{"id":96,"date":"2010-06-05T20:16:41","date_gmt":"2010-06-05T23:16:41","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/quimicaviva\/2010\/06\/homenagem_ao_dia_mundial_do_me\/"},"modified":"2010-06-05T20:16:41","modified_gmt":"2010-06-05T23:16:41","slug":"homenagem_ao_dia_mundial_do_me","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimicaviva\/2010\/06\/05\/homenagem_ao_dia_mundial_do_me\/","title":{"rendered":"Homenagem ao Dia Mundial do Meio Ambiente de 2010"},"content":{"rendered":"<p>Como os fatos mostram que o ambiente em que vivemos n\u00e3o vai muito bem, decidi fazer uma homenagem po\u00e9tica e musical a este dia t\u00e3o especial.<\/p>\n<p>Primeiro com uma m\u00fasica de Edu Lobo, Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri, gravada originalmente em 1967. A m\u00fasica foi composta para a pe\u00e7a de teatro \u201cArena conta Zumbi\u201d, e se insere no momento em que negros est\u00e3o se articulando para criar um quilombo, mas alguns est\u00e3o em d\u00favida. Zumbi ent\u00e3o tenta convencer os indecisos, cantando a m\u00fasica. \u00c9 meio anti-ambientalista, pois os personagens querem \u201cbichos pr\u00e1 comer\u201d, e meio machista tamb\u00e9m. Mas, h\u00e1 que se considerar a \u00e9poca de sua cria\u00e7\u00e3o. Escute a m\u00fasica &#8220;clicando&#8221; no bot\u00e3o &#8220;&gt;&#8221; a seguir (agradecimentos especiais ao Igor Santos que me ensinou como inserir o arquivo mp3 da m\u00fasica &#8220;embolada&#8221;). Vejam tamb\u00e9m uma parte da encena\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a &#8220;Arena conta Zumbi&#8221; por estudantes do Col\u00e9gio Cenecista Dr. Jos\u00e9 Ferreira, justamente no trecho em que a m\u00fasica \u00e9 cantada: <a href=\"http:\/\/www.joseferreira.com.br\/tvzezao.php?v=17825&amp;c=\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.joseferreira.com.br\/tvzezao.php?v=17825&amp;c=<\/a> . Emocionante! (valeu, Sibele, pela dica).<\/p>\n<div class=\"snap_preview\"><span style=\"text-align: left\"><\/p>\n<div class=\"youtube-video\">      <\/div>\n<p><\/span><\/p>\n<div align=\"center\"><b>Embolada Das Dadivas da Natureza<\/b><\/div>\n<p>De toda forma e qualidade tem<br \/>oi tem pindoba, embiriba e sapucaia<br \/>tem titara, catul\u00e9, ouricur\u00ed<br \/>tem sucupira, sapucais, putumuj\u00fa<br \/>teu pau-de-santo, tem pau d&#8217;arco, tem tatajub\u00e1<br \/>sapucarana, canzenz\u00e9, ma\u00e7aranduba<br \/>tem louro para\u00edba e tem pininga (bis)<br \/>Pare meu irm\u00e3o<br \/>de falar em tanta mata<br \/>com tanta planta eu n\u00e3o sei o que fazer<br \/>mas diga l\u00e1 se tem bicho pra comer<br \/>se tem bicho pra comer, se tem bicho pra comer.<br \/>De toda forma e qualidade tem,<br \/>on\u00e7a pintada, sussuarana e maracaj\u00e1<br \/>E tem guar\u00e1, jaguatirica e guaxinim<br \/>e tem tatu, tatu-peba, tatu-bola<br \/>tem pregui\u00e7a, tem quat\u00ed, tamandu\u00e1.<br \/>E coelho que tem, tem, tem<br \/>queixada que tem, tem, tem<br \/>caitit\u00fa oi tem tamb\u00e9m<br \/>oi diz que tem, tem<br \/>oi diz que tem, tem (bis).<br \/>Pare meu irm\u00e3o<br \/>de falar em tanta fera<br \/>com tanto bicho eu n\u00e3o sei o que fazer<br \/>ah, um bichinho pra comer<br \/>eu s\u00f3 quisera<br \/>com tanto assim eles v\u00e3o \u00e9 me comer (bis).<br \/>Mas tem os peixes que ainda n\u00e3o falei<br \/>de toda forma e qualidade tem<br \/>oi tem tra\u00edra, tem car\u00e1 e jundi\u00e1<br \/>e tem caborge, tem piaba e carap\u00f3<br \/>e pit\u00fa e caranguejo e aru\u00e1 (repete mais 3 vezes).<br \/>Mas tamb\u00e9m tem cobra<br \/>que \u00e9 um nunca se acabar<br \/>tem jacar\u00e9, cobra-rainha e tem mu\u00e7u<br \/>tem caninana, tem jib\u00f3ia e tem jerico\u00e1<br \/>tem jararaca, cascavel, surucuc\u00fa<br \/>e papa-ovo e cobra verde assim n\u00e3o d\u00e1 (bis).<br \/>Mas tem sabi\u00e1, tem can\u00e1rio e curi\u00f3<br \/>tem passarinho t\u00e3o bom de se olhar<br \/>papa-capim, cardeal e arumar\u00e1<br \/>e tem xex\u00e9u, guriat\u00e3 e tem brej\u00e1<br \/>E se quiser comer galinha<br \/>tem de todas pra fartar<br \/>tem pomba de tres c\u00f4cos, tem pato mergulh\u00e3o<br \/>aracu\u00e2, ja\u00e7an\u00e3 e tem car\u00e3o<br \/>juriti e cardigueira e patur\u00ed (repete mais 3 vezes).<br \/>Mas e nessa aben\u00e7oada regi\u00e3o<br \/>ser\u00e1 que tem o que faz falta na verdade?<br \/>O que \u00e9, o que \u00e9, o que \u00e9 ?<br \/>O que \u00e9, o que \u00e9, o que \u00e9 ?<br \/>Me diga meu irm\u00e3o<br \/>se nessa grande mata (BIS)<br \/>\u00e9 poss\u00edvel, \u00e9 poss\u00edvel ter mulher.<br \/>A\u00ed est\u00e1 uma coisa que n\u00e3o&#8230;<br \/>A\u00ed est\u00e1 uma coisa que n\u00e3o&#8230;<br \/>Pois sendo assim eu prefiro o cativeiro.<br \/>Pois sendo assim eu prefiro o cativeiro.<br \/>Meu irm\u00e3o t\u00e1 com toda raz\u00e3o !<br \/>Meu irm\u00e3o t\u00e1 com toda raz\u00e3o !<\/p>\n<p>A segunda \u00e9 do Chico Buarque de Hollanda e do Francis Hime, e foi composta para o filme \u201cA Noiva da Cidade\u201d de Alex Vianni.<\/p>\n<div class=\"youtube-video\">          <\/div>\n<div align=\"center\"><b>Passaredo<\/b><\/div>\n<p>Ei, pintassilgo<br \/>Oi, pintaroxo<br \/>Melro, uirapuru<br \/>Ai, chega-e-vira<br \/>Engole-vento<br \/>Sa\u00edra, inhambu<br \/>Foge asa-branca<br \/>Vai, patativa<br \/>Tordo, tuju, tuim<br \/>X\u00f4, ti\u00e9-sangue<br \/>X\u00f4, ti\u00e9-fogo<br \/>X\u00f4, rouxinol sem fim<br \/>Some, coleiro<br \/>Anda, trigueiro<br \/>Te esconde colibri<br \/>Voa, macuco<br \/>Voa, vi\u00fava<br \/>Utiariti<br \/>Bico calado<br \/>Toma cuidado<br \/>Que o homem vem a\u00ed<br \/>O homem vem a\u00ed<br \/>O homem vem a\u00ed.<br \/>Ei, quero-quero<br \/>Oi, tico-tico<br \/>Anum, pardal, chapim<br \/>X\u00f4, cotovia<br \/>X\u00f4, ave-fria<br \/>X\u00f4, pescador-martim<br \/>Some, rolinha<br \/>Anda, andorinha<br \/>Te esconde, bem-te-vi<br \/>Voa, bicudo<br \/>Voa, sanha\u00e7o<br \/>Vai, juriti<br \/>Bico calado<br \/>Muito cuidado<br \/>Que o homem vem a\u00ed<br \/>O homem vem a\u00ed<br \/>O homem vem a\u00ed<\/p>\n<div align=\"justify\">A terceira \u00e9 de Tom Jobim, gravada em seu disco \u201cPassarim\u201d, de 1987, com a \u201cBanda Nova\u201d, uma galera de m\u00fasicos de primeira, incluindo Jacques Morelenbaum no violoncelo, Danilo Caymmi na voz \u201cbaixo\u201d, e as meninas afinad\u00edssimas da fam\u00edlia Jobim (e outras) no coro (Ana Jobim, Elizabeth Jobim, Maucha Adnet, Paula Morelenbaum, Simone Caymmi). Al\u00e9m de Tom no piano. O v\u00eddeo abaixo foi feito em um show em Montreal, em 1986.<\/p>\n<div class=\"youtube-video\">         <\/div>\n<\/div>\n<div align=\"center\"><b>Borzeguim<\/b><\/div>\n<p>Borzeguim, deixa as fraldas ao vento<br \/>E vem dan\u00e7ar<br \/>E vem dan\u00e7ar<br \/>Hoje \u00e9 sexta-feira de manh\u00e3<br \/>Hoje \u00e9 sexta-feira<br \/>Deixa o mato crescer em paz<br \/>Deixa o mato crescer<br \/>Deixa o mato<br \/>N\u00e3o quero fogo, quero \u00e1gua<br \/>(deixa o mato crescer em paz)<br \/>N\u00e3o quero fogo, quero \u00e1gua<br \/>(deixa o mato crescer)<br \/>Hoje \u00e9 sexta-feira da paix\u00e3o sexta-feira santa<br \/>Todo dia \u00e9 dia de perd\u00e3o<br \/>Todo dia \u00e9 dia santo<br \/>Todo santo dia<br \/>Ah, e vem Jo\u00e3o e vem Maria<br \/>Todo dia \u00e9 dia de folia<br \/>Ah, e vem Jo\u00e3o e vem Maria<br \/>Todo dia \u00e9 dia<br \/>O ch\u00e3o no ch\u00e3o<br \/>O p\u00e9 na pedra<br \/>O p\u00e9 no c\u00e9u<br \/>Deixa o tatu-bola no lugar<br \/>Deixa a capivara atravessar<br \/>Deixa a anta cruzar o ribeir\u00e3o<br \/>Deixa o \u00edndio vivo no sert\u00e3o<br \/>Deixa o \u00edndio vivo nu<br \/>Deixa o \u00edndio vivo<br \/>Deixa o \u00edndio<br \/>Deixa, deixa<br \/>Escuta o mato crescendo em paz<br \/>Escuta o mato crescendo<br \/>Escuta o mato<br \/>Escuta<br \/>Escuta o vento cantando no arvoredo<br \/>Pas<br \/>\nsarim passar\u00e3o no passaredo<br \/>Deixa a \u00edndia criar seu curumim<br \/>V\u00e1 embora daqui coisa ruim<br \/>Some logo<br \/>V\u00e1 embora<br \/>Em nome de Deus \u00e9 fruta do mato<br \/>Borzeguim deixa as fraldas ao vento<br \/>E vem dan\u00e7ar<br \/>E vem dan\u00e7ar<br \/>O jacu j\u00e1 t\u00e1 velho na fruteira<br \/>O lagarto tei\u00fa t\u00e1 na soleira<br \/>Uirassu foi rever a cordilheira<br \/>Gavi\u00e3o grande \u00e9 bicho sem fronteira<br \/>Cutucurim<br \/>Gavi\u00e3o-z\u00e3o<br \/>Gavi\u00e3o-\u00e3o<br \/>Caapora do mato \u00e9 capit\u00e3o<br \/>Ele \u00e9 dono da mata e do sert\u00e3o<br \/>Caapora do mato \u00e9 guardi\u00e3o<br \/>\u00c9 vigia da mata e do sert\u00e3o<br \/>(Yauaret\u00ea, Jaguaret\u00ea)<br \/>Deixa a on\u00e7a viva na floresta<br \/>Deixa o peixe n&#8217;\u00e1gua que \u00e9 uma festa<br \/>Deixa o \u00edndio vivo<br \/>Deixa o \u00edndio<br \/>Deixa<br \/>Deixa<br \/>Dizem que o sert\u00e3o vai virar mar<br \/>Diz que o mar vai virar sert\u00e3o<br \/>Deixa o \u00edndio<br \/>Dizem que o mar vai virar sert\u00e3o<br \/>Diz que o sert\u00e3o vai virar mar<br \/>Deixa o \u00edndio<br \/>Deixa<br \/>Deixa<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como os fatos mostram que o ambiente em que vivemos n\u00e3o vai muito bem, decidi fazer uma homenagem po\u00e9tica e musical a este dia t\u00e3o especial. Primeiro com uma m\u00fasica de Edu Lobo, Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri, gravada originalmente em 1967. 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