{"id":1407,"date":"2020-06-16T23:08:22","date_gmt":"2020-06-17T02:08:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/?p=1407"},"modified":"2022-02-24T17:30:08","modified_gmt":"2022-02-24T20:30:08","slug":"o-que-sao-anticorpos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/revista\/2020\/06\/16\/o-que-sao-anticorpos\/","title":{"rendered":"O que s\u00e3o Anticorpos?"},"content":{"rendered":"\n<p>A partir da expans\u00e3o da COVID-19, temos visto muitos coment\u00e1rios sobre o sistema imune e seu funcionamento. A imunologia \u00e9 uma das \u00e1reas das ci\u00eancias da sa\u00fade e biol\u00f3gicas mais amplas e cheias de detalhes dif\u00edceis de compreender. Hoje eu vou falar um pouco sobre o tema, enfatizando os anticorpos. Voc\u00ea sabe o que s\u00e3o os anticorpos?<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m chamados de Imunoglobulinas (ou simplesmente Igs), os anticorpos s\u00e3o prote\u00ednas do sistema imune, sendo os principais atores na chamada resposta imune humoral. A resposta imune humoral \u00e9 o bra\u00e7o da resposta imunol\u00f3gica que est\u00e1 nos l\u00edquidos extracelulares, como por exemplo o plasma do sangue. A principal atua\u00e7\u00e3o da resposta imune humoral \u00e9 contra pat\u00f3genos extracelulares, como bact\u00e9rias e protozo\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Todos os anticorpos s\u00e3o iguais?<\/h4>\n\n\n\n<p>Os anticorpos n\u00e3o s\u00e3o todos iguais. Al\u00e9m de haver pequenas diferen\u00e7as na sua estrutura f\u00edsica, cada tipo \u00e9 especializado para uma fun\u00e7\u00e3o. Existem 5 tipos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>IgA<\/strong>: est\u00e3o presentes no sangue, nos flu\u00eddos extracelulares, no leite materno e tem uma grande import\u00e2ncia na prote\u00e7\u00e3o das mucosas;<\/li><li><strong>IgD<\/strong>: \u00e9 o primeiro tipo de anticorpo produzido pelas c\u00e9lulas. N\u00e3o se entende muito bem qual \u00e9 sua fun\u00e7\u00e3o at\u00e9 hoje;<\/li><li><strong>IgE<\/strong>: muito importante na defesa contra vermes e nas alergias;<\/li><li><strong>IgG<\/strong>: \u00e9 o tipo de anticorpo mais presente no sangue e em fluidos extracelulares, \u00e9 capaz de efetuar todas as fun\u00e7\u00f5es dos anticorpos (que explicaremos melhor neste texto), e s\u00e3o capazes de atravessar a placenta;<\/li><li><strong>IgM<\/strong>: \u00e9 o segundo tipo de anticorpo produzido pelas c\u00e9lulas, muito presente no in\u00edcio das infec\u00e7\u00f5es, posteriormente \u00e9 trocado para um tipo mais espec\u00edfico de Ig (dos tipos A, E ou G).<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Como s\u00e3o produzidos?<\/h4>\n\n\n\n<p>Os anticorpos s\u00e3o produzidos por c\u00e9lulas chamadas linf\u00f3citos B, mais especificamente por um tipo muito especial dessa c\u00e9lula, os chamados Plasm\u00f3citos.<\/p>\n\n\n\n<p>Indo um pouco mais a fundo nesse t\u00f3pico, n\u00f3s temos distribu\u00eddos por todo o nosso corpo os chamados linfonodos, \u00f3rg\u00e3os do sistema imune respons\u00e1veis por fazer a drenagem de l\u00edquido e ant\u00edgenos dos nossos tecidos. Um ant\u00edgeno nada mais \u00e9 do que qualquer part\u00edcula capaz de se ligar a um anticorpo ou ao receptor espec\u00edfico do linf\u00f3cito T. S\u00e3o nestes linfonodos que est\u00e3o armazenados os nossos linf\u00f3citos T e B.<\/p>\n\n\n\n<p>De uma forma simplificada e focando especificamente nos linf\u00f3citos B, quando essas c\u00e9lulas encontram um ant\u00edgeno de origem externa (ou seja, que n\u00e3o foi produzida pelo nosso corpo), ou mesmo de um pat\u00f3geno como uma bact\u00e9ria, elas internalizam esse ant\u00edgeno (ou o pat\u00f3geno inteiro) e o digerem. Internalizam? Como assim?!? Em outras palavras: elas literalmente comem esse pat\u00f3geno ou ant\u00edgeno.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois disso, esses linf\u00f3citos B come\u00e7am a sofrer algumas modifica\u00e7\u00f5es que levam a diferencia\u00e7\u00e3o dessas c\u00e9lulas em plasm\u00f3citos, que nada mais s\u00e3o do que as f\u00e1bricas de anticorpos dos organismos. Ao fim de uma infec\u00e7\u00e3o, a maioria desses plasm\u00f3citos ir\u00e3o morrer. Existe a\u00ed um por\u00e9m bem importante! \u00c9 que algumas poucas c\u00e9lulas v\u00e3o se tornar c\u00e9lulas de mem\u00f3ria, migrando para a medula \u00f3ssea e morando l\u00e1 por v\u00e1rios anos (alguns tipos podem chegar a durar a vida toda do organismo). Assim, constitui-se a chamada mem\u00f3ria imunol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Maior, mais r\u00e1pida, mais forte, mais \u00e1gil: O que \u00e9 mem\u00f3ria imunol\u00f3gica?<\/h5>\n\n\n\n<p>Para falar sobre mem\u00f3ria imunol\u00f3gica, precisamos entender dois conceitos muito importantes: a resposta imune inata ou natural e a resposta imune adaptativa ou adquirida.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Resposta imune inata<\/h5>\n\n\n\n<p>A resposta imune inata \u00e9 aquela que j\u00e1 nasce conosco, e que nos permite gerar uma resposta imune desde o momento em que chegamos a esse mundo. Essa resposta imune est\u00e1 sempre em atua\u00e7\u00e3o, n\u00e3o importando se a resposta imune adaptativa come\u00e7a a ocorrer ou n\u00e3o. Dessa forma, podemos dizer que ela atua (temporalmente falando), antes da resposta imune adquirida. Al\u00e9m disso, h\u00e1 duas outras caracter\u00edsticas muito importantes dela: ela n\u00e3o tem mem\u00f3ria e \u00e9 capaz de reconhecer somente algumas partes espec\u00edficas de pat\u00f3genos, os chamados Padr\u00f5es Moleculares Espec\u00edficos de Pat\u00f3genos &#8211; ou PAMPs para os mais \u00edntimos.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Resposta Imune Adaptativa<\/h5>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a resposta imune adaptativa, \u00e9 aquela que desenvolvemos com o passar da vida, ao entrar em contato com diferentes tipos de pat\u00f3genos e subst\u00e2ncias. Quem j\u00e1 ouviu da av\u00f3 \u201cdeixa a crian\u00e7a brincar na terra que vai ficar mais saud\u00e1vel\u201d sabe do que estamos falando! Pelo solo ter milhares de bact\u00e9rias e outros microrganismos, ao entrarmos em contato com todos esses microrganismos acabamos por estimular nossa imunidade adquirida, que ainda n\u00e3o \u00e9 muito desenvolvido quando somos muito jovens. \u00c9 por isso que \u00e9 t\u00e3o comum beb\u00eas e crian\u00e7as muito novas ficarem doentes tantas vezes, por exemplo, quando come\u00e7am a ir para a creche.<\/p>\n\n\n\n<p>Falando sobre as caracter\u00edsticas da resposta imune adaptativa, ela come\u00e7a a ocorrer alguns dias ap\u00f3s a exposi\u00e7\u00e3o a um pat\u00f3geno persistente, assim, temporalmente esse tipo de resposta acontece mais tarde, alguns dias ap\u00f3s o in\u00edcio da resposta imune inata. Com isto queremos dizer que a resposta imune adaptativa precisa reconhecer que algo que \u00e9 &#8220;de fora do nosso corpo&#8221; \u00e9 um pat\u00f3geno. Ao fazer isso, ele produzir\u00e1 uma defesa espec\u00edfica para este pat\u00f3geno (um v\u00edrus, uma bact\u00e9ria, por exemplo), para combat\u00ea-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, esse tipo de resposta usa as famosas c\u00e9lulas imunes chamadas Linf\u00f3citos T e B, que t\u00eam a capacidade de reconhecer praticamente qualquer part\u00edcula de um pat\u00f3geno de forma muito espec\u00edfica a partir de seus receptores. E isso \u00e9 o que garante a caracter\u00edstica mais importante da resposta imune adquirida: a mem\u00f3ria imunol\u00f3gica. Ela \u00e9 o que d\u00e1 a capacidade do sistema imune de lembrar de um ant\u00edgeno j\u00e1 encontrado e responder mais r\u00e1pido, mais especificamente e com maior intensidade nas pr\u00f3ximas exposi\u00e7\u00f5es ao mesmo microrganismo. Ao lado dos linf\u00f3citos T de mem\u00f3ria, os anticorpos e plasm\u00f3citos de mem\u00f3ria s\u00e3o os principais componentes da mem\u00f3ria imunol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Quais s\u00e3o as fun\u00e7\u00f5es de anticorpos?<\/h4>\n\n\n\n<p>Como eles atuam no organismo? Mas o que os anticorpos fazem para serem t\u00e3o especiais? Essas prote\u00ednas possuem 4 fun\u00e7\u00f5es bem definidas:<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>Neutraliza\u00e7\u00e3o<\/strong>:<\/h6>\n\n\n\n<p> os anticorpos se ligam a ant\u00edgenos dos pat\u00f3genos bloqueando a a\u00e7\u00e3o dessas mol\u00e9culas, por exemplo, impedindo que uma prote\u00edna essencial para a entrada de um v\u00edrus se ligue ao receptor das nossas c\u00e9lulas, impedindo assim a entrada desse v\u00edrus;<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>Opsoniza\u00e7\u00e3o<\/strong>:<\/h6>\n\n\n\n<p>apesar do nome complicado, uma met\u00e1fora que podemos usar para essa palavra seria \u201ctemperar\u201d. Quando um anticorpo se liga no ant\u00edgeno de um pat\u00f3geno, isso facilita que outras c\u00e9lulas do sistema imune enxerguem esse microorganismo, facilitando para tal c\u00e9lula comer o pat\u00f3geno (se esse for por exemplo uma bact\u00e9ria). E da\u00ed que vem a met\u00e1fora! Pois com o anticorpo ligado nesse microrganismo, a c\u00e9lula \u201cacha ele mais gostoso\u201d facilitando que ele seja engolido e destru\u00eddo;<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>Citotoxicidade Dependente de Anticorpo<\/strong>:<\/h6>\n\n\n\n<p>um outro nome muito complicado, mas que em poucas palavras pode ser explicado como um aux\u00edlio a alguns tipos celulares como c\u00e9lulas Natural Killers, um tipo espec\u00edfico de Linf\u00f3cito T e Eosin\u00f3filos, ao combate de vermes, c\u00e9lulas infectadas e tumorais.<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>Ativa\u00e7\u00e3o do Complemento<\/strong>:<\/h6>\n\n\n\n<p>por fim, os anticorpos tamb\u00e9m podem ajudar a iniciar o Sistema Complemento, um grupo de prote\u00ednas muito importantes do plasma que tamb\u00e9m atuam na resposta imune humoral e que ajudam a estourar e comer microrganismos, como as bact\u00e9rias.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Por fim&#8230;<\/h4>\n\n\n\n<p>Como vimos, os anticorpos t\u00eam muitas fun\u00e7\u00f5es, algumas delas bem poderosas como a Citotoxicidade Dependente de Anticorpos. Por\u00e9m, como j\u00e1 foi dito, a resposta imune humoral \u00e9 muito poderosa contra pat\u00f3genos extracelulares (aqueles que ficam fora das c\u00e9lulas). Apesar da fun\u00e7\u00e3o dos anticorpos se resumir a uma s\u00f3 (a neutraliza\u00e7\u00e3o) contra pat\u00f3genos intracelulares (aqueles que invadem nossas c\u00e9lulas, como o v\u00edrus), esse tipo de resposta imune continua sendo muito importante e eficiente.<br>Nesse caso, a principal fun\u00e7\u00e3o dos anticorpos ir\u00e1 se resumir \u00e0<\/p>\n\n\n\n<p>Neutraliza\u00e7\u00e3o, da seguinte forma: quando os v\u00edrus infectarem uma c\u00e9lula, eles ir\u00e3o escraviz\u00e1-la e for\u00e7\u00e1-la a produzir milhares de c\u00f3pias de si mesmos. Depois de um tempo, as c\u00e9lulas ficam t\u00e3o cheias que podem estourar e liberar esses v\u00edrus. De uma outra forma, as c\u00e9lulas podem come\u00e7ar a liberar os v\u00edrus calmamente, envolvendo-os com sua membrana. De uma forma ou de outra, esses v\u00edrus acabam no meio extracelular, prontos para invadir novas c\u00e9lulas e infect\u00e1-las. \u00c9 nesse momento que os anticorpos atuam, se ligando as prote\u00ednas da membrana do v\u00edrus e muitas vezes impedindo que eles entrem em nossas c\u00e9lulas. Assim, dizemos que esses v\u00edrus foram neutralizados.<\/p>\n\n\n\n<p>No pr\u00f3ximo post eu vou falar um pouco mais sobre o tratamento a partir de anticorpos, especialmente a partir dos conceitos de Imunidade Passiva e Plasma Covalescente. Ficou curioso! Aguarde e j\u00e1 publicaremos sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">                                                                                                                                                 Artigos Citados<\/h4>\n\n\n\n<p>1. Casadevall A, Dadachova E, Pirofski LA (2004) <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/nrmicro974\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Passive antibody therapy for infectious diseases<\/a>. <strong>Nat Rev Microbiol<\/strong>; 2(9):695-703<\/p>\n\n\n\n<p>2. Brown, BL, &amp; McCullough, J (2020) <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S1473050220300793\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Treatment for emerging viruses: convalescent plasma and COVID-19<\/a>, <strong>Transfusion and Apheresis Science<\/strong>, 102790.<\/p>\n\n\n\n<p>3. World Health Organization (2014) <a href=\"http:\/\/apps.who.int\/iris\/bitstream\/10665\/135591\/1\/WHO_HIS_SDS_%202014.8_eng.pdf?ua=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Use of convalescent whole blood or plasma collected from patients recovered from Ebola virus disease for transfusion, as an empirical treatment during outbreaks. Interim guidance for national health authorities and blood transfusion services<\/a>; Geneva: World Health Organization<\/p>\n\n\n\n<p>4. Tanne JH (2020) <a href=\"https:\/\/www.bmj.com\/content\/368\/bmj.m1256\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Covid-19: FDA approves use of convalescent plasma to treat critically ill patients<\/a>. <strong>BMJ<\/strong> 2020;368:m1256.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>5. Bloch EM, Shoham S, Casadevall A, et al (2020) D<a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/32254064\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">eployment of convalescent plasma for the prevention and treatment of COVID-19<\/a><strong><em> J Clin Invest<\/em><\/strong>; 130(6):2757-2765. <\/p>\n\n\n\n<p>6. Sullivan, HC, &amp; Roback, JD (2020) <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC7179481\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Convalescent plasma: therapeutic hope or hopeless strategy in the SARS-CoV-2 pandemic<\/a><strong>Transfusion Medicine Reviews<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Para saber mais:<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Marano, G, Vaglio, S, Pupella, S, Facco, G, Catalano, L, Liumbruno, G. M, &amp; Grazzini, G (2016) <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC4781783\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Convalescent plasma: new evidence for an old therapeutic tool?<\/a> <em>Blood Transfusion<\/em>, <em>14<\/em>(2), 152.<\/p>\n\n\n\n<p>Center for Biologics Evaluation and Research, USF and DA (2020) <a href=\"https:\/\/www.fda.gov\/vaccines-blood-biologics\/investigational-new-drug-ind-or-device-exemption-ide-process-cber\/recommendations-investigational-covid-19-convalescent-plasma\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Recommendations for investigational COVID-19 convalescent plasma<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Duan, K, Liu, B, Li, C, Zhang, H, Yu, T, Qu, J, &#8230; &amp; Peng, C (2020) <a href=\"https:\/\/www.pnas.org\/content\/117\/17\/9490\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Effectiveness of convalescent plasma therapy in severe COVID-19 patients<\/a>. <em>Proceedings of the National Academy of Sciences<\/em>, <em>117<\/em>(17), 9490-9496.<\/p>\n\n\n\n<p>Rojas, M, Rodr\u00edguez, Y, Monsalve, DM, Acosta-Ampudia, Y, Camacho, B, Gallo, JE, &#8230; &amp; Mantilla, R D (2020) <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/32380316\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Convalescent plasma in Covid-19: Possible mechanisms of action<\/a>; <strong>Autoimmunity Reviews<\/strong>, 102554.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Este texto foi escrito com exclusividade para o <a href=\"http:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog Especial Covid-19<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/wp-content\/uploads\/sites\/251\/elementor\/thumbs\/logo_-onj4s5m6vf0hml07f9yn7c6a77kn5fk3fpbt3dhc00.png\" alt=\"logo_\" title=\"logo_\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Os argumentos expressos nos posts deste especial s\u00e3o dos pesquisadores, produzidos a partir de seus campos de pesquisa cient\u00edfica e atua\u00e7\u00e3o profissional e foi revisado por pares da mesma \u00e1rea t\u00e9cnica-cient\u00edfica da Unicamp. N\u00e3o, necessariamente, representam a vis\u00e3o da Unicamp. Essas opini\u00f5es n\u00e3o substituem conselhos m\u00e9dicos.<\/h4>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/editorial\/\" role=\"button\"><br>editorial<br><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A partir da expans\u00e3o da COVID-19, temos visto muitos coment\u00e1rios sobre o sistema imune e seu funcionamento. A imunologia \u00e9 uma das \u00e1reas das ci\u00eancias da sa\u00fade e biol\u00f3gicas mais amplas e cheias de detalhes dif\u00edceis de compreender. Hoje eu vou falar um pouco sobre o tema, enfatizando os anticorpos. 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