Ação Aldeia #3 – Alimentação vegetariana

Não, não sou vegetariana. Apenas prefiro comer vegetais à carnes. Jamais negaria uma costela na cerveja, ou um cupim na manteiga. Jamais!
Mas, então, que história é essa de vegetarianismo? Não quero entrar muito em detalhes porque não sou especialista, mas ser vegetariana “part time”, para mim, é parte da minha rotina mais “verde” e é uma ação que pode contribuir para a redução de gases do efeito estufa

Meu prato vegetariano de hoje!
Por que?
Porque carnes consomem muita energia para serem transportados em caminhões ou aviões ou qualquer outro transporte que deva ser refrigerado. E também consomem mais energia para serem matidos nos refrigeradores dos supermercados e nos freezeres e geladeiras de nossa própria casa.
Em geral, vegetais consomem menos energia. Em geral… 

Goiabas embaladas a vácuo… que vergonha!

Discussão - 17 comentários

  1. Luis Brudna disse:

    Tá de dieta?
    Eu, mesmo sendo magro e comendo pouco… iria passar fome com um prato tão miserinha como esse. 🙂

  2. hahahahha
    Esse foi o primeiro de três.
    Mamãe ensinou que não é preciso fazer “montinho” no prato. Pode-se pegar comida várias vezes.

  3. Luis Brudna disse:

    Heheh.
    Fazer um prato de pedreiro.

  4. Luiz Bento disse:

    Eu concordo que cada um tem um gosto pessoal, se alguém quer deixar de comer carne, sem problemas. Mas o argumento de que ser vegetariano vai diminuir sua emissão de carbono é um argumento bem fraco. Acho que ele só seria aceitável se todos nós morássemos no campo, tivéssemos uma horta com todos os vegetais e não utilizássemos nenhum tipo de agrotóxico ou fertilizante. Como esta situação está longe de ser real, prefiro continuar comendo minha picanha 😀

  5. Claudia Chow disse:

    As vacas emitem CH4! Nao é só pelo transporte q a carne contribui para o aquecimento…

  6. Luiz Bento disse:

    Claro que emitem metano Claudia, mas tenha a certeza que monoculturas de qualquer vegetal emitem muito mais gases estufa. A emissão de dióxido nitroso devido ao aumento do uso de fertilizantes é marcante e cada vez mais mensurada no mundo todo (Ps.: óxido nitroso é só 300 vezes mais estufa que o co2 e além disso ele reage com o ozônio, diminuindo a sua camada na Terra). Sem contar problemas com agrotóxicos, transgênicos, baixa eficiência de absorção de nutrientes e conseqüente eutrofização de corpos aquáticos.
    Ainda faço um post disso. Falta tempo 🙂

  7. Queridos,
    Fato Clau! É o que diz o link do post. Como ele já dizia isso, queria trazer uma nova abordagem.
    Luiz. Fato! Pelo menos nas monoculturas que usam fertilizantes químicos de maneira errada, ou seja, aplicam mais fertilizantes do que o necessário para a área/cultivo/solo.
    Eu sei que o que a agronomia diz não necessariamente é o que os agricultores fazem, mas estudos existem.

  8. Luiz Bento disse:

    Meninas,
    Acho que não podemos pensar que “Emite GEE, então é ruim”. Se for assim, vamos todos parar de comprar TVs LCD já que na produção delas é emitido NF3, um gás 20.000 vezes (vinte mil vezes) mais potente que o co2 em reter calor.
    http://discutindoecologia.blogspot.com/2008/10/mais-sobre-o-nf3-trifluoreto-de.html
    Grande parte dos argumentos dos vegetarianos quanto a emissão de gases estufa (e olha que eu já discuti com muitos deles) está relacionado a um relatório publicado pela FAO chamado “Livestock´s long shadow”. Este relatório foi usada de forma sensacionalista pelos vegetarianos. O argumento era: “Pecuária emite muito GEE! Vamos comer só vegetais”. Mas acho que eles não leram muito o relatório. Se tivessem lido veriam que ele é muito completo, falando que existe este problema, mas indicando medidas mitigadoras. Exatamente como a monocultura, há problemas e podemos concertar. Mas às vezes é mais fácil propor parar de comer carne do que melhorar a pecuária não é ? Ainda mais quando você já não come carne mesmo!
    Mais um argumento. O último relatório do famoso IPCC mostra que a agricultura (o que inclui pecuária) contribui com 13,5% e o setor do transporte com 13,1% para o aquecimento global. Quer dizer, a pecuária não é tão bicho papão assim.
    Resumindo. Se os vegetarianos querem ficar a vida inteira comendo grama, tudo bem. Mas não force os outros a se sentirem culpados em não fazer isso!

  9. Paula disse:

    Desculpa se você se sentiu culpado…
    Acho que invés de “a pecuária não é tão bicho papão assim” melhor dizer que “os transportes são tão bicho papão quanto.” Todo mundo sabe que um dos maiores emissores de GEEs são os aviões. Nunca vi ninguém dizer que eles não tem sua parcela de responsabilidade na quantidade de GEE emitida, ainda mais que emitem esses gases numa altitude onde são tecnicamente muito mais perigosos (claro, se vc acredita que GEE e mudanças climáticas tem alguma relação. Se vc nem nisso acredita, então nem adianta discutir isso pois esse argumento tb não vai te convencer…)

  10. Luiz Bento disse:

    Oi Paula,
    Não me senti culpado não. Só falei que isso é o que os vegetarianos usam para convencer os outros. Argumentos de apenas um lado, só isso. Eles nunca falam mal da produção dos vegetais que eles consomem 😀
    Bicho papão eu acho forte. Usei este termo de forma pejorativa. Mas se queremos crucificar alguém, vamos crucificar de forma embasada. Segundo o mesmo último relatório do IPCC, os verdadeiros “bicho papão” são a indústria (19,4%), suprimento de energia (25,9%)e impactos em florestas (17,4%). Sendo assim, mais de 60% da emissão antrópica de CO2 ocorre sem a “culpa” dos carros, pecuária, agricultura, e vários outros impactos somados. Se queremos mesmo fazer algo contra a emissão de gases estufa teremos que alterar isso. Significativamente.
    Quanto aos transportes, o avião não é o bicho papão dentro dos transportes. Pesquisas recentes mostram que os carros e caminhões emitem 7 vezes mais GEE do que aviões.
    http://www.newscientist.com/article/mg20026844.000-planes-trains-or-automobiles-climate-villains-revealed.html?DCMP=OTC-rss&nsref=climate-change
    Quanto a “acreditar” ou não em “mudanças climáticas” causadas pelo homem, realmente eu não “acredito”. Na verdade eu não acredito nem no assunto da minha tese de doutorado. Eu tenho fortes argumentos e dados que comprovam o que eu quero dizer. Na ciência não há consenso, crença. Ainda mais em um assunto que envolve modelos climáticos e previsões. Conheço argumentos contra e a favor. E acho que os dois tem dados e argumentos bons.
    Aqui neste post eu falo sobre um artigo publicado na PNAS que tem dados bem plausíveis sobre a forçante natural da alteração da temperatura na terra.
    http://discutindoecologia.blogspot.com/2008/10/crtica-ao-consenso-cientfico.html
    Pelo que eu li eu acho que o aquecimento global é real e existe grande chance de várias previsões do IPCC se tornarem reais. Mas acho que muito ainda tem que ser discutido quanto ao papel dos GEE emitidos pelo homem nesta mudança. Mas essa discussão científica não impede que procuremos saídas e formas de mitigar as mudanças. Isso é apenas discussão científica sobre as causas do problema.
    Então concordamos com isso. O aquecimento global é provavelmente real e devemos procurar formas de mitigação.
    🙂

  11. “Quanto aos transportes, o avião não é o bicho papão dentro dos transportes. Pesquisas recentes mostram que os carros e caminhões emitem 7 vezes mais GEE do que aviões.”
    Oh Chuchu… isso considerando o total de aviões e o total de carros e caminhões que existem no mundo, né? Considerando a emissão dos transportes por volume de pessoas transportadas, os aviões perdem feio!
    Sendo assim, aviões são um “bicho papão” sim!
    E agricultura (13,5%) e transporte (13,1%) não ficam muito atrás dos dados apresentados para florestas, então também não se salvam, não…

  12. Luiz Bento disse:

    Oi Paula,
    Acho mais importante a relação dos transportes com o aumento de gases estufa, então os carros e caminhões são mais impactantes. Não estamos discutindo eficiência de transporte por volume emitido. Este é outro papo.
    Quanto aos dados de florestas eu concordo com você. E quem são os culpados por esta parcela? Com certeza não somos nós (pessoas físicas). Parar de comer carne não vai influenciar a parte mais significativa da emissão de GEE. Este é o meu argumento principal. Então acho que o argumento dos vegetarianos pode servir para melhorar a consciência deles, mas não ajuda a diminuir de forma significativa a quantidade de gases estufa na nossa atmosfera.

  13. Clarissa disse:

    Oi, Paula. Adotar a alimentação vegetariana é uma postura de se preocupar com o bem estar da Terra e de si próprio. Abraços

  14. Charô disse:

    Putz, estou num outro planeta mesmo. Achei que teria de fazer algo muito diferente pro aldeia. Bem, ano que vem tem mais né? Essas coisas faço naturalmente: coleta coletiva, comida vegetariana, baixo nível de consumo.
    Mas a minha pergunta é: comer soja, por exemplo, não é tão prejudicial quanto comer tanta carne? Digo isso a respeito do desmatamento e tal…
    Beijo!

  15. Charô, querida!
    Não deixe para amanhã o que vc pode fazer hoje! A ação foi só pra divulgar o aldeia! As ações podem ser postadas por lá todos os dias! E vamos tentar fazer mais ações “temáticas” ao longo do ano todo!
    Beijocas

  16. Diego Lopes disse:

    Para os que acham que a redução do impacto ambiental é um “argumento fraco” em prol do vegetarianismo, há uma centena de outros argumentos a favor dessa alimentação. Só não vê quem não quer.

  17. Cris disse:

    Quando a consciência do homem alcançar níveis que permitam olhar para o alimento tão somente com gratidão, compreendendo o Serviço Planetário que o trouxe até o prato, só assim abdicará dos gostos e das preferências do paladar para acolher e ativar através da gratidão química oculta dos alimentos. Enquanto o homem se mantem buscando prazer no alimento apenas irá contatar seus aspectos físicos acrescentando ainda mais densidade à sua existência voltada ao aspecto material.

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