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Space.Invaders.Class

Chega de joguinho de criança, o lance é jogar no espaço real!

Veja o problema: um astrônomo tem 1 milhão de imagens de galaxias para serem analisadas, caracterizadas e classificadas. Computadores não são bons o suficiente para fazerem isso, então como ele faz? Normalmente jogamos esse trabalho para os pobres alunos de iniciação científica ou pós-graduação. Um aluno de pós conseguiu caracterizar 50.000 em uma semana, provavelmente a base de muita cafeína e uma vida social muito triste.

Para acelerar o trabalho o astrônomo Chris Lintott montou um site para atrair voluntários, e ele precisava de algumas centenas. Para sua surpresa, eles são hoje centenas de milhares. Mais precisamente 375.000 pessoas que já fizeram 200 milhões de classificações no seu tempo livre e no conforto de suas casas. Isso gerou mais de 20 artigos científicos.

Agora há outros projetos no site http://www.zooniverse.org/home, sendo um para estudos da Lua, do Sol do clima e até caça a planetas.

Isso lembra o jogo de dobrar proteínas que ajuda cientistas a identificar suas estruturas 3D, e fico imaginando se dados de genôma e sequênciamentos de DNA podem ser adaptados para que os não-cientistas possam ajudar e se divertir ao mesmo tempo. Afinal esses estudos geram muitos dados e não há gente suficiente para analisá-los. Os computadores ainda não dao conta sozinhos. No caso das galáxias, o computador pode errar 30% das vezes, isso é muito. E outra coisa, nós vemos padrões que fogem da analise da máquina, como o caso de um cara comum uma professora do ensino fundamental que analisando as imagens notou objeto diferente, nunca visto antes e que ainda não tinha explicação pelos astrônomos . Agora este fenômeno leva seu nome (Hanny´s Voorwerp) e está sendo estudado pelos telescópios mais potentes do mundo e revelou-se uma nuvem de hidrogênio (correções do leitor Evandrofisico). Isso é muito legal.

Participar ativamente de um processo é o melhor jeito de aprender e se interessar por ele. Isso sim é popularização e democratização da ciência!

 

Vi no Science Insider