{"id":2109,"date":"2012-02-03T19:43:50","date_gmt":"2012-02-03T22:43:50","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/rainha\/?p=2109"},"modified":"2012-02-03T19:43:50","modified_gmt":"2012-02-03T22:43:50","slug":"acesso-aberto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rainha\/2012\/02\/acesso-aberto\/","title":{"rendered":"E a pol\u00edtica de acesso aberto no Brasil?"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>A postura acad\u00eamica a respeito do modelo tradicional de publica\u00e7\u00e3o est\u00e1 mudando, e o Brasil poderia se posicionar muito bem em rela\u00e7\u00e3o a isso.<\/em><\/strong><\/p>\n<div><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2118\" title=\"Open_Access\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rainha\/wp-content\/uploads\/sites\/254\/2012\/02\/Open_Access.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"217\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rainha\/wp-content\/uploads\/sites\/254\/2012\/02\/Open_Access.jpg 600w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rainha\/wp-content\/uploads\/sites\/254\/2012\/02\/Open_Access-300x109.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/div>\n<p>Toda ind\u00fastria da comunica\u00e7\u00e3o est\u00e1 sofrendo para se adaptar \u00e0s \u00faltimas tecnologias. SOPA, PIPA, e v\u00e1rias outras tentativas de regular esta mudan\u00e7a d\u00e3o sinais de que a maneira como consumimos informa\u00e7\u00e3o est\u00e1 mudando. E tudo indica que a \u00e1rea das publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas estava de fora desta mudan\u00e7a. Estava.<br \/>\nPor mais que a maneira como acessamos artigos tenha mudado, conto nos dedos as vezes em que precisei ir \u00e0 biblioteca para pegar um artigo. At\u00e9 bem pouco tempo atr\u00e1s a \u00fanica diferen\u00e7a na maneira como consumo informa\u00e7\u00e3o acad\u00eamica estava no acesso. O sistema de distribui\u00e7\u00e3o dos artigos impressiona por se manter quase o mesmo. As bibliotecas e institui\u00e7\u00f5es ainda precisa assinar pacotes de revistas das editoras \u2013\u00a0quem aqui ainda assina jornal ou revista?\u00a0\u2013\u00a0e mesmo o que encontramos online ainda quase sempre vem no formato PDF, o que transmite a impress\u00e3o de que se pudessem, escaneariam a p\u00e1gina da revista e mandariam a imagem mesmo.\u00a0<a href=\"http:\/\/blogs.plos.org\/mfenner\/2011\/01\/23\/beyond-the-pdf-%E2%80%A6-is-epub\/\">Formatos como epub<\/a>\u00a0e outros come\u00e7am timidamente a serem adotados por editoras. A Nature foi pioneira (<a href=\"http:\/\/www.nature.com\/press_releases\/iphone.html\">em 2010!)<\/a>\u00a0por lan\u00e7ar um aplicativo para iphones e ipads com conte\u00fado otimizado, mas nem se ouve falar no pr\u00f3prio formato epub que ela usa em navegadores para desktops.<br \/>\nAo contr\u00e1rio das outras m\u00eddias, onde autores e participantes s\u00e3o remunerados, e muito bem pagos em alguns casos, publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas remuneram bem pouca gente no caminho. Os autores, muitas vezes financiados pelo dinheiro p\u00fablico, n\u00e3o recebem pelo trabalho enviado. Pelo contr\u00e1rio, em alguns casos precisam pagar mais por p\u00e1ginas extras ou figuras coloridas do artigo. Os revisores, tamb\u00e9m pesquisadores financiados pelo governo, v\u00e3o investir consider\u00e1vel tempo para ler e avaliar os trabalhos dos colegas, tamb\u00e9m sem receber pelo que fazem. A m\u00e3o de obra remunerada fica por conta dos funcion\u00e1rios das editoras que v\u00e3o formatar e publicar o artigo, de longe a menor parte do processo. Mas, ao final disto tudo, depois que o trabalho \u00e9 publicado, as institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, aquelas mesmas que financiaram os pesquisadores e a pesquisa, ainda precisam pagar pelo acesso aos artigos.<br \/>\nE n\u00e3o s\u00e3o valores baixos. Imagine a situa\u00e7\u00e3o de um paciente que queira ler o trabalho onde foram publicados os resultados do medicamento que ele est\u00e1 prestes a tomar. Se ele n\u00e3o tiver acesso institucional \u00e0 revista, atrav\u00e9s de uma universidade por exemplo, precisa pagar em torno de 40 d\u00f3lares por um artigo de 10 p\u00e1ginas. Sim, 40 d\u00f3lares por um trabalho que foi produzido, escrito e revisado com verba p\u00fablica, e n\u00e3o gera um centavo de lucro para quem o produzir, enquanto uma m\u00fasica que remunera do autor \u00e0 gravadoras custa 0,99 d\u00f3lares em um site como o iTunes. Valores altos que faziam sentido em uma \u00e9poca onde a edi\u00e7\u00e3o era o processo mais caro de um artigo, dada a pequena circula\u00e7\u00e3o da maioria das revistas, n\u00e3o s\u00e3o mais realistas com a distribui\u00e7\u00e3o online.<br \/>\nEnquanto o custo de distribui\u00e7\u00e3o dos artigos diminuiu, uma vez que muitos assinantes consomem apenas a vers\u00e3o online dos artigos, o lucro das editoras \u00e9 impressionante. Segundo\u00a0<a href=\"http:\/\/revista.ibict.br\/liinc\/index.php\/liinc\/article\/view\/279\">Alma Swan<\/a>, o pre\u00e7o das publica\u00e7\u00f5es subiu quatro vezes mais do que a infla\u00e7\u00e3o americana nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.economist.com\/node\/18744177\">Apenas em 2010<\/a>, a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.reed-elsevier.com\/mediacentre\/pressreleases\/2011\/Documents\/reed-elsevier-2010-results-announcement.pdf\">editora holandesa Elsevier lucrou<\/a>\u00a0$1,16 bilh\u00f5es em uma margem de 36% da receita, em um ano de crise. E\u00a0<a href=\"http:\/\/svpow.wordpress.com\/2012\/01\/13\/the-obscene-profits-of-commercial-scholarly-publishers\/\">margens de lucro de mais de 30%<\/a>\u00a0<a href=\"http:\/\/poeticeconomics.blogspot.com\/2012\/01\/enormous-profits-of-stm-scholarly.html\">parecem ser a regra<\/a>\u00a0para editoras acad\u00eamicas, levando a considera\u00e7\u00f5es sobre o quanto as editoras estariam na verdade\u00a0<a href=\"http:\/\/www.guardian.co.uk\/science\/2012\/jan\/16\/academic-publishers-enemies-science\">atrapalhando a pesquisa<\/a>.<br \/>\nA rea\u00e7\u00e3o contra as principais editoras e o acesso restrito e pago ao conhecimento come\u00e7ou a mudar com a cria\u00e7\u00e3o do movimento Open Access (OA), que prov\u00ea acesso aberto aos artigos e deixa o custo da edi\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o todo por conta dos autores dos artigos ou de financiamento externo. Modelo esse que\u00a0<a href=\"http:\/\/www.earlham.edu\/~peters\/fos\/timeline.htm\">n\u00e3o \u00e9 l\u00e1 t\u00e3o novo<\/a>, mas ganhou diversos adeptos desde 2000. Entre eles uma das iniciativas mais bem sucedidas, a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.plos.org\/\">Public Library of Science<\/a>, ou PLoS, lan\u00e7ada em 2001, que embora\u00a0<a href=\"http:\/\/altmetrics.org\/manifesto\/\">se manifeste contra o fator de impacto<\/a>\u00a0\u2013\u00a0outro exemplo de monop\u00f3lio e uma caixa preta de tratamento de dados da editora Thomson \u2013\u00a0tem \u00f3timos \u00edndices para suas revistas (apesar da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.nature.com\/nature\/journal\/v441\/n7096\/full\/441914a.html\">torcida contra<\/a>). O Brasil deu exemplo de iniciativa OA com a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?pid=S0100-40422003000200001&amp;script=sci_arttext&amp;tlng=es\">implementa\u00e7\u00e3o do Scielo em 1997<\/a>, e a maioria das revistas nacionais s\u00e3o de acesso aberto.<br \/>\nAinda se discute se o fato de um artigo ser de acesso aberto aumenta suas cita\u00e7\u00f5es,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.fasebj.org\/content\/early\/2011\/03\/29\/fj.11-183988.abstract\">em um trabalho publicado em 2011<\/a>\u00a0Philip Davis colocou aleatoriamente 712 artigos de 2533 em acesso aberto e os acompanhou durante 3 anos, vendo que n\u00e3o foram mais citados do que os outros 1821. Mas este mesmo trabalho mostrou que os artigos de acesso aberto s\u00e3o baixados duas vezes mais pelos leitores, provavelmente de outras \u00e1reas \u2013\u00a0j\u00e1 que n\u00e3o houve aumento de cita\u00e7\u00f5es.\u00a0Publicar em acesso aberto significa um retorno imediato para o p\u00fablico do investimento feito. Ao inv\u00e9s de precisar pagar novamente para acessar o trabalho que financiaram, os resultados ficam dispon\u00edveis para quem se interessar.<br \/>\nSe o cen\u00e1rio das editoras internacionais\u00a0<a href=\"http:\/\/news.sciencemag.org\/scienceinsider\/2010\/06\/university-of-california-conside.html\">j\u00e1 n\u00e3o estava t\u00e3o bom<\/a>, este ano s\u00f3 piorou. As manifesta\u00e7\u00f5es v\u00e3o de\u00a0<a href=\"http:\/\/revistapiaui.estadao.com.br\/blogs\/questoes-da-ciencia\/geral\/editoras-na-berlinda\">cr\u00edticas bem diretas<\/a>\u00a0\u00e0\u00a0<a href=\"http:\/\/gigaom.com\/2011\/07\/21\/pirate-bay-jstor\/\">distribui\u00e7\u00e3o de mais de 18 mil de artigos em um torrent<\/a>\u00a0disponibilizado no PirateBay \u2013\u00a0imagine o estrago que faria um agregador de torrents de artigos que pudesse ser buscado como o PubMed, at\u00e9 na pirataria o mercado acad\u00eamico est\u00e1 atrasado. O estopim se deu no come\u00e7o de 2012, com a proposta do\u00a0<a href=\"http:\/\/thomas.loc.gov\/cgi-bin\/query\/z?c112:H.R.3699:\">Research Works Act<\/a>, um projeto de lei que basicamente acaba com\u00a0<a href=\"http:\/\/publicaccess.nih.gov\/policy.htm\">a resolu\u00e7\u00e3o do NIH de 2008<\/a>\u00a0de disponibilizar para acesso livre toda pesquisa financiada por ele. Segundo\u00a0<a href=\"http:\/\/www.michaeleisen.org\/blog\/?p=807\">a den\u00fancia de Michael Eisen<\/a>, professor da UC Berkeley e um dos fundadores da PLoS, uma das autoras do projeto de lei, a congressita Carolyn Maloney recebeu 12 contribui\u00e7\u00f5es financeiras da editora Elsevier em 2011.<br \/>\nDepois do estrago feito pela den\u00fancia, as tentativas da Elsevier de se justificar acabaram causando a rea\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria ao esperado. Argumentos como os de que a maior parte do trabalho \u00e9 feito pelas editoras \u2013 ignorando a escrita e revis\u00e3o dos artigos pelos pesquisadores \u2013\u00a0fomentaram ainda mais a rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 editora. Ao ponto que\u00a0<a href=\"http:\/\/gowers.wordpress.com\/2012\/01\/21\/elsevier-my-part-in-its-downfall\/\">o matem\u00e1tico Timothy Gowers resolveu<\/a>\u00a0deixar de submeter e revisar artigos para a Elsevier, e convidou outros pesquisadores a fazer isso e deixar o nome em\u00a0<a href=\"http:\/\/thecostofknowledge.com\/\">um site-manifesto<\/a>, que durante a escrita deste artigo estava fora do ar devido ao n\u00famero de acessos. As justificativas dele, o pre\u00e7o dos jornais e a venda casada e for\u00e7ada de t\u00edtulos in\u00fateis junto de jornais importantes apenas somam ao Research Works Act, e mostram um descontentamento de longa data.<br \/>\nAqui no Brasil, muito poderia ser feito sobre isso. Grande parte do dinheiro investido em pesquisa\u00a0<a href=\"http:\/\/www.inovacao.unicamp.br\/noticia.php?id=792\">\u00e9 p\u00fablico<\/a>\u00a0[obrigado pelo link,\u00a0<a href=\"http:\/\/genereporter.blogspot.com\/\">Takata<\/a>], e vem de ag\u00eancias governamentais, que regulam sua aplica\u00e7\u00e3o e avaliam os pesquisadores. S\u00e3o exatamente estas ag\u00eancias que poderiam orientar os pesquisadores a publicarem em jornais de acesso aberto. Pelo menos nos casos em que o impacto da revista \u00e9 similar ao de alternativas de acesso restrito, quando n\u00e3o h\u00e1 alternativa para jornais como Science, Nature, Cell, etc. Economicamente, \u00e9 uma alternativa que se paga. Por mais que precisem ser pagos pelos pesquisadores, artigos de acesso aberto\u00a0<a href=\"http:\/\/svpow.wordpress.com\/2011\/10\/22\/economics-of-open-source-publishing\/\">saem mais barato para serem acessados<\/a>,\u00a0enquanto a assinatura de revistas pela Capes\u00a0<a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/rainha\/2012\/02\/acesso-aberto\/#comment-43607\">gera um custo anual<\/a>\u00a0de <del>40<\/del>\u00a080 milh\u00f5es de d\u00f3lares [valeu, <a href=\"http:\/\/haeckeliano.blogspot.com\/\">F\u00e1bio<\/a>] e disponibiliza o conte\u00fado apenas para as institui\u00e7\u00f5es credenciadas.<br \/>\nPublicar em revistas internacionais de acesso aberto no Brasil n\u00e3o \u00e9 algo t\u00e3o simples. Quem n\u00e3o pode recorrer rapidamente a \u00f3rg\u00e3os como a Fapesp e depende de verba aprovada em longos processos de editais, n\u00e3o chega ao final de um projeto com $1000 a $4000 para pagar a publica\u00e7\u00e3o do(s) artigo(s) gerados. \u2013\u00a0E mesmo na Fapesp \u00e1 um pouco trabalhoso conseguir a verba para publicar, j\u00e1 recebi a resposta de que uma revista que n\u00e3o \u00e9 impressa n\u00e3o poderia cobrar custo de impress\u00e3o, mas acabaram pagando a PLoS.\u00a0Verba que poderia ser alocada com esta finalidade logo no in\u00edcio do projeto. Mil d\u00f3lares em um projeto de 20 a 400 mil reais n\u00e3o \u00e9 um custo alto, especialmente considerando que a publica\u00e7\u00e3o do artigo \u00e9 o maior retorno maioria dos casos. Economizar menos 1% da verba de pesquisa para public\u00e1-la \u00e9 bastante contradit\u00f3rio, ainda mais quando ele ficar\u00e1 indispon\u00edvel para o p\u00fablico e precisar\u00e1 ser pago pela Capes para que seja acessado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A postura acad\u00eamica a respeito do modelo tradicional de publica\u00e7\u00e3o est\u00e1 mudando, e o Brasil poderia se posicionar muito bem em rela\u00e7\u00e3o a isso. Toda ind\u00fastria da comunica\u00e7\u00e3o est\u00e1 sofrendo para se adaptar \u00e0s \u00faltimas tecnologias. SOPA, PIPA, e v\u00e1rias outras tentativas de regular esta mudan\u00e7a d\u00e3o sinais de que a maneira como consumimos informa\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":462,"featured_media":2118,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[33,41],"tags":[52,68,100,148,154],"class_list":["post-2109","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-metodo-cientifico","category-politica-academica","tag-acesso-aberto","tag-boicote","tag-elsevier","tag-pesquisa","tag-publicacao"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rainha\/wp-content\/uploads\/sites\/254\/2012\/02\/Open_Access.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rainha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2109","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rainha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rainha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rainha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/462"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rainha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2109"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rainha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2109\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rainha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2118"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rainha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2109"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rainha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2109"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rainha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2109"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}