{"id":995,"date":"2010-05-07T00:45:08","date_gmt":"2010-05-07T03:45:08","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/rainha\/2010\/05\/yes_ns_temos_complexo_irredutv\/"},"modified":"2010-05-07T00:45:08","modified_gmt":"2010-05-07T03:45:08","slug":"yes_ns_temos_complexo_irredutv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rainha\/2010\/05\/yes_ns_temos_complexo_irredutv\/","title":{"rendered":"Yes, n\u00f3s temos complexidade irredut\u00edvel"},"content":{"rendered":"<p align=\"left\">Sou obrigado a reconhecer que a biologia possui sim muita complexidade irredut\u00edvel.<\/p>\n<p align=\"center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/29225114@N08\/2778223048\/\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" style=\"border-right-width: 0px;float: none;border-top-width: 0px;border-bottom-width: 0px;margin-left: auto;border-left-width: 0px;margin-right: auto\" border=\"0\" alt=\"mecanismo\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rainha\/wp-content\/uploads\/sites\/254\/2011\/08\/mecanismo_31.jpg\" width=\"500\" height=\"333\" \/><\/a> \u00a9<b><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/29225114@N08\/\">Sergei Golyshev<\/a><\/b><\/p>\n<p> <span style=\"padding-bottom: 5px;padding-left: 5px;padding-right: 5px;float: left;padding-top: 5px\"><a href=\"http:\/\/www.researchblogging.org\"><img decoding=\"async\" style=\"border-right-width: 0px;border-top-width: 0px;border-bottom-width: 0px;border-left-width: 0px\" alt=\"ResearchBlogging.org\" src=\"http:\/\/www.researchblogging.org\/public\/citation_icons\/rb2_large_gray.png\" \/><\/a><\/span>  <\/p>\n<p align=\"left\">O criacionismo sempre foi uma cren\u00e7a baseada nas falhas da biologia. Por muito tempo, um dos principais argumentos que utilizavam para justificar um criador era a aus\u00eancia de formas intermedi\u00e1rias. Como os seres humanos n\u00e3o foram criados por um ser maior, se n\u00e3o encontramos os passos que podem ter conduzido o caminho? <\/p>\n<p align=\"left\">&nbsp;Mas, conforme fomos estudando o meio natural mais e mais, fomos descobrindo f\u00f3sseis de esp\u00e9cies extintas com caracter\u00edsticas comuns a diferentes esp\u00e9cies atuais, <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/bessa\/2010\/04\/quando_a_galinha_tiver_dentes.php\">como baleias com pernas<\/a>. Claro, nunca encontraremos um intermedi\u00e1rio de fato, j\u00e1 que as chances do f\u00f3ssil preservado ser realmente o ascendente de algum organismo atual \u00e9 remota, mas os organismos pr\u00f3ximos achados s\u00e3o mais do que suficiente. &#8211; Recomendo o livro <a href=\"http:\/\/books.google.com.br\/books?id=miwU0w4SvCkC&amp;printsec=frontcover&amp;dq=neil+shubin+peixe&amp;source=bl&amp;ots=f9kXiev4Lt&amp;sig=wAkLE74cqMuo_2iHz2_3WpkBK3A&amp;hl=pt-BR&amp;ei=P3jjS_LUNMeGuAfuo9xc&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=6&amp;ved=0CCgQ6AEwBQ#v=onepage&amp;q&amp;f=false\">A hist\u00f3ria de quando \u00e9ramos Peixes<\/a>, de Neil Shubin, para quem quiser acompanhar o processo de descoberta e interpreta\u00e7\u00e3o de um dos primeiros tetr\u00e1podes com patas, que nos ajudou a entender a transi\u00e7\u00e3o do ambiente aqu\u00e1tico para o terrestre.<\/p>\n<p align=\"left\">O argumento caiu por terra de vez com a era da biologia molecular, quando come\u00e7amos a recuper atrav\u00e9s do DNA e das prote\u00ednas por ele produzidas muito da hist\u00f3ria que os f\u00f3sseis n\u00e3o registram, permitindo inclusive a contru\u00e7\u00e3o de &#8220;<a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/%C3%81rvore_filogen%C3%A9tica\">\u00e1rvores da vida<\/a>&#8220;, onde estudando genes compartilhados por organismos t\u00e3o distantes quanto humanos e bact\u00e9rias pudemos ver que temos todos uma origem comum.<\/p>\n<p align=\"left\">Foi quando criacionistas come\u00e7aram a mudar a linha de argumenta\u00e7\u00e3o. Mascarados pelo Design Inteligente tentaram dar uma cara mais cient\u00edfica ao argumento de um Criador e passaram a utilizar o que chamam de complexidade irredut\u00edvel. Segundo eles, fun\u00e7\u00f5es complexas que dependem de muitos intermedi\u00e1rios que n\u00e3o podem funcionar por conta pr\u00f3pria s\u00e3o a prova de um Designer. Assim como um rel\u00f3gio que s\u00f3 funciona por inteiro, um flagelo bacteriano ou um olho n\u00e3o teriam intemedi\u00e1rios funcionais que fossem selecionados, e s\u00f3 poderiam existir se algu\u00e9m (ou algo) os desenhasse por completo.<\/p>\n<p align=\"left\">Infelizmente, para eles, mesmo este argumento est\u00e1 sendo derrubado. Olhos imperfeitos ainda s\u00e3o olhos (como o <a href=\"http:\/\/www.talkorigins.org\/indexcc\/CA\/CA113_1.html\">pr\u00f3prio Darwin disse<\/a>), e <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Evolution_of_the_eye\">surgiram v\u00e1rias vezes<\/a>. Bact\u00e9rias cultivadas durantes anos <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/discutindoecologia\/2009\/01\/evolucao-em-microescala-o-que-darwin-nao-viu.php\">s\u00e3o capazes de desenvolver sob nossos olhos<\/a> vias aparentemente irredut\u00edveis, <a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=RQQ7ubVIqo4\">flagelos podem<\/a> ter <a href=\"http:\/\/www.millerandlevine.com\/km\/evol\/design2\/article.html\">se originado de prote\u00ednas secretoras<\/a> e at\u00e9 <a href=\"http:\/\/myxo.css.msu.edu\/papers\/nature2003\/Nature03_Complex.pdf\">programas de computador simulando a sele\u00e7\u00e3o natural conseguem isso<\/a> [pdf]. O processo de argumentar usando ignor\u00e2ncia vai mal, a ponto de <a href=\"http:\/\/hbdia.com\/wordpress\/2009\/04\/18\/top-4-pessoas-polemicas-que-se-foderam-no-final\/\">Behe precisar se desmentir<\/a>.<\/p>\n<p align=\"left\">Eis que, num ato de compaix\u00e3o desmedida, eu resolvi dar uma ajuda \u00e0 esse pessoal que carece de motivos para manter as cren\u00e7as em p\u00e9. Deve ser muito desconsolador ficar sem um alicerce, a ponto de precisarem falar as porcarias que falam, e em alguns casos mentir na cara dura. Ent\u00e3o vou mostrar a eles que temos de fato muita complexidade que n\u00e3o pode ser desfeita.<\/p>\n<p align=\"left\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"left\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rainha\/wp-content\/uploads\/sites\/254\/2011\/08\/redes_2.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" style=\"border-right-width: 0px;float: none;border-top-width: 0px;border-bottom-width: 0px;margin-left: auto;border-left-width: 0px;margin-right: auto\" border=\"0\" alt=\"redes\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rainha\/wp-content\/uploads\/sites\/254\/2011\/08\/redes_thumb.jpg\" width=\"500\" height=\"150\" \/><\/a> <\/p>\n<p align=\"left\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"left\">Peguem como exemplo um estudo recente publicado na PNAS. Pesquisadores compararam a rede regulat\u00f3ria de dois sistemas. Um sistema biol\u00f3gico, a bact\u00e9ria <em><a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Escherichia_coli\">Escherichia coli<\/a><\/em>, j\u00e1 que ela possui muitos de seus genes conhecidos (trata-se de um dos organismos mais estudados) e um sistema operacional, o Linux, pois seu c\u00f3digo \u00e9 de acesso livre e seu desenvolvimento \u00e9 muito bem documentado. <\/p>\n<p align=\"left\">Os genes (fatores de transcriss\u00e3o) de E. coli e os comandos do Linux foram classificados em tr\u00eas categorias: as reguladoras, fun\u00e7\u00f5es que apenas invocam outras, e n\u00e3o s\u00e3o chamadas (controladas) por ningu\u00e9m (em amarelo acima); as controladoras, chamam e s\u00e3o evocadas por outras fun\u00e7\u00f5es (em verde); e as efetoras, fun\u00e7\u00f5es que apenas realizam tarefas, sendo chamadas sem controlar mais ningu\u00e9m (em roxo).<\/p>\n<p align=\"left\">As diferen\u00e7as entre os sistemas foram impressionantes. A primeira delas, que j\u00e1 fica clara com a figura, \u00e9 a distribui\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es. Em <em>E. coli<\/em>, menos de 5% das fun\u00e7\u00f5es s\u00e3o controladoras ou reguladoras, a maioria \u00e9 efetora. Estes genes, geralmente enzimas, obedecem a poucos reguladores. J\u00e1 no Linux, 80% das fun\u00e7\u00f5es s\u00e3o reguladoras ou controladoras, e muitas delas chamas os mesmos efetores.<\/p>\n<p align=\"left\">Por consequ\u00eancia, h\u00e1 uma diferen\u00e7a nos m\u00f3dulos funcionais tamb\u00e9m. M\u00f3dulos s\u00e3o conjuntos de controladores e efetores sob a\u00e7\u00e3o de um mesmo regulador (imagine uma pir\u00e2mide com um ponto amarelo controlando v\u00e1rios roxos e verdes acima). O sistema da <em>E. coli<\/em> \u00e9 altamente modular, e pouqu\u00edssimos m\u00f3dulos possuem fun\u00e7\u00f5es compartilhadas (chamadas de gen\u00e9ricas) com outros. J\u00e1 no sistema criado por Linus Torvalds, muitos comandos utilizados por um regulador s\u00e3o chamados por outro, de maneira que v\u00e1rios m\u00f3dulos se sobrep\u00f5e. A fun\u00e7\u00e3o <em>printk<\/em> por exemplo, que faz a impress\u00e3o na tela do computador, \u00e9 chamada por mais de 90% dos m\u00f3dulos, enquanto a fun\u00e7\u00e3o mais gen\u00e9rica de <em>E. coli<\/em> atende a 20% dos m\u00f3dulos.<\/p>\n<p align=\"left\">Outra caracter\u00edstica interessante \u00e9 a persist\u00eancia e conserva\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es. Uma fun\u00e7\u00e3o persistente \u00e9 mantida em v\u00e1rias bact\u00e9rias (no caso foram 200 genomas comparados com o dela) ou conservada nas diferentes vers\u00f5es do OS. Em <em>E. coli<\/em>, 71 dos 72 comandos mais persistentes s\u00e3o efetores espec\u00edficos, enzimas que possuem fun\u00e7\u00f5es muito importantes e s\u00e3o bastante conservadas, apresentando poucas mudan<br \/>\n\u00e7as entre organismos. J\u00e1 no Linux, comandos de todos os tipos s\u00e3o persistentes, mas principalmente reguladores e controladores. Destes, observaram-se perimitia dois grupos, alguns m\u00f3dulos s\u00e3o muito conservados, mas v\u00e1rios passaram por revis\u00f5es frequentes (alguns em todas vers\u00f5es).<\/p>\n<p align=\"left\">Os motivos para estas diferen\u00e7as est\u00e3o na maneira como estes sistemas s\u00e3o desenhados e na finalidade. A bact\u00e9ria \u00e9 mutada ao acaso, e precisa ser funcional e selecionada ao fim de cada mudan\u00e7a, enquanto o sistema operacional \u00e9 feito por programadores, e seu desenho \u00e9 feito visando economia de tempo e programa\u00e7\u00e3o. Para os programadores, \u00e9 mais pr\u00e1tico tirar proveito de fun\u00e7\u00f5es j\u00e1 desenvolvidas e frequentemente invocadas, as gen\u00e9ricas. Assim, alguns reguladores importantes s\u00e3o mantidos, e os comandos gen\u00e9ricos precisam ser constantemente atualizados para atuar em todos os m\u00f3dulos atrelados. \u00c9 um crescimento de cima para baixo. Mas se uma destas fun\u00e7\u00f5es gen\u00e9ricas falha, o sistema falha, o que o torna menos robusto.<\/p>\n<p align=\"left\">J\u00e1 a <em>Escherichia<\/em> est\u00e1 restrita pela complexidade irredut\u00edvel. M\u00f3dulos que realizam fun\u00e7\u00f5es importantes est\u00e3o sob press\u00e3o constante e n\u00e3o podem ser modificados facilmente, da\u00ed o seu isolamento e conserva\u00e7\u00e3o. Para que haja um novo m\u00f3dulo, um efetor precisa ser criado (por muta\u00e7\u00e3o, duplica\u00e7\u00e3o ou outros processos geradores de diversidade) e depois ele passa a ser regulado por outros comandos, um crescimento de baixo para cima. Assim, mesmo que um m\u00f3dulo falhe, os outros se mant\u00e9m de p\u00e9, fazendo um sistema robusto que permite que a bact\u00e9ria trabalhe bem obrigado, apesar da muta\u00e7\u00f5es e mudan\u00e7as a que est\u00e1 sujeita.<\/p>\n<p align=\"left\">Na presen\u00e7a de um designer, m\u00f3dulos podem ser modificados mesmo que estejam atrelados a outros, que <a href=\"http:\/\/desciclo.pedia.ws\/wiki\/Programa%C3%A7%C3%A3o_Orientada_a_Gambiarras\">s\u00e3o arrumados para que tudo funcione<\/a>. Da\u00ed a assinatura do sistema operacional. <b>J\u00e1 uma bact\u00e9ria que est\u00e1 sendo modificada ao acaso e selecionada, precisa funcionar em cada etapa e por isso possui um sistema irredutivelmente complexo, que n\u00e3o pode ser modificado da mesma forma. \u00c9 justamente esta complexidade que prende o organismo \u00e0 condi\u00e7\u00e3o atual e s\u00f3 permite mudan\u00e7as externas, aut\u00f4nomas, que acrescentam novos m\u00f3dulos ao inv\u00e9s de bagun\u00e7ar tudo que est\u00e1 presente.<\/b><\/p>\n<p align=\"left\">Conforme nossa compreens\u00e3o dos organismos aumenta, e temos como mapear redes de intera\u00e7\u00e3o, podemos ver este tipo de assinatura que apenas a evolu\u00e7\u00e3o pode deixar. Assumir que um criador est\u00e1 limitado \u00e0s mesmas condi\u00e7\u00f5es que ela para atuar n\u00e3o acrescenta nada.<\/p>\n<p align=\"left\"><\/p>\n<p align=\"left\">Resta saber o que o estudo de formas de vida mais complexas como mam\u00edferos pode nos trazer, com mais comandos atrelados em uma rede. Mas j\u00e1 posso adiantar que um criador in\u00fatil \u00e9 tudo o que n\u00e3o precisamos.<\/p>\n<p> <span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Proceedings+of+the+National+Academy+of+Sciences&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1073%2Fpnas.0914771107&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Comparing+genomes+to+computer+operating+systems+in+terms+of+the+topology+and+evolution+of+their+regulatory+control+networks&amp;rft.issn=0027-8424&amp;rft.date=2010&amp;rft.volume=&amp;rft.issue=&amp;rft.spage=&amp;rft.epage=&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.pnas.org%2Fcgi%2Fdoi%2F10.1073%2Fpnas.0914771107&amp;rft.au=Yan%2C+K.&amp;rft.au=Fang%2C+G.&amp;rft.au=Bhardwaj%2C+N.&amp;rft.au=Alexander%2C+R.&amp;rft.au=Gerstein%2C+M.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEvolutionary+Biology%2C+Microbiology%2C+Molecular+Biology%2C+Systems+Biology\"><\/p>\n<div><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Proceedings+of+the+National+Academy+of+Sciences&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1073%2Fpnas.0914771107&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Comparing+genomes+to+computer+operating+systems+in+terms+of+the+topology+and+evolution+of+their+regulatory+control+networks&amp;rft.issn=0027-8424&amp;rft.date=2010&amp;rft.volume=&amp;rft.issue=&amp;rft.spage=&amp;rft.epage=&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.pnas.org%2Fcgi%2Fdoi%2F10.1073%2Fpnas.0914771107&amp;rft.au=Yan%2C+K.&amp;rft.au=Fang%2C+G.&amp;rft.au=Bhardwaj%2C+N.&amp;rft.au=Alexander%2C+R.&amp;rft.au=Gerstein%2C+M.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEvolutionary+Biology%2C+Microbiology%2C+Molecular+Biology%2C+Systems+Biology\"><br \/><\/span><\/div>\n<p>Yan, K., Fang, G., Bhardwaj, N., Alexander, R., &amp; Gerstein, M. (2010). Comparing genomes to computer operating systems in terms of the topology and evolution of their regulatory control networks <span style=\"font-style: italic\">Proceedings of the National Academy of Sciences<\/span> DOI: <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1073\/pnas.0914771107\" rev=\"review\">10.1073\/pnas.0914771107<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sou obrigado a reconhecer que a biologia possui sim muita complexidade irredut\u00edvel. \u00a9Sergei Golyshev O criacionismo sempre foi uma cren\u00e7a baseada nas falhas da biologia. Por muito tempo, um dos principais argumentos que utilizavam para justificar um criador era a aus\u00eancia de formas intermedi\u00e1rias. 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