{"id":1520,"date":"2022-05-23T19:04:00","date_gmt":"2022-05-23T22:04:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/salav\/?p=1520"},"modified":"2022-06-13T19:07:15","modified_gmt":"2022-06-13T22:07:15","slug":"danca-dos-aminoacidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/salav\/2022\/05\/23\/danca-dos-aminoacidos\/","title":{"rendered":"DAN\u00c7A DOS AMINO\u00c1CIDOS"},"content":{"rendered":"<h1><strong style=\"font-size: 26px\">Muta\u00e7\u00f5es virais \u2013 parte 2<\/strong><\/h1>\n<div class=\"SFQRB\" data-hook=\"post-description\">\n<article class=\"blog-post-page-font\">\n<div class=\"post-content__body\">\n<div class=\"DHTiu\">\n<div class=\"DHTiu\">\n<div class=\"LUaQN qUxWM _3Z+zE\" data-rce-version=\"8.71.11\">\n<div class=\"kvdbP ZUTsX SO4Kx _1O7aH\" dir=\"ltr\" data-id=\"rich-content-viewer\">\n<div class=\"_1hN1O NwZmu _3EPBy\">\n<p id=\"viewer-5karp\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0 \u00a0 Voc\u00ea deve estar lendo, ouvindo ou assistindo diferentes not\u00edcias sobre as variantes do coronav\u00edrus, e, tamb\u00e9m, sobre novos riscos que elas podem gerar, certo? No texto anterior (que voc\u00ea pode ler clicando <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/salav\/2022\/05\/23\/replica-me-se-for-capaz\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">aqui<\/u><\/a>) falamos um pouco da din\u00e2mica viral e agora vamos falar de outros detalhes dessa coisa toda.<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-9lvv5\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _2wn-L OreTe iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-rtl\" style=\"text-align: right\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><em>Gildo Girotto J\u00fanior<\/em><\/span><\/p>\n<h2 id=\"viewer-4efpk\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>O que j\u00e1 sabemos<\/strong><\/span><\/h2>\n<p id=\"viewer-5mfgt\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Os v\u00edrus est\u00e3o sujeitos aos mesmos mecanismos evolutivos que todos os seres vivos, inclusive n\u00f3s, humanos. Essas muta\u00e7\u00f5es podem, por meio de modifica\u00e7\u00f5es estruturais e qu\u00edmicas, alterar a forma como eles infectam as c\u00e9lulas. Algumas dessas altera\u00e7\u00f5es t\u00eam grande impacto na forma como os v\u00edrus se disseminam na popula\u00e7\u00e3o humana e como nosso organismo interage e reage na presen\u00e7a de v\u00edrus [1]. Neste texto, vamos falar sobre como algumas altera\u00e7\u00f5es j\u00e1 identificadas promovem a maior intera\u00e7\u00e3o do coronav\u00edrus com nossas c\u00e9lulas.<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-efhkn\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Sabemos que as muta\u00e7\u00f5es dependem de mecanismos de altera\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica por meio dos quais sequ\u00eancias de genes distintas daquelas do v\u00edrus de refer\u00eancia s\u00e3o disseminadas na popula\u00e7\u00e3o dos parasitas, podendo levar a novas variantes [2]. Isso ocorre com o processo de c\u00f3pia do material gen\u00e9tico, RNA ou DNA, e torna a evolu\u00e7\u00e3o poss\u00edvel. S\u00e3o essas muta\u00e7\u00f5es no material gen\u00e9tico que ir\u00e3o, eventualmente, desencadear altera\u00e7\u00f5es nas estruturas e composi\u00e7\u00e3o do v\u00edrus. Isso porque nem toda altera\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica desencadeia uma altera\u00e7\u00e3o estrutural ou melhora na adapta\u00e7\u00e3o: se n\u00e3o forem interessantes para a sobreviv\u00eancia dele, acabam por desaparecer da popula\u00e7\u00e3o; se auxiliarem o parasita nas adapta\u00e7\u00f5es ao ambiente e a sua esp\u00e9cie hospedeira s\u00e3o disseminadas em novas c\u00f3pias. Podemos ressaltar tamb\u00e9m que a sele\u00e7\u00e3o natural e a jun\u00e7\u00e3o de processos que levam a varia\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas s\u00e3o os principais respons\u00e1veis por definir se uma muta\u00e7\u00e3o ocorrer\u00e1 e se permanecer\u00e1 naquela popula\u00e7\u00e3o [3].<\/span><\/p>\n<h3 id=\"viewer-50p6g\" class=\"_3qMKZ _1j-51 _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>Um baile a dois: o sistema chave e fechadura<\/strong><\/span><\/h3>\n<p id=\"viewer-c17ou\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Na capa proteica do coronav\u00edrus h\u00e1 uma prote\u00edna denominada <em>Spike <\/em>(<em>Spike<\/em> \u00e9 uma palavra do ingl\u00eas que significa espinho) ou, simplesmente, S. Essa prote\u00edna interage com as nossas c\u00e9lulas abrindo caminho para que o material gen\u00e9tico do v\u00edrus consiga penetrar. Precisamos, portanto, entender porque a mudan\u00e7a nessa prote\u00edna ocorreria e como identific\u00e1-la, bioquimicamente falando. <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-4ilvn\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Observemos ent\u00e3o o caso das variantes do coronav\u00edrus, falando especificamente da intera\u00e7\u00e3o da prote\u00edna S com o receptor celular, denominado ACE2. Podemos pensar que quanto maior a atra\u00e7\u00e3o entre prote\u00edna e receptor, mais f\u00e1cil ser\u00e1 do v\u00edrus nos contagiar, despejando seu material gen\u00e9tico em nossas c\u00e9lulas.<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-8148d\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 A conex\u00e3o entre a prote\u00edna S e a prote\u00edna ACE2 da c\u00e9lula pode ser associada \u00e0 conhecida analogia chave e fechadura que ocorre entre enzimas e substratos, uma vez que o processo de intera\u00e7\u00e3o qu\u00edmica \u00e9 semelhante [4]. \u00c9 como se partes da prote\u00edna fossem chaves que se encaixam bem nas fechaduras da prote\u00edna de nossas c\u00e9lulas. Mas, no caso de muta\u00e7\u00f5es, esses encaixes podem ser melhorados se as intera\u00e7\u00f5es entre as mol\u00e9culas de S e do receptor ACE2 se tornarem mais fortes. Vamos considerar este ponto para an\u00e1lise.<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-c5eu7\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 As prote\u00ednas s\u00e3o formadas pela uni\u00e3o de um conjunto de mol\u00e9culas que podem se repetir diversas vezes. \u00c9 como se peg\u00e1ssemos 22 pe\u00e7as diferentes, dispon\u00edveis quase que infinitamente no ambiente, e as combin\u00e1ssemos de modo a montar uma grande cadeia. Essas pe\u00e7as s\u00e3o as mol\u00e9culas de amino\u00e1cidos. Por diferentes raz\u00f5es, desde fatores como a temperatura, acidez e ainda fatores que n\u00e3o est\u00e3o muito bem elucidados, essas combina\u00e7\u00f5es podem variar. O que reconhecemos nos estudos \u00e9 a possibilidade de elimina\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas ou substitui\u00e7\u00e3o de alguns amino\u00e1cidos por outros. Essas mudan\u00e7as geram prote\u00ednas diferentes, sendo uma das raz\u00f5es para termos as variantes virais.<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-frudl\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Assim, como a prote\u00edna S atrai e \u00e9 atra\u00edda por nosso receptor ACE2 para uma determinada composi\u00e7\u00e3o a intera\u00e7\u00e3o pode aumentar por conta da pr\u00f3pria natureza das mol\u00e9culas e tamb\u00e9m devido \u00e0s posi\u00e7\u00f5es e estruturas dos novos amino\u00e1cidos, que podem se ajustar mais adequadamente estabelecendo um contato mais intenso com o receptor. Quanto maior essa intera\u00e7\u00e3o, maior a quantidade de v\u00edrus que consegue efetivamente depositar seu RNA e, como apontam alguns estudos [5][6], o maior n\u00famero de v\u00edrus que efetivamente entram em nossas c\u00e9lulas pode ser respons\u00e1vel pelo agravamento da doen\u00e7a, pois mais c\u00e9lulas ser\u00e3o comprometidas e mais \u00f3rg\u00e3os poder\u00e3o ser afetados.<\/span><\/p>\n<h3 id=\"viewer-8p9c5\" class=\"_3qMKZ _1j-51 _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>A m\u00fasica est\u00e1 mudando<\/strong><\/span><\/h3>\n<p id=\"viewer-1occ7\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Em janeiro de 2021, pesquisadores da faculdade de medicina de Ribeir\u00e3o Preto (FMRP), por meio de um conjunto de an\u00e1lises e simula\u00e7\u00f5es computacionais, pesquisaram especificamente como a mudan\u00e7a de um dos amino\u00e1cidos da prote\u00edna S poderia explicar a maior taxa de cont\u00e1gio da muta\u00e7\u00e3o viral identificada em setembro de 2020 e conhecida como variante Alfa [7]. O que se sabia por meio de estudos anteriores \u00e9 que entre o v\u00edrus original de refer\u00eancia, identificado em 2019, e essa muta\u00e7\u00e3o havia uma troca de um amino\u00e1cido identificada por N501Y. Mas o que isso significa?<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-8boa7\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Essas letras e n\u00fameros identificam de qual amino\u00e1cido estamos falando e a posi\u00e7\u00e3o em que ele se encontra na estrutura da prote\u00edna. O N se refere a um amino\u00e1cido chamado asparagina, o n\u00famero, 501, indica sua posi\u00e7\u00e3o e o Y se refere a um amino\u00e1cido chamado tirosina, que substituir\u00e1 o primeiro. Dessa forma, N501Y significa a troca de uma asparagina por uma tirosina na posi\u00e7\u00e3o 501[8]. Essa troca de mol\u00e9culas gera uma intera\u00e7\u00e3o mais forte junto ao receptor de nossas c\u00e9lulas. A figura 1 busca representar as intera\u00e7\u00f5es antes e depois da mudan\u00e7a dos amino\u00e1cidos.<\/span><\/p>\n<div id=\"viewer-5ori2\" class=\"_2vd5k JP7h-\" style=\"text-align: justify\">\n<div class=\"_3CWa- Dv9jC Dv9jC _28A1_ _9Rxbb _9Rxbb\">\n<div class=\"_2kEVY\" role=\"button\" data-hook=\"imageViewer\">\n<div class=\"_3WJnn _2Ybje\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"OzAYt _3xs9_ aligncenter\" src=\"https:\/\/static.wixstatic.com\/media\/79e10a_eb40b433da97420e8dbc58ee80aeba28~mv2.png\/v1\/fill\/w_938,h_953,al_c,q_95\/79e10a_eb40b433da97420e8dbc58ee80aeba28~mv2.webp\" width=\"938\" height=\"953\" data-pin-url=\"https:\/\/salacincoiq.wixsite.com\/salacinco\/post\/dan\u00e7a-dos-amino\u00e1cidos\" data-pin-media=\"https:\/\/static.wixstatic.com\/media\/79e10a_eb40b433da97420e8dbc58ee80aeba28~mv2.png\/v1\/fit\/w_938%2Ch_953%2Cal_c,enc_auto\/file.png\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p id=\"viewer-4gglc\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _1oG79 ykIOg iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: center\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>Figura 1:<\/strong> Altera\u00e7\u00e3o na estrutura qu\u00edmica de amino\u00e1cidos do Sars-Cov-2<br \/>\n<\/span><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">Gian Carlo Guadagnin\/Sala Cinco<br \/>\n<\/span><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">Fonte: Universidade de S\u00e3o Paulo [7]<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-emc0r\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Outras variantes tamb\u00e9m j\u00e1 tiveram as intera\u00e7\u00f5es entre a prote\u00edna e o receptor identificadas. Por exemplo, a variante Delta apresenta mudan\u00e7as nos nos amino\u00e1cidos L452R e T478K. J\u00e1 sabemos o que esses c\u00f3digos significam: na L452R a primeira letra determina o amino\u00e1cido leucina (L), que ser\u00e1 substitu\u00eddo na posi\u00e7\u00e3o 452 pelo amino\u00e1cido arginina (R); no caso da T478K temos, de forma semelhante, a substitui\u00e7\u00e3o de uma treonina (T), na posi\u00e7\u00e3o 478 por uma lisina (K), o que faz com que o v\u00edrus consiga interagir melhor com as c\u00e9lulas. Uma das consequ\u00eancias dessa altera\u00e7\u00e3o \u00e9 a maior transmissibilidade comparada com outras variantes. <\/span><\/p>\n<h3 id=\"viewer-92qoq\" class=\"_3qMKZ _1j-51 _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>Sem errar o passo <\/strong><\/span><\/h3>\n<p id=\"viewer-aoo1c\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Um fator que \u00e9 apontado pela ocorr\u00eancia de muta\u00e7\u00f5es \u00e9 a alta taxa de transmiss\u00e3o do v\u00edrus, uma vez que, quanto mais v\u00edrus circula, maior a quantidade de replica\u00e7\u00f5es e maiores s\u00e3o as chances de altera\u00e7\u00e3o [5][6]. Deste modo, a dificuldade de controle dos casos de contamina\u00e7\u00e3o podem levar a novas adapta\u00e7\u00f5es do v\u00edrus tornando-o mais transmiss\u00edvel. <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-ari2n\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Se ainda existem muitas pessoas que n\u00e3o est\u00e3o imunizadas, o v\u00edrus tem maiores possibilidades de se reproduzir, aumentando as chances de ocorrerem altera\u00e7\u00f5es no material gen\u00e9tico. Assim, com a taxa de vacina\u00e7\u00e3o ainda baixa, temos dois problemas. Primeiro, ainda que as vacinas tenham se mostrado eficientes frente \u00e0s variantes [9], muitas pessoas n\u00e3o est\u00e3o imunizadas e as variantes podem gerar casos mais graves da doen\u00e7a. Segundo, mesmo vacinados ainda podemos transmitir a doen\u00e7a. Logo, algumas medidas, como manter o distanciamento e o uso de m\u00e1scaras, devem continuar por algum tempo.<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-fegbg\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0 \u00a0 Ter consci\u00eancia disso e manter essas medidas nos levar\u00e1 ao enfrentamento mais r\u00e1pido desse cen\u00e1rio de pandemia diminuindo as possibilidades de novos surtos da doen\u00e7a. <\/span><\/p>\n<h4 id=\"viewer-54mj1\" class=\"_3qMKZ _1j-51 _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><b>Refer\u00eancias:<\/b><\/h4>\n<p id=\"viewer-9jniu\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">[1]<strong> The Virus:<\/strong> How do mutations cause viral evolution? YALE School of medicine. Dispon\u00edvel em:<br \/>\n<\/span><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">&lt;<a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/medicine.yale.edu\/coved\/modules\/virus\/evolution\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/medicine.yale.edu\/coved\/modules\/virus\/evolution\/<\/u><\/a>&gt;<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-d0m4j\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">[2] <strong>O que s\u00e3o muta\u00e7\u00f5es, linhagens e cepas<\/strong>. Fiocruz. Dispon\u00edvel em: <\/span><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">&lt;<a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/agencia.fiocruz.br\/o-que-sao-mutacoes-linhagens-cepas-e-variantes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/agencia.fiocruz.br\/o-que-sao-mutacoes-linhagens-cepas-e-variantes<\/u><\/a>&gt;<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-d964g\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">[3] FLEISCHMANN, W. R. <em>Viral genetics<\/em>. In S. Baron (Ed.), <strong>Medical microbiology <\/strong>(4 ed., cap. 43). Galveston, TX: University of Texas Medical Branch at Galveston. Dispon\u00edvel em: <\/span><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">&lt;<a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/books\/NBK8439\/#_A2323_\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/books\/NBK8439\/#_A2323_<\/u><\/a>&gt;<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-9ss3g\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">[4] NISHIOKA, S. de A. <em>Sele\u00e7\u00e3o de um anticorpo de dom\u00ednio \u00fanico e seu potencial para o tratamento e preven\u00e7\u00e3o da COVID-19.<\/em> Una SUS. Dispon\u00edvel em: &lt;<a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.unasus.gov.br\/especial\/covid19\/markdown\/298\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/www.unasus.gov.br\/especial\/covid19\/markdown\/298<\/u><\/a>&gt;<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-9fbta\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _3M0Fe aujbK iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">[5] <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S1201971220322372#\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\">MOHAMMAD, A. <\/a>et al. <em>Higher binding affinity of furin for SARS-CoV-2 spike (S) protein D614G mutant could be associated with higher SARS-CoV-2 infectivity. <\/em><a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/journal\/12019712\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><strong>International Journal of Infectious Diseases<\/strong><\/a>. v<a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/journal\/12019712\/103\/supp\/C\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"> 103<\/a>, February 2021, p. 611-616. Dispon\u00edvel em: <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S1201971220322372#\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">&lt;https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S1201971220322372#&gt;<\/u><\/a> <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-c3co1\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">[6] <strong>Variante Delta: as 5 muta\u00e7\u00f5es que tornam coronav\u00edrus mais contagioso e preocupante.<\/strong> BBC. Dispon\u00edvel em :<br \/>\n<\/span><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">&lt;<a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/geral-57760985#:~:text=Um%20estudo%20liderado%20por%20pesquisadores,pandemia%2C%20no%20fim%20de%202019\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/geral-57760985#:~:text=Um%20estudo%20liderado%20por%20pesquisadores,pandemia%2C%20no%20fim%20de%202019<\/u><\/a>.&gt;<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-e512h\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">[7] <strong>Estudo indica um dos fatores que tornam nova variante do coronav\u00edrus mais contagiosa<\/strong>. USP. Dispon\u00edvel em:<br \/>\n<\/span><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">&lt;<a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/ciencias\/estudo-indica-um-dos-fatores-que-tornam-nova-variante-do-coronavirus-mais-contagiosa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/jornal.usp.br\/ciencias\/estudo-indica-um-dos-fatores-que-tornam-nova-variante-do-coronavirus-mais-contagiosa\/<\/u><\/a>&gt; <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-besha\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">[8] SANTOS, J. C.; PASSOS, G. A. <em>The high infectivity of SARS-CoV-2 B.1.1.7 is associated with increased interaction force between Spike-ACE2 caused by the viral N501Y mutation<\/em>. <strong>bioRxiv <\/strong>preprint doi: <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1101\/2020.12.29.424708\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/doi.org\/10.1101\/2020.12.29.424708<\/u><\/a> Dispon\u00edvel em:<br \/>\n<\/span><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.biorxiv.org\/content\/10.1101\/2020.12.29.424708v1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">&lt;https:\/\/www.biorxiv.org\/content\/10.1101\/2020.12.29.424708v1&gt;<\/u><\/a> <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-miju\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">[9] BERNAL, J. L. <em>et al<\/em>. <em>Effectiveness of Covid-19 Vaccines against the B.1.617.2 (Delta) Variant<\/em>. The New England Journal of Medicine. 2021. Dispon\u00edvel em: <\/span><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">&lt;<a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.nejm.org\/doi\/full\/10.1056\/NEJMoa2108891\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/www.nejm.org\/doi\/full\/10.1056\/NEJMoa2108891<\/u><\/a>&gt;<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muta\u00e7\u00f5es virais \u2013 parte 2 \u00a0 \u00a0 Voc\u00ea deve estar lendo, ouvindo ou assistindo diferentes not\u00edcias sobre as variantes do coronav\u00edrus, e, tamb\u00e9m, sobre novos riscos que elas podem gerar, certo? 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No texto anterior (que voc\u00ea pode ler clicando <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/salav\/2022\/05\/23\/replica-me-se-for-capaz\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">aqui<\/u><\/a>) falamos um pouco da din\u00e2mica viral e agora vamos falar de outros detalhes dessa coisa toda.<\/span><\/p><p id=\"viewer-9lvv5\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _2wn-L OreTe iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-rtl\" style=\"text-align: right;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><em>Gildo Girotto J\u00fanior<\/em><\/span><\/p><h2 id=\"viewer-4efpk\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>O que j\u00e1 sabemos<\/strong><\/span><\/h2><p id=\"viewer-5mfgt\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Os v\u00edrus est\u00e3o sujeitos aos mesmos mecanismos evolutivos que todos os seres vivos, inclusive n\u00f3s, humanos. Essas muta\u00e7\u00f5es podem, por meio de modifica\u00e7\u00f5es estruturais e qu\u00edmicas, alterar a forma como eles infectam as c\u00e9lulas. Algumas dessas altera\u00e7\u00f5es t\u00eam grande impacto na forma como os v\u00edrus se disseminam na popula\u00e7\u00e3o humana e como nosso organismo interage e reage na presen\u00e7a de v\u00edrus [1]. Neste texto, vamos falar sobre como algumas altera\u00e7\u00f5es j\u00e1 identificadas promovem a maior intera\u00e7\u00e3o do coronav\u00edrus com nossas c\u00e9lulas.<\/span><\/p><p id=\"viewer-efhkn\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Sabemos que as muta\u00e7\u00f5es dependem de mecanismos de altera\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica por meio dos quais sequ\u00eancias de genes distintas daquelas do v\u00edrus de refer\u00eancia s\u00e3o disseminadas na popula\u00e7\u00e3o dos parasitas, podendo levar a novas variantes [2]. Isso ocorre com o processo de c\u00f3pia do material gen\u00e9tico, RNA ou DNA, e torna a evolu\u00e7\u00e3o poss\u00edvel. S\u00e3o essas muta\u00e7\u00f5es no material gen\u00e9tico que ir\u00e3o, eventualmente, desencadear altera\u00e7\u00f5es nas estruturas e composi\u00e7\u00e3o do v\u00edrus. Isso porque nem toda altera\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica desencadeia uma altera\u00e7\u00e3o estrutural ou melhora na adapta\u00e7\u00e3o: se n\u00e3o forem interessantes para a sobreviv\u00eancia dele, acabam por desaparecer da popula\u00e7\u00e3o; se auxiliarem o parasita nas adapta\u00e7\u00f5es ao ambiente e a sua esp\u00e9cie hospedeira s\u00e3o disseminadas em novas c\u00f3pias. Podemos ressaltar tamb\u00e9m que a sele\u00e7\u00e3o natural e a jun\u00e7\u00e3o de processos que levam a varia\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas s\u00e3o os principais respons\u00e1veis por definir se uma muta\u00e7\u00e3o ocorrer\u00e1 e se permanecer\u00e1 naquela popula\u00e7\u00e3o [3].<\/span><\/p><h3 id=\"viewer-50p6g\" class=\"_3qMKZ _1j-51 _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>Um baile a dois: o sistema chave e fechadura<\/strong><\/span><\/h3><p id=\"viewer-c17ou\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Na capa proteica do coronav\u00edrus h\u00e1 uma prote\u00edna denominada <em>Spike <\/em>(<em>Spike<\/em> \u00e9 uma palavra do ingl\u00eas que significa espinho) ou, simplesmente, S. Essa prote\u00edna interage com as nossas c\u00e9lulas abrindo caminho para que o material gen\u00e9tico do v\u00edrus consiga penetrar. Precisamos, portanto, entender porque a mudan\u00e7a nessa prote\u00edna ocorreria e como identific\u00e1-la, bioquimicamente falando. <\/span><\/p><p id=\"viewer-4ilvn\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Observemos ent\u00e3o o caso das variantes do coronav\u00edrus, falando especificamente da intera\u00e7\u00e3o da prote\u00edna S com o receptor celular, denominado ACE2. Podemos pensar que quanto maior a atra\u00e7\u00e3o entre prote\u00edna e receptor, mais f\u00e1cil ser\u00e1 do v\u00edrus nos contagiar, despejando seu material gen\u00e9tico em nossas c\u00e9lulas.<\/span><\/p><p id=\"viewer-8148d\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> A conex\u00e3o entre a prote\u00edna S e a prote\u00edna ACE2 da c\u00e9lula pode ser associada \u00e0 conhecida analogia chave e fechadura que ocorre entre enzimas e substratos, uma vez que o processo de intera\u00e7\u00e3o qu\u00edmica \u00e9 semelhante [4]. \u00c9 como se partes da prote\u00edna fossem chaves que se encaixam bem nas fechaduras da prote\u00edna de nossas c\u00e9lulas. Mas, no caso de muta\u00e7\u00f5es, esses encaixes podem ser melhorados se as intera\u00e7\u00f5es entre as mol\u00e9culas de S e do receptor ACE2 se tornarem mais fortes. Vamos considerar este ponto para an\u00e1lise.<\/span><\/p><p id=\"viewer-c5eu7\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> As prote\u00ednas s\u00e3o formadas pela uni\u00e3o de um conjunto de mol\u00e9culas que podem se repetir diversas vezes. \u00c9 como se peg\u00e1ssemos 22 pe\u00e7as diferentes, dispon\u00edveis quase que infinitamente no ambiente, e as combin\u00e1ssemos de modo a montar uma grande cadeia. Essas pe\u00e7as s\u00e3o as mol\u00e9culas de amino\u00e1cidos. Por diferentes raz\u00f5es, desde fatores como a temperatura, acidez e ainda fatores que n\u00e3o est\u00e3o muito bem elucidados, essas combina\u00e7\u00f5es podem variar. O que reconhecemos nos estudos \u00e9 a possibilidade de elimina\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas ou substitui\u00e7\u00e3o de alguns amino\u00e1cidos por outros. Essas mudan\u00e7as geram prote\u00ednas diferentes, sendo uma das raz\u00f5es para termos as variantes virais.<\/span><\/p><p id=\"viewer-frudl\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Assim, como a prote\u00edna S atrai e \u00e9 atra\u00edda por nosso receptor ACE2 para uma determinada composi\u00e7\u00e3o a intera\u00e7\u00e3o pode aumentar por conta da pr\u00f3pria natureza das mol\u00e9culas e tamb\u00e9m devido \u00e0s posi\u00e7\u00f5es e estruturas dos novos amino\u00e1cidos, que podem se ajustar mais adequadamente estabelecendo um contato mais intenso com o receptor. Quanto maior essa intera\u00e7\u00e3o, maior a quantidade de v\u00edrus que consegue efetivamente depositar seu RNA e, como apontam alguns estudos [5][6], o maior n\u00famero de v\u00edrus que efetivamente entram em nossas c\u00e9lulas pode ser respons\u00e1vel pelo agravamento da doen\u00e7a, pois mais c\u00e9lulas ser\u00e3o comprometidas e mais \u00f3rg\u00e3os poder\u00e3o ser afetados.<\/span><\/p><h3 id=\"viewer-8p9c5\" class=\"_3qMKZ _1j-51 _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>A m\u00fasica est\u00e1 mudando<\/strong><\/span><\/h3><p id=\"viewer-1occ7\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Em janeiro de 2021, pesquisadores da faculdade de medicina de Ribeir\u00e3o Preto (FMRP), por meio de um conjunto de an\u00e1lises e simula\u00e7\u00f5es computacionais, pesquisaram especificamente como a mudan\u00e7a de um dos amino\u00e1cidos da prote\u00edna S poderia explicar a maior taxa de cont\u00e1gio da muta\u00e7\u00e3o viral identificada em setembro de 2020 e conhecida como variante Alfa [7]. O que se sabia por meio de estudos anteriores \u00e9 que entre o v\u00edrus original de refer\u00eancia, identificado em 2019, e essa muta\u00e7\u00e3o havia uma troca de um amino\u00e1cido identificada por N501Y. Mas o que isso significa?<\/span><\/p><p id=\"viewer-8boa7\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Essas letras e n\u00fameros identificam de qual amino\u00e1cido estamos falando e a posi\u00e7\u00e3o em que ele se encontra na estrutura da prote\u00edna. O N se refere a um amino\u00e1cido chamado asparagina, o n\u00famero, 501, indica sua posi\u00e7\u00e3o e o Y se refere a um amino\u00e1cido chamado tirosina, que substituir\u00e1 o primeiro. Dessa forma, N501Y significa a troca de uma asparagina por uma tirosina na posi\u00e7\u00e3o 501[8]. Essa troca de mol\u00e9culas gera uma intera\u00e7\u00e3o mais forte junto ao receptor de nossas c\u00e9lulas. A figura 1 busca representar as intera\u00e7\u00f5es antes e depois da mudan\u00e7a dos amino\u00e1cidos.<\/span><\/p><div id=\"viewer-5ori2\" class=\"_2vd5k JP7h-\" style=\"text-align: justify;\"><div class=\"_3CWa- Dv9jC Dv9jC _28A1_ _9Rxbb _9Rxbb\"><div class=\"_2kEVY\" tabindex=\"0\" role=\"button\" data-hook=\"imageViewer\"><div class=\"_3WJnn _2Ybje\"><img class=\"OzAYt _3xs9_ aligncenter\" src=\"https:\/\/static.wixstatic.com\/media\/79e10a_eb40b433da97420e8dbc58ee80aeba28~mv2.png\/v1\/fill\/w_938,h_953,al_c,q_95\/79e10a_eb40b433da97420e8dbc58ee80aeba28~mv2.webp\" width=\"938\" height=\"953\" data-pin-url=\"https:\/\/salacincoiq.wixsite.com\/salacinco\/post\/dan\u00e7a-dos-amino\u00e1cidos\" data-pin-media=\"https:\/\/static.wixstatic.com\/media\/79e10a_eb40b433da97420e8dbc58ee80aeba28~mv2.png\/v1\/fit\/w_938%2Ch_953%2Cal_c,enc_auto\/file.png\" \/><\/div><\/div><\/div><\/div><p id=\"viewer-4gglc\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _1oG79 ykIOg iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: center;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>Figura 1:<\/strong> Altera\u00e7\u00e3o na estrutura qu\u00edmica de amino\u00e1cidos do Sars-Cov-2<br \/><\/span><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">Gian Carlo Guadagnin\/Sala Cinco<br \/><\/span><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">Fonte: Universidade de S\u00e3o Paulo [7]<\/span><\/p><p id=\"viewer-emc0r\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Outras variantes tamb\u00e9m j\u00e1 tiveram as intera\u00e7\u00f5es entre a prote\u00edna e o receptor identificadas. Por exemplo, a variante Delta apresenta mudan\u00e7as nos nos amino\u00e1cidos L452R e T478K. J\u00e1 sabemos o que esses c\u00f3digos significam: na L452R a primeira letra determina o amino\u00e1cido leucina (L), que ser\u00e1 substitu\u00eddo na posi\u00e7\u00e3o 452 pelo amino\u00e1cido arginina (R); no caso da T478K temos, de forma semelhante, a substitui\u00e7\u00e3o de uma treonina (T), na posi\u00e7\u00e3o 478 por uma lisina (K), o que faz com que o v\u00edrus consiga interagir melhor com as c\u00e9lulas. Uma das consequ\u00eancias dessa altera\u00e7\u00e3o \u00e9 a maior transmissibilidade comparada com outras variantes. <\/span><\/p><h3 id=\"viewer-92qoq\" class=\"_3qMKZ _1j-51 _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>Sem errar o passo <\/strong><\/span><\/h3><p id=\"viewer-aoo1c\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Um fator que \u00e9 apontado pela ocorr\u00eancia de muta\u00e7\u00f5es \u00e9 a alta taxa de transmiss\u00e3o do v\u00edrus, uma vez que, quanto mais v\u00edrus circula, maior a quantidade de replica\u00e7\u00f5es e maiores s\u00e3o as chances de altera\u00e7\u00e3o [5][6]. Deste modo, a dificuldade de controle dos casos de contamina\u00e7\u00e3o podem levar a novas adapta\u00e7\u00f5es do v\u00edrus tornando-o mais transmiss\u00edvel. <\/span><\/p><p id=\"viewer-ari2n\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Se ainda existem muitas pessoas que n\u00e3o est\u00e3o imunizadas, o v\u00edrus tem maiores possibilidades de se reproduzir, aumentando as chances de ocorrerem altera\u00e7\u00f5es no material gen\u00e9tico. Assim, com a taxa de vacina\u00e7\u00e3o ainda baixa, temos dois problemas. Primeiro, ainda que as vacinas tenham se mostrado eficientes frente \u00e0s variantes [9], muitas pessoas n\u00e3o est\u00e3o imunizadas e as variantes podem gerar casos mais graves da doen\u00e7a. Segundo, mesmo vacinados ainda podemos transmitir a doen\u00e7a. Logo, algumas medidas, como manter o distanciamento e o uso de m\u00e1scaras, devem continuar por algum tempo.<\/span><\/p><p id=\"viewer-fegbg\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">Ter consci\u00eancia disso e manter essas medidas nos levar\u00e1 ao enfrentamento mais r\u00e1pido desse cen\u00e1rio de pandemia diminuindo as possibilidades de novos surtos da doen\u00e7a. <\/span><\/p><h4 id=\"viewer-54mj1\" class=\"_3qMKZ _1j-51 _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify;\"><b>Refer\u00eancias:<\/b><\/h4><p id=\"viewer-9jniu\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">[1]<strong> The Virus:<\/strong> How do mutations cause viral evolution? YALE School of medicine. Dispon\u00edvel em:<br \/><\/span><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">&lt;<a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/medicine.yale.edu\/coved\/modules\/virus\/evolution\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/medicine.yale.edu\/coved\/modules\/virus\/evolution\/<\/u><\/a>&gt;<\/span><\/p><p id=\"viewer-d0m4j\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">[2] <strong>O que s\u00e3o muta\u00e7\u00f5es, linhagens e cepas<\/strong>. Fiocruz. Dispon\u00edvel em: <\/span><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">&lt;<a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/agencia.fiocruz.br\/o-que-sao-mutacoes-linhagens-cepas-e-variantes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/agencia.fiocruz.br\/o-que-sao-mutacoes-linhagens-cepas-e-variantes<\/u><\/a>&gt;<\/span><\/p><p id=\"viewer-d964g\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">[3] FLEISCHMANN, W. R. <em>Viral genetics<\/em>. In S. Baron (Ed.), <strong>Medical microbiology <\/strong>(4 ed., cap. 43). Galveston, TX: University of Texas Medical Branch at Galveston. Dispon\u00edvel em: <\/span><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">&lt;<a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/books\/NBK8439\/#_A2323_\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/books\/NBK8439\/#_A2323_<\/u><\/a>&gt;<\/span><\/p><p id=\"viewer-9ss3g\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">[4] NISHIOKA, S. de A. <em>Sele\u00e7\u00e3o de um anticorpo de dom\u00ednio \u00fanico e seu potencial para o tratamento e preven\u00e7\u00e3o da COVID-19.<\/em> Una SUS. Dispon\u00edvel em: &lt;<a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.unasus.gov.br\/especial\/covid19\/markdown\/298\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/www.unasus.gov.br\/especial\/covid19\/markdown\/298<\/u><\/a>&gt;<\/span><\/p><p id=\"viewer-9fbta\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _3M0Fe aujbK iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">[5] <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S1201971220322372#\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\">MOHAMMAD, A. <\/a>et al. <em>Higher binding affinity of furin for SARS-CoV-2 spike (S) protein D614G mutant could be associated with higher SARS-CoV-2 infectivity. <\/em><a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/journal\/12019712\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><strong>International Journal of Infectious Diseases<\/strong><\/a>. v<a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/journal\/12019712\/103\/supp\/C\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"> 103<\/a>, February 2021, p. 611-616. Dispon\u00edvel em: <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S1201971220322372#\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">&lt;https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S1201971220322372#&gt;<\/u><\/a> <\/span><\/p><p id=\"viewer-c3co1\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">[6] <strong>Variante Delta: as 5 muta\u00e7\u00f5es que tornam coronav\u00edrus mais contagioso e preocupante.<\/strong> BBC. Dispon\u00edvel em :<br \/><\/span><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">&lt;<a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/geral-57760985#:~:text=Um%20estudo%20liderado%20por%20pesquisadores,pandemia%2C%20no%20fim%20de%202019\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/geral-57760985#:~:text=Um%20estudo%20liderado%20por%20pesquisadores,pandemia%2C%20no%20fim%20de%202019<\/u><\/a>.&gt;<\/span><\/p><p id=\"viewer-e512h\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">[7] <strong>Estudo indica um dos fatores que tornam nova variante do coronav\u00edrus mais contagiosa<\/strong>. USP. Dispon\u00edvel em:<br \/><\/span><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">&lt;<a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/ciencias\/estudo-indica-um-dos-fatores-que-tornam-nova-variante-do-coronavirus-mais-contagiosa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/jornal.usp.br\/ciencias\/estudo-indica-um-dos-fatores-que-tornam-nova-variante-do-coronavirus-mais-contagiosa\/<\/u><\/a>&gt; <\/span><\/p><p id=\"viewer-besha\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">[8] SANTOS, J. C.; PASSOS, G. A. <em>The high infectivity of SARS-CoV-2 B.1.1.7 is associated with increased interaction force between Spike-ACE2 caused by the viral N501Y mutation<\/em>. <strong>bioRxiv <\/strong>preprint doi: <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1101\/2020.12.29.424708\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/doi.org\/10.1101\/2020.12.29.424708<\/u><\/a> Dispon\u00edvel em: <br \/><\/span><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.biorxiv.org\/content\/10.1101\/2020.12.29.424708v1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">&lt;https:\/\/www.biorxiv.org\/content\/10.1101\/2020.12.29.424708v1&gt;<\/u><\/a> <\/span><\/p><p id=\"viewer-miju\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">[9] BERNAL, J. L. <em>et al<\/em>. <em>Effectiveness of Covid-19 Vaccines against the B.1.617.2 (Delta) Variant<\/em>. The New England Journal of Medicine. 2021. Dispon\u00edvel em: <\/span><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">&lt;<a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.nejm.org\/doi\/full\/10.1056\/NEJMoa2108891\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/www.nejm.org\/doi\/full\/10.1056\/NEJMoa2108891<\/u><\/a>&gt;<\/span><\/p><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><\/article><\/div>","_et_gb_content_width":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-1520","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-https-www-blogs-unicamp-br-salav-textos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.9 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>DAN\u00c7A DOS AMINO\u00c1CIDOS - Sala V<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/salav\/2022\/05\/23\/danca-dos-aminoacidos\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"DAN\u00c7A DOS AMINO\u00c1CIDOS - Sala V\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Muta\u00e7\u00f5es virais \u2013 parte 2 \u00a0 \u00a0 Voc\u00ea deve estar lendo, ouvindo ou assistindo diferentes not\u00edcias sobre as variantes do coronav\u00edrus, e, tamb\u00e9m, sobre novos riscos que elas podem gerar, certo? 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