%2Fdoi%2F10.1126%2Fscience.1167856&amp;rft.au=Lincoln%2C+T.&amp;rft.au=Joyce%2C+G.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Chemistry\">Lincoln, T., &amp; Joyce, G. (2009). Self-Sustained Replication of an RNA Enzyme <span style=\"font-style: italic\">Science, 323<\/span> (5918), 1229-1232 DOI: <a rev=\"review\" href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1126\/science.1167856\">10.1126\/science.1167856<\/a><\/span><br \/><span style=\"float: left;padding: 5px\"><a href=\"http:\/\/www.researchblogging.org\"><img decoding=\"async\" alt=\"ResearchBlogging.org\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimicaviva\/wp-content\/uploads\/sites\/218\/2011\/08\/rb2_small1.png\" style=\"border: 0pt none\" \/><\/a><\/span><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Accounts+of+Chemical+Research&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1021%2Far50001a003&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Conservation+of+orbital+symmetry&amp;rft.issn=0001-4842&amp;rft.date=1968&amp;rft.volume=1&amp;rft.issue=1&amp;rft.spage=17&amp;rft.epage=22&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fpubs.acs.org%2Fcgi-bin%2Fdoilookup%2F%3F10.1021%2Far50001a003&amp;rft.au=Hoffmann%2C+R.&amp;rft.au=Woodward%2C+R.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Chemistry\">Hoffmann, R., &amp; Woodward, R. (1968). Conservation of orbital symmetry <span style=\"font-style: italic\">Accounts of Chemical Research, 1<\/span> (1), 17-22 DOI: <a rev=\"review\" href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1021\/ar50001a003\">10.1021\/ar50001a003<\/a><\/span><br \/><span style=\"float: left;padding: 5px\"><a href=\"http:\/\/www.researchblogging.org\"><img decoding=\"async\" alt=\"ResearchBlogging.org\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimicaviva\/wp-content\/uploads\/sites\/218\/2011\/08\/rb2_small1.png\" style=\"border: 0pt none\" \/><\/a><\/span><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Angewandte+Chemie+International+Edition+in+English&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1002%2Fanie.196907811&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=The+Conservation+of+Orbital+Symmetrya&amp;rft.issn=0570-0833&amp;rft.date=1969&amp;rft.volume=8&amp;rft.issue=11&amp;rft.spage=781&amp;rft.epage=853&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fdoi.wiley.com%2F10.1002%2Fanie.196907811&amp;rft.au=Woodward%2C+R.&amp;rft.au=Hoffmann%2C+R.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Chemistry\">Woodward, R., &amp; Hoffmann, R. (1969). The Conservation of Orbital Symmetry <span style=\"font-style: italic\">Angewandte Chemie International Edition in English, 8<\/span> (11), 781-853 DOI: <a rev=\"review\" href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1002\/anie.196907811\">10.1002\/anie.196907811<\/a><\/span><br \/><span style=\"float: left;padding: 5px\"><a href=\"http:\/\/www.researchblogging.org\"><img decoding=\"async\" alt=\"ResearchBlogging.org\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimicaviva\/wp-content\/uploads\/sites\/218\/2011\/08\/rb2_small1.png\" style=\"border: 0pt none\" \/><\/a><\/span><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Science&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1126%2Fscience.167.3919.825&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Orbital+Symmetry+Control+of+Chemical+Reactions&amp;rft.issn=0036-8075&amp;rft.date=1970&amp;rft.volume=167&amp;rft.issue=3919&amp;rft.spage=825&amp;rft.epage=831&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.sciencemag.org%2Fcgi%2Fdoi%2F10.1126%2Fscience.167.3919.825&amp;rft.au=Hoffmann%2C+R.&amp;rft.au=Woodward%2C+R.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Chemistry\">Hoffmann, R., &amp; Woodward, R. (1970). Orbital Symmetry Control of Chemical Reactions <span style=\"font-style: italic\">Science, 167<\/span> (3919), 825-831 DOI: <a rev=\"review\" href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1126\/science.167.3919.825\">10.1126\/science.167.3919.825<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Primeiramente, \u00e9 necess\u00e1rio se definir o que \u00e9 um artigo cient\u00edfico: no contexto das ci\u00eancias naturais (ou seja, aquelas que descrevem a natureza), um texto que relata uma proposta, como tal proposta foi verificada e se esta proposta foi comprovada (ou n\u00e3o). \u00c9 uma defini\u00e7\u00e3o bastante minimalista, mas que pode ser assim definida para os [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":522,"featured_media":75,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-74","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimicaviva\/wp-content\/uploads\/sites\/218\/2011\/08\/323_1229_f3.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimicaviva\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimicaviva\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimicaviva\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimicaviva\/wp-json\/wp\/v2\/users\/522"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimicaviva\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=74"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimicaviva\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimicaviva\/wp-json\/wp\/v2\/media\/75"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimicaviva\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=74"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimicaviva\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=74"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimicaviva\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=74"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}