{"id":1620,"date":"2009-09-10T01:49:44","date_gmt":"2009-09-10T04:49:44","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/rnam\/2009\/09\/estatisticas_inuteis_do_futebo\/"},"modified":"2009-09-10T01:49:44","modified_gmt":"2009-09-10T04:49:44","slug":"estatisticas_inuteis_do_futebo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rnam\/2009\/09\/estatisticas_inuteis_do_futebo\/","title":{"rendered":"Estat\u00edsticas in\u00fateis do futebol. E na ci\u00eancia?"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"mt-enclosure mt-enclosure-image\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" alt=\"galv\u00e3o.jpg\" src=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/rnam\/files\/2011\/08\/galv%C3%A3o2.jpg\" class=\"mt-image-center\" style=\"margin: 0pt auto 20px;text-align: center\" width=\"400\" height=\"246\" \/><\/span><\/p>\n<p><font><i>Imagem: retidara da <a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=aEaH0v_5XJU\">gafe do Galv\u00e3o aqui<\/a> e editada por Rafael_RNAm. O &#8220;p&lt;0,05&#8221; \u00e9 um limite em estat\u00edstica e significa 0,05% de chance do seu resultado ser fruto do acaso. <\/i><\/font><\/p>\n<p>Bem amigos do RNAm!!! Estamos aqui para mais um show de transmiss\u00e3o cient\u00edfica. Um show de imagens, de coment\u00e1rios abalizados, e de dados completamente in\u00fateis!<\/p>\n<p>Sim, eu n\u00e3o me conformo com a quantidade de dados in\u00fateis em uma transmiss\u00e3o de jogo de futebol. E isso n\u00e3o \u00e9 novidade pra ningu\u00e9m, afinal h\u00e1 muito tempo j\u00e1 se tira sarro de estat\u00edsticas do tipo &#8220;s\u00f3 em 1843 o Piraporense do Bom Jesus ganhou de 3 a 0 do Itaquaquecetubense em um ano bissexto&#8221;. Mas assistindo a Brasil e Chile vi um n\u00edvel de sofistica\u00e7\u00e3o fant\u00e1stico na coleta de dados.<\/p>\n<p>A todo momento aparecia o quanto cada jogador havia percorrido na partida, ali, em tempo real. Tamb\u00e9m o quanto desse tempo ele havia andado, trotado e corrido. No fim do jogo um gr\u00e1fico mostrou a m\u00e9dia percorrida pelos times, posse de bola, arrancadas e at\u00e9 um gr\u00e1fico mostrando a regi\u00e3o mais percorrida do campo por cada equipe.<\/p>\n<p>Coleta de dados perfeita. Provavelmente uma c\u00e2mera fixa ligada a um computador com um programa de analise de imagem fez esse servi\u00e7o. \n<\/p>\n<blockquote><p>Adendo &#8211; E n\u00e3o \u00e9 nada muito novo. Essa mesma t\u00e9cnica \u00e9 usada para analise de comportamento de camundongos. Deixa-se uma c\u00e2mera filmando a movimenta\u00e7\u00e3o do bicho, analisando assim o comportamento depois de tratado com determinada droga, por exemplo. O software faz tudo sozinho.<\/p><\/blockquote>\n<p><b><br \/>\nMas a pergunta \u00e9 PARA QUE?! <\/b>Afinal as estat\u00edsticas no fim do jogo eram praticamente as mesmas entre os dois times (posse, dist\u00e2ncia percorrida, etc). Mas o Brasil ganhou de 4 a 2, que \u00e9 uma bruta diferen\u00e7a. Diferen\u00e7a esta que existe, mas que a coleta de dados n\u00e3o pegou.<\/p>\n<p>Ou seja, se tiv\u00e9ssemos s\u00f3 os dados estat\u00edsticos da partida, a t\u00e9cnica de coleta de dados durante os jogos ainda n\u00e3o \u00e9 sens\u00edvel o suficiente para prever quem ganhou de goleada.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um paralelo interessante para muitas pesquisas cient\u00edficas. Muitas \u00e1reas est\u00e3o ainda ajustando sua coleta de dados. E muitas j\u00e1 t\u00eam uma quantidade imensa de dados, mas ainda falta aprender a interpretar essa quantidade de informa\u00e7\u00e3o. Falta fazer isso tudo fazer sentido e ajudar a prever um resultado. \u00c9 o caso de \u00e1reas como a gen\u00f4mica, prote\u00f4mica e outras \u00f4micas: muita informa\u00e7\u00e3o gerada e pouco tempo para an\u00e1lise e integra\u00e7\u00e3o com outros dados. <\/p>\n<p>Uma das cr\u00edticas ao Projeto Genoma Humano era essa: muito dinheiro pra coleta de dados e pouco para an\u00e1lise. Bom, agora que o esfor\u00e7o foi conclu\u00eddo, realmente os resultados prometidos n\u00e3o vieram t\u00e3o r\u00e1pido, mas lentamente vir\u00e3o.<\/p>\n<p>Na Globo, o Galv\u00e3o ainda est\u00e1 assim: dirigindo uma Ferrari de dados mas sem saber pra onde ir. Mas sigamos coletando (principalmente quando h\u00e1 dinheiro sobrando)! Quem sabe um dia algu\u00e9m aprende a usar isso tudo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Para receber nosso conte\u00fado em primeira m\u00e3o, siga-me no twitter <em><a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/Rafael_RNAm\">@Rafael_RNAm<\/a><\/em> e <em><a href=\"http:\/\/feeds2.feedburner.com\/rnam\">clique aqui para assinar nosso Feed\/RSS<\/a><\/em>!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagem: retidara da gafe do Galv\u00e3o aqui e editada por Rafael_RNAm. O &#8220;p&lt;0,05&#8221; \u00e9 um limite em estat\u00edstica e significa 0,05% de chance do seu resultado ser fruto do acaso. Bem amigos do RNAm!!! Estamos aqui para mais um show de transmiss\u00e3o cient\u00edfica. Um show de imagens, de coment\u00e1rios abalizados, e de dados completamente in\u00fateis! &hellip; <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rnam\/2009\/09\/estatisticas_inuteis_do_futebo\/\" class=\"more-link\">Continue lendo<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Estat\u00edsticas in\u00fateis do futebol. E na ci\u00eancia?&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":457,"featured_media":1621,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[21,27,32],"tags":[237,260,302,395,461,468,781],"class_list":["post-1620","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura-pop","category-esporte","category-genoma","tag-ciencia","tag-coleta","tag-dados","tag-estatisticas","tag-futebol","tag-galvao-bueno","tag-posse-de-bola"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rnam\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1620","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rnam\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rnam\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rnam\/wp-json\/wp\/v2\/users\/457"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rnam\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1620"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rnam\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1620\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rnam\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1620"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rnam\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1620"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/rnam\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1620"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}