{"id":1144,"date":"2022-05-24T13:57:45","date_gmt":"2022-05-24T16:57:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/salav\/?p=1144"},"modified":"2022-05-24T13:57:47","modified_gmt":"2022-05-24T16:57:47","slug":"agrotoxicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/salav\/2022\/05\/24\/agrotoxicos\/","title":{"rendered":"Mortal Kombat &#8211; Agrot\u00f3xicos."},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: justify\">Mortal Kombat &#8211; Agrot\u00f3xicos.<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 Agrot\u00f3xicos, ou defensivos agr\u00edcolas, s\u00e3o produtos comumente utilizados no combate \u00e0s pragas em planta\u00e7\u00f5es, sendo associados tanto a benef\u00edcios, em termos de produtividade de alimentos, como a riscos \u00e0 sa\u00fade humana e ambiental. No decorrer dos \u00faltimos anos, vimos algumas not\u00edcias sobre a aprova\u00e7\u00e3o de mais dessas subst\u00e2ncias no Brasil, por exemplo, e a proibi\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias destas em outros pa\u00edses. Mas de fato, quais os riscos potenciais dos agrot\u00f3xicos? Existem alternativas sustent\u00e1veis ao uso destas subst\u00e2ncias? Vamos dar um pequeno mergulho e tentar esclarecer o que s\u00e3o tais subst\u00e2ncias e como podem nos afetar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><em>Let\u00edcia Sayuri, Cyntia Almeida, Guilherme Caitano e Gildo Girotto J\u00fanior.<\/em><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify\">Agrot\u00f3xicos? O que s\u00e3o? Onde est\u00e3o?<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 <\/span>Desde 2008 o Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses que mais consome agrot\u00f3xicos devido ao desenvolvimento do agroneg\u00f3cio no setor econ\u00f4mico. O que tamb\u00e9m impressiona \u00e9 que as empresas que produzem alguns tipos de agrot\u00f3xicos est\u00e3o sediadas em pa\u00edses onde estas mesmas subst\u00e2ncias s\u00e3o proibidas, por exemplo, Syngenta, Bayer CropScience e BASF. Tr\u00e1gico se n\u00e3o fosse c\u00f4mico, uma vez que boa parte dos alimentos produzidos aqui s\u00e3o exportados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 <\/span>Em 2021, in\u00fameros jornais anunciavam o novo recorde hist\u00f3rico do Brasil, ao encerrar o ano com o total de 562 agrot\u00f3xicos aprovados para uso. A quantidade de produtos autorizados vem aumentando gradativamente desde 2016, tendo um crescimento significativo em 2017, ano no qual 127 pesticidas foram aprovados. Mas o que s\u00e3o esses produtos e como eles afetam a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 <\/span>Segundo o INCA (Instituto Nacional de C\u00e2ncer), que possui liga\u00e7\u00e3o com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, os agrot\u00f3xicos s\u00e3o materiais sint\u00e9ticos, ou seja, produtos elaborados laboratorialmente, usados no combate a insetos, fungos e doen\u00e7as que podem afetar as planta\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de auxiliar no crescimento da vegeta\u00e7\u00e3o. H\u00e1 um grande interesse no uso dessas subst\u00e2ncias, j\u00e1 que quanto menor a perda na planta\u00e7\u00e3o, maior a produtividade (quantidade produzida) e, consequentemente, maior o lucro na venda desses produtos. H\u00e1, tamb\u00e9m, a quest\u00e3o sanit\u00e1ria, uma vez que verminoses (como a cisticercose, amarel\u00e3o, dentre outras) s\u00e3o frequentemente passadas por meio do contato com terra, \u00e1gua ou alimentos contaminados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 <\/span>Contudo, essa estrat\u00e9gia para proteger a produ\u00e7\u00e3o e a lucratividade tem sido considerada uma amea\u00e7a \u00e0 sa\u00fade humana em virtude do pr\u00f3prio consumo dos alimentos que chegam \u00e0 mesa, bem como pela manipula\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o de tais subst\u00e2ncias no decurso do cultivo. Dentre os diretamente afetados, podemos considerar os agricultores e os agentes de controle e trabalhadores de ind\u00fastrias que desenvolvem os agrot\u00f3xicos. Indiretamente, todo o p\u00fablico consumidor pode ser alvo do contato com os produtos que se acumulam nos alimentos. Ainda, o uso de agrot\u00f3xicos pode gerar contamina\u00e7\u00e3o ao solo e, consequentemente, as \u00e1guas pr\u00f3ximas a essas planta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 <\/span>Tal fato acaba por tornar-se preocupante pois, segundo a OIT (Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho), agentes contidos nos agrot\u00f3xicos podem gerar altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas e hormonais no ser humano, principalmente em mulheres gr\u00e1vidas, pois pode afetar o desenvolvimento do feto. Esses efeitos contra a sa\u00fade s\u00e3o decorrentes, no geral, do uso cr\u00f4nico\/prolongado dessas subst\u00e2ncias e incluem, dentre outros, alergias, altera\u00e7\u00f5es nos sistemas gastrointestinal, respirat\u00f3rio, circulat\u00f3rio, end\u00f3crino, reprodutivo, na pele, bem como podem ser provocadores diretos de alguns tipos de c\u00e2ncer. Dados indicam que os pa\u00edses em desenvolvimento enfrentam anualmente cerca de 70 mil intoxica\u00e7\u00f5es agudas e cr\u00f4nicas, e mais de 7 milh\u00f5es de casos moderados a leves.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify\"><b>Mas \u00e9 tudo igual?<\/b><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 O termo agrot\u00f3xico tem alguns sin\u00f4nimos. Cabe destacar que, por ter o termo &#8220;t\u00f3xico&#8221; no nome, h\u00e1 inclusive tentativas de mudar a nomenclatura na busca de amenizar sua caracter\u00edstica prejudicial. Dentre os diferentes termos, podemos citar: pesticidas, praguicidas, rem\u00e9dio para plantas, inseticida, fungicida e defensivos agr\u00edcolas. Voc\u00ea consegue perceber que a terminologia busca utilizar estruturas que sejam ofensivas contra as pragas e n\u00e3o contra o ser humano ou ao meio ambiente. No entanto, vale destacar que nesse conjunto, cada um desses produtos apresenta uma determinada fun\u00e7\u00e3o, uma certa esp\u00e9cie de combate. Temos at\u00e9 os que combatem aves, mas todos eles possuem algo em comum: se encaixam na Lei Federal\u00a0 n\u00ba 7.802, de 11 de julho de 1989, regulamentado pelo Decreto n\u00ba 4.074 de janeiro de 2002, onde temos que agrot\u00f3xicos s\u00e3o produtos e agentes de processos f\u00edsicos, qu\u00edmicos ou biol\u00f3gicos destinados ao setor agr\u00edcola, pastagem, florestas nativas ou plantadas, e outros ecossistemas, com a finalidade de alterar a composi\u00e7\u00e3o da flora e da fauna, em busca da preserva\u00e7\u00e3o contra a a\u00e7\u00e3o de seres vivos considerados nocivos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 Mas fica o questionamento: Como funciona a escolha de cada um dos m\u00e9todos? Qual a diferen\u00e7a entre os tipos de controle?\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 Os m\u00e9todos s\u00e3o escolhidos de acordo com a efic\u00e1cia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 determinada praga, quest\u00f5es econ\u00f4micas e em rela\u00e7\u00e3o ao efeito ecotoxicol\u00f3gico, ou seja, relacionados ao impacto no ambiente e na sa\u00fade humana. A diferencia\u00e7\u00e3o dos controles ocorre pelos meios que s\u00e3o usados e podemos ter: o biol\u00f3gico, que usa &#8220;inimigos&#8221; naturais, podendo ser outros insetos, fungos e at\u00e9 mesmo microorganismos (v\u00edrus, bact\u00e9rias e bact\u00e9rias), como especifica a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria); o qu\u00edmico, que apresenta a aplica\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias que causam a morte da praga; o f\u00edsico, que consiste na drenagem, inunda\u00e7\u00e3o, fogo, aumento da temperatura ou radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 Al\u00e9m dessas distin\u00e7\u00f5es, outro fator a ser considerado \u00e9 a toxicologia do m\u00e9todo, que consiste nos efeitos nocivos que podem originar-se a partir da implementa\u00e7\u00e3o de um produto ou m\u00e9todo. Os n\u00edveis toxicol\u00f3gicos s\u00e3o subdivididos em quatro est\u00e1gios de periculosidade, sendo identificados por meio de colora\u00e7\u00f5es, como mostra a figura 1.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1145 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/salav\/wp-content\/uploads\/sites\/264\/2022\/04\/inca.png\" alt=\"\" width=\"931\" height=\"588\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/salav\/wp-content\/uploads\/sites\/264\/2022\/04\/inca.png 931w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/salav\/wp-content\/uploads\/sites\/264\/2022\/04\/inca-480x303.png 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 931px, 100vw\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Figura 1: Tabela de toxicidade<br \/>\nFonte: INCA, 2021.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 Um dos exemplos de inseticida mais conhecidos \u00e9 o DDT, que hoje \u00e9 banido do mercado. Sua toxicidade se d\u00e1 por conta das mol\u00e9culas que o constituem serem muito grandes e pouco sol\u00faveis em \u00e1gua, o que faz com que interajam com a gordura dos tecidos dos seres que a ingerem. Ent\u00e3o, a ingest\u00e3o desses pesticidas diariamente, de pouco em pouco, pode gerar sua acumula\u00e7\u00e3o no organismo, gerando doen\u00e7as como determinados tipos de c\u00e2ncer ou relacionadas \u00e0 varia\u00e7\u00f5es hormonais.<\/span><\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><b>A \u00fanica alternativa?<\/b><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 O grande uso de agrot\u00f3xicos faz parecer que eles s\u00e3o o \u00fanico meio de se evitar pragas na planta\u00e7\u00e3o, o que n\u00e3o \u00e9 verdade. Pequenas propriedades de agricultura familiar s\u00e3o conhecidas por serem produtoras de alimentos org\u00e2nicos. Esses alimentos s\u00e3o livres de agrot\u00f3xicos e, nessas produ\u00e7\u00f5es, a mat\u00e9ria org\u00e2nica \u00e9 sempre reutilizada, gerando uma aduba\u00e7\u00e3o natural. O controle de pragas, no entanto, acaba por ser um desafio, sendo necess\u00e1rias barreiras f\u00edsicas, predadores naturais (que tamb\u00e9m n\u00e3o prejudiquem a cadeia alimentar da regi\u00e3o) e plantas que sejam mais atrativas do que o produto desejado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 Al\u00e9m disso, o debate sobre a lucratividade de grandes lavouras com e sem o uso de agrot\u00f3xicos e outras quest\u00f5es sobre a quantidade a ser produzida entra em quest\u00e3o, n\u00e3o sendo t\u00e3o evidentes os dados daqueles que s\u00e3o partid\u00e1rios do uso dos agrot\u00f3xicos. A impress\u00e3o que fica \u00e9 de que n\u00e3o se procura uma mudan\u00e7a na pol\u00edtica de ado\u00e7\u00e3o dos agrot\u00f3xicos pois o processo j\u00e1 est\u00e1 bem estabelecido e uma mudan\u00e7a no cen\u00e1rio poderia gerar &#8220;trabalho extra&#8221; e perda de rendimentos. Portanto, ainda que possam gerar preju\u00edzos, opta-se por manter o sistema.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 Um conhecido produtor de alimentos org\u00e2nicos \u00e9 o Movimento Sem Terra (MST), que conta com diversos acampamentos espalhados pelo pa\u00eds, nos quais h\u00e1 a planta\u00e7\u00e3o por meio de t\u00e9cnicas n\u00e3o prejudiciais ao meio ambiente e aos trabalhadores desses lugares.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 Al\u00e9m dessa op\u00e7\u00e3o, a Embrapa, com o intuito de se alinhar aos Objetivos Sustent\u00e1veis da ONU para 2030, tem desenvolvido pesquisas sobre insumos biol\u00f3gicos, que s\u00e3o enzimas, extratos (de plantas ou microrganismos), microrganismos e macrorganismos. Esses m\u00e9todos podem ser utilizados tanto para combate de pragas quanto para nutrir a planta\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 Assim, h\u00e1 um conjunto de estudos e pesquisas que v\u00eam sendo realizadas como forma de buscar uma alternativa aos agrot\u00f3xicos quando falamos de controle e combate de pragas. \u00c9 tamb\u00e9m evidenciado pela proibi\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias das subst\u00e2ncias em outros pa\u00edses, que a libera\u00e7\u00e3o em massa do uso de algumas destas subst\u00e2ncias n\u00e3o se faz necess\u00e1ria. O investimento na pesquisa de outros m\u00e9todos (insumos biol\u00f3gicos, por exemplo) pode trazer resultados que permitam uma reestrutura\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o. No entanto, \u00e9 preciso que a pesquisa seja reconhecida como uma forma de mudan\u00e7a na cultura de produ\u00e7\u00e3o de alimentos.<\/span><\/p>\n<h5><b>Refer\u00eancias<\/b><\/h5>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">BRAIBANTE, M. ZAPPE, J. A qu\u00edmica dos Agrot\u00f3xicos. Qu\u00edmica Nova na Escola. v. 34. n. 1. p. 10-15. 2012. Dispon\u00edvel em: &lt;<\/span><a href=\"http:\/\/qnesc.sbq.org.br\/online\/qnesc34_1\/03-QS-02-11.pdf\"><span style=\"font-weight: 400\">03-QS-02-11.pdf (sbq.org.br)<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">&gt;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">MONTONE, R. Bioacumula\u00e7a\u00f5 e Biomagnifica\u00e7\u00e3o. Instituto de Oceanografia. USP. Dispon\u00edvel em: &lt;<\/span><a href=\"https:\/\/www.io.usp.br\/index.php\/oceanos\/textos\/antartida\/31-portugues\/publicacoes\/series-divulgacao\/poluicao\/811-bioacumulacao-e-biomagnificacao.html#:~:text=Bioacumula%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A9%20o%20termo%20geral,qu%C3%ADmicos\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/www.io.usp.br\/index.php\/oceanos\/textos\/antartida\/31-portugues\/publicacoes\/series-divulgacao\/poluicao\/811-bioacumulacao-e-biomagnificacao.html#:~:text=Bioacumula%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A9%20 o%20 termo%20geral,qu%C3%ADticos)%20s%C3%A3o%20 absorvidas%20 pelos%20 organismos.<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">&gt;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">SOARES, W. Uso dos agrot\u00f3xicos e seus impactos \u00e0 sa\u00fade e ao ambiente: uma avalia\u00e7\u00e3o integrada entre a economia, a sa\u00fade p\u00fablica, a ecologia e a agricultura.\u00a0 Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica. FIOCRUZ. 2010. Dispon\u00edvel em: &lt;<\/span><a href=\"https:\/\/bvssp.icict.fiocruz.br\/pdf\/25520_tese_wagner_25_03.pdf\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/bvssp.icict.fiocruz.br\/pdf\/25520_tese_wagner_25_03.pdf<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">&gt;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">ALMEIDA, W. FI\u00daZA, J. MAGALH\u00c3ES, C. JUNGER, C. Agrot\u00f3xicos. Caderno de Sa\u00fade P\u00fablica. v. 1 (2). 1985. Dispon\u00edvel em : &lt;<\/span><a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/csp\/a\/fqHFphQtcS6JYcNmjYjhvzq\/?lang=pt\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/www.scielo.br\/j\/csp\/a\/fqHFphQtcS6JYcNmjYjhvzq\/?lang=pt<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">&gt;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">PERES, F. MOREIRA, J. DUBOIS, G. Agrot\u00f3xico, sa\u00fade e ambiente: uma introdu\u00e7\u00e3o ao tema. FIOCRUZ. p. 21-41. 2003. Dispon\u00edvel em: &lt;<\/span><a href=\"https:\/\/portal.fiocruz.br\/sites\/portal.fiocruz.br\/files\/documentos\/cap_01_veneno_ou_remedio.pdf\"><span style=\"font-weight: 400\">cap_01_veneno_ou_remedio.pdf (fiocruz.br)<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">&gt;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">BRASIL. Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Casa Civil. <\/span><a href=\"http:\/\/legislacao.planalto.gov.br\/legisla\/legislacao.nsf\/Viw_Identificacao\/lei%207.802-1989?OpenDocument\"><span style=\"font-weight: 400\">LEI N\u00ba 7.802, DE 11 DE JULHO DE 1989.<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> Dispon\u00edvel em: &lt;<\/span><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l7802.htm\"><span style=\"font-weight: 400\">http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l7802.htm<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">&gt;\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">PICAN\u00c7O, M. Manejo integrado de pragas. Departamento de Biologia animal. Universidade Federal de Vi\u00e7osa. 2010. Dispon\u00edvel em: &lt;<\/span><a href=\"https:\/\/www.ica.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/apostila_entomologia_2010.pdf\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/www.ica.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/apostila_entomologia_2010.pdf<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">&gt;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">INCA. Agrot\u00f3xico. 2021. Dispon\u00edvel em: &lt;<\/span><a href=\"https:\/\/www.inca.gov.br\/exposicao-no-trabalho-e-no-ambiente\/agrotoxicos\"><span style=\"font-weight: 400\">Agrot\u00f3xico | INCA &#8211; Instituto Nacional de C\u00e2ncer<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">&gt;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Embrapa. Portf\u00f3lio de projetos: Insumos Biol\u00f3gicos. 2021. Dispon\u00edvel em: &lt;<\/span><a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/portfolio\/insumos-biologicos\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/www.embrapa.br\/portfolio\/insumos-biologicos<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">&gt;\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">DIAS, A. et al. Agrot\u00f3xicos e Sa\u00fade. S\u00e9ries FIOCRUZ &#8211; Documentos Institucionais. Cole\u00e7\u00e3o sa\u00fade, ambiente e sustentabilidade. 2018. Dispon\u00edvel em: &lt;<\/span><a href=\"https:\/\/www.arca.fiocruz.br\/bitstream\/icict\/32385\/2\/02agrotoxicos.pdf\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/www.arca.fiocruz.br\/bitstream\/icict\/32385\/2\/02agrotoxicos.pdf<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">&gt;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">SALATI, P. Ap\u00f3s novo recorde, Brasil encerra 2021 com 562 agrot\u00f3xicos liberados, sendo 33 in\u00e9ditos. G1. 2022. Dispon\u00edvel em: &lt;<\/span><a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/agronegocios\/noticia\/2022\/01\/18\/apos-novo-recorde-brasil-encerra-2021-com-562-agrotoxicos-liberados-sendo-33-ineditos.ghtml\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/g1.globo.com\/economia\/agronegocios\/noticia\/2022\/01\/18\/apos-novo-recorde-brasil-encerra-2021-com-562-agrotoxicos-liberados-sendo-33-ineditos.ghtml<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">&gt;<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mortal Kombat &#8211; Agrot\u00f3xicos. \u00a0 \u00a0 Agrot\u00f3xicos, ou defensivos agr\u00edcolas, s\u00e3o produtos comumente utilizados no combate \u00e0s pragas em planta\u00e7\u00f5es, sendo associados tanto a benef\u00edcios, em termos de produtividade de alimentos, como a riscos \u00e0 sa\u00fade humana e ambiental. 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Existem alternativas sustent\u00e1veis ao uso destas subst\u00e2ncias? Vamos dar um pequeno mergulho e tentar esclarecer o que s\u00e3o tais subst\u00e2ncias e como podem nos afetar.<\/span><\/p><h2>Agrot\u00f3xicos? O que s\u00e3o? Onde est\u00e3o?<\/h2><p>Desde 2008 o Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses que mais consome agrot\u00f3xicos devido ao desenvolvimento do agroneg\u00f3cio no setor econ\u00f4mico. O que tamb\u00e9m impressiona \u00e9 que as empresas que produzem alguns tipos de agrot\u00f3xicos est\u00e3o sediadas em pa\u00edses onde estas mesmas subst\u00e2ncias s\u00e3o proibidas, por exemplo, Syngenta, Bayer CropScience e BASF. Tr\u00e1gico se n\u00e3o fosse c\u00f4mico, uma vez que boa parte dos alimentos produzidos aqui s\u00e3o exportados.<br \/>Em 2021, in\u00fameros jornais anunciavam o novo recorde hist\u00f3rico do Brasil, ao encerrar o ano com o total de 562 agrot\u00f3xicos aprovados para uso. A quantidade de produtos autorizados vem aumentando gradativamente desde 2016, tendo um crescimento significativo em 2017, ano no qual 127 pesticidas foram aprovados. Mas o que s\u00e3o esses produtos e como eles afetam a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o? <br \/>Segundo o INCA (Instituto Nacional de C\u00e2ncer), que possui liga\u00e7\u00e3o com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, os agrot\u00f3xicos s\u00e3o materiais sint\u00e9ticos, ou seja, produtos elaborados laboratorialmente, usados no combate a insetos, fungos e doen\u00e7as que podem afetar as planta\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de auxiliar no crescimento da vegeta\u00e7\u00e3o. H\u00e1 um grande interesse no uso dessas subst\u00e2ncias, j\u00e1 que quanto menor a perda na planta\u00e7\u00e3o, maior a produtividade (quantidade produzida) e, consequentemente, maior o lucro na venda desses produtos. H\u00e1, tamb\u00e9m, a quest\u00e3o sanit\u00e1ria, uma vez que verminoses (como a cisticercose, amarel\u00e3o, dentre outras) s\u00e3o frequentemente passadas por meio do contato com terra, \u00e1gua ou alimentos contaminados.<br \/>Contudo, essa estrat\u00e9gia para proteger a produ\u00e7\u00e3o e a lucratividade tem sido considerada uma amea\u00e7a \u00e0 sa\u00fade humana em virtude do pr\u00f3prio consumo dos alimentos que chegam \u00e0 mesa, bem como pela manipula\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o de tais subst\u00e2ncias no decurso do cultivo. Dentre os diretamente afetados, podemos considerar os agricultores e os agentes de controle e trabalhadores de ind\u00fastrias que desenvolvem os agrot\u00f3xicos. Indiretamente, todo o p\u00fablico consumidor pode ser alvo do contato com os produtos que se acumulam nos alimentos. Ainda, o uso de agrot\u00f3xicos pode gerar contamina\u00e7\u00e3o ao solo e, consequentemente, as \u00e1guas pr\u00f3ximas a essas planta\u00e7\u00f5es.<br \/>Tal fato acaba por tornar-se preocupante pois, segundo a OIT (Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho), agentes contidos nos agrot\u00f3xicos podem gerar altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas e hormonais no ser humano, principalmente em mulheres gr\u00e1vidas, pois pode afetar o desenvolvimento do feto. Esses efeitos contra a sa\u00fade s\u00e3o decorrentes, no geral, do uso cr\u00f4nico\/prolongado dessas subst\u00e2ncias e incluem, dentre outros, alergias, altera\u00e7\u00f5es nos sistemas gastrointestinal, respirat\u00f3rio, circulat\u00f3rio, end\u00f3crino, reprodutivo, na pele, bem como podem ser provocadores diretos de alguns tipos de c\u00e2ncer. Dados indicam que os pa\u00edses em desenvolvimento enfrentam anualmente cerca de 70 mil intoxica\u00e7\u00f5es agudas e cr\u00f4nicas, e mais de 7 milh\u00f5es de casos moderados a leves.<\/p><h3><b>Mas \u00e9 tudo igual?<\/b><\/h3><p><span style=\"font-weight: 400;\">O termo agrot\u00f3xico tem alguns sin\u00f4nimos. Cabe destacar que, por ter o termo \"t\u00f3xico\" no nome, h\u00e1 inclusive tentativas de mudar a nomenclatura na busca de amenizar sua caracter\u00edstica prejudicial. Dentre os diferentes termos, podemos citar: pesticidas, praguicidas, rem\u00e9dio para plantas, inseticida, fungicida e defensivos agr\u00edcolas. Voc\u00ea consegue perceber que a terminologia busca utilizar estruturas que sejam ofensivas contra as pragas e n\u00e3o contra o ser humano ou ao meio ambiente. No entanto, vale destacar que nesse conjunto, cada um desses produtos apresenta uma determinada fun\u00e7\u00e3o, uma certa esp\u00e9cie de combate. Temos at\u00e9 os que combatem aves, mas todos eles possuem algo em comum: se encaixam na Lei Federal\u00a0 n\u00ba 7.802, de 11 de julho de 1989, regulamentado pelo Decreto n\u00ba 4.074 de janeiro de 2002, onde temos que agrot\u00f3xicos s\u00e3o produtos e agentes de processos f\u00edsicos, qu\u00edmicos ou biol\u00f3gicos destinados ao setor agr\u00edcola, pastagem, florestas nativas ou plantadas, e outros ecossistemas, com a finalidade de alterar a composi\u00e7\u00e3o da flora e da fauna, em busca da preserva\u00e7\u00e3o contra a a\u00e7\u00e3o de seres vivos considerados nocivos.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas fica o questionamento: Como funciona a escolha de cada um dos m\u00e9todos? Qual a diferen\u00e7a entre os tipos de controle?\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Os m\u00e9todos s\u00e3o escolhidos de acordo com a efic\u00e1cia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 determinada praga, quest\u00f5es econ\u00f4micas e em rela\u00e7\u00e3o ao efeito ecotoxicol\u00f3gico, ou seja, relacionados ao impacto no ambiente e na sa\u00fade humana. A diferencia\u00e7\u00e3o dos controles ocorre pelos meios que s\u00e3o usados e podemos ter: o biol\u00f3gico, que usa \"inimigos\" naturais, podendo ser outros insetos, fungos e at\u00e9 mesmo microorganismos (v\u00edrus, bact\u00e9rias e bact\u00e9rias), como especifica a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria); o qu\u00edmico, que apresenta a aplica\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias que causam a morte da praga; o f\u00edsico, que consiste na drenagem, inunda\u00e7\u00e3o, fogo, aumento da temperatura ou radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m dessas distin\u00e7\u00f5es, outro fator a ser considerado \u00e9 a toxicologia do m\u00e9todo, que consiste nos efeitos nocivos que podem originar-se a partir da implementa\u00e7\u00e3o de um produto ou m\u00e9todo. Os n\u00edveis toxicol\u00f3gicos s\u00e3o subdivididos em quatro est\u00e1gios de periculosidade, sendo identificados por meio de colora\u00e7\u00f5es, como mostra a imagem 1.<\/span><\/p><p><img class=\"alignnone size-medium wp-image-1145\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/salav\/wp-content\/uploads\/sites\/264\/2022\/04\/inca-300x189.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"189\" \/><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Imagem 1 - Tabela de toxicidade (fonte: INCA, 2021).<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Um dos exemplos de inseticida mais conhecidos \u00e9 o DDT, que hoje \u00e9 banido do mercado. Sua toxicidade se d\u00e1 por conta das mol\u00e9culas que o constituem serem muito grandes e pouco sol\u00faveis em \u00e1gua, o que faz com que interajam com a gordura dos tecidos dos seres que a ingerem. Ent\u00e3o, a ingest\u00e3o desses pesticidas diariamente, de pouco em pouco, pode gerar sua acumula\u00e7\u00e3o no organismo, gerando doen\u00e7as como determinados tipos de c\u00e2ncer ou relacionadas \u00e0 varia\u00e7\u00f5es hormonais.<\/span><\/p><h4><b>A \u00fanica alternativa?<\/b><\/h4><p><span style=\"font-weight: 400;\">O grande uso de agrot\u00f3xicos faz parecer que eles s\u00e3o o \u00fanico meio de se evitar pragas na planta\u00e7\u00e3o, o que n\u00e3o \u00e9 verdade. Pequenas propriedades de agricultura familiar s\u00e3o conhecidas por serem produtoras de alimentos org\u00e2nicos. Esses alimentos s\u00e3o livres de agrot\u00f3xicos e, nessas produ\u00e7\u00f5es, a mat\u00e9ria org\u00e2nica \u00e9 sempre reutilizada, gerando uma aduba\u00e7\u00e3o natural. O controle de pragas, no entanto, acaba por ser um desafio, sendo necess\u00e1rias barreiras f\u00edsicas, predadores naturais (que tamb\u00e9m n\u00e3o prejudiquem a cadeia alimentar da regi\u00e3o) e plantas que sejam mais atrativas do que o produto desejado.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, o debate sobre a lucratividade de grandes lavouras com e sem o uso de agrot\u00f3xicos e outras quest\u00f5es sobre a quantidade a ser produzida entra em quest\u00e3o, n\u00e3o sendo t\u00e3o evidentes os dados daqueles que s\u00e3o partid\u00e1rios do uso dos agrot\u00f3xicos. A impress\u00e3o que fica \u00e9 de que n\u00e3o se procura uma mudan\u00e7a na pol\u00edtica de ado\u00e7\u00e3o dos agrot\u00f3xicos pois o processo j\u00e1 est\u00e1 bem estabelecido e uma mudan\u00e7a no cen\u00e1rio poderia gerar \"trabalho extra\" e perda de rendimentos. Portanto, ainda que possam gerar preju\u00edzos, opta-se por manter o sistema.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Um conhecido produtor de alimentos org\u00e2nicos \u00e9 o Movimento Sem Terra (MST), que conta com diversos acampamentos espalhados pelo pa\u00eds, nos quais h\u00e1 a planta\u00e7\u00e3o por meio de t\u00e9cnicas n\u00e3o prejudiciais ao meio ambiente e aos trabalhadores desses lugares.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m dessa op\u00e7\u00e3o, a Embrapa, com o intuito de se alinhar aos Objetivos Sustent\u00e1veis da ONU para 2030, tem desenvolvido pesquisas sobre insumos biol\u00f3gicos, que s\u00e3o enzimas, extratos (de plantas ou microrganismos), microrganismos e macrorganismos. Esses m\u00e9todos podem ser utilizados tanto para combate de pragas quanto para nutrir a planta\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim, h\u00e1 um conjunto de estudos e pesquisas que v\u00eam sendo realizadas como forma de buscar uma alternativa aos agrot\u00f3xicos quando falamos de controle e combate de pragas. \u00c9 tamb\u00e9m evidenciado pela proibi\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias das subst\u00e2ncias em outros pa\u00edses, que a libera\u00e7\u00e3o em massa do uso de algumas destas subst\u00e2ncias n\u00e3o se faz necess\u00e1ria. O investimento na pesquisa de outros m\u00e9todos (insumos biol\u00f3gicos, por exemplo) pode trazer resultados que permitam uma reestrutura\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o. No entanto, \u00e9 preciso que a pesquisa seja reconhecida como uma forma de mudan\u00e7a na cultura de produ\u00e7\u00e3o de alimentos. <\/span><\/p>","_et_gb_content_width":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-1144","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-https-www-blogs-unicamp-br-salav-textos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.9 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Mortal Kombat - Agrot\u00f3xicos. - Sala V<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/salav\/2022\/05\/24\/agrotoxicos\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Mortal Kombat - Agrot\u00f3xicos. - Sala V\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Mortal Kombat &#8211; Agrot\u00f3xicos. \u00a0 \u00a0 Agrot\u00f3xicos, ou defensivos agr\u00edcolas, s\u00e3o produtos comumente utilizados no combate \u00e0s pragas em planta\u00e7\u00f5es, sendo associados tanto a benef\u00edcios, em termos de produtividade de alimentos, como a riscos \u00e0 sa\u00fade humana e ambiental. 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