{"id":1498,"date":"2022-05-23T18:23:00","date_gmt":"2022-05-23T21:23:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/salav\/?p=1498"},"modified":"2022-06-09T18:29:53","modified_gmt":"2022-06-09T21:29:53","slug":"desfraldar-a-bandeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/salav\/2022\/05\/23\/desfraldar-a-bandeira\/","title":{"rendered":"DESFRALDAR A BANDEIRA"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: justify\"><strong>Pensando sexo, sexualidade e g\u00eanero para al\u00e9m da normatividade<\/strong><\/h1>\n<div class=\"SFQRB\" style=\"text-align: justify\" data-hook=\"post-description\">\n<article class=\"blog-post-page-font\">\n<div class=\"post-content__body\">\n<div class=\"DHTiu\">\n<div class=\"DHTiu\">\n<div class=\"LUaQN qUxWM _3Z+zE\" data-rce-version=\"8.71.11\">\n<div class=\"kvdbP ZUTsX SO4Kx _1O7aH\" dir=\"ltr\" data-id=\"rich-content-viewer\">\n<div class=\"_1hN1O NwZmu _3EPBy\">\n<p id=\"viewer-1ere5\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0 \u00a0 Junho \u00e9 o m\u00eas do orgulho LGBTQIA+ e podemos observar um desabrochar de arco-\u00edris nas redes sociais. Mas o que sabemos sobre a sexualidade humana? E, como educadores, qual \u00e9 nosso lugar frente a essa quest\u00e3o na busca por um mundo mais livre e receptivo \u00e0 diversidade? <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-9t8nl\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _2wn-L OreTe iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-rtl\" style=\"text-align: right\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><em>Gian Carlo Guadagnin e Mariana Bercht Ruy<\/em><\/span><\/p>\n<h2 id=\"viewer-5dbs1\" class=\"_3qMKZ _1j-51 _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>N\u00f3s que aqui estamos<\/strong><\/span><\/h2>\n<p id=\"viewer-3udbi\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Em muitas das s\u00e9ries, filmes e comerciais que vemos por a\u00ed, t\u00eam aparecido cada vez mais personagens de diferentes sexualidades, cuja presen\u00e7a nessas narrativas \u00e9 constantemente questionada por uma parcela do p\u00fablico. Esse questionamento se deve \u00e0 ideia de que essa exposi\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica far\u00e1 com que as pessoas \u201ctornem-se gays\u201d e que em outros tempos n\u00e3o havia tantas pessoas LGBTQIA+ quanto h\u00e1 hoje. No entanto, n\u00e3o \u00e9 de hoje que essas pessoas existem e \u201ctornar-se gay\u201d n\u00e3o \u00e9 l\u00e1 t\u00e3o simples. <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-72mv8\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 A dicotomia entre uma \u201cnormalidade\u201d heterossexual e um desvio a ela, gay, n\u00e3o \u00e9 verdadeira; hoje entendemos a sexualidade humana como um espectro, em que est\u00e3o inclu\u00eddas a heterossexualidade, a homossexualidade masculina, a feminina e tudo aquilo que fica entre esses extremos (motivo pelo qual deixamos de falar em \u201corgulho gay\u201d para abranger toda essa diversidade). <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-9687t\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Atualmente, entendemos a sexualidade como um fen\u00f4meno biopsicossocial [1]. Isso significa dizer que entendemos que nossos comportamentos e prefer\u00eancias naquilo que concerne a intera\u00e7\u00e3o sexual com o outro s\u00e3o determinados por fatores biol\u00f3gicos, psicol\u00f3gicos e sociais. <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-33dqf\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Os fatores biol\u00f3gicos s\u00e3o aqueles relacionados \u00e0 determina\u00e7\u00e3o do nosso sexo biol\u00f3gico (aquele atribu\u00eddo quando nascemos) e ao desenvolvimento e funcionamento do nosso corpo. S\u00e3o comuns a toda a nossa esp\u00e9cie e podem estar ligados \u00e0 gen\u00e9tica, \u00e0 epigen\u00e9tica e aos nossos horm\u00f4nios, entre outras coisas. <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-1domp\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Provavelmente, ao falar de sexo, voc\u00ea j\u00e1 encontrou por a\u00ed a dicotomia \u201cmasculino vs. feminino\u201d, em que o \u201cmasculino\u201d \u00e9 determinado pela presen\u00e7a de cromossomos XY e o \u201cfeminino\u201d \u00e9 determinado pela presen\u00e7a de XX. No entanto, aqui tamb\u00e9m a dicotomia parece n\u00e3o se aplicar. Al\u00e9m de haver outras conforma\u00e7\u00f5es poss\u00edveis de cromossomos (que podem vir a resultar em indiv\u00edduos machos ou f\u00eameas), h\u00e1 tamb\u00e9m os indiv\u00edduos <em>intersexo <\/em>(a letra I em LGBTQIA+), em que caracter\u00edsticas sexuais masculinas e femininas coexistem [2].<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-bs44n\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Os fatores psicol\u00f3gicos e sociais s\u00e3o mais entrela\u00e7ados entre si e dizem respeito \u00e0 forma como o indiv\u00edduo se sente e se entende na sociedade e \u00e0s determina\u00e7\u00f5es sociais que o cercam. Eles passam, entre outras coisas, pela identifica\u00e7\u00e3o de g\u00eanero. <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-64en3\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Por muito tempo, nossa sociedade entendeu que g\u00eanero e sexo biol\u00f3gico eram, se n\u00e3o a mesma coisa, coisas insepar\u00e1veis uma da outra. Hoje, com o avan\u00e7o de \u00e1reas como os estudos de g\u00eanero e a teoria queer (de que trataremos mais adiante), entendemos que g\u00eanero \u00e9 algo socialmente constru\u00eddo e performado pelo indiv\u00edduo que se identifica com ele. Se antes entend\u00edamos g\u00eanero tamb\u00e9m na dicotomia \u201cmasculino vs. feminino\u201d, hoje entendemos que h\u00e1 todo um espectro entre esses dois g\u00eaneros [3]. Entendemos, tamb\u00e9m, que uma pessoa pode n\u00e3o se identificar com o g\u00eanero tipicamente associado ao sexo biol\u00f3gico que lhe foi atribu\u00eddo quando do seu nascimento. Essas s\u00e3o as pessoas <em>transg\u00eanero<\/em>, um dos tr\u00eas Ts (transexual, transg\u00eanero e travesti) representados pelo T em LGBTQIA+. As pessoas que se identificam com o g\u00eanero atribu\u00eddo ao sexo biol\u00f3gico identificado quando do seu nascimento s\u00e3o as pessoas <em>cisg\u00eanero<\/em>. H\u00e1 pessoas que n\u00e3o se identificam nem com o extremo \u201cmasculino\u201d do espectro de g\u00eanero nem com o \u201cfeminino\u201d. S\u00e3o as pessoas n\u00e3o-bin\u00e1rias, cuja performance tende a se dar entre os dois extremos do espectro.<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-dh87\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 O g\u00eanero \u00e9 importante tamb\u00e9m para pensarmos nas pessoas pelas quais nos atra\u00edmos. Quando pensamos que nos atra\u00edmos por homens ou por mulheres, por exemplo, estamos, em geral, pensando na performance de feminilidade ou de masculinidade dessas pessoas; ou seja, em como elas se apresentam para n\u00f3s como homens ou mulheres (pela sua forma de se vestir, se movimentar, falar, por exemplo). <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-b20q5\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 As orienta\u00e7\u00f5es monossexuais s\u00e3o aquelas em que a pessoa se atrai por apenas uma performance de g\u00eanero. Est\u00e3o compreendidas nelas as pessoas heterossexuais, que se atraem unicamente pelo g\u00eanero que difere do seu (mulheres por homens e homens por mulheres) e as pessoas homossexuais. As pessoas homossexuais s\u00e3o aquelas que se atraem apenas por pessoas de mesmo g\u00eanero que aquele com o qual se identificam: homens que se atraem por homens s\u00e3o <em>gays<\/em>, mulheres que se atraem por mulheres s\u00e3o <em>l\u00e9sbicas<\/em>. Em uma das defini\u00e7\u00f5es correntes, as pessoas que se atraem por mais de uma performance de g\u00eanero s\u00e3o denominadas <em>bissexuais<\/em>, enquanto aquelas para quem a performance de g\u00eanero n\u00e3o importa s\u00e3o denominadas <em>pansexuais.<\/em> S\u00e3o duas orienta\u00e7\u00f5es sexuais pr\u00f3ximas e est\u00e3o, ambas, representadas pelo B na sigla. H\u00e1 ainda as pessoas que, independentemente de performance de g\u00eanero, n\u00e3o sentem atra\u00e7\u00e3o sexual. S\u00e3o os <em>assexuais<\/em>. Temos, aqui, al\u00e9m do B, o G, o L e o A da sigla LGBTQIA+. No + est\u00e3o representadas todas as outras m\u00faltiplas possibilidades de autodetermina\u00e7\u00e3o. Quem determina sua sexualidade \u00e9 a pr\u00f3pria pessoa; a autodetermina\u00e7\u00e3o de uma pessoa sempre deve ser respeitada.<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-5rveb\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 O Q da sigla representa as identidades <em>queer<\/em>. <em>Queer<\/em> \u00e9 um termo guarda-chuva que abrange as formas de ser n\u00e3o cis-heteroconformativas, entendendo tanto a sexualidade como o g\u00eanero como aspectos fluidos da vida de uma pessoa. O termo, que era usado de forma pejorativa, foi apropriado e ressignificado nos anos 80, no in\u00edcio da teoria queer, que prop\u00f5e uma desconstru\u00e7\u00e3o da ideia de que haveria uma sexualidade \u201cnatural\u201d, relacionada \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o, e uma rela\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u201cnatural\u201d entre sexo biol\u00f3gico e g\u00eanero. A teoria queer, ao propor que tudo \u00e9 performance e que tudo \u00e9 fluido, prop\u00f5e uma pol\u00edtica n\u00e3o identit\u00e1ria bastante alinhada, por exemplo, com os ideais do feminismo interseccional. [4]<\/span><\/p>\n<div data-hook=\"rcv-block28\"><\/div>\n<div id=\"viewer-1dpl0\" class=\"_2vd5k JP7h-\">\n<div class=\"_3CWa- Dv9jC Dv9jC _3mymk\">\n<div class=\"_2kEVY\" role=\"button\" data-hook=\"imageViewer\">\n<div class=\"_3WJnn _2Ybje\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"OzAYt _3xs9_\" src=\"https:\/\/static.wixstatic.com\/media\/79e10a_411dfd95f94d482580d497fae0c606da~mv2.png\/v1\/fill\/w_740,h_591,al_c,q_95\/79e10a_411dfd95f94d482580d497fae0c606da~mv2.webp\" width=\"2126\" height=\"1699\" data-pin-url=\"https:\/\/salacincoiq.wixsite.com\/salacinco\/post\/desfraldar-a-bandeira\" data-pin-media=\"https:\/\/static.wixstatic.com\/media\/79e10a_411dfd95f94d482580d497fae0c606da~mv2.png\/v1\/fit\/w_1000%2Ch_1000%2Cal_c,enc_auto\/file.png\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h3 id=\"viewer-dpap1\" class=\"_3qMKZ _1j-51 _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>Ensinar liberdade<\/strong><\/span><\/h3>\n<p id=\"viewer-dbk66\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 A escola, que aparece sendo idealmente um espa\u00e7o de desenvolvimento e abertura de horizontes, na verdade raramente o \u00e9 quando falamos de sexualidade. Essa quest\u00e3o fica costumeiramente a encargo do professor de ci\u00eancias, ou de biologia, numa postura que denota o favorecimento dos fatores biol\u00f3gicos da sexualidade, e n\u00e3o foge ao padr\u00e3o de projetar e perpetuar estere\u00f3tipos associados a leituras conservadoras de pesquisas cient\u00edficas, caindo no binarismo e na cis-heteronormatividade. A sexualidade est\u00e1 incorporada \u00e0s aulas sobre reprodu\u00e7\u00e3o comparada que, quando muito, abordam temas que tangenciam a reprodu\u00e7\u00e3o e o ato sexual humano, como as ISTs (infec\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis) [5]. <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-feiia\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 O que temos visto \u00e9 que a implementa\u00e7\u00e3o de um curr\u00edculo que englobe a compreens\u00e3o do indiv\u00edduo e sua sexualidade levando em considera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m fatores sociais, hist\u00f3ricos e psicol\u00f3gicos vem sendo combatida pelos movimentos conservadores, que a consideram \u201cideologia de g\u00eanero\u201d, capaz de moldar a personalidade do sujeito. Ao contr\u00e1rio disso, o que os estudos sobre sexualidade prop\u00f5em \u00e9, justamente, que se encare esse aspecto natural e complexo da vida do ser humano de forma mais aberta, sem procurar submeter as subjetividades a moldes preconcebidos. <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-9hvn5\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Um dos caminhos para superar a vis\u00e3o simplificadora empregada atualmente a respeito da sexualidade \u00e9 implementar pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas que ampliem os espa\u00e7os de discuss\u00e3o e que trabalhem as quest\u00f5es relacionadas a ela de forma transversal entre \u00e1reas do conhecimento, de modo que sejam atrativas e que se mantenham atualizadas e em transforma\u00e7\u00e3o, compreendendo que um curr\u00edculo para a diversidade trabalha o conhecimento como uma quest\u00e3o intermin\u00e1vel e sempre renovada, e n\u00e3o como um conjunto de certezas absolutas e inabal\u00e1veis. <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-a98al\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Ao compreendermos o conhecimento dessa forma, como algo em constante constru\u00e7\u00e3o, podemos tamb\u00e9m alterar nossa rela\u00e7\u00e3o com ele e com os temas que o comp\u00f5em, como a sexualidade. Esse movimento \u2014 de constante aperfei\u00e7oamento dos processos educacionais e das a\u00e7\u00f5es formativas continuadas de base \u2014 \u00e9 dependente de um cuidadoso e sens\u00edvel envolvimento das comunidades e das pessoas que t\u00eam participa\u00e7\u00e3o e impacto no ambiente escolar, de modo a se refletir em todos os aspectos do ensino-aprendizagem.<\/span><\/p>\n<h3 id=\"viewer-1p0d2\" class=\"_3qMKZ _1j-51 _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong><em>Don\u2019t rain on my parade*<\/em><\/strong><\/span><\/h3>\n<p id=\"viewer-42jue\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 A hist\u00f3ria \u00e9 marcada por momentos de maior e menor liberalidade, fruto das tens\u00f5es sociais, pol\u00edticas e religiosas. Este que vivemos hoje, de conquistas pol\u00edticas e sociais, deve muito \u00e0 Revolta de Stonewall, acontecida nos Estados Unidos em 1969 (sobre a qual voc\u00ea pode saber mais <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/gec.proec.ufabc.edu.br\/outros\/1995-stonewall-a-luta-pelo-direito-de-amar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">aqui<\/u><\/a>). Mas, mesmo depois dela e de uma crescente nas mobiliza\u00e7\u00f5es das causas LGBTQIA+, que incluem a ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o p\u00fablico com as famosas paradas gay, foi s\u00f3 em 17 de maio de 1990 que a Assembleia Geral da OMS tirou a homossexualidade (ent\u00e3o \u201chomossexualismo\u201d \u2014 o sufixo \u201c-ismo\u201d foi abandonado por ter sido usado, na \u00e9poca, para designar uma doen\u00e7a) da lista de doen\u00e7as psiqui\u00e1tricas. Na data, comemora-se o dia internacional contra a homofobia. A transexualidade, no entanto, s\u00f3 deixou de ser considerada doen\u00e7a pela mesma institui\u00e7\u00e3o em 2018. Apesar de nunca ter figurado na lista de doen\u00e7as (por ser entendida como uma \u201cquase normalidade\u201d com \u201cdesvios homossexuais\u201d ocasionais), a bissexualidade tamb\u00e9m foi, at\u00e9 recentemente, assim como a homossexualidade e a transexualidade, entendida e tratada como doen\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-3dft3\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Mas apenas n\u00e3o tratar como doen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 suficiente. Estudos observaram que a incid\u00eancia de depress\u00e3o e ansiedade em pessoas bissexuais \u00e9 maior que em pessoas l\u00e9sbicas e gays [6]. Isso se deve principalmente a tr\u00eas fatores: a quantidade e o tipo de experi\u00eancias de discrimina\u00e7\u00e3o sobre a orienta\u00e7\u00e3o sexual que as pessoas bissexuais sofrem, a invisibilidade e apagamento dessas pessoas dentro do conjunto da comunidade e a falta de suporte para a afirma\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo bissexual. Sabemos, pela mir\u00edade de relatos pessoais que vemos ao nosso redor, que as pessoas trans e travestis encontram grande dificuldade de acolhimento mesmo nos espa\u00e7os LGBTQIA+ ou feministas. H\u00e1, inclusive, estudos sobre a dificuldade de acesso dessas pessoas a espa\u00e7os de sa\u00fade, como o pr\u00f3prio SUS [7]. <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-64lkd\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Pensar nisso nos permite perceber que, por mais que tenhamos progredido, mesmo dentro da comunidade LGBTQIA+, al\u00e9m da sociedade como um todo, ainda h\u00e1 muito a ser feito no sentido de criar espa\u00e7os e redes de apoio compreens\u00e3o e aproxima\u00e7\u00e3o, em um ambiente que seja livre, digno e amoroso para todes.<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-56qfh\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>*<\/strong>Em ingl\u00eas a express\u00e3o <em>&#8220;don&#8217;t rain on my parade&#8221;<\/em>, cujo significado literal \u00e9 algo como &#8220;n\u00e3o chova na minha parada&#8221;, significa tamb\u00e9m, de forma figurativa, &#8220;n\u00e3o seja estraga prazeres&#8221;.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<h4 id=\"viewer-69d2u\" class=\"_3qMKZ _1j-51 _1FoOD _3M0Fe aujbK iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><span style=\"font-size: 16.38px\">Refer\u00eancias<\/span><strong>:<\/strong><\/span><\/h4>\n<p id=\"viewer-50q1m\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">[1] DENMAN, C. <u class=\"_3zM-5\">Sexuality: a biopsychosociologial approach<\/u>. Palgrave Macmillan, 2004.<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-isf0\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">[2] GRIFFITHS, D. <em>Shifting syndromes: Sex chromosome variations and intersex classifications.<\/em> <strong>Social Studies of Science<\/strong>, 2018, v. 48, n. 1, p. 3-24. Acesso em 13\/06\/2021. Dispon\u00edvel em: <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/journals.sagepub.com\/doi\/full\/10.1177\/0306312718757081\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/journals.sagepub.com\/doi\/full\/10.1177\/0306312718757081<\/u><\/a>. <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-dp97o\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">[3] [4] GOBER, G. <em>Commentary on Sexing the Body: Gender Politics and the Construction of Sexuality by Anne Fausto-Sterling<\/em>. <strong>Humana.Mente Journal of Philosophical Studies<\/strong>, 2012, v. 22, p. 175\u2013187. Acesso em 14\/06\/2021 em:<br \/>\n<a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/267269173_Commentary_Sexing_the_Body_Gender_Politics_and_the_Construction_of_Sexuality\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/267269173_Commentary_Sexing_the_Body_Gender_Politics_and_the_Construction_of_Sexuality<\/u><\/a><\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-8ijrb\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">BUTLER, J. <u class=\"_3zM-5\">Problemas de g\u00eanero: feminismo e subvers\u00e3o da identidade<\/u>. Trad. Roberto Aguiar. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 2003.<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-2dvm0\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">BUTLER, J. <u class=\"_3zM-5\">Bodies that matter: on the discursive limits of \u201csex\u201d<\/u>. Nova Iorque: Routledge, 2011 [EBOOK].<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-11sm\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">[5] COELHO, L. J., CAMPOS, L. M. L. <em>Diversidade sexual e ensino de ci\u00eancias: buscando sentidos<\/em>. <strong>Ci\u00eancia e Educa\u00e7\u00e3o<\/strong>, Bauru, v. 21, n. 4, p. 893-910. 2015. Acesso em 14\/06\/2021 em: <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/ciedu\/a\/fCSb69yzh8wDm3tWXKYsFkS\/?format=pdf&amp;lang=pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/www.scielo.br\/j\/ciedu\/a\/fCSb69yzh8wDm3tWXKYsFkS\/?format=pdf&amp;lang=pt<\/u><\/a> <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-bl403\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">LOURO, G. L. <em>Teoria queer: uma pol\u00edtica p\u00f3s-identit\u00e1ria para a educa\u00e7\u00e3o.<\/em> <strong>Revista Estudos Feministas<\/strong> [online]. 2001, v. 9, n. 2 , p. 541-553. Acesso em 14\/06\/2021 em: <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1590\/S0104-026X2001000200012\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/doi.org\/10.1590\/S0104-026X2001000200012<\/u><\/a> <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-6bavh\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">[6] ROSS, L. E., SALWAY, T., et al. <em>Prevalence of Depression and Anxiety Among Bisexual People Compared to Gay, Lesbian, and Heterosexual Individuals:A Systematic Review and Meta-Analysis.<\/em> <strong>The Journal of Sex Research. <\/strong>2018. Acesso em 14\/06\/2021 em: <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/full\/10.1080\/00224499.2017.1387755\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/full\/10.1080\/00224499.2017.1387755<\/u><\/a> <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-1pqto\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">[7] ROCON, P.C, RODRIGUEZ, A. et al. <em>Dificuldades vividas por pessoas trans no acesso ao Sistema \u00danico de Sa\u00fade<\/em>. 2016. Acesso em 14\/06\/2021 em: <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1590\/1413-81232015218.14362015\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/doi.org\/10.1590\/1413-81232015218.14362015<\/u><\/a> <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-9i31n\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">DE CARVALHO PEREIRA, L.; CHAZAN, A. <em>O Acesso das Pessoas Transexuais e Travestis \u00e0 Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria \u00e0 Sa\u00fade: uma revis\u00e3o integrativa.<\/em> <strong>Revista Brasileira de Medicina de Fam\u00edlia e Comunidade<\/strong>. 2019. Acesso em 14\/06\/2021 em: <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.5712\/rbmfc14(41)1795\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/doi.org\/10.5712\/rbmfc14(41)1795<\/u><\/a><\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pensando sexo, sexualidade e g\u00eanero para al\u00e9m da normatividade \u00a0 \u00a0 Junho \u00e9 o m\u00eas do orgulho LGBTQIA+ e podemos observar um desabrochar de arco-\u00edris nas redes sociais. Mas o que sabemos sobre a sexualidade humana? E, como educadores, qual \u00e9 nosso lugar frente a essa quest\u00e3o na busca por um mundo mais livre e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":411,"featured_media":1500,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"<div class=\"ZpV9q\"><div class=\"qL5op OzXyc\" tabindex=\"-1\" data-hook=\"post-title\"><h1 class=\"zn0o0 VwmRm blog-post-title-font blog-post-title-color blog-text-color post-title blog-hover-container-element-color Zk5w2 blog-post-page-title-font\" data-hook=\"post-title\"><strong style=\"font-size: 26px;\">Pensando sexo, sexualidade e g\u00eanero para al\u00e9m da normatividade<\/strong><\/h1><\/div><\/div><div class=\"SFQRB\" data-hook=\"post-description\"><article class=\"blog-post-page-font\"><div class=\"post-content__body\"><div class=\"DHTiu\"><div class=\"DHTiu\"><div class=\"LUaQN qUxWM _3Z+zE\" data-rce-version=\"8.71.11\"><div class=\"kvdbP ZUTsX SO4Kx _1O7aH\" dir=\"ltr\" data-id=\"rich-content-viewer\"><div class=\"_1hN1O NwZmu _3EPBy\"><div data-hook=\"rcv-block1\">\u00a0<\/div><div id=\"viewer-9ki15\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _3M0Fe aujbK iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0<\/span><\/div><div data-hook=\"rcv-block2\">\u00a0<\/div><p id=\"viewer-1ere5\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">Junho \u00e9 o m\u00eas do orgulho LGBTQIA+ e podemos observar um desabrochar de arco-\u00edris nas redes sociais. Mas o que sabemos sobre a sexualidade humana? E, como educadores, qual \u00e9 nosso lugar frente a essa quest\u00e3o na busca por um mundo mais livre e receptivo \u00e0 diversidade? <\/span><\/p><div data-hook=\"rcv-block3\">\u00a0<\/div><div id=\"viewer-7e3fa\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0<\/span><\/div><div data-hook=\"rcv-block4\">\u00a0<\/div><p id=\"viewer-9t8nl\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _2wn-L OreTe iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-rtl\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><em>Texto de Gian Carlo Guadagnin e Mariana Bercht Ruy, em 16\/06\/2021.<\/em><\/span><\/p><div data-hook=\"rcv-block5\">\u00a0<\/div><div id=\"viewer-bqudg\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _3M0Fe aujbK iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0<\/span><\/div><div data-hook=\"rcv-block6\">\u00a0<\/div><h3 id=\"viewer-5dbs1\" class=\"_3qMKZ _1j-51 _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>N\u00f3s que aqui estamos<\/strong><\/span><\/h3><div data-hook=\"rcv-block7\">\u00a0<\/div><div id=\"viewer-2rtss\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0<\/span><\/div><div data-hook=\"rcv-block8\">\u00a0<\/div><p id=\"viewer-3udbi\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Em muitas das s\u00e9ries, filmes e comerciais que vemos por a\u00ed, t\u00eam aparecido cada vez mais personagens de diferentes sexualidades, cuja presen\u00e7a nessas narrativas \u00e9 constantemente questionada por uma parcela do p\u00fablico. Esse questionamento se deve \u00e0 ideia de que essa exposi\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica far\u00e1 com que as pessoas \u201ctornem-se gays\u201d e que em outros tempos n\u00e3o havia tantas pessoas LGBTQIA+ quanto h\u00e1 hoje. No entanto, n\u00e3o \u00e9 de hoje que essas pessoas existem e \u201ctornar-se gay\u201d n\u00e3o \u00e9 l\u00e1 t\u00e3o simples. <\/span><\/p><div data-hook=\"rcv-block9\">\u00a0<\/div><div id=\"viewer-33q5j\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0<\/span><\/div><div data-hook=\"rcv-block10\">\u00a0<\/div><p id=\"viewer-72mv8\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> A dicotomia entre uma \u201cnormalidade\u201d heterossexual e um desvio a ela, gay, n\u00e3o \u00e9 verdadeira; hoje entendemos a sexualidade humana como um espectro, em que est\u00e3o inclu\u00eddas a heterossexualidade, a homossexualidade masculina, a feminina e tudo aquilo que fica entre esses extremos (motivo pelo qual deixamos de falar em \u201corgulho gay\u201d para abranger toda essa diversidade). <\/span><\/p><div data-hook=\"rcv-block11\">\u00a0<\/div><div id=\"viewer-9fef7\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0<\/span><\/div><div data-hook=\"rcv-block12\">\u00a0<\/div><p id=\"viewer-9687t\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Atualmente, entendemos a sexualidade como um fen\u00f4meno biopsicossocial [1]. Isso significa dizer que entendemos que nossos comportamentos e prefer\u00eancias naquilo que concerne a intera\u00e7\u00e3o sexual com o outro s\u00e3o determinados por fatores biol\u00f3gicos, psicol\u00f3gicos e sociais. <\/span><\/p><div data-hook=\"rcv-block13\">\u00a0<\/div><div id=\"viewer-9m3je\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0<\/span><\/div><div data-hook=\"rcv-block14\">\u00a0<\/div><p id=\"viewer-33dqf\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Os fatores biol\u00f3gicos s\u00e3o aqueles relacionados \u00e0 determina\u00e7\u00e3o do nosso sexo biol\u00f3gico (aquele atribu\u00eddo quando nascemos) e ao desenvolvimento e funcionamento do nosso corpo. S\u00e3o comuns a toda a nossa esp\u00e9cie e podem estar ligados \u00e0 gen\u00e9tica, \u00e0 epigen\u00e9tica e aos nossos horm\u00f4nios, entre outras coisas. <\/span><\/p><div data-hook=\"rcv-block15\">\u00a0<\/div><div id=\"viewer-cv3e7\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0<\/span><\/div><div data-hook=\"rcv-block16\">\u00a0<\/div><p id=\"viewer-1domp\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Provavelmente, ao falar de sexo, voc\u00ea j\u00e1 encontrou por a\u00ed a dicotomia \u201cmasculino vs. feminino\u201d, em que o \u201cmasculino\u201d \u00e9 determinado pela presen\u00e7a de cromossomos XY e o \u201cfeminino\u201d \u00e9 determinado pela presen\u00e7a de XX. No entanto, aqui tamb\u00e9m a dicotomia parece n\u00e3o se aplicar. Al\u00e9m de haver outras conforma\u00e7\u00f5es poss\u00edveis de cromossomos (que podem vir a resultar em indiv\u00edduos machos ou f\u00eameas), h\u00e1 tamb\u00e9m os indiv\u00edduos <em>intersexo <\/em>(a letra I em LGBTQIA+), em que caracter\u00edsticas sexuais masculinas e femininas coexistem [2].<\/span><\/p><div data-hook=\"rcv-block17\">\u00a0<\/div><div id=\"viewer-fbctp\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0<\/span><\/div><div data-hook=\"rcv-block18\">\u00a0<\/div><p id=\"viewer-bs44n\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Os fatores psicol\u00f3gicos e sociais s\u00e3o mais entrela\u00e7ados entre si e dizem respeito \u00e0 forma como o indiv\u00edduo se sente e se entende na sociedade e \u00e0s determina\u00e7\u00f5es sociais que o cercam. Eles passam, entre outras coisas, pela identifica\u00e7\u00e3o de g\u00eanero. <\/span><\/p><div data-hook=\"rcv-block19\">\u00a0<\/div><div id=\"viewer-anh6v\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0<\/span><\/div><div data-hook=\"rcv-block20\">\u00a0<\/div><p id=\"viewer-64en3\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Por muito tempo, nossa sociedade entendeu que g\u00eanero e sexo biol\u00f3gico eram, se n\u00e3o a mesma coisa, coisas insepar\u00e1veis uma da outra. Hoje, com o avan\u00e7o de \u00e1reas como os estudos de g\u00eanero e a teoria queer (de que trataremos mais adiante), entendemos que g\u00eanero \u00e9 algo socialmente constru\u00eddo e performado pelo indiv\u00edduo que se identifica com ele. Se antes entend\u00edamos g\u00eanero tamb\u00e9m na dicotomia \u201cmasculino vs. feminino\u201d, hoje entendemos que h\u00e1 todo um espectro entre esses dois g\u00eaneros [3]. Entendemos, tamb\u00e9m, que uma pessoa pode n\u00e3o se identificar com o g\u00eanero tipicamente associado ao sexo biol\u00f3gico que lhe foi atribu\u00eddo quando do seu nascimento. Essas s\u00e3o as pessoas <em>transg\u00eanero<\/em>, um dos tr\u00eas Ts (transexual, transg\u00eanero e travesti) representados pelo T em LGBTQIA+. As pessoas que se identificam com o g\u00eanero atribu\u00eddo ao sexo biol\u00f3gico identificado quando do seu nascimento s\u00e3o as pessoas <em>cisg\u00eanero<\/em>. H\u00e1 pessoas que n\u00e3o se identificam nem com o extremo \u201cmasculino\u201d do espectro de g\u00eanero nem com o \u201cfeminino\u201d. S\u00e3o as pessoas n\u00e3o-bin\u00e1rias, cuja performance tende a se dar entre os dois extremos do espectro.<\/span><\/p><div data-hook=\"rcv-block21\">\u00a0<\/div><div id=\"viewer-h8g8\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0<\/span><\/div><div data-hook=\"rcv-block22\">\u00a0<\/div><p id=\"viewer-dh87\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> O g\u00eanero \u00e9 importante tamb\u00e9m para pensarmos nas pessoas pelas quais nos atra\u00edmos. Quando pensamos que nos atra\u00edmos por homens ou por mulheres, por exemplo, estamos, em geral, pensando na performance de feminilidade ou de masculinidade dessas pessoas; ou seja, em como elas se apresentam para n\u00f3s como homens ou mulheres (pela sua forma de se vestir, se movimentar, falar, por exemplo). <\/span><\/p><div data-hook=\"rcv-block23\">\u00a0<\/div><div id=\"viewer-5pgdl\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0<\/span><\/div><div data-hook=\"rcv-block24\">\u00a0<\/div><p id=\"viewer-b20q5\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> As orienta\u00e7\u00f5es monossexuais s\u00e3o aquelas em que a pessoa se atrai por apenas uma performance de g\u00eanero. Est\u00e3o compreendidas nelas as pessoas heterossexuais, que se atraem unicamente pelo g\u00eanero que difere do seu (mulheres por homens e homens por mulheres) e as pessoas homossexuais. As pessoas homossexuais s\u00e3o aquelas que se atraem apenas por pessoas de mesmo g\u00eanero que aquele com o qual se identificam: homens que se atraem por homens s\u00e3o <em>gays<\/em>, mulheres que se atraem por mulheres s\u00e3o <em>l\u00e9sbicas<\/em>. Em uma das defini\u00e7\u00f5es correntes, as pessoas que se atraem por mais de uma performance de g\u00eanero s\u00e3o denominadas <em>bissexuais<\/em>, enquanto aquelas para quem a performance de g\u00eanero n\u00e3o importa s\u00e3o denominadas <em>pansexuais.<\/em> S\u00e3o duas orienta\u00e7\u00f5es sexuais pr\u00f3ximas e est\u00e3o, ambas, representadas pelo B na sigla. H\u00e1 ainda as pessoas que, independentemente de performance de g\u00eanero, n\u00e3o sentem atra\u00e7\u00e3o sexual. S\u00e3o os <em>assexuais<\/em>. Temos, aqui, al\u00e9m do B, o G, o L e o A da sigla LGBTQIA+. No + est\u00e3o representadas todas as outras m\u00faltiplas possibilidades de autodetermina\u00e7\u00e3o. Quem determina sua sexualidade \u00e9 a pr\u00f3pria pessoa; a autodetermina\u00e7\u00e3o de uma pessoa sempre deve ser respeitada.<\/span><\/p><div data-hook=\"rcv-block25\">\u00a0<\/div><div id=\"viewer-3ptke\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0<\/span><\/div><div data-hook=\"rcv-block26\">\u00a0<\/div><p id=\"viewer-5rveb\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> O Q da sigla representa as identidades <em>queer<\/em>. <em>Queer<\/em> \u00e9 um termo guarda-chuva que abrange as formas de ser n\u00e3o cis-heteroconformativas, entendendo tanto a sexualidade como o g\u00eanero como aspectos fluidos da vida de uma pessoa. O termo, que era usado de forma pejorativa, foi apropriado e ressignificado nos anos 80, no in\u00edcio da teoria queer, que prop\u00f5e uma desconstru\u00e7\u00e3o da ideia de que haveria uma sexualidade \u201cnatural\u201d, relacionada \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o, e uma rela\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u201cnatural\u201d entre sexo biol\u00f3gico e g\u00eanero. A teoria queer, ao propor que tudo \u00e9 performance e que tudo \u00e9 fluido, prop\u00f5e uma pol\u00edtica n\u00e3o identit\u00e1ria bastante alinhada, por exemplo, com os ideais do feminismo interseccional. [4]<\/span><\/p><div data-hook=\"rcv-block27\">\u00a0<\/div><div id=\"viewer-7iobu\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _3M0Fe aujbK iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0<\/span><\/div><div data-hook=\"rcv-block28\">\u00a0<\/div><div id=\"viewer-1dpl0\" class=\"_2vd5k JP7h-\"><div class=\"_3CWa- Dv9jC Dv9jC _3mymk\"><div class=\"_2kEVY\" tabindex=\"0\" role=\"button\" data-hook=\"imageViewer\"><div class=\"_3WJnn _2Ybje\"><img class=\"OzAYt _3xs9_\" src=\"https:\/\/static.wixstatic.com\/media\/79e10a_411dfd95f94d482580d497fae0c606da~mv2.png\/v1\/fill\/w_740,h_591,al_c,q_95\/79e10a_411dfd95f94d482580d497fae0c606da~mv2.webp\" width=\"2126\" height=\"1699\" data-pin-url=\"https:\/\/salacincoiq.wixsite.com\/salacinco\/post\/desfraldar-a-bandeira\" data-pin-media=\"https:\/\/static.wixstatic.com\/media\/79e10a_411dfd95f94d482580d497fae0c606da~mv2.png\/v1\/fit\/w_1000%2Ch_1000%2Cal_c,enc_auto\/file.png\" \/><\/div><div class=\"\">\u00a0<\/div><div class=\"\">\u00a0<\/div><\/div><\/div><\/div><div data-hook=\"rcv-block29\">\u00a0<\/div><div id=\"viewer-f9hif\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _3M0Fe aujbK iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0<\/span><\/div><div data-hook=\"rcv-block30\">\u00a0<\/div><h3 id=\"viewer-dpap1\" class=\"_3qMKZ _1j-51 _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>Ensinar liberdade<\/strong><\/span><\/h3><div data-hook=\"rcv-block31\">\u00a0<\/div><div id=\"viewer-22hu\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0<\/span><\/div><div data-hook=\"rcv-block32\">\u00a0<\/div><p id=\"viewer-dbk66\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> A escola, que aparece sendo idealmente um espa\u00e7o de desenvolvimento e abertura de horizontes, na verdade raramente o \u00e9 quando falamos de sexualidade. Essa quest\u00e3o fica costumeiramente a encargo do professor de ci\u00eancias, ou de biologia, numa postura que denota o favorecimento dos fatores biol\u00f3gicos da sexualidade, e n\u00e3o foge ao padr\u00e3o de projetar e perpetuar estere\u00f3tipos associados a leituras conservadoras de pesquisas cient\u00edficas, caindo no binarismo e na cis-heteronormatividade. A sexualidade est\u00e1 incorporada \u00e0s aulas sobre reprodu\u00e7\u00e3o comparada que, quando muito, abordam temas que tangenciam a reprodu\u00e7\u00e3o e o ato sexual humano, como as ISTs (infec\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis) [5]. <\/span><\/p><div data-hook=\"rcv-block33\">\u00a0<\/div><div id=\"viewer-c1u3n\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0<\/span><\/div><div data-hook=\"rcv-block34\">\u00a0<\/div><p id=\"viewer-feiia\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> O que temos visto \u00e9 que a implementa\u00e7\u00e3o de um curr\u00edculo que englobe a compreens\u00e3o do indiv\u00edduo e sua sexualidade levando em considera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m fatores sociais, hist\u00f3ricos e psicol\u00f3gicos vem sendo combatida pelos movimentos conservadores, que a consideram \u201cideologia de g\u00eanero\u201d, capaz de moldar a personalidade do sujeito. Ao contr\u00e1rio disso, o que os estudos sobre sexualidade prop\u00f5em \u00e9, justamente, que se encare esse aspecto natural e complexo da vida do ser humano de forma mais aberta, sem procurar submeter as subjetividades a moldes preconcebidos. <\/span><\/p><div data-hook=\"rcv-block35\">\u00a0<\/div><div id=\"viewer-63n9g\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0<\/span><\/div><div data-hook=\"rcv-block36\">\u00a0<\/div><p id=\"viewer-9hvn5\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Um dos caminhos para superar a vis\u00e3o simplificadora empregada atualmente a respeito da sexualidade \u00e9 implementar pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas que ampliem os espa\u00e7os de discuss\u00e3o e que trabalhem as quest\u00f5es relacionadas a ela de forma transversal entre \u00e1reas do conhecimento, de modo que sejam atrativas e que se mantenham atualizadas e em transforma\u00e7\u00e3o, compreendendo que um curr\u00edculo para a diversidade trabalha o conhecimento como uma quest\u00e3o intermin\u00e1vel e sempre renovada, e n\u00e3o como um conjunto de certezas absolutas e inabal\u00e1veis. <\/span><\/p><div data-hook=\"rcv-block37\">\u00a0<\/div><div id=\"viewer-5se39\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0<\/span><\/div><div data-hook=\"rcv-block38\">\u00a0<\/div><p id=\"viewer-a98al\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Ao compreendermos o conhecimento dessa forma, como algo em constante constru\u00e7\u00e3o, podemos tamb\u00e9m alterar nossa rela\u00e7\u00e3o com ele e com os temas que o comp\u00f5em, como a sexualidade. Esse movimento \u2014 de constante aperfei\u00e7oamento dos processos educacionais e das a\u00e7\u00f5es formativas continuadas de base \u2014 \u00e9 dependente de um cuidadoso e sens\u00edvel envolvimento das comunidades e das pessoas que t\u00eam participa\u00e7\u00e3o e impacto no ambiente escolar, de modo a se refletir em todos os aspectos do ensino-aprendizagem.<\/span><\/p><div data-hook=\"rcv-block39\">\u00a0<\/div><div id=\"viewer-7e8m2\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _3M0Fe aujbK iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0<\/span><\/div><div data-hook=\"rcv-block40\">\u00a0<\/div><h3 id=\"viewer-1p0d2\" class=\"_3qMKZ _1j-51 _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong><em>Don\u2019t rain on my parade*<\/em><\/strong><\/span><\/h3><div data-hook=\"rcv-block41\">\u00a0<\/div><div id=\"viewer-adgvj\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0<\/span><\/div><div data-hook=\"rcv-block42\">\u00a0<\/div><p id=\"viewer-42jue\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> A hist\u00f3ria \u00e9 marcada por momentos de maior e menor liberalidade, fruto das tens\u00f5es sociais, pol\u00edticas e religiosas. Este que vivemos hoje, de conquistas pol\u00edticas e sociais, deve muito \u00e0 Revolta de Stonewall, acontecida nos Estados Unidos em 1969 (sobre a qual voc\u00ea pode saber mais <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/gec.proec.ufabc.edu.br\/outros\/1995-stonewall-a-luta-pelo-direito-de-amar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">aqui<\/u><\/a>). Mas, mesmo depois dela e de uma crescente nas mobiliza\u00e7\u00f5es das causas LGBTQIA+, que incluem a ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o p\u00fablico com as famosas paradas gay, foi s\u00f3 em 17 de maio de 1990 que a Assembleia Geral da OMS tirou a homossexualidade (ent\u00e3o \u201chomossexualismo\u201d \u2014 o sufixo \u201c-ismo\u201d foi abandonado por ter sido usado, na \u00e9poca, para designar uma doen\u00e7a) da lista de doen\u00e7as psiqui\u00e1tricas. Na data, comemora-se o dia internacional contra a homofobia. A transexualidade, no entanto, s\u00f3 deixou de ser considerada doen\u00e7a pela mesma institui\u00e7\u00e3o em 2018. Apesar de nunca ter figurado na lista de doen\u00e7as (por ser entendida como uma \u201cquase normalidade\u201d com \u201cdesvios homossexuais\u201d ocasionais), a bissexualidade tamb\u00e9m foi, at\u00e9 recentemente, assim como a homossexualidade e a transexualidade, entendida e tratada como doen\u00e7a.<\/span><\/p><div data-hook=\"rcv-block43\">\u00a0<\/div><div id=\"viewer-4c0pn\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0<\/span><\/div><div data-hook=\"rcv-block44\">\u00a0<\/div><p id=\"viewer-3dft3\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Mas apenas n\u00e3o tratar como doen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 suficiente. Estudos observaram que a incid\u00eancia de depress\u00e3o e ansiedade em pessoas bissexuais \u00e9 maior que em pessoas l\u00e9sbicas e gays [6]. Isso se deve principalmente a tr\u00eas fatores: a quantidade e o tipo de experi\u00eancias de discrimina\u00e7\u00e3o sobre a orienta\u00e7\u00e3o sexual que as pessoas bissexuais sofrem, a invisibilidade e apagamento dessas pessoas dentro do conjunto da comunidade e a falta de suporte para a afirma\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo bissexual. Sabemos, pela mir\u00edade de relatos pessoais que vemos ao nosso redor, que as pessoas trans e travestis encontram grande dificuldade de acolhimento mesmo nos espa\u00e7os LGBTQIA+ ou feministas. H\u00e1, inclusive, estudos sobre a dificuldade de acesso dessas pessoas a espa\u00e7os de sa\u00fade, como o pr\u00f3prio SUS [7]. <\/span><\/p><div data-hook=\"rcv-block45\">\u00a0<\/div><div id=\"viewer-3s8ob\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0<\/span><\/div><div data-hook=\"rcv-block46\">\u00a0<\/div><p id=\"viewer-64lkd\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Pensar nisso nos permite perceber que, por mais que tenhamos progredido, mesmo dentro da comunidade LGBTQIA+, al\u00e9m da sociedade como um todo, ainda h\u00e1 muito a ser feito no sentido de criar espa\u00e7os e redes de apoio compreens\u00e3o e aproxima\u00e7\u00e3o, em um ambiente que seja livre, digno e amoroso para todes.<\/span><\/p><div data-hook=\"rcv-block47\">\u00a0<\/div><div id=\"viewer-e1q7j\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _3M0Fe aujbK iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0<\/span><\/div><div data-hook=\"rcv-block48\">\u00a0<\/div><p id=\"viewer-56qfh\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>*<\/strong>Em ingl\u00eas a express\u00e3o <em>\"don't rain on my parade\"<\/em>, cujo significado literal \u00e9 algo como \"n\u00e3o chova na minha parada\", significa tamb\u00e9m, de forma figurativa, \"n\u00e3o seja estraga prazeres\".<\/span><\/p><div data-hook=\"rcv-block49\">\u00a0<\/div><div id=\"viewer-6pqn8\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\">\u00a0<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><\/article><\/div>","_et_gb_content_width":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-1498","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-https-www-blogs-unicamp-br-salav-textos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>DESFRALDAR A BANDEIRA - Sala V<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/salav\/2022\/05\/23\/desfraldar-a-bandeira\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"DESFRALDAR A BANDEIRA - Sala V\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Pensando sexo, sexualidade e g\u00eanero para al\u00e9m da normatividade \u00a0 \u00a0 Junho \u00e9 o m\u00eas do orgulho LGBTQIA+ e podemos observar um desabrochar de arco-\u00edris nas redes sociais. 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